História Por você eu faço tudo (Adaptação) Camila G!P - Capítulo 35


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Taylor Swift, Troy Ogletree
Personagens Camila Cabello, Personagens Originais, Taylor Swift, Troy Ogletree
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Lauren Jauregui, Trolly, Troy Ogletree
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Palavras 5.332
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem a demora, mas fiquei doente 😷

Capítulo 35 - Lauren


Fanfic / Fanfiction Por você eu faço tudo (Adaptação) Camila G!P - Capítulo 35 - Lauren


    Eu simplesmente, estou apaixonada pela Itália e, seu admirável patrimônio histórico, cultural e artístico. A Terra do Renascimento, das artes plásticas, vinho e gastronomia. Não tem como não amar as pequenas e encantadoras cidades, seus monumentos históricos, que parecem surgir do solo, sem contar, suas magníficas paisagens que são bálsamo para o espírito.
    Chegamos e, nossa primeira parada foi no aeroporto de Malpensa em Milão, capital financeira do país e, onde ficamos por alguns dias. Visitamos o Parque Sempione, o maior parque do centro de Milão e é lindo, cheio de atrações, como, a Biblioteca Municipal de Milão e o Museu do Design da cidade, também há um lago com uma ponte romântica, onde paramos para tirarmos algumas fotos.
    Passamos por monumentos como a Torre Branca, uma estrutura metálica de 102 metros, que foi construída nos anos 30 e, oferece uma visão panorâmica de 360 graus da cidade, onde é possível ver os limites de vários pontos turísticos. O Castelo Sforzesco, de uma estrutura impressionante — foi erguido para proteger a família que dominava o ducado de Milão, na época, foi um dos maiores castelos da Europa! A igreja de San Ambrogio, foi um dos meus lugares preferidos, é de uma das mais belas estruturas antigas da cidade. A igreja de San Ambrogio tem a aparência rústica, devido aos seus tijolos laranjas e colunas romanas. O pátio tem colunas de pedra que se acoplam com o resto da estrutura, dando um efeito muito atraente. A parte interna de San Ambrogio é adornada com colunas de pedra que formam arcos e que ligam com o teto do templo. Foram muitos lugares lindos e pouco tempo para explorar com decência.
    Depois de Milão, seguimos para Roma. Ir à Itália e não visitar o Vaticano, a Basílica de São Pedro, as Tumbas dos Papas e alguns museus, seria imperdoável.
    Ambas as cidades são esplendorosas e, como diz um ditado italiano: “Roma é a mulher experiente que tem belezas e dons mais óbvios, e Milão é a jovem tímida, com belezas que são descobertas com calma e tempo. Adorei ambas. Camila e eu queremos voltar em breve, com mais tempo para explorá-las devidamente.
    Em seguida, partimos para Toscana, que está situada na parte central da península, banhada ao leste pelo Mar Tirreno. Alí nasceram algumas das maiores figuras da cultura italiana — Leonardo, Michelangelo, Dante, entre outros... A princípio ficaríamos em um luxuoso hotel, na região, mas minha mãe e o marido, insistiram muito para que ficássemos em um dos charmosos chalés da família em Chianti. Uma região vinícola muito extensa na Toscana, território poético e encantador, com um vinho excelente.
    Assim que conhecemos o chalé, foi amor à primeira vista. A decoração rústica e campestre, me encantou instantaneamente. Havia cozinha, um quarto e na sala, uma lareira perfeita para nossas noites tão maravilhosas, regadas a garrafas de vinho, enquanto apreciávamos o calor do fogo, antes e depois de nos consumirmos as chamas e desejos dos nossos corpos.
    Fazer amor com o trepidar da lareira, o brilho dourado sobre nossas peles e, a luz ilusória das chamas, ficará guardado em meu coração para sempre, mesmo quando somos, ás vezes, um pouco intensas.
    Lembro da noite anterior. Camila sentada no chão, o tronco apoiado contra o sofá. Eu sentada em cima dela, minhas pernas enroscada em sua cintura, enquanto nos embalava no ritmo do amor. Suas mãos cravadas em minha cintura, conduzindo-me. Nossos olhos sempre conectados até que o prazer foi tão intenso que não me restou nada a não ser, mergulhar naquela sensação vertiginosa.
    Quando ela apareceu na noite anterior com o contrato que Charles havia me induzido a assinar eu fiquei preocupada com a reação que ela poderia ter. E quando ela simplesmente jogou na lareira eu fiquei completamente sem palavras.
