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História Porcelain. - Capítulo 8


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Notas do Autor


Eai ovelhinhas, como vocês estão? Eu espero que bem!
Quem tá falando é a Tia Manuh❤️

Mais um capítulo pra vocês, e nossa, eu amei esse capítulo.

Boa leitura!!

Capítulo 8 - King of Shadow


 

- Ela vai estar muito brava. - Afirmou com a cabeça. 

- Finnie, ela não vai estar brava. - Caleb suspirou, tentando acalmar o moreno. 

- Vai sim. - Tropeçou levemente, olhando para trás, rolando os olhos quando notou que havia tropeçado nos próprios pés. De novo. 

- E quem liga? - Sadie bufou. 

- Eu! - Encarou a irmã cético. - Eu ligo. Ela era minha amiga. 

- Vocês começaram a se falar dois dias atrás. - Íris ergueu um dedo no ar chocalhando a cabeça. 

- Mentira. - Mordeu os lábios sobre os olhares acusatórios. - Nós nos falávamos as vezes. 

- Ah, Finnie, deixe disso. - Nina apertou o ombro do moreno. 

- Ela está brava. Com certeza está. - Negou com a cabeça, apertando a alça da mochila. 

- Millie é sua noiva. No fim, Ayla teria que entender isso. - Sophia suspirou. - É bom que ela entenda o quanto antes. 

- E se ela brigar comigo? - Mordeu os lábios, nervoso. 

- Aí eu soco a cara dela! - Suzie prometeu. 

Os demais arregalaram os olhos. 
Suzie era pacifica, não chegava a ganhar de Finn, principalmente quando estava com ciúmes, mas, ainda sim, era espantoso que ela estivesse falando algo como aquilo. 

- Você vai socar quem, Izzie? - Millie abraçou a cintura de Finn que corou, encarando os pés enquanto sorria. 

- De onde você veio? - Gaten olhou de um lado para o outro, de olhos arregalados. 

- Da porta. - Deu de ombros, lançando uma piscadela a Matarazzo. 

- Que mentira. Deve ter vindo do duto de ar. - Cochichou, procurando possíveis passagens, desconfiado. 

- Onde você esteve? - Noah parou do lado esquerdo de Millie, já que Finn estava no direito. 

Wolfhard olhou desconfiado para noiva. 

- Noah! - Nina ralhou, beliscando o braço do moreno, que abriu a boca em um grito mudo. 

- Só estou preocupado. - Resmungou esfregando o local com os olhos marejados. 

- Tive que resolver uma coisa hoje de manhã. - Deu de ombros. 

- É, eu ouvi a discussão entre você e Rosalie. - Íris uniu as sobrancelhas. - Que porra de língua era aquela? 

- Discussão? - Finn ergueu uma sobrancelha. 

- Não se preocupe, gatinho assustado, era só uma conversa acalorada. - Beijou o ponto de pulsação de Finn, que se arrepiou vendo-a rir e se desvencilhar de si, caminhando para o armário vermelho. 

Corou nada contente com o afastamento abrupto da castanha. 

- E aí, gata. - Richie pulou duas vezes as sobrancelhas, abrindo o armário ao lado. 

Millie gargalhou jogando a cabeça para trás, e a carranca de Finn se foi na hora, deslizando a mão pela porta vermelha em um movimento frouxo. 

Nunca havia a visto rir. Nem mesmo quando pequenos. 
Gostou do rubor colorindo as bochechas, do modo que os cabelos castanhos claros se moviam descoodernados, do jeito que os olhos se fechavam e somente o ponto brilhante dos castanhos aparecia. 

Encostou a cabeça no armário sorrindo diante da covinha que se afundou na bochecha direita. 

- Finn tá' apaixonado e agora eu sei que não quer ser dedado. - Richie olhou sobre os ombros da castanha sorrindo, cantarolando. 

Finn arregalou os olhos, choramingando enquanto enfiava a cabeça dentro do armário. Richard conseguia ultrapassar os próprios limites de idiotice. 

- Não tô' não! - Resmungou, mexendo em um livro qualquer. 

- Tá' sim. Te vi olhando com cara de idiota. - Apontou, gargalhando para nuca do moreno que se tingiu de vermelho. 

- Rich, você estragou meu disfarce. - Ralhou, colocando as mãos na cintura, sorrindo. - Mas, por outro lado a Amortentia deu certo. 

Todos estavam lado a lado nos armários, cobrindo os rostos para não relevar as risadinhas e os entregar, embora olhassem pelos furos do armário. 

- Eu ouvi Harry Potter? - Suzie jogou a cabeça para trás. 

- Essa não. - Gaten choramingou. Era tarde demais. 

