História Por Você, Eu Mudaria - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aproveitem *-*

Capítulo 6 - Você aqui? Não!


DYLAN

Estava caminhando tranquilamente pelo corredor, quando ouço meus pais conversarem, em seu quarto. Tentei seguir adiante, mas minha curiosidade falou mais alto. Eu não tinha tanta certeza do que se tratava, mas tenho certeza que ouvi o nome do inútil, do meu primo. Bem, nunca fui tão próximo à ele, sua arrogância me dava nos nervos. A gente não se dá, muito bem, ao contrário do meu irmão que idolatra ele, feito um babaca. 

Fiquei com uma pulga atrás da orelha, mas não quis comentar nada sobre a possibilidade, de ele vir passar um tempo com a gente. Não queria que meus pais desconfiassem que eu estava ouvindo suas conversas atrás da porta.

— David, você está sabendo de algo que eu não sei? Tipo, alguma novidade... Sei lá. — Tentei mencionar o assunto ao meu irmão, mas de outra forma para não dar bandeira.  

— Não. Por quê? Ta sabendo de alguma coisa? 

— Não, gênio. É por isso que estou te perguntando, mané. Quer saber, esquece. — Continuei a caminhar para o andar de baixo. O chão parecia estar coberto de gelo. O clima amanheceu frio, muito frio.

Quando me joguei no sofá, liguei o celular e verifiquei se havia alguma ligação ou sms. Haviam várias ligações perdidas, inclusive, uma delas era da Emily. Por que ela me ligaria? Tentei retornar, mas só dava caixa postal. Provavelmente não seria nada tão grave, notícias ruins se espalham rápido, até. 

Às 12hs, quando estávamos todos reunidos para almoçar, minha mãe nos chama atenção, para um possível comunicado. 

— Meus meninos, vocês não sabem da novidade. — Ela parecia empolgada, pois além de sorridente, estava inquieta. 

— Poderia já, nos contar?? — David pergunta. 

— Bem, seu primo Kevin está vindo para cá, passar um tempo. Isso não é demais? Dylan? — Já imaginava, esta hipótese. Horrível, ela quis dizer, né?  

— Não acredito... — Joguei o guardanapo sobre a mesa, e me afundei sobre a cadeira. — É sério? 

— Dylan, eu sei que você tem seus problemas com o Kevin, mas ele é o seu primo e eu quero que o trate com respeito. — Diz ela. 

— Isso não será possível, mãe. Desculpa, mas... Não vou conseguir conviver com ele, neste mesmo lugar. Você sabe que eu o ODEIO! — Gritei. 

— Olha só como fala com a sua mãe, rapaz! Ninguém aqui vai tolerar sua falta de respeito, ok? É melhor se comportar como alguém civilizado. Kevin vai vir e será muito bem recebido. — Disse meu pai, com sua fúria terrível. Eu apenas baixava a cabeça, com um ódio tremendo. 

Kevin era um completo idiota. Sempre conseguia fazer a cabeça das pessoas à seu favor. Era como se fosse um manipulador profissional. Eu odiava o seu cinismo, sua cara de coitadinho nunca me convenceu. 

— Quer saber, perdi a fome. — Levantei depressa, e saí chutando o vento. 

Seria os piores dias de convivência com aquele otário. A menos que eu o convença à voltar com seu rabinho entre as pernas. Mas não, isso não será possível, infelizmente. 

— Dylan, volta aqui! — Minha mãe chamava, com seus gritos que ecoavam pela casa toda. — Esse garoto... 

Peguei uma blusa qualquer, uma jaqueta jeans e saí por aí, com o carro. Já estava enraivecido demais, para continuar em casa. Fui até a praia, tentar relaxar. Era o único lugar de San Francisco, que me dava tranquilidade. Sentei em uma rocha, e fiquei observando o mar de longe, estava agitado, como eu gosto. A maré estava alta, e a vontade de entrar naquela água, estava à mil. Era perigoso, mas eu gostava de me arriscar, de vez em quando. Apesar da minha vida ser meio morna, eu precisava de adrenalina correndo nas veias. 

Já estava à noitinha, nem havia percebido que tinha passado tanto tempo fora de casa. Eu deveria estar muito louco, para não perceber. Mas ao contrário disso, estava sóbrio. 

Joguei a jaqueta no banco do carro e tirei a blusa, também. Estava com uma certa fadiga de mim mesmo, no momento. Só queria voltar para casa e me jogar embaixo daquele chuveiro. 

Ao entrar em casa, fui surpreendido de imediato. 

— Dylan... 

A vontade de sair novamente foi maior, ao olhar para a cara do meu primo, de pé. 

— Kevin. — Franzi os lábios e tentei ser mais agradável, possível. — Não achei, que viria tão depressa... — Suspirei.  

— Pois é, eu também não. Mas a vontade de voltar à Califórnia foi tanta, que não esperei para uma próxima semana. — Diz ele, com um sorriso cínico no rosto. 