    “O que está fazendo?” “Isso não tem valor legal,” disse ela, sorrindo. “Eu não estava presente e nem mesmo sabia sobre isso...” Camila se aproximou de mim no amontoado de cobertas no chão e segurou meu rosto.
“Tudo o que eu tenho é seu,” sussurrou ela, segurando meu rosto com as duas mãos. “Minha maior fortuna é você, Lauren. Nada mais importa.” Fiz coisa que qualquer mulher perdidamente faria, após uma declaração dessa. Entreguei-me de corpo e alma. O coração, já pertence a ela, há muito tempo.
    — O que você está pensando? — diz ela, encobrindo-me com seu corpo, trazendo-me de volta ao presente.
    Paramos na vinha, antes de ir para o almoço de domingo na casa da minha mãe. A imensidão verde é lindíssima, com suas incontáveis trilhas pelo caminho.
    — Nada — suspiro, feliz.
    — E por que está tão corada? — rebate ela.
    — Por causa do sol, oras — disfarço, envergonhada.
    — Mentirosa, o dia está nublado — senta-me em seu colo, no chão, onde estamos e, me aconchega ainda mais a ela — Está feliz, feiticeira? Dou um pequeno beijo de esquimó em seu nariz.
    — Por que insiste em me chamar de feiticeira? — estranho que essa seja a primeira vez que eu pergunto isso. Apenas aceitei o apelido carinhoso com naturalidade.
    — Porque você me enfeitiçou, desde o primeiro momento que eu a vi.
    Caramba. Ela sabe mesmo me colocar no chão.
    — Você sempre me diz as coisas mais lindas — murmuro, encantada.
    — Estamos na Itália e, eu tenho minha musa — sussurra ela, mordiscando meu lábio — Isso é fácil. Então, está feliz? — Deixe-me ver? — finjo meditar sobre o assunto — Em uma escala de um a dez....
    — Acho que mil — agarro seus cabelos macios para um beijo.
    — Sua mãe disse, que foi em uma dessas vinícolas que se apaixonou novamente — diz ela, ao se afastar, olhando ao redor — Eu posso imaginar o porquê. Se eu me deparasse com você aqui, nesse vestido tentador...
    Ela admira o vestido amarelo que uso. O decote redondo realça meus seios, ele é justo do busto até a cintura e nas mangas que vão até o pulso, mas abre num rodado a partir das coxas. Me faz parecer uma dama, dos filmes antigos.
    — É muito bonita — sussurro.
    — Sim, muito bonita — ela repete, alisando minhas coxas.
    — Falo da paisagem — digo, radiante — Eu poderia ficar aqui para sempre — Você quer isso? — arqueia a sobrancelha, que é revoltantemente perfeita — Quer morar aqui? — Eu sei que faria isso se eu pedisse — murmuro, não posso tirar mais nada dela, já havia feito tanto por mim — Mas temos uma vida em Nova Iorque. Você tem seu trabalho e ano que vem, inicio meu curso. Além disso, eu tenho que ver onde encaixo um bebê.
    — Você... — diz ela, os olhos cheios de esperança — Quer dizer... Você está...
    — Não, ainda não, vamos nos organizar primeiro, ok — gesticulo vagamente — Eu sei que prometi, mas quero você só para mim, por um tempo.
    Volto a beijá-la para afastar o vislumbre de decepção.
    — Então, esse pode ser nosso lugar no paraíso — murmuro.
    — Para mim, o paraíso é onde você está — diz ela, acariciando meu seio, o que faz minha pele arrepiar em segundos.
    — Temos que voltar em uma hora — gemo, com seu toque mais ousado por baixo do vestido — Minha mãe está esperando para o almoço em uma hora.
    — Querida, eu faço você virar os olhos em cinco minutos — diz ela, arrogante — Uma hora, é um banquete.
    Afasto a mão boba e levanto-me em um pulo.
    — Não se tiver que me pegar — corro para longe — Venha conquistar seu prêmio, campeã.
    Corro meio que dançando e girando pela vinha. Em poucos minutos, estou amparada em seu peito forte e musculoso.
    — Você gosta disso não é? — ela faz-se de zangada.
    — O que? — finjo inocência.
    — Que eu viva aos seus pés — sorri, meio de lado — Venerando-a.
    Em instantes, fazemos amor de forma avassaladora. Como duas adolescentes apaixonadas que mal podem ficar separadas. Lembro-me do nosso dia na praia, a qual ela também correu atrás de mim, na areia, proporcionando momentos tão inesquecíveis quanto esse.
