História Por uma Noite - Capítulo 43


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Cedrico Diggory, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Gina Weasley, Gregory Goyle, Harry Potter, Hermione Granger, Padma Patil, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Ronald Weasley, Viktor Krum, Vincent Crabbe
Tags Amor, Aventura, Baile, Beijos, Drama, Dramione, Harrypotter, Hogwarts, Negação, Romance
Visualizações 157
Palavras 3.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drabble, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieee! Voltei, finalmente!
Bem, não demorei tanto assim, não é?
Amém!

Gostaria de agradecer às 380 favoritações! Cês são demais, obrigada mesmo, mesmo, mesmo! ❤

Esse capítulo tá a coisa mais linda pra mim.

Espero que gostem! 😊

Capítulo 43 - Sensações.


Fanfic / Fanfiction Por uma Noite - Capítulo 43 - Sensações.

Alguns olhares estavam sobre ela, enquanto outros seguiam Draco para além da porta da sala do prof. Slughorn. O coração da pequena bombeava tão rápido que era absolutamente impossível que ela estivesse de pé sem ter uma taquicardia, ou hiperventilação devido a ansiedade esmagadora.

Ela deixou que se passasse exatamente sessenta segundos inteiros de uma espera agonizante até mandar ao inferno os olhares que haviam sobre si e sair correndo desesperada a procura do loiro dos olhos tempestuosos.

Dentro dela haviam várias sensações sobre a atitude de Draco. Ela estava feliz por ele tê-la defendido, isso mostrava que ele se importava com ela mais do que ela realmente poderia pensar e aquecia seu pequeno coração em uma proporção inigualável, mas também estava receosa. Ele se expôs com o impulso, colocou em risco a discrição em relação ao que eles mantinham sobre segredo absoluto. Muitas pessoas viram a cena, e se tivessem interpretado o que era de fato? Se fossem astutas o suficiente para decifrar o que acontecia entre a mocinha Griffana e o vilãozinho Sonserino?

Sua cabeça trabalhava na velocidade da luz enquanto suas pernas tentavam refazer o caminho que Malfoy possivelmente fizera.


Não precisou andar muito mais que alguns corredores para descobrir o paradeiro do loiro, e para sua surpresa outra pessoa também tinha descoberto.

Harry estava escorado há porta de uma das salas vazias aquele horário, sua cabeça grudada o máximo que podia sem denunciar sua posição no buraco da fechadura e Hermione quase podia ver as orelhas dele em pé para tentar escutar o que Snape dizia baixinho ao loiro.


— Harry! — Hermione chamou, fazendo-o olhar para ela com os olhos arregalados.


Apressadamente, Harry puxou Hermione para perto de si, empurrando-a de encontro a madeira fria assim como ele estava, tapando a boca dela com suas mãos, e fazendo gestos de silêncio e apontando para a porta selada.


— ...você tem se arriscado demais, e para quê? — sibilou Snape, e mesmo com o tom de voz baixo, podia-se sentir a ira e repreensão pelo modo áspero como inquiriu.

— Já falei pra não se meter na minha vida… — Draco vociferou, não tão baixo quanto o outro homem, e Hermione quase podia visualizar o maxilar de Draco tenso enquanto ele rebatia as respostas do prof. — Não sou tolo, tenho tudo sobre controle, vai dar certo... — comunicou hesitante e no fundo, tentando soar convincente.


Houve um silêncio momentâneo do outro lado, este que trouxe aos ouvidos de Hermione as batidas frenéticas de seu coração. Ela encarou Harry, que tinha a expressão tão confusa quanto a sua. Provavelmente trabalhando nas próximas acusações que ele faria contra o herdeiro dos Malfoy.

Hermione sabia o quanto era errado estar a espreita de uma conversa que aparentemente era íntima demais, mas não conseguia arredar o pé dali, havia a esperança de uma revelação que a mantinha atenta. Seus instintos apurados e prontos - ou não -, para o que quer que pudesse vir. Em seu núcleo ela rogava para que não fosse nada realmente sério, no entanto, não era ingênua o suficiente para conseguir acreditar nisso, o simples fato de ser uma conversa aos sussurros em uma ala afastada que não pode sequer esperar até chegar à sala de Snape mostrava isso a ela. Mas ela ainda se negava a acreditar que podia ser exatamente aquilo que ela mais temia, e o que seu melhor amigo dos olhos verdes acusava constantemente de Draco ser.

