História Por Tu Amor - Capítulo 12


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aluna, Colegial, Drama, Lesbicas, Professora, Romance, Teacher
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Palavras 1.845
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem pela demora, mas passei por uma semana conturbada e fiquei sem ânimo para escrever.
Enfim, espero que aproveitem o capítulo e não esqueçam de comentar, ok?

Capítulo 12 - Decisiones


- Ah, sim... Estou bem. – Respondi. – Quando iremos viajar para Neville?

- Hoje à noite. Você tem a permissão para ir para casa agora mesmo, nos encontramos no aeroporto às vinte horas.

Concordei e deixei o quartei. Eu estava bastante ansiosa e nervosa com a ideia de voltar para Neville, e esse sentimento foi o mesmo que senti há um ano quando eu tive a oportunidade de ir para Neville e preferi continuar em Sillior. A verdade era que eu estava medo, medo da Diane ter seguido em frente e eu não saber lidar com a situação, em Sillior eu estava em minha zona de conforto, em minha mente ela sempre estaria me esperando, mas dois anos não são dois dias. No corredor, do lado de fora do quartel, comecei a me sentir um pouco tonta e apoiei a cabeça no tijolo frio da parece. Só iria recuperar o fôlego e sairia dali.

Alguém deve ter me visto. A porta se abriu.

- Oi. – Disse uma voz.

Olhei para cima. Lena estava parada à porta. Fez um gesto para eu entrar. Meu corpo entrou no modo piloto automático e a segui. Lena foi uma das primeiras pessoas com quem tive contato no quartel e acabamos ficando muito próximas e no calor do momento acabamos ficando, mas deixei claro que eu amava uma única pessoa e bem, ela parou de insistir.

- O tenente também me convidou para ir a Neville. – Disse Lena, sentando-se. Sentei-me ao lado dela, ainda apertando com força minhas mãos. Ainda não tinha certeza de que não desmaiaria. Respirei fundo, segurei o ar dez segundos e exalei lentamente, tão silenciosamente quanto possível. – Eu sei o que você passou em Neville, tem certeza que está pronta para voltar? Posso falar com ele e podemos colocar outra pessoa em seu lugar. – Manuseou alguns papéis, tudo de forma profissional.

- Não... Eu preciso ir, Lena... Eu desisti da outra vez e se eu desistir agora talvez eu nunca volte a reencontrar a Diane. – Levantei e gesticulei as mãos de forma nervosa. – Eu pensei que poderia superar a falta dela, mas agora, com essa decisão de voltar a Neville só percebi que o que sinto por ela não morreu.

Lena levantou-se e caminhou até onde eu estava, vi que seus olhos estavam marejados e eu sabia o porquê.

- Se é isso que te faz feliz... Eu fico feliz por você. – Deu um sorriso fraco. Mordi meu lábio inferior e baixei a cabeça, tudo aquilo estava sendo difícil e eu teria que ser forte. Dei um abraço nela e sai do quartel.

-

Cheguei ao aeroporto minutos antes do voo decolar e o tenente quase surtou, mas dei um jeito de me justificar. Nós embarcamos e eu senti a mesma sensação de dois anos atrás quando tive que deixar Neville.
Depois de longas horas de viagem havíamos desembarcado em Neville e me surpreendi quando vi a cidade, tudo estava mudado, novos edifícios, hotéis, supermercados... Neville havia passado por uma mudança radical. Seguimos para o hotel e resolvemos descansar, pois no dia seguinte tínhamos que ir ao quartel da cidade combinar como seria o desfile.

-

A noite do desfile estava calorosa e isso era bom, pelo menos não teríamos que nos preocupar com alguma chuva inesperada. Fomos para o colégio San Bartolomé, onde iria ocorrer o desfile e a festa. O colégio continuava o mesmo e senti uma nostalgia ao me aproximar, era como se o tempo não tivesse passado e eu só estava indo para mais uma festinha do colégio.