****
    Minha irmã é uma figura, muito inteligente, estilo nerd, tímida, bem diferente de mim. Inicialmente achei que teria mágoas dela, afinal, ela teve tudo que eu não tive, uma família. Mas foi impossível ignorar a criaturinha encantadora, apesar do pouco contato que tivemos em meu casamento. Mas assim que nos conhecemos, tudo perdeu a importância, nos tornamos amigas na mesma hora e, esses dias aqui tem estreitado essa relação. Camila diz que é coisa de sangue, eu acho que é de coração.
    Em relação a minha mãe, ainda é difícil esquecer o que fez, quem sabe eu nunca esqueça, mas vou aprender a lidar com isso, para realmente ter um bom relacionamento com ela. Meu padrasto Vincenzo é um cara legal, se bem que, extremamente sério. Contudo, é um homem muito bonito, que Camila não me ouça. Entendo agora, porque minha mãe havia se apaixonado por ele. É um tipão, aquele estilo de homem italiano que se lê em romances. Introspectivo, mas de presença marcante.
    O almoço é ao ar livre, estilo piquenique. Na gigantesca mesa com toalha vermelha, há uma infinidade de comida típica italiana. São tantas opções que sinto-me perdida. Além da família, estão presentes alguns familiares e amigos íntimos da minha mãe e Vincenzo.
    Dançamos em roda, cantamos, e até mesmo, amassamos uvas com os pés. Pela primeira vez, vejo meu padrasto solto, como um menino. Até notei olhares furtivos entre ele e minha mãe. Espero que eles se acertem logo e, falo com sinceridade, porque quando estamos felizes queremos que todos sejam.
    No auge da festa, Vincenzo interrompe a música para informar que a festa era em homenagem a Camila e eu, por nossa última noite na cidade.
    — É uma pena que tenham que ir embora — minha mãe diz, quando se une a mim em um dos bancos espalhados pelo pátio — Tinha esperança que ficassem por mais alguns dias.
    — Minha amiga precisa de mim. Não sou do tipo que abandona as pessoas que amo — digo, sem pensar.
    Iremos embora no dia seguinte. Sophia voltou a atacar, e estou preocupada com Ally.
    Noto seu olhar magoado e arrependo-me de minhas palavras.
    — Desculpe, eu...
    — Não se preocupe — murmura ela — Foi mais generosa do que eu merecia.
    — Vocês podem nos visitar também — mudo de assunto, para amainar o clima — Uma lua de mel, talvez.
    Indico onde Camila e Vincenzo estão.
    — Quem sabe... — diz ela, vagamente.
    Iniciamos uma conversa sobre o que mais gostei na Itália, deixando sentimentos tristes para trás.
    Camila, se une a mim um tempo depois, e ficamos agarradinhas, observando a fogueira, enquanto ouvíamos cantigas antigas. Foi a lua de mel perfeita, tanto pelos laços com minha nova família como pelos momentos inesquecíveis que Camila e eu tivemos.
****
    Enfim, estamos em casa. Nada como nosso lar. Ainda não fomos para o “quarto secreto” e Camila, parece uma garotinha ao redor de mim, morrendo de curiosidade. Quis esperar descansarmos do primeiro dia de viagem, foram horas cansativas e o que pretendo naquele quarto, demanda muita energia.
    — Tá na hora — paro em frente à TV, impedindo-a de continuar vendo a reprise do jogo.
    — Mesmo? — diz ela, ansiosa — Vou finalmente saber o que há naquele quarto.
    — Quase... — subo as escadas, arrastando-a pelo braço.
    — Lauren! — ela estaca no corredor quando passamos direto pelo quarto e vamos em direção ao quarto de hóspedes, onde dormimos a noite anterior.
    — Curiosidade é uma característica minha — reclamo, apoiando em seu peito, enquanto empurro-a quarto a dentro.
    — E a sua, é me enlouquecer — diz ela, emburrada.
    — Aguente firme — fecho a porta com rapidez — Valerá a pena.
    — Lauren! — grita ela, batendo contra a madeira — Abra essa porta.
    Dou a segunda volta na fechadura, só por precaução.
    — Só quando estiver tudo pronto — salto feliz — Se fosse confiável não precisaríamos disso.
    — Se você não fosse maluca, não precisaríamos disso — ouço-a retrucar do outro lado.
    Saio rindo ainda mais empolgada que antes. Abro a porta e dou uma olhada no ambiente. Olivia tinha ficado responsável para garantir que terminassem o serviço a tempo. O quarto havia ficado exatamente como imaginei. Espero que ela não tenha ficado chocada de mais.
