História Por um fio - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais
Tags Jeon Jungkook, Jikook, Jimin Bottom, Jungkook Top, Kookmin, Park Jimin
Visualizações 347
Palavras 2.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sei que demorei pra caralho
Mas escrever algo assim demanda tempo pra cacete
Enfim

Espero que gostem

Capítulo 2 - Pistola


Fanfic / Fanfiction Por um fio - Capítulo 2 - Pistola

Estava tudo escuro. Tudo não passava de um breu. Jimin estava tentando recuperar a consciência, porém ainda havia algo o impedindo de abrir os olhos. Sua respiração era tão falha que os pulmões queimavam. Jurou ver a morte de perto, encostando em sua cabeça e pedindo para que deixasse de viver. As mãos ardiam e murmurava algo quase que sem forças. Ouviu gritos, falas, mas estava tão longe que não pode decifrar o que seria.

 

— Vamos levantar! Um, dois, três! — Quando deu-se por si ouviu o ranger de concreto sendo erguido por braços fortes de bombeiros fardados com mangueiras e utensílios nos bolsos das vestimentas coloridas. Havia luz, muita luz, e pela primeira vez estava feliz por estar vivo.

 

Agradeceu imensamente internamente para aqueles homens. Estava deitado de bruços e enormes blocos de restos da parede estavam em cima de si. Por muito pouco — ou diga-se de passagem, por alguns metros de ferros — não havia sido prensado e praticamente esmagado com os miolos para fora.

Não conseguia se movimentar. Estava deitado de bruços e parte de sua cabeça escorria uma grande quantidade de sangue, misturada com casquinhas do que já havia sido curado. O rosto sujo da poeira, as vestimentas médicas disformes e ferradas por conta da tragédia. Estava tudo uma merda, exatamente tudo. Sua perna doía horrores e quando tentou movimentá-la urrou de dor. Com toda certeza havia sido atingida com muita força durante o terremoto.

 

Oh não, terremoto!

 

A respiração começou a ficar descompassada. O hospital havia sofrido uma tremenda catástrofe. O terceiro andar havia sido completamente destruído. Levando consigo alguns dos medicamentos para doenças mais leves e máquinas para respiração. Merda, teriam de arcar com aquilo. O primeiro andar, onde comportava os pacientes, tanto da UTI quantos dos doentes menos graves, estava uma confusão completa. Por conta da falta de energia durante o processo do terremoto alguns dos pacientes foram dessa para uma melhor. As máquinas foram desligadas e não poderiam fazer muita coisa para salva-los, afinal, também estavam sofrendo com aquela porra toda. O gerador ligou e por muito pouco não perderam ainda mais pessoas hospitalizadas. Era o verdadeiro caos e Park estava no meio dele, desesperado.

Foi aí quando se lembrou. Seu pai. A última coisa que haviam feito antes de tudo aquilo acontecer foi uma briga ridícula sobre seu cargo. E agora não fazia ideia de como ele estava e onde estava. E se estivesse morto? Deus, não podia pensar nesta possibilidade catastrófica. Dois bombeiros lhe olhavam tristes e três amigos de hospital, médicos dos quais confiava, estavam tentando amparar os machucados aparentes de Jimin, mesmo que contra a sua vontade. A dor sumiu assim que tomou conta da situação. Porra, era muita coisa para sua cabeça aguentar.

 

— Parem de ser idiotas, eu estou bem. Vão cuidar de quem está mais ferido. — Sorriu e recebeu sorrisos amarelos em troca. Todos estavam abalados. Todos de certa forma abatidos e feridos. Todos com um caso em comum e se alguém não estivesse lúcido o suficiente aquilo tudo iria por água abaixo, mais do que já estava. — Onde está o doutor Park?

 

— Seu pai? — Questionou o profissional enquanto encaixava os utensílios para cortar parte do concreto na parede. — Eu sinto muito garoto... Viemos o mais rápido possível, mas... Infelizmente essa carga toda esmagou o corpo frágil daquele senhor. Não pudemos faz— Foi cortado por um pigarro do mais novo, que levantou-se com dificuldade, se apoiando no que via pela frente.

 

— Está certo. Eu imaginava. Obrigado por estarem aqui. — Queria poder ficar triste e chorar milhões de lágrimas, mas não podia. Era seu pai. Merda! Era seu próprio pai, morto em meio aquelas ferragens por conta de um terremoto desgraçado. Porém, mesmo com aquela amargura lhe cercando, teria de ser racional. Era um hospital, todos estavam em perigo. Ou ele ficava louco ou ele consertava o mínimo que podia.

