História Porcelain Doll - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kizashi Haruno, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Maito Gai, Mebuki Haruno, Mei, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rin Nohara, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shizune, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Naruto, Sasusaku
Visualizações 50
Palavras 3.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A justiça tarda mas não falha! Aqui estou eu com mais um capítulo de Porcelain Doll. Desculpe não ter postado ontem como tinha dito para algumas pessoas, tive uns contratempos (além de ter surtado depois de ver o episódio de quarta de Boruto, amei o início do Gaiden da Sarada #SóVemGaiden). E obrigada pelos favoritos e comentários que o Prólogo da fic teve, eu agradeço pelo apoio e carinho de vocês ❤❤❤
Agora sem enrolar mais, Boa leitura
(Música que escutei: Give me love - Ed Sheeran)

Capítulo 2 - O começo...


Fanfic / Fanfiction Porcelain Doll - Capítulo 2 - O começo...

"Tic... Tac... Tic... Tac...

A boneca de Porcelana dança..."

Oito meses antes do acidênte, 07:30 (Sábado)

Sakura Pov.

- Um, dois, três e quatro. De novo! Um, dos, três e quatro, pliê. Isso é tudo por hoje senhoritas, até a próxima aula. - Diz uma mulher muito bonita, com suas madeixas escuras presas num coque firme. Sua postura era impecável e seus pés pareciam deslizar quando andava pelo salão espelhado, claro, isso devido a anos de aula e treino que a fizeram se tornar a melhor professora de ballet de todo o país. 

Vejo todas saírem do salão espelhado conversando alegres e sorridentes, ficando apenas eu e a madame que já se preparava para se retirar. Estava muito cansada, mais que o normal, então fico um pouco para descansar meu corpo.

Frequentava aquela escola de ballet desde os 8 anos de idade e desde o começo Madame Kurenai tinha sido minha professora. Era considerada em seus anos de glória como a melhor das melhores, e era exatamente isso que ela exigia de suas alunas, perfeição e disciplina. Afinal, era seu nome que era dito pelos outros dançarinos, professores e profissionais de todo o país.

Quem visse do lado de fora o modo que ela nos ensinava, com pulso firme, diria que era louca e que estava nos matando (como muitos já disseram), entretanto, ao longo dos anos eu entendia suas ações. Lembro como se fosse ontem o que a mesma disse para nós alunas anos atrás...

"- Se querem ser as melhores e perfeitas bailarinas do país, terão que fazer sacrifícios. Isso aqui não é brincadeira. Para uma Pérola nascer, o seu corpo, a ostra, deve se submeter à feridas."

Sim... eu sei exatamente os tipos de sacrifícios que me farão ser perfeita. Desde muito antes do ballet, me esforço para ser aquilo que a sociedade espera, ser aquilo que minha Madrasta diz. Principalmente em relação a minha aparência.

Não sei quando, nem o por que, mas desde muito pequena sofria por não ser o tipo "padrão" de menina que o mundo exigia e me toquei disso da pior forma possivél. A partir daí, minha Madrasta me ajudou dizendo e me mostrando o certo e fui aprendendo um pouco, mas nos ultimos anos tem sido difíceis. As cobranças estão ficando mais altas, cada vez pedindo mais de mim. Além de fazer ballet, aos 13 comecei uma carreira como modelo de desfile, e desde então eu me sinto estranhamente mais fraca ao passar dos dias. Ser modelo é muito mais que um rosto e corpo bonito, é ter o rosto e corpo perfeitos.

Me olho no espelho na minha frente e vejo como eu estava longe do certo. Meu rosto redôndo parecia mais uma bolacha, meus olhos eram muito grandes e estupidamente verdes, meu cabelo roséo curto que era a única coisa que gostava em mim, e em seguida o desproporcional: busto mais ou menos com dois braços que pareciam gravetos, um quadril horrivelmente grande com cochas gordas que me faziam ter vontade de chorar e por fim, pés calejados pelo ballet.