    Tomo banho rápido, preferiria um longo banho de espuma, mas se demorasse muito, Camila seria capaz de arrombar a porta. Passo um hidratante que ela gosta, evitei molhar os cabelos, quero-os caindo solto pelas costas, sei que ela adora. Faço a maquiagem, visto a roupa que havia comprado antes de viajarmos, pego alguns acessórios e vou para o quarto libertá-la. Espere que não esteja muito zangada, afinal, havia demorado apenas quarenta minutos, um recorde.
    Empurro a porta com cuidado, por que minhas ideias parecem perfeitas apenas quando as tenho? Encontro-a jogada na cama, os braços atléticos cobrindo os olhos. Não sei se está dormindo ou tentando manter a calma.
    — Ei, tigrona — apoio-me na porta, fazendo uma pose sexy, o braço sobre a cabeça e cintura inclinada para o lado.
    Inicialmente os olhos dela focam os meus. Furiosos. Depois, ela desce o olhar pelo espartilho preto, calcinha rendada, passeia por minhas coxas e cinta liga, finalizando em meus sapatos vermelhos de salto agulha.
    — Vem aqui gatinha — chamo-a com a ponta do chicote — Tenho uma coisinha para você.
    Ela senta na cama mordendo os lábios, com um olhar abrasador.
    — Coleira não! — diz ela, determinada, ao notar a coleira de couro com pinos de ferro em minha outra mão — Recuso-me a isso.
    — Eu imaginei que não — murmuro decepcionada, mas não insisto, já fui muito longe aqui — Mesmo assim, ainda sou sua dona... — chicoteio— Não, domadora. Ajoelha.
    — Que? — diz ela, confusa, como se eu falasse outra língua.
    — Ajoelha! — aproximo-me dela e bato o chicote em sua coxa, fazendo-a dar um salto para trás.
    — Lauren! — ameaça ela.
    — Por favor... — sussurro, com voz de dengo. Viro de costas para ela e vou em direção a porta — Talvez você precise de um incentivo.
    Ajoelho-me com meu traseiro virado para ela, rebolando de um lado a outro. Eu sinto o ar quente de sua respiração, contra o tecido rendado e transparente da minha calcinha.
    — Agora não tigrona — começo a engatinhar para fora — Se você quer, tem que caçar. É a lei da selva.
    De quatro, começo a engatinhar pelo corredor, olho por cima do ombro e observo-a sentado sobre os joelhos, vejo a excitação em seus olhos, mas o rosto tem uma expressão incrédula. Balanço o bumbum outra vez, atraindo-a como o toureiro atrai o touro.
    — Eu não acredito que eu estou fazendo isso — diz ela, rendendo-se a mais uma de minhas loucuras.
    Quando chegamos em frente a porta do nosso quarto, eu me levanto mas obrigo-a a continuar no chão.
    — Tira meu sapato — ordeno.
    Dessa vez ela não questiona, escorrega a mão por minhas, coxas, joelhos, panturrilha. O toque suave me faz queimar por inteiro. Com lentidão, sem desviar os olhos dos meus, ela tira o sapato.
    Empurro-a contra a parede e apoio meu pé em seu ombro. Lentamente vou deslizando uma meia, depois outra. Se as pessoas babassem feito cachorro, diria que ela está as vias de chegar a isso.
    — Agora, feche os olhos — digo, com a voz rouca — E não fale nada até eu permitir.
    — Lauren! — ela parece transtornada.
    — Agora! — chicoteio em seu rosto, com a parte macia.
    Ela obedece, entrando no jogo. Camila briga com a fivela por alguns segundos. Quando ela finaliza eu apoio meu pé em seu ombro, começo a deslizar a meia lentamente, sem desviar os olhos dos dela, que estão em chamas. Coloco o chicote no chão para vendá-la com uma das meias. Assim que termino, conduzo-a para dentro do quarto.
    — Cuidado com a cama — oriento assim que a alcançamos.
    — O que vai fazer? — sonda ela, desconfiada.
    — Quieta! — o chicote volta a ação — Não disse que podia abrir a boca.
    — Mulher vai me pagar por isso! — diz ela, com um sorriso torto.
    Beijo-a com paixão, pois acho que é única forma de calá-la ou porque estou doida para fazer isso, desde que a encontrei no outro quarto.
    Assim que me separo dela, confesso, com muita dificuldade, ergo seus braços acima da cabeça, ajoelho-me na cama, pego a outra meia presa a minha cintura enrolando-a em seus pulsos, prendendo-os firmemente, na grade da cama.
