História PornStudent - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Humor Romance
Visualizações 21
Palavras 2.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OIIEEE!!

Gente, em desculpe pelo atraso. Esse capítulo era para ter saído no sábado, mas acabou não dando para postar.

Antes tarde do que nunca, não é verdade? kkkkk

Capítulo 2 - Aula 2


Fanfic / Fanfiction PornStudent - Capítulo 2 - Aula 2

Confesso que acordar às seis horas da manhã depois de uma noite como aquela, não foi fácil. Muito menos você ter que arrastar seu namorado preguiçoso da cama para o banheiro e fazê-lo tomar um banho para despertar.

Vitor é o tipo de pessoa que só pode declarar oficialmente acordado depois de forrar o estômago com alguma coisa gostosa. Preparei para ele ovos mexidos com queijo e uma enorme xícara de café em sua xícara preferida do Mickey que ele comprou em uma loja virtual na Black Friday. Por mais que Vitor fosse um adulto responsável, nunca havia deixado sua criança interior morrer. E isso era uma das coisas que eu amava nele.

  -Bom dia, meu aluno preferido.

  -Você acabou comigo ontem - murmurou com seu jeito sonolento.

Senti o perfume de seu desodorante e vi meu namorado sentar-se à mesa com os olhos inchados de sono e uma marca no pescoço. Vitor bocejou e bebeu um gole de café.

  -Bom dia, meu amor - eu digo me aproximando dele.

  -Se eu dormir na prova, a culpa é sua - disse de cara feia e cabelos bagunçados.

Me aproximei ainda mais e beijei seus lábios.

  -Eu disse bom dia, meu amor.

Vitor deu um sorriso ainda mais preguiçoso e alisou o meu rosto com a mão.

  -Bom dia, meu RedTechar e amor da minha vida.

 -Agora melhorou - digo e beijo mais uma vez seus lábios. Logo sua expressão mudou e Vitor abaixou os olhos.

  -Não se preocupe, você não vai dormir na prova. Você vai sair super bem.

  -Eu não quero fazer essa prova. E se eu não passar? Terei jogado cinco anos da minha vida fora!

  -Você vai se sair bem, Vitor. Eu sei disso e você também sabe que é capaz.

  -Posso acreditar em você? Assim fica mais fácil acreditar em mim mesmo.

  -Se você acha melhor - respondi e beijei a ponta de seu nariz - Eu sempre acreditei no seu potencial.

Eu sabia o quanto essa prova era decisiva. Sabia que o estresse dos últimos anos de ensino é uma época de muita sobrecarga para todos os alunos, principalmente para Vitor que havia se dedicado ao máximo todos os anos da faculdade que agora chegava na reta final. Sabia o quanto ele amava o que fazia mesmo ficando até tarde com a cara enfiada nos livros. E o quanto o seu esforço estava valendo a pena.

  -Acho melhor você esconder essa marquinha aqui.

Acariciei o pequeno hematoma que eu havia feito no pescoço de Vitor. Ele sorriu de um jeito bobo passando as mãos sobre a marca.

  -Qualquer coisa, eu falo que caí da escada. Ou coloco a culpa no Edward Cullen.

Eu ri. Me aproximei de sua orelha.

  -Ou pode dizer que foi o safado do seu professor que te aplicou uma prova de resistência a noite toda.

Vitor riu depois de se arrepiar todo.

  -Com toda certeza vou dizer isso.

Lambi meus lábios com pensamentos eróticos ganhando vida em minha mente. Me afastei, Vitor não podia se atrasar.

  -Termine o seu café. Vou vestir uma camisa e saímos em cinco minutos.

 -Você não vai tomar café?

  -Como algo na cantina da escola - respondi indo para o quarto.

Deixei Vitor na faculdade e segui para a escola a qual eu dava aula. Diferente de mim que sempre quis ser professor, Vitor tinha uma visão diferente do mundo. Queria ser biólogo ambiental e um de seus projetos para a  proteção da tartarugas que ganhou destaque na faculdade abrindo assim uma porta aberta de um estágio em outra cidade. E foi por isso que deixamos a paz de uma cidadezinha no interior de São Paulo para nos mudarmos para o ar litorâneo de Ubatuba.

O lado ruim de morar em uma cidade praiana, eram os dias quentes e abafados que me obrigava a ficar sem camisa dentro de casa. O que nos obrigou a comprar um ar condicionado para o quarto e outro para a sala.

E o lado bom, era as maravilhosas praias e a bela vista. Claro que um pouco de ciúmes não fazia mal a ninguém, mas eu queria arrancar os olhos que de quem olhasse para o Vitor enquanto caminhávamos à beira mar de mãos dadas apenas de sunga.

Outra coisa boa também, era que ninguém nos conhecia. Isso significava que eu poderia lecionar sem que alguém descobrisse sobre quem eu fui. Ninguém sabia sobre Destroyer e isso era muito bom. Voltei a dar aulas, agora, em uma faculdade. Algo que eu nunca pensei que faria isso na vida. dar aula em uma  faculdade era muito diferente de Ensino Médio. Afinal, eu não estava mais lidando com adolescentes que eram obrigados a assistir as minhas aulas, mas sim com jovens adultos com uma mente mais focada no que queriam fazer. Outra novidade também, era a minha pós-graduação que eu tinha terminado recentemente. Vitor foi meu maior incentivador.

