História Por Você, Eu Mudaria - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


boa leitura 💚

Capítulo 7 - Festa estranha, com gente esquisita


Terça-Feira 8:45 am 

DYLAN

— Bom dia... — Disse Kevin, ao se aproximar da cozinha, onde eu estava sentado no balcão tomando um copo de leite, com torradas. Fingi não ter ouvido. 

— Mãe, poderia me passar a geléia? — Pergunto, sem ao menos tentar fingir que Kevin estava por perto. 

— Bom dia, querido. Está com fome? — Ela pergunta. — Dylan, sua geléia. 

— Obrigado... — Respondo, calmamente. 

— Sim, tia. Eu quero um suco, por favor. — Diz ele, ao sentar sob o balcão. 

— Tem na geladeira, por que não se serve? — Pergunto. — Aqui cada um de nós, se vira como pode. 

— Sem problemas, Dylan. Não precisa, tia, eu mesmo me sirvo. Não quero ser um folgado. 

— Para de ser inconveniente, garoto. — Minha mãe sussurrava, ao me beliscar. 

— Ué, é verdade não é? Você não precisa me servir em nada, mãe. Afinal, eu mesmo faço isso. — Falei. 

— Enfim, quero pedir um favor à vocês dois, se possível. É coisa boba e rápida. — Diz ela, ao voltar seus olhos para nós. 

— Ta, mas que favor? Espero que não seja sobre a possibilidade de cortar a grama. — Digo, ao bufar. 

— Não, Dylan. Preciso de alguns ingredientes para fazer um bolo. Mas acontece, que o restante que havia, acabou. Vocês dois poderiam ir comprar para mim? 

— A, não. Prefiro ir sozinho, será que é POSSÍVEL? — Digo, irritado. 

— Ah, qual é Dylan. Eu não sou um chato assim como você pensa, ok? Me deixa ir com você, quero andar, ainda não tive a chance de sair. — Kevin me olhava, com olhar de cachorro pidao. Mas nem isso, me comovia. 

— Dylan, é melhor que deixe ele ir com você, ok? Poxa, que bobagem essa sua, sabia? Está decidido, os dois irão ao supermercado. E rápido, ou não terão bolo na sobremesa. 

Tive que me sujeitar a ir com ele. Por todo o caminho fui em silêncio. Sem dá um pio se quer, fiquei até chegarmos ao supermercado.

— Vou por aqui, você pode começar procurando daquele outro lado. — Diz ele, ao caminhar para o outro lado da fileira de produtos. 

— Eu mereço... Vê se não demora muito, não quero perder muito tempo aqui com você! 

Depois de comprar os ingredientes, carregamos até o carro e deixei no porta malas. No meio disso tudo, comprei uma embalagem de cigarros e acendi um, para passar o estresse. 

— Não vai oferecer um ao seu primo? — Pergunta Kevin, já pegando a embalagem com os cigarros no porta luvas. 

— Desde quando, você fuma? Disso eu não sabia... — Ergui uma sobrancelha. 

— Desde muito tempo, Dylan. A verdade é que você não me conhece, tão bem assim. 

— É, eu não conheço mesmo. E prefiro que continue assim, é melhor. — O mesmo apenas rir.

— Aí, quem era aquela garota de ontem? Emily. — Ele pergunta, ao soprar contra meu rosto a fumaça do cigarro. 

— Cara, por que fez isso? E por que, quer saber? 

— Desculpa, fiz isso sem querer. Bem, ela é muito bonita. Confesso que fiquei encantado. 

— É, ela é muito bonita mesmo. E se quer saber, ela é apenas uma amiga. Prima de um amigo. Tom. 

— Amiga? Então quer dizer que eu posso ter alguma chance, com ela. Haha. Estou bem, mais animado. — O mesmo sopra a fumaça contra o vento, desta vez. Seu cabelo louro brilhava contra o sol. 

— Isso, se ela quiser alguma coisa, com você. 

— Ué, e por que ela iria se recusar a sair comigo? — Apenas o ignorei e ri, sem humor. — Aposto que ela vai aceitar de primeira, meu convite. Assim espero. 

É chegada a hora, de irmos para a tal festa. Mas Emily estava demorando, mais do que o normal. Provavelmente mudou de ideia e não vai mais. Não queria ter me arrumado à toa. 

Tinha posto uma calça jeans, com sapatos, uma blusa social branca, e suspensórios. Fiz um topete e por fim, um perfume. 

— Para onde está indo? — Kevin pergunta. Ele estava vendo tv, com David. 

— Para lugar ne... — Sem antes terminar de falar, Emily buzinava lá fora. — Dá uma volta, vejo vocês mais tarde. — Sorri, com ironia.

— Uau, você está tão... — Diz ela. 

— Ridículo, eu sei. Fiquei em dúvida, nunca fui em nenhuma festa de faculdade. Acho que a camisa social caiu bem. — Falei, ao dar de ombros. 