Assim que entramos no colégio fomos direto para o pátio onde a banda marcial estava se preparando para começar o ensaio e ao lado havia várias crianças se organizando em uma fila. As pessoas chegavam aos poucos e logo o salão ficou lotado.

- Você está gelada. – Lena comentou ao segurar minha mão. – Tudo bem?

- Sim, estou bem, é só nervosismo... É difícil voltar aqui. – Disse eu, dei um sorriso fraco e apartei a mão dela de leve.

- Valentina? – Uma voz infantil chamou-me nome e eu virei-me para ver de quem pertencia à voz. – Olha mamãe, é a Valentina.

Senti-me sem chão quando vi a Bianca ali e quando desviei meu olhar para a mesa vi a Diane me olhando, e novamente ocorreu à mesma coisa de três anos atrás, nossos olhares se encontraram.

- Eu não creio no que meus olhos veem. – Debora comentou e eu ri, ela continuava a mesma louca de sempre e como falei era como se os anos não tivessem passado.

Abracei a Bianca e logo fui em direção à mesa onde estavam meus amigos e a Diane, o clima ficou estranho, mas era normal, não foram três dias, foram três anos. Abracei a Debora e o Gui e fiquei sem saber o que eu iria fazer com a Diane e agradeci quando ela tomou iniciativa e me puxou para um abraço. O abraço eletrizou meu quarto e fiquei sem saber como reagir.

- Ah, essa é a Lena, minha amiga. – Falei quando percebi que ainda não tinha apresentado à ruiva.

Lena cumprimentou todos na mesa e percebi o 0lhar das duas, um olhar de ciúme que qualquer um notaria. Ela ainda continuava de mãos dadas comigo e eu sabia que era forma de provocar a Diane.

- Podemos conversar a sós? - Perguntou já levantando da mesa. Ela trajava um vestido vermelho que realçada suas curvas e um batom da mesma cor.

 

- Claro. - Confirmei.

 

Saímos para o lado de fora da festa onde estavam as crianças e os casais.

 

- Ela é sua namorada? - Diane questionou, ri com a pergunta, mas a loira permaneceu calada. - Está nervosa. - Afirmou ainda me encarando. - Você não deixou essa mania, sempre que fica nervosa começa a rir.

 

- Você acertou, estou nervosa. - Falei.

 

- E por quê?

 

- Você sempre me deixa assim. E respondendo sua pergunta, ela não é minha namorada.

 

- “Senhora e senhores, hoje damos início a mais um…”.

 

Ouvíamos ao longe e sabíamos que tínhamos que voltar para o pátio.

 

- Você vai embora novamente? - Ela perguntou e sua voz estava trêmula, eu não sabia se ela estava chorando, pois o local estava escuro.

 

-Depende de você. - Falei. - Você seguiu em frente?

 

- Você acha? - Rebateu, mas não respondi. - Se eu tivesse seguido em frente não estaria aqui com você. Eu te amo!  – Quando eu a ouvi falar "te amo" novamente meu mundo desabou e a realidade veio à tona e com ela as lágrimas.

 

- Vamos para outro lugar? – Sugeri. Eu queria um lugar com mais privacidade para podemos conversar sobre tudo.

- E o desfile? -Perguntou e desviou o olhar para o pátio.

 

- Bianca vai entender…

 

- Eu sei que sim, mas e seu superior?

 

- Não importa mais, irei ficar aqui em Neville.

 

Ela deu um largo sorriso e saímos de lá às pressas como duas adolescentes fugindo dos pais. Fomos para a casa da Diane que estava do mesmo jeito de anos atrás.

 

Ficamos bebendo na sala e conversando sobre o que fizemos nesses últimos anos e fiquei surpresa quando descobri que meu pai mantinha meus amigos e ela informados sobre tudo que acontecia comigo. Diane confessou que pediu para que meu pai não falasse nada sobre ela e Neville, ela queria que eu construísse meu futuro e ter tempo para pensar se eu realmente a amava.