— O que vamos fazer agora? Não temos uma base para continuar. Vocês sabem... Ele está... — Ouviu murmúrios do outro canto da sala enquanto os bombeiros faziam o trabalho de limpar a área. Os médicos estavam confusos por conta de não ter um mandante para saciar seus desejos. Chul e mais dois outros funcionários, como a própria enfermeira correram para aquele local, desesperados e esbaforidos.

 

— Deus! Vocês estão bem? — O dono de cabelos pretos lhe lançou um olhar triste. O mais velho o examinava de cima a baixo e notou o saco preto amarrado logo ao lado. "Puta merda" - foi a única coisa que conseguiu pensar quando a ficha caiu. — C-como?

 

— O que vê aqui já não é o suficiente para saber o que aconteceu, Chul? — Respondeu um dos outros que levava a mão para as têmporas, massageando ali.

 

— Como vamos nos manter sem... O Park? — Questionou embargado, quase vomitando por simplesmente estar chocado demais.

 

— Vamos resolver isso logo! — Todos se olhavam cúmplices, tentando achar uma solução viável.

 

— Jimin... Você é filho dele. Não temos tempo Chul, vamos pelo mais lógico. Trate isso como herança de família, ou sei lá. Temos mais pessoas para cuidar. — O médico respondeu indiferente e o baixinho engasgou-se com a suposição de ser o novo chefe do hospital. —  Parabéns, você cuida desse inferno agora. — Afagou os cabelos negros e correu para a porta. — Obrigado bombeiros, vocês fizeram um ótimo trabalho. Agora, o resto é com a gente. Corram!

— Filho da puta... Eu não aceito! — Obviamente aquele imbecil não gostaria de ter alguém como Park no comando, mas também, não teria como intervir. Era a lei. Levou um soco no estômago de um dos companheiros para que pudesse acordar para a realidade. Jimin não pode ouvir o que estavam sussurrando logo depois, mas resolveu digerir todas as informações primeiro, antes que sua cabeça explodisse.

 

Caminharam pelas escadas e encontraram o primeiro andar devastado. Os clientes que esperavam consulta estavam no chão, chorando, era o caos. Alguns tentavam tirar os soros e alguma parte de concreto que cobria os parentes e amigos atolados no cimento. Por outros a equipe médica estava tentando acalmar, outros ajudavam a fazer respiração, com tubos manuais de oxigênio. Uma bombeada a cada dez segundos. Era o suficiente para manter alguém que não conseguia respirar por si só, vivo.

 

Tentaram ao máximo organizar todo aquele inferno. Algumas pessoas precisaram de talas e muitas faixas. Graças ao terremoto perderam setenta porcento dos equipamentos e principalmente os medicamentos necessários para proceder com cirurgias de emergências, ou costuras na pele, nem mesmo poderiam curar de fraturas expostas. Tudo o que tinham era casto, e tiveram de medir exatamente o que usar e em quem usar. Os que estavam mais feridos iriam primeiro.

Em breve teriam de correr para buscar alimento e água, já que o que tinham ali era escasso demais. Mesmo derrotados por uma catástrofe natural, ainda estavam sóbrios. Nada lhes subiu a cabeça. Algumas pessoas gritavam assustadas, tremiam, sacolejavam as camas, choravam horrores. A única reação de Park foi atender o máximo deles, limpar o sangue e retirar o que havia desabado para colocar em um canto. O gerador não funcionaria por muito tempo, pois necessitava de gasolina. Nenhum estacionamento por perto. Merda. Tentava ficar frio naquela anarquia, porém, ainda assim, não pensar nas consequências futuras era impossível.

 

Imaginava-se quase rasgando o peito tentando buscar por ar, sentindo a língua secar por falta de água e principalmente, morrendo no escuro sem que pudesse ajudar outras pessoas.

 

Foi designado como chefe, líder. Não tinha experiência alguma como aquilo. Jimin estava perdido. Chul, nem nenhum de seus colegas, principalmente os que caçoavam da situação do de cabelos negros, fariam de tudo para o tirar do poder. Na realidade, não era isso que queria, afinal, aquilo não era uma guerra. Era sobrevivência.

O garotinho do machucado no joelho estava sentado em um canto, tentando puxar o tecido do uniforme do bombeiro, chamando-lhe a atenção enquanto as lágrimas quentes lhe desciam pelo rosto. Parecia triste, em um misto de desespero. Correu para sua presença e ajoelhou-se perante o mais novo.

 

— Senhor Park... E-eu... Você poderia auxiliar este garoto? — Tentou ao máximo ser calmo enquanto falava, o profissional de bombeiro fazia carinho nos cabelos do menino enquanto encaixava alguns pedaços de ferro perante o concreto desmontado bem a sua frente.