Suzie falaria sobre Harry Potter pelo resto do dia. 

- Claro que sim, Murta. - Millie tirou o livro de física do armário. 

- Você me chamou do que? - Encolheu a cabeça nos ombros, piscando algumas vezes. 

- Murta. Vai me dizer que você não é ela? - Ergueu as sobrancelhas. 

- Eu não me pareço com ela. - Torceu o nariz antes de arregalar os olhos olhando em volta. Fechou a cara, batendo a porta com força. - Eu não me pareço com ela!

- Eu amo você, garota. Nunca achei um apelido para Suzie, porque tudo ela rebatia, e agora... - Suspirou, pulando em volta de Millie. 

- Vaza. - Finn, carrancudo, puxou a noiva pelos ombros. 

- Por essa eu não esperava. - Richie ergueu as sobrancelhas, rindo. Voltou os olhos para Millie, surpresa pelo contato repentino de Finn. - Obrigada por mostrar que meu irmão não é um maricas. 

- Sem problemas. - Moveu o dedo na testa, rindo, vendo Richie correr para atormentar Suzie, que resmungava que ela não era nada parecida com aquela mulher irritante de quarenta anos. 

- Você deu munição para uma arma nuclear. - Finn ergueu as sobrancelhas. - Saiba que você é louca! 

- Talvez. - Sorriu, erguendo os olhos para Wolfhard. 

- Você é tão linda... - Deslizou o polegar pelo rosto de Millie, que deitou a bochecha na palma da mão dele. 

Sentiu os joelhos amolecerem levemente quando a castanha ergueu o rosto abrindo os olhos, sorrindo com eles. 

Millie ficou na ponta dos pés antes de puxar Wolfhard pelo colarinho, sorrindo com os lábios contra os deles, deslizando os dedos para nuca, puxando-o mais para si. 

- Estão todos olhando. - Finn murmurou baixinho, olhando em volta, corando, ainda com os lábios junto aos dela. 

As pessoas cochichavam, se encostavam nos armários, arregalavam os olhos, abriam a boca e davam espaço, mas definitivamente, ninguém ficava sem olhar o mais novo casal. 

Seria possível que aquela fosse realmente Rosea mortem? 
A assassina de elite e sangue frio andando de mãos dadas com Finn Wolfhard, o garoto que vivia tropeçando nos próprios pés? 

- Estão olhando porque viram que Finnie não é gay. - Richie provocou recebendo um dedo do meio em resposta. 

- Acho que é porque Finnie parece um anjo. - Sadie deu de ombros, olhando para castanha.  

- E eu a personificação do demônio. - Harbour sorriu de lado, entendendo onde a amiga queria chegar.  

- Que horror! - Finn franziu a testa. - Você não é isso. 

Millie sorriu, encaixando a palma da mão na de Finn, entrelaçando os dedos. 

- Eu já vou para o inferno mesmo, então porque não aproveitar a melhor coisa que me aconteceu? - Selou os lábios aos de Finn enquanto andavam. 

Sorriram juntos entre as vaias e risadas. 

- É claro que não é por isso, Mills é a maior assassina do mundo e está te beijando. - Caleb rolou os olhos. - Por isso os olhares.  

- Dá pra não chamar ela assim, cara? - Reclamou, abraçando Millie pelos ombros. 

- Okay, desculpe. - Ergueu as mãos para o alto bufando. - A maior assassina do lado Sul. 

- Aí, magoou. - Millie Apontou para o moreno que ergueu uma sobrancelha sorrindo. - Olha que eu te mato também, McLaughlin, quero ver quem vai te achar. 

- Ah, você vai ter que me derrubar primeiro. - Passou na frente de Millie, fazendo movimentos de esquiva na base de Muay Thai. 

Millie entrou na brincadeira rindo, fazendo sombra com Caleb. 

Finn sorriu, rolando os olhos. 

- Oh, essa não. - O sorriso de Nina morreu quando ela olhou para trás depois de ouvir algo bater contra os armários. 

- Puta merda. - Íris xingou. 

- Que foi? - Millie olhou sobre os ombros, confusa. - Bowers? Estão com medo de Henry Bowers? 

- Você não sabe o que ele faz conosco, - Richie ergueu o braço para então puxar o do gêmeo, que resmungou, puxando-o de volta, se referindo a falta de músculos de ambos. - mais favorecidos intelectualmente. Quando estamos com os armários aqui, ele não costuma se aproximar.  

- Está nos chamando de burro? - Noah uniu as sobrancelhas. 

- Ou não costumavam. - Richie engoliu em seco, empurrando os óculos para perto dos olhos com os dedos trêmulos, vendo o trio caminhar para perto deles. 

