História Porcelana / TaeJiKook - VKookMin (kth + pjm + jjk) - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Taejikook, Vkookmin
Visualizações 245
Palavras 2.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Sixième


Fanfic / Fanfiction Porcelana / TaeJiKook - VKookMin (kth + pjm + jjk) - Capítulo 6 - Sixième

De todas as dores possíveis de serem sentidas no mundo, a da morte é a mais intensa que existe. E Jimin descobriu da pior forma, que não só o amor pode ser triplicado, mas a dor também, principalmente quando você perde um amigo para um monstro chamado suicídio.

As dezenas de pessoas de roupa formal preta fizeram com que a tristeza e o choro tomassem conta da pequena capela, clima que tinha um contraste absurdo com o dia quente e ensolarado que fazia do lado de fora. Os dois caixões brancos cobertos de flores postos no altar eram velados pelo padre, enquanto as orações e lágrimas vinham dos amigos e familiares, sentados nos bancos distribuídos simetricamente pelo local.

Rapmon, o cachorrinho de Namjoon, estava deitado encolhidinho entre os caixões enquanto chorava baixinho na medida em que cada flor era deixada sobre o corpo do dono. Parecia que conseguia entender o que estava acontecendo ali.

Era a primeira vez em que alguém via Hoseok sem um sorriso cintilante no rosto, ou Yoongi sem estar emburrado e com sono, ou então Seokjin sem fazer drama e exagerando nas coisas que fazia. Já Jackson Wang conseguia ser escandaloso até chorando em cima do corpo de Namjoon, cena que talvez até pareceria cômica, se não fosse uma situação tão trágica.

- Um casal tão jovem e com a vida toda pela frente... - Murmurava uma velhinha a Jungkook, onde os dois eram separados apenas por um espaço vago no banco da capela.

Jeon, que no momento estava sozinho, ficou observando a senhora com os olhinhos confusos e fez menção a dizer algo, mas ele era péssimo com esse tipo de situação, talvez até falasse alguma coisa que fizesse o momento parecer constrangedor, então acabou decidindo que era melhor ficar de boca fechada e voltar a prestar atenção no que o padre dizia.

- ... agora, este momento será dedicado aos amigos e familiares que gostariam de dizer algumas últimas palavras, dedicadas ás almas de Namjoon e Eunae. - O homem negro tinha um pesar muito grande na voz grave. - Podem se dirigir ao altar.

Jackson, como já era esperado, se pôs em cima do palanque imediatamente,  tomando a posse do microfone pra si. Todos os presentes ali, se mantinham em silêncio para prestar atenção nas palavras do amigo de Kim.

- Cara, eu não sei nem por onde começar... - Dizia entre os suspiros e arfadas que dava durante o choro, se esforçando para não deixar a voz embargada se tornar presente. - Desde a época da faculdade, você sempre foi o cara que me ajudava, Namjoon. Você me ajudava nas matérias, ajudava a me livrar das tretas que eu me metia com os caras valentões... Me ajudava até a chegar nas mina, cara! - umas risadas fracas puderam ser ouvidas entre os choros nos bancos. - Eu lembro de como você sempre me aconselhava a tentar manter a calma nos meus momentos de explosão e nervosismo, e de como fazia questão de demonstrar a sua calma nesses momentos... - Wang conseguia transparecer todo o sentimento que tinha pelo amigo naquelas palavras - Agradeço por ter sido um cara tão paciente comigo desde que cheguei na Coréia, e por ter sido meu companheiro de viagens pelo mundo... - fez uma pequena pausa na fala - Pelo menos, até você se casar e esquecer que eu existia. - Sorriu fraquinho com o rosto inchado, provocando mais algumas pequenas risadas das pessoas presentes. - Bom, falando sério cara, por agora, a única coisa que eu quero saber é... O que eu vou fazer da vida sem você? - Respirava fundo a cada frase que dizia, pensativo. - O que vai ser de mim sem ter alguém pra me aconselhar quando eu fazer merda? - já não conseguia controlar sua voz desafinada pelo choro. - Quando é que eu vou poder te ver, Namjoon?... -  Nesse momento, Jackson desabou e se pôs a chorar desesperadamente, sendo acompanhado por todos os outros que o escutavam.

Mark Tuan, que era um amigo desde a época da faculdade, chegou mais perto para ampará-lo, e o tirou de perto do microfone para evitar que ficasse pior. Foi guiando o chinês entre os bancos, até ajudá-lo a se sentar nos fundos da pequena igreja juntamente com os outros amigos de seu grupo. Um silêncio momentâneo se fez presente por alguns segundos no local.