    — Isso é necessário — diz ela, puxando os pulsos, é claro que se ela quisesse mesmo sair não seria esse pedaço de pano a segurá-la.
    Texto a resistência e em seguida tiro-lhe a venda. Antes de sair de seu colo esfrego-me contra ela, provocando-a um pouco. Camila me olha com curiosidade e expectativa. Afasto-me dela para que tenha uma ampla visão do quarto. Ele foi todo redecorado em estilo Moulin Rouge.
    — Não quero que trapaceei — sorrio, como uma diabinha — Só vai me tocar se eu permitir.
    — Lauren... — ela geme — Seja misericordiosa, veja como já estou.
    Olho para o volumoso pacote embaixo do moletom. A visão magnífica me faz salivar em antecipação. Preciso de muita força de vontade para seguir adiante.
    Caminho até a cortina de seda no centro quarto.
    Puxo o cordão e ela desliza até o chão, revelando o mastro de pole dance que ela ocultava. Minha linda menina arregala os olhos sem conseguir acreditar no que vê.
    — Lauren! — grunhe ela, puxando os pulsos em minha direção.
    — Não, não menina malvada — circulo o mastro sem desviar os olhos dos dela — Você só vai olhar.
    Ligo o som e faço a mesma coreografia que fiz quando nos vimos pela primeira vez. No dia, eu fingia que ela era minha princesa encantada. Hoje, minha esposa, companheira, minha mulher. O que me faz feliz todos os dias. A pessoa que me completa como nenhuma outra no mundo. Após a última nota e meu passo de dança, eu caminho até ela na cama.
    Livro-me do espartilho em uma dança lenta, sem música. Ela inclina o corpo em minha direção, buscando meus seios nus, mas eu me afasto.
    — Eu quero me divertir um pouco — passeio o chicote em seu peito malhado. Faço mesmo com meus lábios em seguida.
    Camila me encara com olhar gaseado em cheio de paixão. Grunhidos saem de sua boca quando livro-a da calça. Deslizo minha língua pela parte interna de suas coxas e abocanho seu membro rijo e rosado com ânsia.
    — Lauren... — grita meu nome, quando acelero os movimentos de entra e sai do pau dela em minha boca.
    Ela inclina o quadril em minha direção para que eu o tome mais e faço isso com vontade, em uma perfeita garganta profunda que leva-a a loucura.
    — Por favor — ela geme, enlouquecida.
    Também desejo-a insanamente. Tiro a calcinha já encharcada de minha excitação e coloco-me sua cintura. Ofereço meus seios a ela que chupa-os com vontade, afogando-se, como se eles fossem oásis para alguém perdido no deserto.
    Já sem qualquer controle sobre mim, eu seguro seu pênis duro e escorrego-o para dentro de mim.
    Inicialmente de forma lenta, suave, degustando do prazer de ser preenchida por ela.
    — Ahh... — gemo, quando sinto-a, completamente dentro de mim.
    Começo a montar sobre ela com lentidão, delirando, com a sensação dela me alargando, mexendo com cada terminação nervosa do meu corpo. Apoio minhas mãos no peito dela e aos poucos vou aumentando a velocidade, em uma cavalgada alucinada.
    Sinto-me poderosa. Felina. Eu estou no controle. Levo-nos e tiro-nos do precipício diversas vezes. Até que eu explodo em milhares de partículas.
    — Tira a amarra — diz ela, numa voz sexy e selvagem, prendendo suas pernas em volta da minha cintura — Agora! Droga! Era eu quem deveria estar no comando ali. Mas o pedido é tão imperativo e cheio de promessas que me vejo sôfrega, brigando e amaldiçoando a tira de seda. Antes que eu me dê conta, vejo-me amarrada na grade da cama de costas para ela. Ela havia se segurado o tempo todo para me castigar como queria. O mero pensamento faz o meu corpo tremer.
    O espartilho sai do meu corpo com rapidez. Ela me venda como eu havia feito com ela. Em seguida, faz um passeio com suas mãos em meu corpo.
    — Ahh... — gemo, quando belisca um dos meus mamilos, ainda sensíveis.
    — Só vai falar quando eu quiser — ordena ela, colocando um dedo em minha boca, simulando os movimentos penetração — Agora, pequena travessa, vou fodê-la, até desmaiar de exaustão.