De repente, a voz exaltada de Draco assumiu o silêncio trazendo a castanha para o presente, obrigando-a a fazer assim como Harry, e se espremer contra a porta para escutar todos os ruídos possíveis.


— Não me olhe assim! — Draco urrou do outro lado agressivamente, os pelos de Hermione se arrepiaram diante da firmeza da voz dele. — Sei o que está fazendo… Eu não sou burro, mas posso impedí-lo. — afirmou nervoso.

— Ah... tia Bellatrix tem lhe ensinado Oclumência, entendo. — disse Snape, a voz mansa demais ao contrário do Malfoy. — Que segredos você esconde, Draco?

— Não estou escondendo nada, só não quero que você penetre minha mente. — Draco respondeu, exaltado.

— Por isso tem me evitado, então? — perguntou Snape, nenhuma resposta  foi ouvida por Hermione, ou Harry. — Eu posso ajudá-lo. — ofereceu.

—  Não preciso da sua maldita ajuda! — o Malfoy dispensou, sua voz subindo alguns tons que fizeram Hermione arregalar os olhos.

— Pare de agir como um garoto mimado e fale baixo, quer que o castelo inteiro o escute? — repreendeu o mais velho com severidade. — Pensa que é brincadeira?

— Quero que me deixe em paz, é isso que quero. — retrucou o loiro um pouco mais baixo e um suspiro — Sei mais do que qualquer outro a seriedade disto!

— Estou tentando ajudar você, jurei a sua mãe. Eu fiz um Voto Perpétuo, Draco… — a voz de Snape saiu um pouco mais trêmula do que normalmente ao pronunciar a última frase.


Hermione engoliu em seco. O coração parando na garganta. Aquela quase confirmação de que ele estava metido em alguma coisa realmente séria atingindo-a como uma avalanche.


— Pois você terá de quebrá-lo… — Draco cuspiu.


Em seguida, os passos duros dele denunciavam que aquela discussão tinha chegado ao fim e Hermione puxou Harry para longe dali enquanto mil coisas passavam pela sua cabeça.


~~*~~*~~


O peito de Draco subia e descia ferozmente, todas as sensações da noite, tanto da ira de Commarc, quanto da discussão com Snape faziam um vendaval dentro dele. Enquanto avançava os corredores em direção às masmorras, se recordou do sorriso debochado do Grifinório antes de acertá-lo e derrubá-lo como a merda que ele é, e da voz de seu padrinho chamando-o de mimado, praticamente cuspindo em sua cara sua incompetência, julgando que ele havia sido pego por conta de um erro de cálculo em seus planos, por uma tolice precipitada… Ah se Severus soubesse… Se tivesse a vaga ideia de que Draco quase pôs tudo a perder porque não aguentou ver que outro tentava pôr a mão em Hermione Granger. Soltou o ar em uma descrença de seus próprios atos.

Ela estava sendo tudo o que ele mais rogou a Merlin para não ter: uma distração. Fatal e incontrolável.


Seus pés pararam em frente a porta que dava acesso às masmorras. O sangue ainda estava quente em suas veias, sua cabeça explodindo de dor e raiva. Apertou as têmporas numa tentativa de amenizar a dor, mas nada aconteceu. Nada além de ainda mais dor, mais raiva, mais medo...


Você precisa fazer dar certo... Uma voz, aquela maldita voz sussurrando asmática em sua mente, ele quase podia visualizar as palavras de ordem se materializando a sua frente, uma intromissão provinda diretamente de seu Lord, a tortura que nunca tinha fim, e que o atacava sempre que baixava sua guarda quando estava cansado demais, ou irritado demais. Nesse mesmo instante, a marca ardeu, lembrando-o de sua existência em sua pele alva, enfatizando todas as outras sensações causadas, enviadas a ele mesmo que de tão longe.

Com o rosto tremendo seu ódio escancarado, e a marca negra fervendo sua impaciência, ele desviou para o lado oposto, ignorando o frio que cortava sua pele como lâminas afiadas, e rumou para a Sala Precisa, onde sua outra parte do plano estava, que ele pretendia usar em último caso, se todas as outras tentativas falhassem.