Soomin, uma amiga de infância de Eunae, era quem se levantava agora a passos lentos para dizer algumas palavras no microfone.

Jungkook estava com a atenção virada aos seus arredores, preocupado com Taehyung que tinha saído dali tinha alguns minutos dizendo que ia fazer uma ligação e estava demorando a voltar, mas sentiu um alívio momentâneo tomando conta de si quando viu os cabelos ruivos retornarem pra dentro da capela.

- Conseguiu falar com ele? - O moreno perguntou, apreensivo, observando o marido de terno se sentar no lugar vago entre ele e aquela velhinha.

As olheiras e as pálpebras pesadas denunciavam que já havia algum tempo que Tae não dormia, e o quão irritado e triste ele estava com isso.

- Ele não atende o telefone... Liguei umas quinze vezes seguidas e nada... - Respondeu suspirando, no seu costumeiro tom sereno, acompanhado dos olhos vermelhos e do rostinho inchado causados pelo choro recente. - Tô bem preocupado, Jungkook. Você acha melhor a gente ir lá ver como ele ta?... - sugeriu, pensante.

Jimin não teve forças pra encarar o funeral de seu melhor amigo. Preferiu ficar em casa, chorando o dia todo na banheira enquanto se lembrava de todos os momentos bons e ruins que os dois tinham passado juntos. O rapaz não conseguia entender o motivo de seu hyung ter feito aquilo, mas sabia que a depressão era um fardo enorme que o amigo carregava, e se sentia cada vez mais culpado por não ter conseguido salvá-lo daquela maldição. Se afundou de vez, mergulhando a cabeça na banheira, na tentativa falha de deixar que a água levasse todo aquele sentimento ruim embora.

Overdose.

Era o que estava relatado na certidão de óbito de Kim Namjoon. O mais velho simplesmente decidiu que aquele era o dia escolhido pra tomar todas as suas pílulas tarja preta junto com meio litro de vodka pura, e assim, tirar a própria vida em questão de poucas horas.

Depressão é uma desgraça. E é nessas horas que você entende que não adianta ter todo o dinheiro do mundo ou ter gente vazia fingindo que te ama, quando você é prisioneiro do seu próprio psicológico. Namjoon era, com toda a certeza, a pessoa mais inteligente que Jimin conheceu em toda sua vida, esbanjava conhecimento e bons conselhos o tempo inteiro, mas mesmo assim, deixou que aquela maldita doença o levasse embora... E também que levasse Eunae.

A mulher, quando viu o cadáver do marido jogado no chão do banheiro, não pensou duas vezes em correr até o quarto, abrir a última gaveta da cômoda onde Namjoon escondia uma calibre ponto quarenta, e dar um tiro na própria cabeça.

Bang.

E duas vidas foram embora no mesmo dia.

Jimin, já sem fôlego, voltou a colocar a cabeça na superfície para respirar. Não tinham mais lágrimas que expressassem todo o seu sofrimento naquela hora. Pensava no quanto queria ter dito a Namjoon que o amava, e falado mais uma vez que queria que ele fosse o padrinho de seus filhos.

O corpo exausto se retirou lentamente de dentro da água quente, e sem nem sequer se preocupar em pegar uma toalha para se secar, foi caminhando até o quarto, deixando uma trilha de pegadas molhadas e vários pingos que caíam dos seus cabelos no assoalho.

Park parou em frente á cômoda de carvalho, e foi deslizando os dedos até a segunda gaveta, onde pareceu pensar um pouco antes de abri-la de uma vez só. Foi retirando algumas camisas que estavam dobradas la dentro, uma por uma, até ver a caixinha branca que tinha escondido embaixo delas. O rapaz de cabelos rosados, tomou posse da pequena caixa em suas mãos e ficou a encarando por longos minutos, se questionando sériamente sobre se deveria fazer aquilo ou não.

Fazia um bom tempo que Jimin não fumava. Três anos pra ser mais exato, afinal, com o marido que tinha, era meio difícil isso passar batido.

"- Onde já se viu um personal trainer fumante, Jimin? Isso é inadmissível, sem contar que ainda te traz um câncer de graça! -" dizia Jungkook todas as vezes que via o marido mais velho querer aliviar o estresse fumando.

- Foda-se... - Falou baixinho, já abrindo o maço e retirando um dos cigarros de dentro.

Park se sentou na beirada da cama, ensopando os lençóis onde tocava e respirou fundo uma ultima vez, antes de alcançar um isqueiro na gaveta do criado mudo e acender o canudo branco entre os dedos.