    Seus dedos continuar torturando-me em minha boca, fazendo-me arder de antecipação, desejando- a novamente dentro de mim. Sua mão livre percorre minhas costas, beliscam minha bunda e eu ondulo o corpo em direção a ela.
    — Hummm — soluço, ao sentir o chicote arder em minha pele, quero gritar, berrar e extravasar todo desejo que ferve em mim, mas a mão em minha boca me impede.
     Outra chibatada, dessa vez, em meu clitóris e eu convulsiono.
    — Quietinha — sussurra ela, em meu ouvido — Se disser algo, deixo você aqui sozinha, louca de tesão, até o jantar.
    — Camila — reclamo, desejando que ela me foda logo.
    — Calada — dois dedos estocam em minha vagina e mordo meus lábios para abafar o som, enquanto ela me fode com os dedos.
    Ela introduz um dedo em minha vagina e outro em meu ânus, enquanto chupa meu pescoço e vez ou outra, diz algo pervertido em meu ouvido. Anseio por ela dentro de mim, em todos os lugares, da forma que desejar. Quando penso que vou enlouquecer, ela me toma. Todo desejo reprimido liberto em uma única investida.
    — Isso, amor — geme ela, enquanto arremete com força — Assim...
    Ela continua as investidas, cruel, precisa e fodidamente prazerosa, os dedos acariciando meu clitóris de forma sincronizada. Outra vez gozo gritando seu nome e, libera seu jato quente dentro de mim. Soltando grunhidos de satisfação e êxtase.
    — Garota, o que eu faço com você? — diz ela, alguns minutos depois, libertando meus pulsos — Vejo-me daqui a cinco anos, careca e com pontes de safena.
    — Então, vamos aproveitar esse tempo — esparramo-me na cama, puxando-
a comigo — Eu tenho excelentes ideias.
    Rimos juntas perdidas em nosso ninho de amor.
****
    Dois anos depois Estou no escritório a mais de uma hora, pensando em como contar a ela. Camila está na cozinha cuidando do jantar. Isso ainda não mudou. Sou péssima cozinheira. É uma questão de talento e eu não o tenho. Então, ela acaba cuidando das refeições. Não que antes fosse uma cozinheira espetacular, mas havia progredido ainda mais devido minha inaptidão. Era isso, ou morreríamos de fome, nos dias de folga da cozinheira.
    — Camila! — saio do escritório e grito da escada — Amor, vem aqui! Volto a me esconder em frente ao computador enquanto a aguardo.
    — O que foi? Olho para ela e sorrio. Está linda com sua calça jeans favorita, regata preta e um pano de prato pendurado nos ombros. Uma verdadeira chef.
    — Estou pesquisando todos os tipos de comidas esquisitas e foras de época para pedir a você durante a gravidez.
    Abro um enorme sorriso na direção dela.
    — Por que? — pergunta ela, inocente.
    —O Troy ficou com aquelas coisas de enjoo e, como essa síndrome é tão rara, se é que existe mesmo — eu brinco — Bem, é praticamente nulo que você a tenha... Então, você tem que sofrer junto comigo de alguma maneira.
    — A gravidez é um estado glorioso para as mulheres — murmura ela.
    — Você diz isso porque não é você que ficará enorme — reclamo — E não sairá uma bola de futebol do seu pintinho.
    — Pintinho não — exclama ela, ofendida — Não serve eu prometer fazer massagens nos pés e nas costas? — Isso já faz parte do pacote — respondo como se fosse óbvio — É seu dever.
    — De qualquer forma, isso não faz sentindo — diz ela, olhando para tela do computador — Não está sendo precipitada? — Claro que não — encaro-o séria — Eu tenho menos de oito meses para torturá-la de todas as formas possíveis.
    Há uma longa pausa até que a compreensão caia sobre ela.
    — Oh — ela abre a boca em um O perfeito, os olhos arregalados em minha direção — Vai me dar um bebê, é isso? — Um, dois, três e quantos você quiser Sra. Cabello. Parei de tomar o remédio há algumas semanas.
    — Tem certeza? — ela parece receosa.
     Eu sei quais são seus medos. Ambas havíamos sofrido muito quando acreditei estar grávida na primeira vez.
    — Sim. Fiz o teste de farmácia várias vezes... — digo, sorrindo — E não satisfeita com isso, fui ao médico e fiz o teste de sangue. Estou completamente e inegavelmente, grávida.
    — Lauren! — Camila tira-me da cadeira e gira comigo pela sala.
    Beijando-me, abraçando e rindo, tudo ao mesmo tempo.
    — E o seu curso? — diz ela, preocupada.