Eu e o espelho tinhamos uma relação de amor e ódio: quando eu olhava através dele, minha garganta apertava por não ter o corpo que queria, e o espelho junto com minha mente jogavam isso na minha cara duramente, todavia, eles também diziam onde eu tinha que me esforçar mais. E assim seguiu minha vida até meus atuais 17 quase 18 anos, minha luta para ser bonita.

Olho o relógio e percebo tinham se passado apenas 5 minutos do meu descanso, e mesmo não estando 100%, descido me levantar para sair do local. 

Pego minha bolsa num canto do salão e me dirijo em direção à saída, mas sinto uma mão tocar meu ombro e quase tenho um ataque do coração por ter esquecido que não me encontrava sozinha no recínto. Kurenai me analísa dos pés a cabeça antes de dirigir finalmente a palavra à mim.

- Senhorita Haruno, poderiamos conversa antes de sair?

- Claro Madame, o que deseja? - Pergunto calma, afinal nunca fui muito de me exaltar ao falar com os outros. Kurenai me fitava estranhamente com seus olhos escarlatis devido a lente de contato. Parecia mais seria que o normal.

- Venho notando o seu desempenho durante minhas aulas e vi que ele está caíndo gradativamente, além de que percebi que você está perdendo muito rápido a massa de seu corpo. Lhe pergunto, andas doente?

- Não Senhora Kurenai. - Digo prontamente, mesmo achando estranho como vinha me observando. Entretanto eu não me sentia doente, fraca talvez, mas penso ser por causa do meu tempo ser corrido.

- Então o por que de suas fraquezas repentinas e a perda da massa corporal? Sei que acontece algo. Devo saber, pois minhas bailarinas tem que estar saudavéis para as apresentações.

- Minha rotina é corrida Madame, e esses dias estão mais ainda, pois começarei a universidade nesta semana que vem.

- Minha querida, eu sei de sua rotina, e sei que ira para a universidade. Vou perguntar de um modo mais direto. Sakura, o que está acontecendo com você?

Ela pergunta de um modo que fico sem fala por alguns instantes, mas logo me recomponho. 

- Nada Madame.

- Certo... Então me explique o por que de uma das minhas melhores bailarinas está  práticando algo tão repunsivo como bulimia.

Fico calada, chocada pela sua insinuação, mesmo que a mesma esteja certa. Porém isso era algo pessoal.

- Não lhe devo satisfações dos meus atos. - Digo sentindo uma sensação ruim no meu peito.

- Pois deve. Onde ja se viu uma de minhas bailarinas praticar algo desde tipo? Acabaria com minha reputação se alguém descobri-se.

- Não acabará porque ninguém irá saber.

- Tem razão, não vai mesmo. Pois proíbo você de fazer fazer essa frescura de adolescente. Você não é nenhuma coitada louca de fazer essa atitude imatura e sem cabimento.

Arregalo meus olhos. Sinto o aperto no peito aumentar junto com o sentimento de raiva, tristeza e um pouco de vergonha, no entando, quem dominava minha crescente bola de neve emocional era a raiva.

"Quem ela pensa que é pra se meter onde não foi chamada?!"

"Isso eu não sei, mas ela acertou em algo: você é uma coitada."

Respiro fundo, tentando não deixar trasparecer os sentimentos conturbados que se formava no meu peito. A bola de neve estava crescendo aos poucos.

Outro sacrifício é isso, você ter que estar sujeita a comentários como este. Isso me deixa com muita raiva, pois as pessoas que dizem não entendem e nunca vão entender, apenas dirão que é mais uma "frescura" de adolescente e nem levam a sério.

- Madame Kurenai, eu tenho muito respeito pela senhora, mas eu sei o que é melhor pra mim. Nem você e nem ninguém podem dar palpite em assuntos que não lhe diz respeito! Agora, com licença, tenha um bom dia. - Digo firme sem esperar uma resposta sua, então abro a porta e saio do estúdio.