Logo, e isso deveria ser o reflexo de seu desespero, a porta da sala se materializou diante seus olhos azuis, e com um suspiro carregado de lamentações, ele adentrou o espaço.

O armário estava coberto como ele tinha deixado-o desde a última vez que estivera na sala, o enorme lençol negro escondendo o objeto mágico de qualquer curioso que acabasse ali.


Draco desabotoou alguns botões do terno escuro que vestia, e trouxe a tona a ponta de sua varinha no cós de sua calça igualmente negra. Com um movimento lento, ele puxou a varinha para cima, olhando para o armário com desprezo, mesmo sabendo que aquele velho objeto poderia ser sua única salvação ele o odiava com todas as suas forças, e respirando fundo, ele começou a recitar os feitiços.


Algumas horas depois, o Malfoy arrastou-se exausto para suas cobertas quentes no dormitório que dividia com Crabbe, Goyle e Zabine, seu corpo doía demais, havia usado muita magia no conserto do armário sumidouro, estava esgotado.

Sequer se deu o trabalho de trocar de vestes, ou de tomar um banho, tudo o que mais queria era dormir por algum tempo e esquecer de todos os seus problemas, nem que fosse só um pouco.

Ele deitou-se puxando os lençóis grossos para cima de si, e fechou os olhos quando ouviu Blásio do lhe chamar, fazendo-o reabri-los instantaneamente.


— A noite pelo visto rendeu, não? — quis saber, a voz  do outro traída pelo sono.


Draco deu um sorriso anasalado e voltou a fechar os olhos, relaxando enfim.


— E muito, caro amigo.


~~*~~*~~


Os olhos castanhos-âmbar de Hermione olharam além da janela da torre da Grifinória. O vasto terreno de Hogwarts quase que completamente coberto de neve, deixando tudo esbranquiçado, apenas as pontinhas verdes das árvores podiam ser vistas de onde ela estava, quase não restara vegetação naquele inverno. Estava sendo rigoroso e puxado, os ventos eram cortantes  e as tempestades avassaladoras.

Ainda era cedo. Muito cedo. O sol mal tinha aparecido direito, o dia ainda estava escuro...

Mas a pequena leoa não tinha pregado os olhos direito, não tinha entregado-se ao sono e cansaço totalmente, não depois do que ouvira na noite anterior.


“Estou falando, Hermione, ele é um comensal…” Ela se recordou da voz de Harry repetindo isso como um mantra quando eles correram para bem longe da sala onde Snape e Draco estavam, e o peso disso, tudo o que implicava e significava… Merlin, era demais para que conseguisse fechar os olhos e dormir serenamente.


Havia uma parte dela que acreditava na suposição do Potter, que estava decepcionada e magoada, e que não queria nunca mais olhar na cara do sonserino. Havia uma outra, em contrapartida, que se negava fervorosamente a acreditar que Draco havia sido tão fraco assim, tão facilmente manipulável e tão baixo ao ponto de se corromper com promessas vazias de poder. Que, apesar de ter sido uma pessoa com caráter duvidoso por muitos anos, seria incapaz de se aliar há uma ideologia tão porca quanto a que Voldemort pregava, ainda que tivesse nascido em uma família purista tradicional e preconceituosa, e que tivesse praticado esse preconceito por muito tempo, ela gostava de acreditar que ele tinha um bom coração. Por tal, ela levava em maior consideração o que sua parte que confiava no bom senso do Malfoy. E por mais que tudo o que ela e o amigo tenham escutado coisas que pareciam sérias demais ainda era confuso.

Draco tinha que fazer alguma coisa que eles não tinham ideia do que poderia ser, e Snape tinha feito um Voto Perpétuo com a mãe de Draco em uma promessa sobre ajudá-lo, era isso o que tinham. E, infelizmente ou felizmente, não era prova concreta de que ele tornara-se um deles. Um dos seguidores nojentos de Voldemort.

Hermione deu um suspiro resignado, desviando os olhos da janela da torre para suas malas perfeitamente feitas.