- Deixa eu ver se entendi. - Millie colocou todo peso em uma perna só, colocando o indicador e o polegar entre os olhos, piscando algumas vezes. - Os filhos dos maiores mafiosos do mundo estão com medo de três cuzōes? 

- Acontece, Mills, - Richie ofegou. O sorriso de Henry e Troy Bowers se ampliou quando notou medo. - que eles são cuzōes de boi, e nós, quem sabe, com sorte, pombos. 

- Chamou a gente de cu de pombo? - Íris vincou as sobrancelhas, desviando pela primeira vez os olhos dos três. 

Millie ergueu uma sobrancelha os encarando derrubar as latas de lixo prateadas, empurrar pessoas contra armários e bater em livros que outros carregavam, gargalhando. 

Eles pareciam personificações de badboys dos anos 80.

- Ora, ora, se não são os gêmeos sapos e sua turma. - Henry se aproximou estralando os dedos. 

Finn engoliu em seco apertando os dedos de Millie, querendo-a puxar para trás protetoramente, entrementes, ela parecia enraizada. 

- Vejam se não são os objetos de promoção. Compre um e leve três. - Richie não perderia a oportunidade, não importava de fosse levar uma surra. Empurrou os óculos para perto dos olhos. - Quando a esmola é demais o santo desconfia. 

- Os três vieram com defeito. - Íris deu um passo a frente, rolando os olhos diante da confusão dos três homens. 

Richie riu, batendo a mão na de Íris que o acompanhava. 

Noah olhou para Caleb. Gaten não estava com eles, o que significava que a briga seria injusta. 
Quando encontrassem com Matarazzo, chutariam a bunda dele. 

- Você e essa sapatão de merda querem ser os primeiros? - Troy estralou os dedos. 

- Esses termos pejorativos deixa vocês tão gays. - Millie rolou os olhos, e Finn apertou a mão dela, ofegando. Só desvencilhou os dedos dos dela quando ganhou uma piscadela sobre os ombros, empalidecendo rapidamente

Se algum daqueles trogloditas encostasse nela, pela primeira vez Finn se veria em uma briga. 

- Que? - Henry perguntou, a voz esganiçada. - Você sabe quem somos? 

- Sério, realmente ficam gays.Vocês por acaso, são encubados? - Millie passou a andar de um lado para o outro. - Porque se forem, não somos preconceituosos, além do mais, qual é?!, chamar uma menina de sapatão? O que foi, Bowers... - Virou-se para ele, sorrindo de lado. - Perdeu a namorada para uma lésbica? 

Henry começou a ficar vermelho ao suspender a respiração. 

Margot Mayfield havia lhe dado um pé na bunda para ficar com uma garota na oitava série. Logo ele. Henry Bowers. 
Garotas faziam fila para estarem na cama dele. 

Millie gargalhou jogando a cabeça para trás ao notar que estava certa. 

- Ela é louca. - Suzie negou com a cabeça aos sussuros, agarrando o braço de Caleb. 

- Ela é genial! - Sadie sorriu abertamente. - Queria pipoca. 

- Você tá' querendo apanhar, garota? - Bateu o peito contra o queixo de Millie, que parou de rir calmamente.

Olhou em volta, as pessoas estavam céticas, cochichando. 
Henry não tinha problemas em socar mulheres.

- Não encoste nela! - Finn entrou no meio dos dois, a testa batendo contra a de Henry. 

- A fada me enfrentou, meninos. - Henry riu antes de se voltar para Finn, empurrando-o com tanta força que o mesmo deslizou alguns metros até bater em um dos armários. 

- FINNIE! - Richie correu atrás do irmão. 

Noah e Caleb cerraram os punhos, prontos para socá-los quando pularam assustados, atônitos por um segundo antes de raciocinarem. 

Henry olhou sobre os ombros rindo, pronto para fazer novas piadas, no entanto, sentiu o impacto de algo duro e frio contra sua bochecha. Cambaleou nos propósitos pés, e antes que pudesse se estabilizar, sentiu o lado esqueço do rosto bater contra o armário ruidosamente. Piscou atordoado, zonzo e com o rosto formigando a medida em que latejava. 

Troy arregalou os olhos, os fixando em Henry, dando um passo a frente. 
Arfou tentando erguer a cabeça, sentindo-a pender para o lado. Os olhos sem focos, tentando entender os borrões que eram pessoas, e acima de tudo, tentando entender quando foi que Millie lhe socara. 

Ethan Pembrooke ergueu as mãos em sinal de rendição, mas não foi poupado, tendo a nuca agarrada e sendo golpeado por uma joelhada no rosto. 