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- Vamos menina, tem que comer. Nem que seja apenas o arroz com a salada- Pede com o semblante preocupado a Senhora Manami. Ela era a governanta da casa e desde quando eu me lembro, a mesma cuida de mim como se eu fosse sua filha.

Tenho um grande carinho por ela, sendo a única pessoa que posso considerar minha amiga de verdade. Ela sempre esteve do meu lado acompanhando minha caminhada, cuidando das minhas feridas, me mantendo de pé.

Eu nunca poderia viver sem ela, eu daria minha vida para que ela vivesse.

- Aff, está bem Manami. Eu irei comer APENAS o arroz com salada, nada mais. - Digo por fim sedendo a sua chantagem. Vejo ela sorrir doce para mim, me fazendo crer que não faria mal eu comer um pouco. Mesmo não estando com fome.

Ela coloca apenas duas colheres de arroz no meu prato, logo vindo a salada que ocupava um grande espaço. Sorrio, ela me conhecia ao ponto de saber que eu amava sua salada. Manami então põe a comida na minha frente e começo a por poucas porções na minha boca. Não consigo segurar o suspiro que me escapa ao mastigar a comida, era como se meu corpo voltasse a ser forte novamente.

- Meu Deus Sakura! Não posso ficar um dia longe de você que já está comendo como uma morta de fome.

Ouço a sua voz e engulo rápido o arroz na minha boca, logo em seguida me viro em sua direção. Vejo minha madrasta, Mebuki Haruno, entrar na sala de jantar em toda sua elegância. Era um mulher muito bonita, tinha o rosto fino sem nenhuma imperfeição, os cabelos castanhos cor de areia eram brilhantes e macios. Seu corpo era auvo e tinha as medidas perfeitas que toda mulher deveria ter, além de ser alta e esbanjar superioridade com seu batom vermelho e vestido justo preto. E para completar o visual, jóias caras estavam presentes no seu pescoço, dedos e orelhas.

Enfim, a mulher perfeita que eu nunca seria.

- Desculpe Madrasta, mas eu apenas estava comendo um pouco e... - Sou interrompida pela senhora do meu lado.

- Mebuki, a menina estava apenas comendo arroz e salada, o que ainda é pouco ao meu ponto de vista. Veja como ela está magra! Parece que daqui a pouco irá cair de tão fraco que seu corpo apârenta estar. - Diz Manami com o semblante sério e preocupado. Não digo uma palavra, nunca fui de responder, muito menos diante da presença de Mebuki.

- Deixe de besteiras Manami, ela está muito bem. Sakura precisa manter o corpo de modelo, se não acabará com todo o esforço que a mesma teve durante anos.

- Corpo de modelo uma vírgula minha senhora! Ela mal come e seus ossos já estão començando a aparecer! Sakura precisa se alimentar. 

Continuo vendo o ímpasse entre as duas. Já estava ficando frequentes essas discussões sobre mim e minha alimentação. Na primeira vez que aconteceu, fiquei preocupada e fui correndo me olhar no grande espelho que tem em meu quarto, porém, eu não me vi magra do jeito que a nossa governanta disse, pelo contrário, continuei vendo o rosto redondo e o corpo com suas gorduras de sempre. Na segunda vez a mesma coisa, na terceira, na quarta... e cheguei a conclusão que era tudo da cabeça exagerada da senhora, eu continuava a mesma.

Saio de meus devaneios quando vejo Mebuki se aproximar da cadeira que eu estava sentada e pegar o prato com minha comida, logo o jogando no chão. Olho para ela sem entender, junto com o semblante de raiva de Manami.

- Ela já comeu o suficiente por hoje. - Diz e se aproxima da senhora com o rosto vermelho. Eu não consigo ver o rosto de minha madrasta, pois ela está de costas pra mim, entretanto, ouço sua voz séria e firme. - Não me afronte mais desse jeito Manami, eu posso po-la para fora desta casa com um estalar de dedos. E não interfira mais na alimentação de minha enteada, se não, não será o prato de comida que irei jogar fora. Agora limpe aquela sujeira.