Estava pronta para voltar para casa, para se desligar um pouco de sua vida agitada de bruxa, no entanto, com todas aquelas dúvidas acerca de Draco ela não tinha certeza se iria conseguir isso.


***


Ela encaminhou-se rapidamente em direção aos fundos da biblioteca, seus passos fazendo ecos no lugar silencioso e vazio.

Todos estavam no Salão Principal, tomando o café da manhã antes do trem partir para Londres, quando ela recordara-se de que havia o exemplar de um livro sobre Runas que ela não devolvera, e que se deixasse para devolver quando voltasse das férias de Natal, já teria expirado o prazo, e isso poderia lhe dar uma detenção.


Dobrou para as prateleiras da direita, procurando a sessão correta para deixar o livro, Madame Pince era muito exigente quanto a arrumação dos mesmos e ela não queria despertar a ira da bibliotecária para si. Quando sentiu uma presença no local, e virando-se para trás deparou-se com Blásio Zabine lhe encarando.


— O que faz aqui? — questionou, levando a mão ao peito, onde seu coração batia em um ritmo irregular.


Ele deu um meio sorriso ladino, e começou a se aproximar. Diferente da última vez quando se encontraram no corujal, Hermione não deu passos para trás. Manteve sua posição, olhando seriamente para os olhos negros de Blasio.

Quando estava razoavelmente próximo da castanha, ele puxou pedaço de pergaminho do bolso das vestes e esticou para ela.

E antes que ela pudesse abrir a boca para perguntar do que se tratava, ele respondeu:


— É um bilhete dele. — ele sorriu largo quando ela se precipitou para apanhar o bilhete. — E vocês ainda tentaram me negar o que estava acontecendo.


Hermione olhou para ele em questionamento, mas alguma coisa dizia a ela que se Draco tinha confiado a ele aquele segredo então ele não era uma ameaça, ainda não pelo menos. Soltando o ar, ela encolheu os ombros e apertou os lábios em um projeto de sorriso.


— Obrigada, eu acho. — ela disse, sem jeito.

— Eu disse que queria ver o apocalipse acontecer. — zombou e olhou para o bilhete na mão dela. — Acho que ele está esperando por você agora. — sugeriu.

— Oh, certo, certo. — disse deixando o livro na prateleira e passando por ele.


Quando ia dobrar o corredor virou-se para ele que estava de costas. Soltou todo o ar que havia nos pulmões e chamou.


— Zabine?


Blásio virou-se na direção de sua voz com as sobrancelhas erguidas.


— Feliz natal. — desejou sinceramente.


Ele deu um sorriso de lado e um aceno de cabeça, enfiando ocasionalmente as mãos nos bolsos.


— Feliz natal, Granger. — devolveu.


Ela acenou com a cabeça também e então saiu correndo para fora da biblioteca, ao tempo que lia as poucas instruções do bilhete de Draco que dizia:


“Espero você no lugar de sempre.”


Ela chegou a torre de astronomia cerca de quinze minutos depois de receber o bilhete dele. Teria conseguido em menos tempo, mas as escadas até o topo estavam molhadas e escorregadias em certos pontos, o que era deveras perigoso.


Passou a mão na testa quando alcançou o piso plano da torre, e um vento extremamente gelado lhe golpeou o rosto fazendo seu cachecol balançar e seus pelos se elevarem.

Draco estava escorado as grades com o rosto virado na direção dos terrenos da escola, alheio a sua presença. Não havia sol, era um dia nublado e frio. Inconsciente, ela deu um sorriso ao olhar para ele distraído e se aproximou.


— Deveríamos marcar esses encontros em um lugar que eu consiga chegar em cinco minutos. — ela disse olhando para ele ansiosa.

— Eu gosto daqui. — respondeu o loiro sem virar para olhá-la. — Ninguém com juízo perfeito vem pra cá, por isso é perfeito. Sem perigos de alguém nos ver. Sem interferências.


Ele estava tenso, ela pode perceber pelo modo em como as mãos dele apertavam as grades, ou em como o maxilar dele se tencionou ao proferir cada palavra. Sem contar, que normalmente ele zombava dela pela demora, mas não fazer nada disso significava que ele não estava nada bem.

Hermione girou o corpo para olhar para a lateral dele, e num impulso ela colocou a mão em cima da mão dele.