 

— P-por favor... Pelo amor de tudo que seja bom... Salve-a! — Por impulso o moreno lhe abraçou, forte. Alguém muito importante para o garotinho estava ali, e com toda a certeza agora não teriam pontos que curassem a sua dor. Parecia abatido, cansado e principalmente amargurado. Quem quer que estivesse dentre os pedaços da parede, agora sua alma estaria em um lugar melhor, sendo assim seu corpo uma nova vítima do terremoto.

 

— Vamos comer alguns doces, sim? Ou prefere beber água? — Depois de alguns minutos sentado com o garoto em seus braços finalmente conseguiu o convencer de sair dali para tomar um ar, quem sabe descansar em uma das cadeiras ou macas do hospital, cedendo um lugar para dormir. Parecia ser tarde da noite, embora os estilhaços do vidro da porta não mostrassem lá muita coisa.

 

— Moço... — Puxou o jaleco sujo para si, chamando-lhe a atenção. — Vamos ficar bem, não é?

 

— Sim, vamos sim. E se caso algo acontecer, eu juro que eu combaterei todo o mal para te proteger, sim? — Por muito pouco o menino sorriu, enquanto voltava seus olhos para a cena do bombeiro desenterrando algo que parecia ser uma mulher de cabelos claros.

 

— Vai ser igual aos pontos? — Os olhinhos brilhavam em esperança e Park jurou que seu coração havia derretido.

 

Sim, igual aos pontos. — Retribuiu o sorriso grandioso enquanto circulava com o garoto segurando-lhe a mão. Não o deixaria por nada.

Com um beijo estalado na testa Jimin pode deixar o garotinho dormir em uma sala reservada. Encostou-se na parede ao lado enquanto deslizava pela merda, até chegar no chão e sentir o frio do piso, junto com poeira dos tijolos em seus dedos curtos. Segurou os cabelos em coloração preta com força, quase os arrancando do couro cabeludo.

 

Merda, estava sendo tão difícil. Por um momento cogitou a ideia de chorar. Entretanto, aquelas gotículas saíram de seus olhos naturalmente, como cachoeiras abarrotadas de água. Como aquilo poderia ter acontecido?

 

Ouviu murmúrios de sobreviventes com talas nos braços na recepção. Quando tudo se acalmou todos puderam ao mínimo sentar e esticar as pernas. Não houve se quer mais um tremor. Não sabiam a situação de lá de fora, muito menos os estragos por dentro das outras salas. Perderam muitos pacientes na área da UTI e o restante, ou sofreram lesões graves, também leves, ou morreram entulhados no concreto grosseiro do hospital.

 

Um tempo depois os bombeiros fizeram a limpa e salvaram o que puderam, mesmo que pouco, algumas bolsas de sangue ainda poderiam ser utilizadas.

 

— Você soube? Donghae conseguiu ir até uma parte da estrada para procurar mais ajuda. Parece que ele soube de mais informações sobre o acidente. — Jimin colocou o ouvido na madeira da porta para escutar melhor, mesmo que escondido, a conversa de dois médicos ao outro lado. — Ele trouxe mais alguns pacientes feridos que estavam pelas redondezas. Pelo que ouvi da própria boca dele, as pessoas lá fora estavam desesperadas. Buracos se abrindo no chão, a ponte foi completamente destruída. Nos impossibilitaram de sair desta cidade. Além de que o estrondo foi tão forte que os bueiros jorraram água, como jatos muito fortes. — Pareciam chocados com tudo. Ainda engolindo as informações, como se fosse conhaque com uma grande dose de álcool. — A calamidade chegou meu amigo. Esteja preparado.

O moreno ouviu passos sendo seguidos de gritos alarmantes dos dois homens e mais dos pacientes ao redor. Quase que imediatamente abriu o trinco, assustado, querendo saber o que havia acontecido com os outros. Quando tomou conta da situação seus olhos enxergaram um cano de uma pistola mirado bem no meio de sua testa, tremeu as pernas em questão de segundos. Mas que merda era aquela. O gatilho estava sendo puxado, prestes a atirar, por um homem cujo portava a arma. Dono de cabelos castanho claro, desgrenhados, coberto por sangue e machucados, incluindo um braço não livre, que provavelmente estava quebrado pelo jeito que ele o arrumou em pedaços de pano rasgados. Um roxo se fazia presente no olho esquerdo. Estava fodido. O pior é que sua situação era precária, mas não deixou de notar o cinturão de balas amarrado no ombro, mais munição em uma pochete, além de uma AK-47 amarrada nas costas. Merda, mil vezes merda!

 

— Eu quero tudo, tudo de medicamentos que vocês tiverem, comida e água. Agora! Ou eu atiro e arranco os miolos de cada um nessa merda de hospital. Preciso contar até três?


Notas Finais


IIIIH e agora? Comente


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...