História Porcelana - Capítulo 19


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Categorias Hannibal, Sherlock
Personagens Dr. John Watson, Hannibal Lecter, Jack Crawford, Jim Moriarty, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Sherlock Holmes, Will Graham
Tags Bennedict, Criminologia, Drama, Hannibal, Hannigram, Johnlock, Policial, Revelaçoes, Romance, Sherlock, Suspense
Visualizações 65
Palavras 1.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - O Auto do Homicida


John PV

-A filmagem foi cortada. -Sherlock disse quando voltei a sala.

-Claro que sim. -Suspirei. Praguejei internamente. 

-Vamos na casa de Will. -Se levantou.

-Porque? -Fui atrás dele quando passou  por mim.

-Obrigado moça. -Saímos da loja. -Se você o viu lá então ele deve saber quem é.

-Sim, acho que sim.

-Então não vamos perder tempo, vamos falar com Will, talvez ele conheça esse homem, qualquer pista é válida. -Ele falou rápido, com a respiração pesada.

-Você esta nervoso. -Olhou pra mim, digitou algo no celular e voltou a me olhar.

-O Uber vai demorar um pouco. -Suspirou. -Transito. -Disse com sarcasmo.

-Porque você está nervoso? -Puxei a manga do seu sobretudo. Novamente desviou o olhar. -Sherlock. -Disse mais alto.

-Estamos chegando perto. -Fechou os olhos, os apertando. 

-Sim, isso é bom, não? Prendemos ele e...

-Não John, não é assim que funciona.

-Como não? -Tentei sorrir.

-Esse homem é um jogador, não estamos num Monopoly, não tem prisão, só acaba... Quando acaba.

-Acha que ele vai se matar?

-Tenho certeza que sim, meu medo é que ele resolva levar você. -Meus pelos se arrepiaram.

-Porque ele...

-Esta mais do que claro pra mim, ele pegou seu celular, fingiu uma ligação como se fosse um sequestro, ele quer me atingir e sabe que você é meu ponto fraco. -Disse olhando pra mim de um jeito que nunca fizera antes. Eu consigo ver pavor em seus olhos.

-Então o que fazemos? -Abriu a boca sem dizer uma palavra, confuso e com um “eu não sei” estampado na testa, mas que ele é orgulhoso de mais para falar. -Só vamos pra casa. -Pensei que ele iria reclamar, falar que não, que precisamos resolver logo, mas ele aceitou de bom grado sem dizer uma palavra.


Will PV

Estava na pia lavando os pratos do jantar, perdido em pensamentos quando senti suas mãos tocarem minhas costas.

-Esta melhor? -Perguntou encostando o queixo no meu ombro. Essa proximidade é quase estranha.

-Acho que sim. -Continuei lavando, sem exatamente sair de meus devaneios. Ele se afastou indo até o armário. Resolvi fazer como o terceiro irmão e acolher a morte como uma velha amiga. -Você me disse uma vez que viu mil finais para nós. -Olhei para ele, que por sua vez me olhava inexpressivo. -Em quantos deles eu morro?

-Todos. -Respondeu com tamanha sinceridade que meu corpo não soube reagir.

-Porque ainda estou aqui? -Ele colocou a xícara que tinha pegado em cima do balcão com tranquilidade.

-Porquê ainda não é a hora. -Voltei a lavar os pratos. -Não vai me fazer outra pergunta?

-Não. -Terminei e sai andando para meu quarto. Eu não precisava perguntar mais nada, tudo se juntou, todas as peças na minha cabeça. Pouco menos de dez minutos depois ele entrou no quarto sem pedir permissão.

-Você não vai perguntar porque já tem mil teorias erradas na cabeça, acho melhor que eu te explique.

-Eu só tenho uma teoria. -Cruzei as pernas na cama. Ele se sentou na minha frente.

-Me conte.

-Você matou aquelas pessoas.

-Errado.

-Um assassino diria isso. -Ele sorriu. -Mas me explique como estou errado.

-Eu não matei, mas sei quem fez, você também sabe. -Franzi o cenho. -Sim, acho que John também, de relance.

-Moriarty? -Ele afirmou com a cabeça. -Se você sabe então também esta envolvido.

-Não exatamente.

-E porque esta me contando? É o final?

-Estou te contando porque sei que não vai contar. -Segurou minha mãos. -Você confia em mim e esta certo de fazer isso, nós somos duas partes de um só... Lembre, em uma sala cheia de arte...

-Você ainda é aquilo que chama minha atenção. -Ele sorriu. Foi quando percebi... -Não é você quem vai me matar. -Ele me olhou confuso. -Por isso esta me contando, pra me proteger.

-Por amor.

-Não. -Me levantei. Dei risada ao perceber tudo. -Você me deu ataques de pânico e chamou isso de amor, só esta me protegendo porque não aceita o fato de que ele vai me matar, é tão possessivo que só aceita minha morte se for pelas suas mãos... Diga que estou errado. -Desafiei. Ele se manteve en silêncio absoluto. -Moriarty quer matar John para acertar Sherlock não é? Temos que impedir isso. 

-Não vamos nos meter nos planos dele, não é problema nosso.

-John é meu amigo. -Virei para andar e ele me segurou.

-Já esta sendo bem difícil te manter vivo e agora quer proteger mais uma pessoa?

-Então vamos matar ele e resolver essa história toda de uma vez! -Gritei.

-Achei que nunca fosse sugerir. -Sorri levemente. Revirei os olhos. 

-Então, qual o plano?

-Você esta morto. -Pendi a cabeça pro lado. -Agora venha comigo. -Segui ele até um lugar da casa que não conhecia. Sentei no chão como ele indicou. -Jim é esperto como uma raposa, igual ou pior que Sherlock.

-Devo supor que John seja uma ovelha também?

-Sim. -Ele sorriu. -Eu tenho quase certeza que Jim tem alguém vigiando a casa o tempo todo, o que vamos fazer é dar a ele um homicídio, mais precisamente, o seu.

-Eu nunca fui bom ator. -Disse irônico olhando pra ele abrindo um armário e tirando tubos e uma agulha. -O que vai fazer?

-Estique o braço. -Estiquei e ele colocou a agulha com os tubos despejando meu sangue em uma jarra de vidro. -Vamos ter uma conversa na frente na janela, você vai ficar com raiva gradativa, vai tentar ir embora e eu vou te segurar, vamos lutar por uma faca até que vou te acertar na barriga com ela.

-Não sei se gosto desse plano.

-É tudo atuação quem estiver observando só vai ver um movimento brusco e depois... -Apontou para a jarra com sangue. -Vou te colocar no carro e levar pra casa dele, quando chegar lá...

-Damos o bote. -Ele sorriu.

-Exatamente.

Pouco tempo depois até encher a jarra, meio tonto (Na verdade, bastante, mal vonsegui me manter de pé) mas ainda assim fui para a frente da janela, tudo ocorreu perfeitamente como o planejado e para minha surpresa, sim, eu sou bom ator. No final de tudo, sujos de sangue, com ele me carregando do lado de fora como se eu fosse uma noiva.

-Que romântico. -Sussurrei sem mexer a boca, vi ele segurar um sorriso. Abriu o porta malas e me deixou lá no escuro.

Ouvi algum barulho do lado de fora e do nada uma fumaça começou a invadir o local, isso não fazia parte do plano, não soube como agir.

-Mudança de planos. -A voz de Jim ecoou dentro do porta malas, então tudo ficou escuro.



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