Então, apesar das nossas próprias preocupações sobre a carreira, nosso relacionamento continuava o mesmo. Estávamos juntos a quatro anos e nossas brigas eram mínimas, era coisa do tipo de quem iria lavar a louça ou por manter o quarto uma arrumado diante da bagunça que era. Mas isso nunca foi um problema que não conseguimos resolver. Tínhamos um acordo que sempre cumprimos na noite após o jantar. Era a nossa lei dar uma caminhada sobre a areia e conversar sobre o nosso dia.

Nosso apartamento era menor do que o nosso antigo, mas nunca precisamos de muito espaço. Eu ficava responsável pela comida e pela limpeza da sala enquanto Vitor cuidava do banheiro e do quarto. A louça, sempre alternamos, mas nunca foi um ponto forte de Vitor que sempre tentava me fazer mudar de ideia. Principalmente quando tinha muita panela, com certeza havia guerra na nossa cozinha.

Eu dava aulas na parte da manhã e tinha as tardes livres para fazer compras e cuidar da casa. Vitor, depois da faculdade, iria para o estágio e ficaria até o começo da noite. Eu queria fazer algo especial para animá-lo depois da prova, um strogonoff com bastante batata palha era o prato preferido dele.

Enquanto saia do mercado e guardava as compras no carro, meu celular tocou. Era uma mensagem.

Mensagem anônima.


 

O arroz estava quase pronto. Bem soltinho e branquinho. Coloquei o strogonoff de frango em uma travessa e derramei a batata sobre. Coloquei algumas velas para iluminar o chão da nossa sala e arrumei a mesinha de centro onde iríamos comer. Coloquei o vinho em um balde com gelo e tomei um banho longo para refrescar e também para ficar pronto para o meu namorado. Busquei Vitor no Museu TAMAR e ganhei um beijo na bochecha estalado.

  -Fiz o seu prato preferido - digo e olho o seu entusiasmo.

  -Você fez strogonoff de frango?

Vitor abriu os olhos surpreso que brilhavam como dois faróis de tão brilhantes.

  -A receita da sua mãe.

  -Vamos logo para casa!

Dirigi o mais rápido possível. Em nenhum momento entrei no assunto da prova, deixaria isso para a nossa caminhada. Vitor também não pareceu incomodado sobre eu não perguntar, mas também não entrou no assunto. Apesar da curiosidade, não o forcei a falar.

Quando chegamos, Vitor tomou um banho rápido e me elogiou tanto pela comida sem ao menos experimentá-la. Depois, nos sentamos com índios em volta da mesa de centro, onde costumávamos a comer, e aproveitamos a refeição. Vitor fazia caretas de prazer a cada garfada e comeu tanto que achei que passaria mal durante a  noite. ganhei muitos beijos de agradecimentos e uma promessa de que a noite não iria acabar tão cedo. Com certeza isso foi muito melhor do que a strogonoff.

Assim que eu lavei a louça, era minha vez, deixamos o apartamento e atravessamos a rua até chegar o calçadão da praia. A noite estava fresca e a luz iluminava o céu com uma luz forte. Caminhamos descalços segurando nossos chinelos. por alguns minutos, ficamos calados. Me lembrei da mensagem anônima que eu tinha recebido. Era muito estranho. Uma mensagem que dizia que estava de volta. E não conseguia imaginar quem seria e muito menos o que queria comigo. Talvez tivesse  sido um engano. Ignorei completamente.

  -Acho que eu fui muito mal na prova - Vitor murmurou de cabeça baixa.

  -Sei que não foi - tentei animá-lo.

  -Aquilo estava em grego, Harley! Ou em latim, sei lá. Na língua mais difícil que existe. Talvez nem seja terráquea. Eu já disse que o professor Pedro parece um ET de Varginha com epilepsia.

Eu ri mesmo sabendo que Vitor estava exagerando. E tudo o que eu havia dito não tinha surtido efeito nenhum.

  -Quando terá o resultado?

  -Talvez na outra semana. Eu não quero saber, sei que fui mal.

  -Não está sendo precipitado?

Vitor deu de ombros.

  -Talvez um pouco.

 -Vitor, você não deve se cobrar tanto. A vida te dá muitas outras oportunidades.

  -Eu sei, mas…

  -Hey - parei em frente a Vitor e segurei seu rosto, encarei seu olhos tristes e seu semblante cansado - Você fez o seu melhor. É isso que importa.

Vitor sorriu. Um pequeno sorriso singelo e verdadeiro. Beijou meus lábios com doçura.

  -Vamos nos sentar?

Assim fizemos. Sentamos lado a lado e encaramos as ondas quebrarem na areia. Uma das coisas que eu passei a amar nessa cidade foi ouvir o mar. Além da vista, ficar ouvindo os barulhos da água era apaixonante. Ainda mais com o amor de sua vida encostado a cabeça sobre seu ombro abraçando sua cintura.