    Estou no segundo ano do curso de arquitetura, ou seja, na metade. Não será nada fácil conciliar os dois.
    — Quando cuidávamos dos gêmeos da Ally, quando aquilo tudo... — minha voz falha — Eu vi que seria uma excelente "papa". Não quero esperar mais nenhum minuto, veja tudo o que aconteceu com ela. Nada me impede de ter esse bebê e continuar estudando. Você me ajuda? — Estarei ao seu lado a cada segundo, sempre — diz ela, depositando um beijo em meus lábios — Poderiam ser gêmeos também, não é? Afasto-me de seu abraço de urso e, encaro-a com horror.
    — Por Deus! Não! Ela volta a me puxar para ela e ronrona em meu pescoço.
    —Eu gostaria e que fossem dois ou três meninos, tão endiabrados quanto você.
    — Então, tenha seus próprios filhos gêmeos, Sra. Cabello — solto, indignada.
    — Mas e se acontecer? — ela pousa a mão em minha barriga, afagando-a.
    — Você não ouse fazer isso comigo! Ela ri deliciosamente.
    — Querida, eu nem sabia que havia feito esse ou esses bebês.... Aí — ela geme, após receber meu tapa — Mas estou imensamente feliz.
    Sim, ela está. Nunca vi seus olhos brilharem tanto, como hoje. Merda! Valerá a pena. Se é para ter constantemente esse brilho de felicidade em seus olhos eu teria cinco filhos de uma única vez.
****
    Eu sempre acordo com essa sensação esquisita de que preciso ir ao banheiro urgente. Dessa vez, parece que é diferente. Por que a cama está molhada. Sento-me com certa dificuldade e afasto o lençol. Merda, ainda falta uma semana.
    — Camila — empurro seus ombros tentando acordá-la. Céus, a mulher não percebeu a cama úmida? Não posso culpá-la, nos últimos dias, venho tendo insônia e a arrastado comigo em conversas madrugadas adentro.
    — Camila a bolsa estourou — sacudo-a novamente.
    — Amanhã eu compro outra — geme ela — Volte a dormir.
    — Eu vou ter o bebê — grito ao ter a primeira contração.
    Ela salta da cama como uma gata pulando o telhado. Os olhos esbugalhados em minha direção.
    — Tudo bem, está tudo sobre controle — murmura ela, pegando-me no colo — Não fica nervosa.
    — Eu tenho que trocar de roupa — indico a camisola molhada.
    — Tá — sussurra ela, voltando para o quarto, colocando-me de volta na cama — Essa aqui? — Não entra — balanço a cabeça em negativa, quando ela pega um vestido preto que usava antes do meu ventre explodir — Deixa que eu faço isso. Troque sua calça.
    Dez minutos depois chegamos ao carro.
    — A bolsa, Camila — gemo, apoiando-me contra o carro, após uma contração leve.
    — Já estourou — diz ela, empurrando-me para dentro do carro — Fique calma.
    Reviro os olhos e tento conter a vontade de rir ou bater nela. Eu descobri que eu sou péssima com dor.
    — Querida, a bolsa do bebê.
    — Claro — ela esfrega a cabeça — Não saia daqui.
    Acomodo-me no bando do passageiro, resmungando. Para onde ela acha que eu iria com uma bola de boliche querendo passar pelas minhas pernas? 
****
    — Tá doendo.... — grito ao sentir uma contração — Não deixa aquela mulher chegar perto de mim de novo. Parece que ela vai arrancar meu útero.
    Já estamos no hospital e as contrações são mais frequentes e intensas. Uma enfermeira entra a cada meia hora, cutucando-me e cada vez que ela faz isso, vejo estrelas de todas as formas e cores.
    — Eu sei amor — diz ela, angustiada.
    — Você não sabe porra nenhuma! — agarro a gola da camisa dela e, encaro-
a com olhar assassino — A culpa é sua, porque você é tão gostosa, porque transou comigo várias e várias vezes...
    — Amor, tá pensando em sexo — diz ela, incrédula — Agora? — Sexo me deu isso aqui — gemo, acariciando o ventre enorme. Não deveria ter comido tanto durante a gravidez como disseram. Eu não fui uma grávida elegante. Acho que essa criança é gigantesca, tanto que até cogitei a ideia de ser mais de um bebê — Não farei sexo nunca mais em minha vida! As contrações, agora são cada vez mais frequentes.
