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História Por você! - Capítulo 10


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Notas do Autor


Genteeee, juro que irei responder todos os comentários mais breve possível.
Obrigada por todos os comentários e favoritos recentes, espero que gostem do capítulo e qualquer dúvida é só chamar! Bjjjjjs

Capítulo 10 - Episódio X


Faziam duas horas que a tempestade tinha cessado, também faziam duas horas que eu esperava Gaara em sua casa.

Nada e nem ninguém.

Era somente eu e a velha empregada que também tinha chego agora.

- Você tem certeza que não sabe onde ele está? – de novo recebia o olhar entediado da velha. – Vamos, você deve saber.

- Tenho cara de quem sabe de algo? – ela mal me olha. – cheguei hoje pela manhã.

Velha maldita.

Tenho certeza que ela deve saber de alguma coisa. Já procurei em todos os lugares e nada até mesmo daquela garota de Konoha. Ele estava com ele, certeza que estava.

Era só questão de tempo que ela o roubasse pra si, seus olhos murchos jamais mentiriam pra ninguém. O jeito dela sempre que tá ao lado dele, patética.

- Licença, bom dia senhoritas. – viro vendo meu tio nos encarando.

- Titio, que prazer o rever novamente. – o abraço sentindo seus olhos vacilarem pra velha empregada. – se retire mulher, não vê que tenho visitas?

- Me retiro porque tenho mais o que fazer na cozinha, não porque está pedindo. – ela pega toda os baldes e sai.

- Parece que a senhora Naka te odeia. – começo a rir, quem aquela mulher era afinal? Ninguém. – se continuar lenta do jeito que está, também ficarei irredutível com você.

Novamente o mesmo assunto.

Por seus olhos devia ser fácil, Gaara era quase intocável. Qualquer passo incerto ele some, não posso apressar nada.

- O que acha que estou fazendo aqui? – o solto vendo seu rosto totalmente franzino. – vim o ver e tentar algo, mas saiba que o nosso kazekage não está aqui e pelo estado do seu quarto, aposto que a casa se sentiu sozinha na tempestade.

- Está insinuando que ele não está aqui?

- Afirmo mesmo, Gaara não veio para cá quando sumiu naquele dia.

Os olhos do meu tio pareceram brilhar, tão feliz de repente.

- Ótimo, seria ótimo que o kazekage morresse com a tempestade. Me pouparia várias coisas, maravilha!

- Você é louco? – elevo a voz sentindo a felicidade se dissipar em seu rosto. – Gaara é meu futuro marido, o que você insinua com me pouparia?

- Querida Matsuri, entenda algo que não voltarei a repetir. – ele se aproxima tocando o meu rosto. – Gaara tem que se casar com você para poder me dar um assento exclusivo no conselho. Caso isso não venha a acontecer, saiba que outros me colocariam rápido aonde quero. – sentia seus dedos forçarem meu rosto para lhe olhar. – morrer talvez fosse um bom caminho, melhor que toda essa palhaçada de casamento.

- Me largue. – ele me solta devagar ainda com a merda daquele sorriso sádico nos lábios. – Gaara será meu marido, me poupe essa sua ladainha de morte e conselho. Você terá mais coisas se Gaara estiver vivo, então lhe imploro que esqueça essa sua opção absurda.

- Tudo depende de você, meu amor. – ele beija minha testa e sorri. – preciso ir. – ele se dirige a porta mas para no meio do caminho. – troque de roupa, use algo mais provocante. Aposto que o kazekage deva está a dias sem um bom sexo.

Sentia nojo do seu olhar, nojo apenas de o ouvir respirar. Céus!

Se ele acha que Gaara não irá me pedir em casamento, ele está muito enganado.

Gaara me ama. Simples. Esse casamento vai acontecer e será daqui a um mês.

-X-

- Babe, acorda!

De longe podia ouvir a voz de Gaara, com o olho mais ou menos entreaberto via seu sorriso tão próximo de mim.

- Bom dia. – digo com a voz embargada pelo sono. Ele acariciava meu rosto. – Vou me acostumar mal com você me fazendo carinho. – sinto o momento que seus lábios se grudam nos meus. Tão calmo, totalmente diferente dos de ontem.

- É o que eu pretendo. – ele levanta esticando a mão para mim. – venha vê hime.

Agora entendia o porque do sorriso, provavelmente eu também tenho um no rosto. A tempestade tinha acabado, depois de dias e dias o céu estava tão claro e tão bonito mesmo sendo 7hr da manhã.

Me viro e vejo Gaara ainda me segurando, seu sorriso de alívio me fazia suspirar. Eu também estava feliz, finalmente iria para casa. – podemos ir agora, não podemos perder tempo.