Diz e então se dirije até a saída da sala de jantar, mas antes ela me olha atenta e séria antes de se pronunciar.

- Cuidado minha querida, continue aceitando comida desse jeito, e logo você estará rolando de tão gorda e eu sei que você não quer isso, quer?

- Não senhora. - Digo arregalando os olhos e involuntariamente toco na minha barriga.

- Isso querida, Boa escolha. Vejo você amanhã à noite no desfile e lembre-se: Sempre perfeita.

Ela sai finalmente e nem ouço Manami me chamar, vou correndo para o meu banheiro. Tinha que por algumas coisas pra fora.

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Domingo; 22:30.

- Agora damas e cavalheiros, a peça principal do nosso coleção de primavera! - Diz um homem de terno branco com um sorriso mais claro ainda. A plateia aplaude e então os holofotes se posicionam num único ponto.

Respiro fundo e saio me controlando para não pisca devido a luz forte contra meu rosto. Mantenho meu semblante neutro, sem emoção, e começo o meu desfile. Flashes de todos os lados tirando fotos do vestido que eu usava. Ele era leve do estilo tomara-que-caia, saia esvoançante, com detalhes de rosas nas pontas. O tecido do busto era de uma cor nude, compinando com a cor da saia decorada com as rosas. Meu cabelo estava solto e brilhante, minha pele estava macia com um certo brilho e meus pés estavam escondidos num salto alto preto. E por fim meu rosto estava maquiado para destacar meus lábios que estavam pintados de um vermelho sangue, além claro de uma pulseira no meu braço esquerdo, brincos e colar com pedras vermelhas.

Estava linda, eu me esforçava ao máximo para estar em melhor forma nas horas do desfile. Era o local que eu tentava mostrar à mim mesma que estava perfeita, que estava conseguindo, eu finalmente pararia de chorar na frente do espelho e seria feliz.

Porém, era tudo passajeiro. Essa sensação durava apenas no começo, quando entrava naquela passarela com o ar imponente e seguro, então logo em seguida meus olhos começavam a doer pelos flashes e a luz do holofote. Meus pés doiam pelo salto, e tinha que controlar minha expressão facial para não transparecer nenhum sentimento, claro, sem falar do vestido que apertava todo o tronco do meu corpo, mal me permitindo respirar direito.

Isso tudo, somado com um último mas não menos importante ponto: eu sentia uma sensação de vazio naquele lugar. Uma parte de mim dizia que esse era meu lugar, era onde eu deveria estar, todavia, lá no fundo, eu sentia algo errado, uma sensação de vazio e de tristeza, que piorava quando eu via disfarçadamente as pessoas que assistiam e notava que elas não ligavam para você em si, mas prestavam atenção se você errasse na sua postura, tropeçasse ou qualquer outra coisa, apenas para depois ficar te lembrando sempre do seu erro e como você não foi perfeita o suficiente.

Sempre tive lá no fundo do meu coração uma vontade de desistir de tudo e começar a gritar, como se eu finalmente pudesse libertar minha alma de uma força escura que a sugava aos poucos. No entando, nunca tive coragem, eu me reprimi de tal forma que aprendir a sufocar o que sinto, para ninguém vir falando no meu ouvido o quanto estava sendo fraca ou mimada demais para agradecer pela vida que eu tinha. Um dos motivos de nunca ter feito amigos, eu não sei se conseguiria me abrir pros outros, muito menos que alguém pudesse entender, pois convenhamos: as pessoas nunca vão entender você, além de você próprio.

Saio mais uma vez do meu universo particular e percebo que estava quase acabando, agora era a hora de todos os looks irem para a passarela. Todas as modelos e eu entramos novamente em cena e as pessoas aplaudiam, faziam barulho, flashs de câmeras por todos os lados.