— Não, eu ía dizer que você está um gato. Nunca te vi usando esse tipo de... Acessório. Fica muito bem, em você. — Ela sorrir. 

— Ta, acredito. Enfim, vamos? Acho que vou precisar dirigir. 

— Se você prefere, tudo bem.

— É melhor, vou me sentir bem mais tranquilo. — Falei. 

— Ei, eu sei dirigir, ta? — Emily rir, ao socar meu ombro. 

Bem, ao contrário do que disse antes, a festa estava muito, foda. Bem melhor do que imaginei, até. Haviam garotas de todos os tipos, por todos os lados. Eu com certeza estava no paraíso. 

— Vou pegar uma bebida pra gente. — Falei, ao caminhar para a mesa das bebidas. Ao chegar próximo à mesa, havia uma garota se servindo. 

— Ei, você é novo, por aqui? Nunca te vi antes... — A garota era morena, vestia um vestido vermelho deixando um decote sensacional. 

— Ahn... Não. Eu só vim acompanhar uma amiga, sabe... E você, está sozinha? 

— Estou com um cara. Um idiota, assim por dizer. A gente poderia se conhecer melhor, não acha? 

— Eu iria adorar. — Dei um gole na minha bebida. 

— Vou te passar meu telefone. Me liga, outra hora dessas. — A mesma me entrega um cartão e caminha em direção a multidão.

— Nossa, você demorou. O que estava fazendo? — Tinha esquecido completamente da Emily. 

— Eu... Estava escolhendo a melhor bebida, garota. Toma, essa é sua. — Eu a entrego o copo, com cerveja. 

— Obrigada. O que está achando da festa? 

— Ótima, melhor do que imaginei. E você, está curtindo? 

— Sim, sim. Que bom, que está aqui comigo. — Ela sorrir, de lado. 

— Confesso que no começo eu não queria estar aqui. Mas por outro lado, poderia ser divertido, com você. Como está sendo.  — Falei, ao encara-la. Emily, posso te perguntar uma coisa? 

— Claro. 

— Sabe, tem uma coisa que eu quero descobrir, à muito tempo. Sobre aquele dia em que você achou minhas chaves, a gente por acaso... Você sabe... — Fiz gestos com as mãos. 

— Se a gente ficou? Haha, não, Dylan. A gente não ficou. Além do mais, eu estava acompanhada.

— Ok, desculpa pelo constrangimento... É que eu não lembro de muita coisa, daquele dia... Enfim, quer beber mais alguma coisa? 

— Tudo bem, eu entendo. E não, obrigada. Já bebi o suficiente. 

— Quê? Mas você só bebeu dois copinhos. A não, vai. Você ta de brincadeira, haha. 

— É sério, seu tolo. E você não deveria beber tanto, afinal, estamos de carro. Não quero ter de carrega-lo bêbado. — Emily rir. 

— Que engraçadinha... Ok, está certa. Prometo que este é o último. — Era meu oitavo copo de cerveja. 

Ao sairmos da festa, a gente ria feito dois malucos, dentro do carro. Emily havia bebido um pouco mais do que o combinado. Eu, deveria estar no 15° copo, mas só consegui chegar ao 10°. 

— Chegamos. — Falei, ao estacionar em frente minha casa. Estava tudo escuro, provavelmente todos já estavam dormindo.

— Eu me diverti pra caramba, haha. — Diz Emily. 

— Eu também. Aí, foi ótimo passar a noite com você, mas vou ter que ir. 

— Ta bem... 

Alguma coisa me prendia, naquele carro. E não era a preguiça, e sim, a presença da Emily. Eu não sei por que fiquei tão nervoso, ao ponto de ficar constrangido. Isso nunca aconteceu comigo. Eu sei lidar bem, ao lado de garotas. 

Ao ficarmos alguns minutos em silêncio, criei coragem e virei para ela, a puxando para um beijo. A vontade de beija-la estava acabando comigo, então não consegui resistir, tive que satisfazer meu desejo. 

— Desculpa. — Digo, ao me afastar da mesma devagar. — Acho que confundi, alguma coisa... 

— Não, tudo bem. Eu gostei. — Ela simplesmente sorrir, ao olhar para a rua. 

— Gostou? Mas... A, que se dane. — E mais uma vez, a beijei com mais intensidade e fervor. — Ok, chega. Agora estou indo, de verdade. 

— Uau... 

— É melhor eu ir, a gente se vê?

— Claro, a gente se vê. — Dei uma piscadela, e o clima depois do beijo ficou completamente estranho. Mas confesso que eu adorei, ter feito aquilo. 

— Enfim, em casa. — Entrei saltitante, ao jogar as chaves no sofá. 

Fui até a cozinha, preparar algo para comer. Eram 11:30 da noite, minha barriga estava um vazio, apesar de ter comida pra caralho naquele lugar. Preparei um sanduba gigante, e peguei um refri. 

— Dylan, Dylan... Você é mesmo um garanhão... Hahaha.. — Sussurrei. 



Notas Finais


até breve :3


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