Ele assenti. – fico feliz em poder voltarmos pra casa, meu colchão é muito melhor.

Dou um pequeno riso e logo lembro dos planos que eu tinha. – não vou voltar para a sua casa.

Rapidamente o sorriso se desfez, tomando o lugar da careta desacreditada do que ouvirá. – você.. Você vai para Konoha?

- Ah não, vou alugar um lugar para ficar. – ele me puxa e se senta na cama comigo próxima de si. Ele começa a acariciar meu rosto com carinho. – não faça isso comigo.

- Você não gosta? – rapidamente ele se aconchega mais em mim. – eu não quero que vá.

Me deito na cama e o puxo para mim. Seus cabelos vermelhos cobriam todo o meu peito, o cheiro ainda era o mesmo embriagante.

Era estranha como a nossa relação tinha mudado, ontem éramos desconhecidos e hoje éramos isso. Após conversar com Kim, percebi que tudo não podia voltar a ser como antes. Não é difícil se apaixonar por Gaara, ele é doce na medida certa e eu carente como sempre. Então naquele dia eu decidi sair do casulo que eu criei.

Vamos lá, sou nova e sei que mal vivi nesse meio tempo.

Eu sabia que ele tinha percebido a minha mudança desde aquele jantar, conversávamos o básico. Eu deitava antes e acordava depois. Seu sono com certeza tinha voltado a ser desregulado. Ele tinha voltado para o maldito sofá e de madrugada seus pesadelos ainda o atormentavam, mas antes que algo acontecesse eu o passava tranquilidade. Um pequeno cafune resolvia. Mas depois de ontem tudo mudou. 

O mesmo cafune que eu fazia agora. – gosto, mas acho que não devemos.

- Do que você tem medo Sakura? – ele sussurra ainda de olhos fechados.

- De tudo, você não? – sinto seus olhos me alcançarem.

Os olhos verdes tão pedintes. Era um pedido de socorro, quase como se eu também soubesse do seu medo.

- Tenho, mas não do que aconteceu aqui. Ou das vezes que lhe demonstrei carinho, tenho medo de sair daqui e tudo voltar a ser como antes.

- Cabe a nós dois a fazer tudo parecer igual. O apartamento que vou alugar vai ser próximo da sua casa, você tem uma areia que voa. Não vai ser difícil me encontrar, Kazekage-sama.

Eu ouvia seu riso, o homem ao meu lado tinha o melhor e o mais bonito sorriso.

Era um belo som, o ter assim se amarras era saboroso mas também era uma tortura. – porque você vai?

- Porque se eu ficar, talvez eu vá me apaixonar por você. – beijo sua cabeça sentindo seu aperto em minha cintura. – eu quero que tudo vá devagar, quero curtir o momento que criamos ontem.

- Não tenho medo de me apaixonar por você mas também quero ir devagar. – ele levanta os olhos me encarando. – mas a ideia de não ter você próxima de mim durante 24hrs por dia não me agrada tanto, mas eu sei que você merece um tempo.

- Sim, mas isso não significa que você não possa me ajudar na mudança. – beijo seus lábios sentindo seu corpo pesar mais sobre mim. – também não significa que você não possa deixar uma escova de dentes junto a minha.

- Uma muda de roupas também? – ele prendia o riso de mim.

- Gaara!

- Tudo bem babe, minha escova ao lado da sua já está de bom tamanho. – ouço novamente aquela mesma gargalhada de sempre.

A mesma gargalhada estava fazendo meu coração se aquecer.

-X-

- Acorda seu preguiçoso. – pulo encima de si. Os olhos castanhos rapidamente parecem desperto. – meu bem, a tempestade de Suna já passou.

- Ótimo, vamos amanhã de manhã. – sinto seus braços me puxarem junto com o lençol quentinho.

- Amor, vamos hoje. Kakashi já nos liberou. Ou melhor, você.

Vejo seus olhos de abrirem em um rompante. – o hokage me deu férias?

- Sim.

- Maravilha, vamos agora então bebê. – rapidamente sinto seus lábios nos meus. – bom dia minha mandona.

- Eu mandona? – brinco com seus cabelos enquanto ele se alinhava em mim. – pelo que vejo é você quem está literalmente me expulsando para que possamos ir logo.

- Além de mandona é louca, mulheres mesmo.

- Sim, uma mulher completamente louca por você. 

Ele me abraça ainda mais, talvez não faria tão mal se eu e ele fossemos mais tarde. Aproveitar esse momento só nosso era no mínimo gostoso.



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