    — Me dê sua mão para eu morder — apesar do grande pânico em seu olhar ela estica a mão em direção a mim. A cara dela é tão cômica que eu poderia rir se outra gigantesca e dolorosa contração não me rasgasse ao meio, literalmente — É melhor não, arrancaria todos os seus dedos.
    — Ainda tá doendo? — diz ela, inocente.
    Aparentemente o remédio que me deram para dor era feito de açúcar.
    — Não, tá fazendo cocegas, idiota! — vocifero, revirando os olhos. Na verdade, já nem sei se dói ou é apenas meu psicológico — Eu quero uma cesariana.
    — Ela quer uma cesariana —Camila salta da cadeira assim que o médico de meia idade, todo equipado, entra na sala de parto.
    — Não dá mais tempo — diz ele ao me examinar — A cabeça já está coroando.
    — Amor não dá tempo está...
    — Eu não sou surda, Camila! — agarro-me ao lençol da cama, como se fosse um bote — Fica quieta! Ela me olha como um cãozinho abandonado. Suas mãos voam para trás das costas e ela parece perdida.
    — Vá para trás de sua esposa, Sra. Cabello — diz o médico — E auxilie-a, como aprenderam nas aulas de pré-natal.
    Camila me olha vacilante, como se eu fosse o maníaco da serra elétrica, prestes a desmembrá-la.
    Estico a mão em direção a ela.
    Os momentos seguintes são terríveis. Desejo morrer a cada nova contração e agora os intervalos são de quinze segundos.
    — Empurre, Lauren — insiste o médico — Está quase lá, querida.
    — Ahh... — ranjo os dentes, empurrando com toda força que ainda me resta — Eu acho que meu cérebro vai sair aí em baixo.
    — Espirituosa — diz o médico a Camila.
    — Não viu nada ainda, doutor — diz ela — Amor, você consegue, só mais uma vez.
    Ignorando a conversa que com certeza, mais tarde me deixará enfurecida, eu faço o que acredito ser minha última tentativa.
    Segundos depois o som mais perfeito que eu já ouvi em minha vida ecoa pelo quarto. Similar a voz de um querubim.
    — É uma menina — diz o médico, colocando o pequeno embrulho em meu peito.
    Imediatamente caio em um rio de lágrimas, apertando-a contra o peito.
    — Nossa menininha — murmuro, olhando para a papa de minha filha, através do véu de lágrimas.
    — É verdade — acaricio a cabeça do bebê, memorizando cada detalhe.
    — O quê? — Depois que nascem, nós esquecemos da dor — sussurro — Desculpe por gritar com você.
    Encaro-a, arrependida. Havia me transformado em uma louca.
    — Você foi guerreira — diz ela — Tenho muito orgulho de você.
    — Por chamá-la de idiota — digo chorosa — De estúpida, cretina, imbecil, cafajeste, desgraçada....
    Ela me encara com olhar questionador.
    — Bem... — sorrio, marota — Esses últimos foram apenas em pensamento.
    — Ela é linda — sussurra ela, ajoelhando-se ao meu lado — Obrigada.
    Uma enfermeira tira-a dos meus braços minutos depois, alegando que ela precisa alguns cuidados, assim como eu.
    Camila sai, em seguida, voltando o que para mim, foram longos e intermináveis minutos depois, com um embrulho rosa em seus braços. Não sabíamos o sexo do bebê até o último momento, mas ela tinha certeza absoluta que seria um menino. Já quem em sua família só há "meninos" em várias gerações. Isso me faz lembrar Sinuhe, ela me disse a algum tempo, que a mãe sempre quis uma menina, talvez por isso, não soube lidar com "dois garotos".
    É triste que ela perca esse e todos os futuros momentos da neta.
    Afasto esse pensamento melancólico e concentro-me nas duas pessoas mais importantes da minha vida.
    — Está decepcionada? — pergunto, temerosa Camila olha a pequena em seus braços. Meu coração se contrai ao vê-la com os olhos marejados.
    — Ah Lauren... — ela cola o rostinho suave contra o seu e aproxima-se de mim na cama — Eu a amo. Pensei que jamais fosse amar alguém como amo você. Mas eu a amo ainda mais, desculpe-me.
    Não me sinto enciumada ou magoada com o que ela disse. Eu entendo perfeitamente, amo essa coisinha fofa desde o momento que desconfie de sua existência. Não há amor que possa se comparar a esse. É um pedaço dela que cresceu e nasceu de mim. E é uma parte minha que ofereço a ela.
    Nossa família está completa agora.

 


Notas Finais


Tem o epílogo ainda....Vocês o querem ainda hoje??!


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