História Por um terceiro - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Totalmente Demais
Tags Gerlili, Germano Monteiro, Lili De Bocaiuva, Totalmente Demais
Visualizações 100
Palavras 1.150
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


eu juro que vou terminar andança, mas me deu vontade de escrever uma coisa "diferente".

Capítulo 1 - Pelos meus olhos


Fanfic / Fanfiction Por um terceiro - Capítulo 1 - Pelos meus olhos

Quando os conheci, logo me apaixonei. Ela, firme e decidida, mas doce como ninguém e ele, com pose de sério e mau, mas um brincalhão. Aliás, ele gostava de fazer piadas o tempo todo e todas me faziam rir, mas ela sempre o repreendia revirando os olhos e mordendo a boca para não demonstrar que também achou engraçado. Essa era uma das dinâmicas dos dois. Eu tinha certeza que ele sabia que ela achava engraçado e por isso continuava a falar besteiras. Sempre fui muito curiosa e não lembro quando, mas há muito tempo comecei a observar a dinâmica entre eles e me encantei. Ele toda noite levava água para o quarto deles porque ela sempre tomava um copo antes de dormir, em contrapartida ela sempre arrumava a gravata dele e dizia que ele não ia sair com a gravata torta e que não era possível ele ainda não sabia ajustá-la propriamente depois de tantos anos usando.  Uma vez perguntei o por quê dele não arrumar sua própria gravata e ele me respondeu que sabia, mas que gostava quando ela fazia. Naquela época eu ainda não tinha entendido o significado disso, mas hoje quando a vejo ajeitando e reclamando, ele me olha e pisca para mim relembrando nosso segredo e a única coisa que eu consigo fazer é sorrir. Ah, eles vão para todo lugar juntos. E não porque um não deixa o outro sair sozinho, eles não são desse tipo. Mas porque eles genuinamente gostam da companhia um do outro. Eu acho incrível que depois de anos e mais anos de casados eles ainda gostem tanto de estar um com o outro. Às vezes chego na casa deles e os dois estão em silêncio, um do lado do outro, lendo, bebendo um vinho ou fazendo nada... Para mim era algo muito esquisito estar no mesmo lugar que alguém sem conversar, mas então ela falou para mim que ‘’ o amor maior é feito de vários silêncios’’. Essa foi uma das grandes coisas que ela me ensinou e que  vou sempre carregar comigo. Ele demonstrava muito mais o que sentia, ela sempre foi fechada, então não me surpreendi quando apenas ele discursou no aniversário de 50 anos de casados deles. Ele falou tantas coisas bonitas que não tive como não me emocionar, mas o mais bonito foi a reação dela. Eu sempre gostei de observar o noivo em casamentos porque a expressão que ele fazia quando via a noiva entrando na igreja era inigualável. Mas nesse caso específico fiquei observando-a porque ele eu sabia o que estava fazendo, era a eterna expressão de ‘você é o amor da minha vida’ que ele tinha diariamente de manhã até a noite quando olhava para ela, agora ela… ela observava atentamente tudo o que ele falava e a cada palavra a bochecha dela subia e os lábios iam se separando até formar um sorriso que iluminava o mundo. Antes dele finalizar o discurso eu percebi nos olhos delas lágrimas de emoção e depois que eles se beijaram , vi que ela falou alguma coisa no ouvido dele e tenho certeza que foi uma resposta para tudo que ele havia acabado de dizer porque o rosto dele mudou completamente de expressão, a atenção que ele dava a cada palavra que ela dizia no ouvido dele continuou ali, mas mais forte e evidente ficou a cara de apaixonado que ele fez. Depois de das palavras carinhosas, eles dançaram a música deles - Outra Vez do Roberto Carlos - e foi um dos momentos mais bonitos da noite. Sempre quando me perguntam sobre um casal que eu admiro, lembro deles e por isso foi um choque quando descobri que eles se separaram durante alguns meses há anos. Não entraram em detalhes, mas soube que ela até namorou outra pessoa. Depois que você conhece os dois fica impossível de imaginá-los separados. Uma vez conversando com ele sobre esse assunto, ele me disse que foi muito doloroso ficar longe dela, mas que ele tinha feito coisas das quais não se orgulhava e que ela tinha ido procurar a felicidade em outro lugar, eu logo questionei o que fez com que eles voltassem e foi aí que ela nos surpreendeu respondendo que o tempo separado fez bem a eles, que os dois tinham mudado muito, revisto conceitos, atitudes e amadurecido, e que, apesar dela ter sido feliz com o namorado que teve,  era dele que ela gostava, era ele o parceiro dela, quem a fazia mais feliz e quem ela não imaginava passar o resto da vida sem. Fiquei satisfeita com a resposta. O que eu gosto neles é que eles são um casal real, o sentimento que está ali é resistente, passou por muita coisa, erros, decepções, dores inimagináveis, mas também por companheirismo, cumplicidade, carinho e muito amor. Tem de ser muito nobre para admitir os erros e tentar consertá-los e mais nobre ainda para perdoar aqueles que te magoaram. Uma das minhas histórias favoritas aconteceu quando ela me pediu para fechar um colar para ela,e eu, sem saber o que aquele acessório significava, elogiei os brilhantes e a esmeralda, ela, por sua vez, me contou que foi presente dele e que tinha um significado muito especial. Escutei atenta a história que ela me contava e acho que foi uma das coisas mais românticas que ouvi na vida. Ela ainda me contou que no dia que eles voltaram a ficar juntos, após a separação, ela estava usando o mesmo colar. E nesse mesmo momento aquela peça de brilhantes com esmeralda virou mágica para mim. Eu me sentia boba falando isso, mas me impactou de uma forma que representou o amor deles para mim. Ela nunca se desfez do colar e de vez em quando usava só para ver a cara que ele fazia quando via o acessório no pescoço dela. Eles se bicavam sempre, provocando um ao outro, mas quase nunca brigavam. Acho que só os vi brigados uma ou duas vezes e foi por uma coisa boba. No mesmo dia eles já estavam bem de novo. É lógico que ele quem ia atrás dela para fazer as pazes, mas pelo que me contaram, ela é muito mais maleável hoje. Quando ela era nova não pedia desculpa por nada e não voltava atrás em nenhuma decisão, mesmo sabendo que estava errada. Eles tomavam café e jantavam juntos todos os dias. Quando ele demorava mais que o normal para chegar em casa depois do trabalho, ela morria de preocupação e toda vez que ele chegava ele dava um beijo na testa dela. Eu achava aquilo muito bonitinho. Passei anos com eles, observando cada detalhe, aprendendo tudo que podia, percebendo o quanto eles eram felizes e como era linda a família que eles formaram. Quando me perguntam, eu digo que meus avós se amaram a vida inteira de um jeito que eu sorrio só de lembrar e foram muito felizes.


Notas Finais


Esperam que tenham gostado.


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