— Nossa... Que bom. — Ironizei, ao sorrir. — Seja bem vindo, então.

— Obrigado, sabia que iria ser muito bem recebido por você. E claro, por todos vocês. — David o abraçava, feito um idiota. 

— Hum... Nada melhor, do que agradar a quem a gente gosta, não é? — Sorri, ao caminhar para a escada. 

— Dylan... Kevin, deixa que mostro à você o seu quarto. Espero que goste, preparei ele do jeito que você gosta. — Dizia minha mãe, ao leva-lo em direção ao quarto de hóspedes. 

— Relaxa, tia. Qualquer lugar para eu ficar, basta. 

Sua voz me irritava de um jeito que eu não conseguia explicar. Bem, já planejei os meus dias que irei passar junto desse mala. Irei trata-lo como um desconhecido, pelo menos não irá dormir em meu quarto. Graças. 

Depois de algumas horinhas, todos estavam reunidos na sala de estar. Eu só esperava uma ligação, para sair dalí. Para qualquer lugar, eu estava disposto a ir. A campainha toca em questões de segundos. 

— Poderia atender, filho? — Perguntava minha mãe. 

— Claro... — Bufei e caminhei até a porta. — Emily? Nossa, não sabe como é bom te ver. 

— Nossa, mas o que aconteceu? Está tão... Cabisbaixo. 

— Veja por sí só. — Aponto para Kevin, que nos observava de longe. 

— Quem é ele? 

— É um primo. Argh... Odeio, sua presença aqui. Mas enfim, não vou ficar te enxendo com isso. No que posso ajudar? Entra. 

— Com licença, obrigada. — Caminho com Emily para a área de lazer. 

— Não vai apresentar sua amiga, Dylan? 

— Não, acho que ela não faz tanta questão. Com licença. — Revirei os olhos e baixei a cabeça. Kevin era louro, de olhos cor de mel. Era alto, magro e tinha cabelo social, como o meu. Aquele louro não queria dizer nada, pobre coitado. 

— Me chamo Emily. — A mesma me beliscava. — E você, como se chama? 

— É sério, Emily? — Pergunto. — Argh... 

— Prazer, me chamo Kevin. Sou o primo predileto, do Dylan. Ele não te contou? Haha. 

— Ok, já se conheceram. Vem. — Seguro em seu braço e a levo para outro lugar.

— Calma, eu só quis ser gentil. Ele parece ser um cara bacana. Não entendo o por que de toda essa raiva. 

— Sim, ele parece. Mas isso não vem ao caso, agora. Enfim, o que queria?

— Ok ok... Bom, eu estou aqui justamente para te fazer um convite. 

— Um convite? Mas... Para quê? 

— É que na faculdade vai haver uma festa, dos formandos. E cada um poderá levar um parceiro. Então pensei, em te chamar. Não tenho mais ninguém, com quem eu possa ir. 

— Eu? Em uma festa de faculdade? Haha.. 

— Ué, e por que não? É muito divertido. É como todas as outras. 

— Ah... Não. Não acho, que seja como as outras. Emily, sabe que eu não sou uma boa companhia, não é? Você sabe, como eu sou.. — Falei. 

— Eu sei, mas não me importo, sabe disso. Dylan, por favor! É só uma festa, vai. Não quero ir sozinha, por favor... — Emily implorava, segurando em minhas mãos. 

— Ta bom, eu vou com você. Agora para com todo esse drama, garota. 

— Que bom, fico feliz. Passo aqui amanhã às 8hs. 

— Amanhã??? — Pergunto, surpreso. 

— Sim, amanhã. Algum problema? 

— Não é que... Você me pegou desprevenido, né? Não achei que fosse logo amanhã. Mas ok, sem problema. 

— Ótimo, ótimo. Às 8hs, ta? 

— Não prefere que eu te busque? Vou me sentir estranho, tendo que uma garota vir me buscar para uma festa... Não que eu esteja sendo machista, mas... Ah, você me entendeu. — Franzi as sobrancelhas, ao cruzar os braços. 

— Hahaha, relaxa. É que assim vai ser bem mais rápido. Você não precisa dá a volta, só para me buscar, não é?

— É... Tem razão. Ok, amanhã às 8hs. Então... Era só isso? 

— Sim. Obrigada por aceitar. Estou indo, a gente se vê amanhã. — Fui surpreendido com um abraço e beijo no rosto, da mesma. 

— Vou te deixar até a porta. 

— Não, não precisa. Eu sei, o caminho. Tchau, Dylan. 

— Tchau, Emily... 

Não sei se foi realmente uma boa ideia, ter aceitado esse convite. Com certeza será um tédio total. Com professores dando palestras, alunos fazendo apresentações... Essa baboseira toda, de faculdade. Mas não queria deixa-la ir sozinha, iria me sentir mal, depois. É o que acontece,  iria me sentir um completo filho da puta.

Passei o dia ignorando meu primo. Não vou acostumar, nunca com isso. 


Notas Finais


Até o próximo <333


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