- Esse colégio é meu, minhas regras! - Com dificuldade, Henry se levantou, sentia o nariz latejar a voz estava meia fanha. - Você não me conhece, garota. 

- Eu não sou boa com regras, Bowers. Regras são feitas para serem quebradas. - Agarrou a nuca dele, que abaixou-se depois de tê-la comprimida, parecia que a espinha sairia de dentro da pele tamanha era a dor, caminhou junto de Millie, que o arrastava. 

Ofegou quando foi jogado no chão e fitou-a amedrontado quando Millie se agachou ao lado dele, sobre os calcanhares. 

- Estou mais para ditadora. Eu mando, as pessoas obedecem. - Segurou os cabelos da nuca dele, erguendo-o do chão. - Agora, você vai se virar para Finn e pedir desculpas para ele. 

- Ou então o que? - Sorriu abertamente diante dos olhos fechados e do suspiro longo de Millie, os dentes vermelhos e um dos olhos se fechando pelo inchaço roxo e palpitante. Ela não tinha um plano, só os havia pego de surpresa. Nunca admitiria em voz alta, mas ela era rápida e tinha força. Muita força para uma garota. 

Vincou as sobrancelhas e deixou o sorriso morrer quando Millie montou-lhe a barriga, colando os lábios ao ouvido esquerdo. 

- Ou eu esmago sua cabeça com meu pé. - Sussurrou calmamente. 

Bowers arregalou os olhos vendo-a sorrir angelicalmente. 

- Eu não tenho o dia todo, Bowers. - Saiu de cima dele, o arrastando pelos cabelos e só com uma mão, enojada, séria, irritada. 

Richie manteve os olhos arregalados segurando as costas do irmão, ampliados generosamente pelas lentes grossas. 

Finn suspendeu a respiração quando Henry Bowers, seu pior pesadelo desde a quinta série, pairou acima de si, pingando sangue em sua camiseta impecavelmente branca. 

- Wolfhard... - Crispou os lábios. Nunca havia se sentindo tão humilhado. Gemeu quando sentiu o salto do coturno de Millie contra o fim de sua coluna, fazendo pressão. - Me desculpem. 

Finn arregalou os olhos quando Millie ergueu Bowers, batendo-o contra os armários, segurando-o pelo pescoço. 
O indicador e o polegar interrompendo a passagem de ar. 

- Agora eu dito as regras. - Apertou com mais força, Henry colocou a língua para fora, as lágrimas deslizando pelos cantos dos olhos sem controle. - O jogo acabou para você. 

Henry, em toda sua vida nunca sentira tanto medo. Não de apanhar, mas daquele olhar frio. Daquele olhar que parecia lhe rasgar a pele, e por um segundo, se perguntou quem ou o que Millie era. 

Richie colocou a mão na boca abafando a risada quando notou a mancha crescente e molhada que descia da virilha para o chão, em uma poça generosa e amarela. 

- Que porquinho. - Soltou o moreno, que caiu no chão tossindo com a mão no pescoço. - Tome água, Bowers. Você vai morrer.  

 Millie caminhou até Troy, agachando. 

- Já pode abrir os olhos. - Passou a ponta dos dedos na testa do mesmo, tirando os cabelos da frente, que tremeu sob o toque. 

Não queria apanhar de uma menina, sabia que depois daquele soco, não teriam chance, e tampouco queria que Henry lhe espancasse.

- Se fizer algo com Sophia, o próximo será você. - Segurou a bochecha dele com uma das mãos. Troy abriu os olhos ofegando. Millie Sorriu satisfeita, levantando-se. 

Millie se levantou suspirando, girando os calcanhares. 

E de novo àqueles olhares de medo pairaram sobre ela. 
Sorriu levemente quando notou que ao menos os amigos só olhavam entre um misto de surpresa e diversão. 

Caminhou até Finn. 
Sabia que ele era doce, que tinha compaixão e que ela era o oposto da pessoa que ele era. 

Millie costumava devastar os lugares e as pessoas. 

Chutou de leve o pé de Finn, sem coragem de erguer os olhos. 

- Isso foi do caralho, Jackie Chan perde para você e saiba que ele não usa dublês e... - Parou de falar quando Finn fez um movimento rápido se levantando do chão, arregalando os olhos boquiaberto quando viu o gêmeo segurar o pulso de Millie e colar os corpos, tirando-a do chão em um único movimento. - Que porra é essa?

 


Notas Finais


https://youtu.be/qRqVLutE9-Y

Na minha visão, esse capítulo mostra como Millie é a protetorado de Finn, e não ao contrário, como é o “padrão”, e eu amo isso. O que acharam?

E foi isso! Tia Isa e Tia Manuh amam vocês❤️


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