 

Meu celular começou a tocar desesperadamente e vi o número da Lena, apenas ignorei, eu queria passar a noite com a Diane e era isso que eu iria fazer. Mandamos mensagem para o Gui e a Débora e pedíamos para que eles ficassem com a Bianca e lógico eles concordaram imediatamente.

 

- Vivi pra ver você nesse traje. - Comentou. Sorri e a puxei para um beijo, o beijo que eu esperei por tanto tempo.

 

O beijo ficou caloroso e quando percebemos já estávamos arrancando nossas roupas e nos beijando com vontade.

 

-

 

Acordei no dia seguinte com a claridade e quando me virei dei de cara com a Diane me fitando. Espreguicei-me e dei um meio sorriso assim que a vi ao meu lado, era surreal, parecia um sonho e não queria acordar.

 

- Bom dia! - Falou com a voz rouca e abriu um largo sorriso.

 

- Bom dia! - Falei com a voz manhosa. Recebi um rápido selinho e ela levantou-se da cama me dando a visão de seu corpo desnudo.

 

Fiquei na cama por mais alguns minutos. Tudo aquilo parecia surreal, eu não imaginava que estaria com ela novamente e lá estava eu na cama dela em um domingo de manhã.

 

Peguei meu celular em cima da cômoda e havia várias mensagens da Lena e do tenente. Eu estava encrencada, mas aquilo não importava mais.

 

-

 

Quando sai da casa da Diane fui direto ao hotel onde estavam me esperando.

 

- O que aconteceu com você ontem, Valentina? - Ele questionou visivelmente desapontado. Lena continuava sentada na poltrona a minha frente e sua expressão era indecifrável.

 

- Eu tive que resolver um grande problema. Mas creio que a Lena fez um ótimo trabalho em minha ausência.

 

- Sim, ela fez. - Afirmou e vi um sorriso se formar no rosto da ruiva. - E o que aconteceria se ela não estivesse lá? Você não pode simplesmente sumir.

 

- Se ela não estivesse lá, eu certamente estaria.

 

- Enfim, espero que isso não se repita. - Ele levantou e depositou o copo vaziou em cima do centro de vidro. - Hoje vamos voltar para Sillior.

 

- Eu não vou voltar. - Disse eu com a voz baixa. Ele virou-se e ficou me encarando boquiaberto. Lena não estava tão surpresa quanto ele, no fundo ela já sabia o motivo da minha decisão.

 

- E por quê? -Perguntou confuso com a minha decisão.

 

- Tenho uma pessoa importante aqui.

 

Depois de muita insistência da parte dele para que eu voltasse a Sillior, eu não cedi e ele acabou se conformando.

 

- Vou sentir tanto sua falta. - Lena confessou ao me abraçar. Não sei por que, mas senti uma tristeza profunda ao ter que me despedir dela. Ela segurou meu rosto e olhou em meus olhos. - Você realmente quer que eu vá embora? Você realmente ama a Diane?

 

Aquelas perguntas me pegaram de um jeito que fiquei sem saber o que responder. O último chamado para o embarque ecoou pelo corretor e já não tinha ninguém para embarcar.

 

- Preciso de uma resposta. - Lena disse olhando para a entrada do embarque.

 

- Não quero ficar longe de você, mas eu ainda estou confusa com o que sinto com a Diane. Foram três anos distantes, muitas coisas mudaram e eu realmente me sinto deslocada aqui.

 

- Eu não estou te obrigando a tomar uma decisão agora. Eu esperei esses anos todos, não me importo de esperar mais um pouco. - Falou abrindo um sorriso e me abraçando fortemente. - Eu te amo, Valentina. Sempre te amei. - Falou em meu ouvido.


Notas Finais


Não corrigi o capítulo todo, então se tiver algum erro já sabem... xd
Até breve!


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