  -Sabe, independente do resultado, eu me sinto muito orgulhoso de mim mesmo. Durante esses cincos de faculdade, eu nunca colei em nenhuma prova ou fiquei de DP.

  -DP para mim tem dois significados - sorri maliciosamente.

Vitor bateu em meu braço.

  -Eu estou falando de dependência em alguma matéria e não disso que você está pensando. Havia me esquecido que um dia você foi ator pornô e ainda é professor - riu - Mas até que não seria uma má ideia…

  -Vitor, não.

  -Podemos chamar alguém para dividir a cama e… Bom, uma dupla penetração deve ser bem gostoso.

  -De jeito nenhum! Não vou dividir você com ninguém, entendeu?

Vitor sorriu malicioso e acariciou meu cabelo. Pronto. Ninguém mais tiraria essa ideia de sua cabeça, Vitor estava decidido e eu sabia que era eu que pagaria o pato de suas ideias malucas.

Vitor desviou o olhar para o mar e pousou os cotovelos nos joelhos. Ficou calado de repente e eu senti uma certa tensão naquele assunto.

  -Isso um dia te incomodou? - perguntei deixando palavras escaparem de minha boca.

Vitor e eu nunca entramos no assunto. Era quase proibido falar da minha antiga profissão. Mas eu sabia que no fundo, Vitor se incomodava. Afinal, eu era ator ponô. Transar com desconhecidos ou quase desconhecidos era o meu trabalho e isso quase estragou o nosso relacionamento. Na verdade, acho que tudo quase estragou o nosso relacionamento. A escola, diferença de idade, as minhas profissões. Mas mesmo com todas essas complicações, conseguimos manter o nosso amor forte e no final estamos juntos. Mesmo que tenha demorado um ano para entender que sem aquele garoto preguiçoso e inteligente minha vida não teria mais nenhuma felicidade.

Apertei Vitor no meu corpo. Jamais pensei em que um dia poderia perdê-lo novamente. E eu queria muito saber que o nosso passado interferia o nosso presente.

  -Não. Fala sério! Quem não gostaria de ter uma estrela do pôrno como namorado? - riu - Você é o sonho de consumo de todo mundo.

  -Eu não acredito. Sei que está mentindo. Você pode falar a verdade, Vitor, ninguém gostaria de saber que seu namorado já transou com inúmeros homens.

Vitor abaixou a cabeça por um segundo. Depois olhou nos meus olhos. E foi aí que eu percebi que nunca deveria ter perguntado. Eu era um idiota, com toda certeza.

  -Eu também fiquei com outro cara, lembra? Foi assim que eu acabei quase sendo expulso de casa.

Se tinha uma coisa que Vitor não sabia sobre mim, é que eu me sentia culpado por isso. Apesar de não demonstrar ou ao menos comentar qualquer coisa, eu sabia que Vitor sofria com a ausência do pai. Sua mãe sempre esteve presente e apoiou a nossa união, mas a falta de um pai era uma lacuna que Vitor não conseguia preencher. Assim como eu nunca havia preenchido essa lacuna na minha vida. Só que, no meu caso, eu não tinha um namorado culpado por essa situação.

Por durante dois meses seguidos, tentamos algum contato com seu pai. Sem respostas.

Foram dois longos meses que nada alegrava o meu namorado. Nem mesmo o sexo que nunca nos faltou. Por dois meses, me odiei por completo.

  -Sim. Eu sei - digo e olho para o mar.

Não consigo esconder a pontada de ciúmes.

  -Quer saber mesmo a verdade? - Vitor encostou a cabeça em meu ombro - Eu gosto de ter você sendo só meu. Esquece a DP. Eu também não dividiria você com ninguém.

Um grito de vitória soou dentro de mim. Finalmente tinha conseguido fazer Vitor mudar de ideia.

  -Podemos usar um dildo - disse com um sorrisinho maldoso.

Revirei os olhos como ele fazia muitas vezes.

Não escondi o sorriso e beijei seu lábios. Depois de ficar um pouco mais na praia, voltamos para o nosso apartamento. Beijei o pescoço do meu namorado, queria que noite terminasse ainda melhor do que o nosso jantar.

Na cama, Vitor beijou todo o meu corpo deixando minha cueca apertada. Fiquei por cima de seu corpo e comecei a beijar seu abdômen trabalhado e lambi o meio de suas coxas. Percebi que Vitor estava calado e quando olhei, Vitor dormia.

Sua cabeça estava sobre o travesseiro e seus olhos fechados. Sua respiração estava tranquila e seus lábios formando uma linha reta. Sorri ao ver meu aluno dormindo como uma criança. Vitor inspirou e abriu os olhos. Acariciou os meus cabelos e eu sorri.

  -Acho que acabei cochilando - murmurou.

  -Não tem problema. Eu também estou cansando. Vamos dormir.

Abracei Vitor de conchinha e ele se aninhou a mim.

  -Eu te amo - murmurou.

  -Eu também te amo - dei um beijo em sua nuca.

Apaguei o abajur.

 


Notas Finais


bjjo bjjo♥♥.


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