— Você está bem? — quis saber, preocupada.


Draco a olhou. Ele tinha os olhos azuis fundos, e com enormes olheiras embaixo deles. Sua expressão era o espelho de um corpo cansado. Ele deu um sorriso a ela, um que não foi capaz de chegar aos olhos, que não o iluminou, e o coração dela ficou apertado dentro do peito. Ele parecia tão frágil daquela forma. Não que ele fosse admitir a ela, sabia perfeitamente que ele se fazia de durão, mas sua aparência física era de alguém que estava desmoronando por dentro...


Draco… — ela murmurou em um fio de voz, passando a mão na bochecha dele puxando o loiro para um abraço que ele não esperava, segurando a vontade que tinha de chorar. Não que ela soubesse o porque que vê-lo daquela forma mexia tanto com ela, mas se pudesse, ela não deixaria que ele saísse dali nunca mais.


Demorou alguns segundos para que ela pudesse sentir aos braços dele rodearem seu pequeno corpo, o calor do seu corpo alto afastar para longe o frio massante, o cheiro dele invadindo sua alma por inteiro, e ele beijar o topo de sua cabeça, seus cabelos estavam uma completa bagunça aquela manhã.


— Ei… Eu tô bem. — ele disse afastando-a um pouco de seu corpo para poder olhar nos olhos dela, tentando convencê-la de que dizia a verdade. — Só não tive uma boa noite. — explicou-se.

— Você quer conversar sobre isso? — questionou batendo os cílios vagarosamente para ele a voz mansa e o coração ainda apertado.


Ele balançou a cabeça em negação e voltou a abraçá-la quebrando o contato visual.


— Tudo bem. — ela disse baixinho se aninhando ao corpo dele.


Passaram vários minutos abraçados, apenas sentindo a presença um do outro. Imersos em suas próprias questões e sentimentos.

Algum tempo depois, Draco afastou-a de novo, mas dessa vez, ele acariciou a bochecha dela com a costa de sua mão destra, o olhar alternando entre os olhos de sol que lhe miravam atentos e sua boca. O loiro suspirou, como se estivesse travando uma batalha sobre seus atos e em seguida inclinou-se sobre ela, seus lábios selando-se com o toque quente e úmido, e em segundos a boca dava passagem para que o beijo pudesse ser aprofundado.

Ele levou as mãos para dentro do emaranhado que era o cabelo dela, acariciando por dentro, um carinho que ela tinha aprendido a apreciar, e dentro dela todos os insetos se mexiam inquietos, era sempre assim quando beijava Malfoy, como perder a linha do raciocínio. Deixar seu corpo pender e se perder nas sensações que sentia, no calor que aquecia seu corpo, que enchia seu coração e que fazia sua respiração ficar irregular.

A castanha suspirou entre o beijo quando ele mordeu seu lábio inferior, e aquilo foi como atear fogo em Draco.

Ele a girou, obrigando-a a ficar pressionada entre as grades e ele, e suas mãos grandes desceram para sua cintura e apertaram com força, e ela arfou.

Hermione sentia o mundo inteiro girar depressa debaixo de seus pés enquanto a língua dele dava voltas na sua boca, levando o resto de sua sanidade, aquela que ela lutava para manter quando estava com ele.

E ela percebeu, no tempo que ainda sentia os lábios do sonserino contra os seus, que estava irremediavelmente apaixonada por Draco Malfoy, e que tentaria estar ao lado dele, fosse o que fosse que ele estivesse escondendo. Ele merecia. O que sentia no peito por ele era real.


— Não acredito que você ia embora sem se despedir de mim. — ele disse ofegante depois de finalizar o beijo.


Hermione sorriu e pegou o rosto dele entre as mãos se perdendo na imensidão dos seus olhos cinzentos.


— Eu não ia. — afirmou e dessa vez, ela quem trouxe os lábios dele para cima dos seus.


Notas Finais


Eu acho que esse momento é tão importante pra fic. Hermione tá há um passo de descobrir o segredo do Draco e ele está cada vez mais envolvido com o mal... Enfim, vamos ver no que vai dar.

Espero ansiosa os comentários de vocês, okay? Comentem!

Mais uma vez obrigada por tudo.

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Beijos de luz! ❤


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