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História Porcelain. yoonmin - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Primeiro



Quarenta e três minutos. Eu estava naquela sala com pouca luz, música alta, bebiba e adolescentes exalando hormônios à quarenta e três minutos. Já havia bebido um copo e alguns goles de soju, Hoseok havia me abandonado ali naquele sofá vermelho a uns quinze minutos. Ele deveria estar com uma garota que conheceu em outra dessas festas, provável prima de Taehyung, o Kim sempre dava festas assim e a garota sempre estava lá se não me engano. Afinal Hoseok passou a me deixar de lado nessas festas já faz umas três.

Apoiado na bancada que separava a sala da cozinha com um copo de algo que eu não consegui adivinhar ainda estava o farsante conversando animadamente com um cara qualquer, os sorrisos estampados na face de ambos me fazia querer revirar os olhos porém eu não podia me dar o braçoa torcer. Ele já deveria ter percebido visto que eu estava queimando abaixo de seu olhar tempos antes de Hoseok se distanciar. Era como se estivesse me estudando, cuidadosamente a espera de um mínimo deslize. Ele parecia um anjo se você fosse olhar pela vizinhança ou nos corredores da antiga escola em que estudavamos, mas eu nunca me deixei enganar pelo projeto de demônio que me encarava com um sorriso sacana. Lúcifer.

Não sei se foi pela música que tocava no ambiente pequeno, a roupa que o Park usava e estava realçando sua bunda ou se foi por causa por causa do meu ciclo, mas ele parecia muito atraente naquela blusa larga e sua língua brincando com o piercing. Nossa, se fosse outras situações eu até daria para ele, só que essa era a situação perfeita. Eu gosto bastante de deixar oportunidades passarem — ainda mais depois de ter tido um babaca como Jaeyong como namorado — entretanto, eu realmente estava me empolgado com a ideia desentir o objeto metálico em minha língua, os lábios de Jimin são tão convidativos... Okay, talvez eu tenha perdido a manha e esses dois copos me deixaram mais alegrinho que o comum.

Pois é, em uma hora eu tentava me convencer que não deveria estar olhando tanto o loiro de farmácia e em outra eu estava sentado na pia do banheiro com ele entre as minhas pernas me beijando como se tudo dependesse disso. Como cheguei a tal ponto? Que ódio, o desgraçado beijava bem p'ra porra e que pegada...

"Park... melhor parar."

"Porra, agora? Yoongi eu to duro"

E puts, eu queria chupar ele, sentar a vontade ou comer aquela bunda grande, mas visto que eu não era muito de falar sobre ser trans — afinal, não é uma coisa que tipo oi prazer meu nome é yoongi e eu sou trans, bem desnecessário — eu não me sentia muito a vontade de ficar com pessoas sem falar abertamente. Eu tinha medo de chegar lá e a pessoa ter uma reação super negativa — como já aconteceu uma vez.

Eu não sei como Jimin reagiria e eu não gosto de não saber como as pessoas vão agir.

"Hey, vamos p'ra minha casa, não tem ninguém lá, eu quero terminar isso, você não?"

"Jimin..." suas mãos seguravam firme em minha cintura e mantinha os lábios em meu pescoço. nunca fui do tipo que gostasse de marcas, mas estava até que bom sentir os dentes de leve sob a minha pele, eu sabia que não ficariam grandes marcas. Oh, eu queria.

"Vamos" ele esfregava o nariz na minha bochecha e logo senti levantar sua boca para iniciar outro beijo logo em seguida.

"Ok... mas, Jimin, eu sou trans" então me olhou nos olhos.

"Você não é um garoto?"

"eu sou um."

"Já que agora eu sei, nós podemos ir p'ra minha casa?"

"Você ainda quer?"

"Muito, você quer?"

"Eu quero."

"Então vamos." ele pegou minha mão e fomos saindo de fininho no meio daquela gente toda sem ninguém perceber, estavam todos bêbados ou ocupado demais para notar dois garotos saindo do lugar. E se notassem, quem ligaria?

As ruas eram pouco movimentadas e eu sentia um pouco de medo misturado com ansiedade, me deixava nervoso. Passos e passos, algumas piadas, tropeços e chegamos a frente de um condomínio muito familiar para mim: Hoseok também morava lá. Entramos no primeiro bloco e subimos no elevador esperando chegar ao sexto andar. Pude ouvir a risada baixa de Jimin, com ele se aproximando e dando leves beijos no meu pescoço. Foi torturante aguentar apenas isso, o que foram minutos já pareciam uma eternidade. Eu nunca pensei que um elevador pudesse ser tão lento.

[...]

Andar rápido até o apartamento dele.

Observar ele se perder entre as cinco chaves do chaveiro.

O bater da porta sem-querer estrondoso às quinze p'ra meia noite de um sábado.

Trancar a porta.

Já estávamos lá.


Notas Finais


wattpad: @/hobissexuals
twitter: @/yoongayss


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