Então minha cabeça começa a rodar, uma fraqueza me atinge, os flahs pareciam mais fortes, as pessoas borrões, o barulho alto... e finalmente o encontro de meu corpo com o chão.

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Escuro...

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Vozes ao meu redor...

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Do nada sinto a luz atingir meus olhos, então fecho eles novamente para logo abri-los e percebo que estava no meu quarto. A cama grande, a janela do lado esquerdo do cômodo me mostrando que era noite de lua cheia, que iluminava o local. Me sento na cama e me assusto ao ver minha madrasta me fitando com o rosto duro e do lado dela uma figura menor, mas que eu conhecia bem apenas em ver o cabelo ruivo e o óculos que a mesma usava.

- Karin... - Falo com a voz baixa, mas sei que me ouviu pois vejo um sorriso presunçoso surgir em sua face. Nunca nos demos bem, ela era afilhada de Mebuki e tinha um desprezo sem sentido de mim.

- Como vai feiosa? - A pergunta era num tom de deboche e mesmo que eu me esforçasse para ficar com raiva, apenas penso no "feiosa" que ela disse. Isso me atinge fazendo com que fique calada.

- Sakura, o que aconteceu naquele desfile? Desmaiou como uma boneca de pano estragando todo o evento. - O modo como minha madrasta diz me faz sentir mal. Seguro o nervosismo ao máximo para não gaguejar.

- Eu não sei... sinto muito, eu...

- Calada. Não quero ouvir desculpas, o que aconteceu foi imperdoável.

Fico calada. O choro estava querendo sair, a dor no meu peito era agonizante, eu tinha falhado no meu objetivo e o pior: fiz minha madrasta passar vergonha.

- Parece que você nunca aprende Sakura, pois sempre falha, sempre esquece tudo que lhe ensinei e ainda faz-me passar vergonha num desfile super importante, pois era o meu nome que você carregava. - Diz jogando suas palavras duras e frias para cima de mim, fazendo a vontade de chorar ser maior dentro de mim.

Nenhuma das pessoas dentro do quarto fala nada, e acho que palavras não precisavam ser ditas. Mebuki então suspira e sai do quarto como se não valesse mais a pena gastar seu tempo comigo.

Ponho as mãos no rosto sentindo as primeiras lágrimas descerem pelo meu rosto, e junto delas os soluços. Minha mente estava pertubada, não me permitia pensar direito, apenas ficava escura.

- coitadinha... a feiosa está chorando por que fracassou na única coisa que realmente importa: ser bonita. Agora ninguém irá ama-lá por não ser bela como uma mulher deve ser. - Karin fala se divertindo vendo minhas lágrimas. Não me permito olhar para ela, nesse momento sentia-me o ser mais inferior da terra. - Lembre-se Sakura: não importa a maquiagem, nem as roupas, muito menos uma cirurgia plástica, nada vai mudar o que você realmente é, uma garota estúpida que sonha com o impossível. Eu tenho pena de você querida. Pena.

Minha vontade era de fazer ela calar a sua maldita boca, mas não conseguia. Tudo o que ela dizia minha mente repetia como um disco furado.

"Sabe que ela está certa. Ninguém vai te salvar da realidade, e vai morrer sozinha porque é inútil."

Meus soluços ficam mais altos, como a risada que Karin deu antes de sair do meu quarto e me deixando sozinha, como sempre ficava. E o choro se seguiu até o resto da noite, parando apenas quando o cansaço me atingiu e dormi.

No dia seguinte, teria que me virar para levantar cedo, afinal eu começaria a universidade amanhã, e não estava animada para isso.


Notas Finais


Críticas? Elogios? Opiniões? Sugestões? Sou aberta para escutar o que vocês disserem. Agradeço por terem lido o capítulo. Vejo vocês no próximo, beijos 😙😙😙😙


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