Cada tragada era um misto de alívio e tristeza que sentia. Foi se deitando com os cabelos molhados no travesseiro e ficava alternando o olhar entre o teto e o cigarro na boca. Nem a pior das brigas que já presenciou entre os seus maridos o fizeram ter aquele tipo de comportamento antes, o rosado sempre era quem apaziguava as situações, sempre aguentava tudo calado, sempre deixava os próprios problemas de lado pra ajudar os outros que precisavam dele com um sorriso no rosto, e agora estava naquela situação, irritado, magoado... Se questinou se deveria seguir o exemplo do amigo e partir dali, mas sabia que seria muito egoísmo de sua parte quebrar o coração dos dois amores de sua vida, principalmente em um momento desses. Seus pensamentos começaram a se perder pela exaustão, e as pálpebras pesadas começaram a se fechar aos poucos...

- Hey... - a voz grave invadiu seus tímpanos, o fazendo abrir os olhos lentamente.

- Hm... - o rosado resmungou, tentando focar a visão embaçada no ruivo em sua frente.

- Tudo bem, amor? Passou mal? - Taehyung perguntou, talvez por ter percebido que o marido não teve nem o trabalho de se vestir pra deitar. Jimin somente acenou negativamente com os olhos inchados o encarando. - Menos mal... - acariciou o ombro do mais velho que havia se virado de lado na cama pra ficar mais próximo ao outro.

- Já... Terminou lá? - Park perguntou baixinho, acanhado, como quem não fizesse muita questão de saber. Tae suspirava.

- Nós viemos embora quando o enterro começou - pôde notar Jimin apertando os olhos fechados para se forçar a não voltar a chorar - Jungkook começou a passar mal e eu estava preocupado com você... E também não tava muito afim de presenciar mais daquela tortura. - sorriu fechado, sem graça.

O mais velho conseguiu ouvir Jeon vomitando no banheiro. Isso era muito comum quando o moreno ficava nervoso, ja que raramente chorava ou deixava transparecer suas emoções com facilidade. Era um milagre ele não ter passado mal assim no dia do seu casamento.

- E o Rapmon? - Não que Jimin estivesse pensando muito nisso, mas sabia o quanto o cachorrinho era importante para seu hyung.

- Yoongi vai ficar com ele... - o ruivo respondeu simplista, alisando os fios desbotados.

- Entendi... - foi se aninhando devagarinho nas pernas do marido.

Jungkook e Taehyung sabiam o quanto Nam era importante pra Jimin desde sempre, e também sabiam que agora eles teriam que deixar a própria tristeza de lado pra ajudarem o marido.

- Quer que eu ligo pro Wonho e falo pra ele não abrir a academia amanhã? - Kim perguntou, como quem quisesse tentar "mudar de assunto".

- Não precisa...

E o lugar teria sido tomado pelo silêncio, se não fosse o som exagerado de Jeon vomitando ecoando pelo apartamento.

- Eu vou la ver como ele tá... - O ruivo se manifestou suspirando, depois de uma longa pausa.

Park nem se deu o trabalho de responder, só recuou e foi voltando a abraçar o travesseiro. Tae foi encarando os próprios joelhos na intenção de se levantar, mas notou uma coisa incomum ao lado do seu pé, e se esticou para pegar o cigarro apagado no chão. Observou bem o canudo branco nas mãos e alternou o olhar para o marido nu deitado na cama, que estava com o rosto virado para o lado oposto. Normalmente até brigaria com o mais velho por conta disso, mas sabia que esse não era o momento certo pra isso, então só se levantou e jogou o cigarro na lixeira antes de entrar no banheiro.

Eu sinto sua falta
Quando eu digo isso
Eu sinto ainda mais
Estou olhando sua foto
Mas ainda sinto saudades
O tempo é tão cruel
Tudo é inverno aqui
Mesmo em agosto, é inverno aqui
Meu coração faz o tempo correr
Como um Expresso Polar solitário
Eu quero segurar sua mão
E ir para o outro lado da Terra
Para encerrar este inverno
Quanto tempo mais
Terá de cair neve
Para os dias de primavera chegarem?
Amigo


Notas Finais


E aí galerinha do mal, como vcs estão?

Cara eu to mto assustado com essas visualizações!!!

Juro que eu não esperava, tinha até pensado em abandonar essa fic, mas quando eu vi que tinha gente realmente lendo, eu vim correndo atualizar kkk

E aí, quais são as novidades? Eu tenho uma pra vcs, vou começar meu tratamento hormonal logo, e nao vejo a hora kkkk

Espero que vcs estejam gostando, beijitos❤️


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