História Porque ele era o noivo e foi tratado como um figurante. 1 - Capítulo 1


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Takashi "Shiro" Shirogane
Tags Adashi, Fuck Voltron And S7, Shadam, Shiro Is Gay
Visualizações 92
Palavras 1.444
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


sim, eu estou puta

Capítulo 1 - .único


Fanfic / Fanfiction Porque ele era o noivo e foi tratado como um figurante. 1 - Capítulo 1 - .único

A nave estava caindo.

O Comandante tinha dito: “Vocês provavelmente não serão usados contra os galras. Seria suicídio.”

Mas eles tinham sido convocados quando as coisas se complicaram.

E Adam estava nervoso quando entrou dentro da sua nave, repetindo para si mesmo que precisava manter a cabeça no lugar e agir com firmeza.

Tinha treinado para isso. Não iria fraquejar.

Agora, a nave estava caindo.

Ele havia assumido o controle da equipe e fez segundo o regulamento.

Estavam conseguindo vencer. E ele chegou a ter esperanças. Mesmo que, no fundo, soubesse em como tudo aquilo acabaria.

Então, Adam escutou um a um, seus colegas de trabalho e grandes amigos, gritarem por socorro.

Não pode ajudá-los.

E eles estavam mortos agora.

Ouviu as explosões ao seu redor e soube que não tinha mais esperanças.

Era o fim.

O seu fim.

Tentou se manter firme até o último segundo. Takashi o tinha ensinado a nunca desistir.

Mas, de repente, um canhão atingiu a asa direita, destruindo o motor, e sua nave foi lançada para longe.

Estava perdendo altitude.

A cabeça de Adam batia contra o banco, e ele não conseguia se estabilizar.

Queria vomitar.

Iria morrer. Tinha certeza de que iria.

E as lágrimas começaram a escorrer pelas suas bochechas.

No final, ele realmente não estaria lá para quando Takashi voltasse.

Arrependeu-se amargamente pela forma como as coisas haviam terminado entre eles. Não era a primeira vez que isso acontecia.

Mais de sete anos haviam se passado desde a missão de Kerberos, e era normal que Adam pensasse sobre tudo aquilo.

Tinha seguido em frente após meses mergulhado em uma depressão que quase tirou a sua vida.

Achou um garoto legal. O nome dele era Michael e eles estavam juntos há dois meses.

Mas Michael não era o Takashi.

Ninguém nunca seria o Takashi.

O que eles tiveram… Os sentimentos… Não tinha explicação.

Aquele namoro tinha sido mais intenso do que qualquer outro que Adam já tivera.

Ele e Takashi pareciam ser conectados. Eram como um só.

Era divertido estar com ele. Vê-lo corar, sorrir e ficar irritado daquele jeito calmo que só ele conseguia fazer.

Conversavam por horas sem se dar conta do tempo passar, riam juntos e se provocavam, fazendo piadas e se empurrando de leve.

Adam ainda podia se lembrar da sensação que era tocar seus cabelos negros.

Ou de como era ter os braços de Takashi ao seu redor.

Ou de como era quando eles ficavam juntos, deitados na cama e sob as cobertas, abraçadinhos e sonolentos.

E pensar nisso tudo doía.

Doía muito.

As lágrimas não paravam de cair e Adam não respirava direito.

Apertou os controles da nave com força, tentando não se render aos sentimentos.

Mas já era tarde demais.

Ele iria morrer.

E sem saber se, ao menos, Takashi o tinha perdoado.

Adam não queria tê-lo abandonado daquele jeito, mas, naquele dia, quando brigaram, só conseguia pensar no quanto estava se dando demais em uma relação sem retorno.

Amava Takashi acima de qualquer coisa, mas já vinha sofrendo há muito tempo.

Adam estava lá quando descobriram sobre a doença. E viu quando seu noivo se quebrou, pensando que nunca conseguiria realizar seu sonho de ir ao espaço.

Adam tinha sido o ponto de estabilidade de Takashi por anos.

Esteve lá quando ele se tornou obcecado por bater todos os recordes da Garrison.

Esteve lá quando Takashi começou a se meter em confusão apenas para mostrar que não seria a droga de uma doença que o faria deixar de ser quem era.

Mas doía muito ser o ponto de estabilidade de uma pessoa quebrada.

Parecia que, quanto mais se aproximava de Takashi, mais uma adaga era enfiada com força em seu peito. Fundo. Bem fundo.

E por isso, Adam explodiu.

Amava seu noivo. Amava mais do que a si mesmo.

Mas aquela relação estava lhe fazendo muito mal. Já não dormia direito há meses e ver Takashi se afogando ainda mais em suas angústias, sem permitir que Adam o puxasse para fora, era horrível.

Machucava.

Porém, agora, machucava ainda mais saber que não viveria para ver Takashi de volta.

Será que ele estava inteiro novamente?

Será que ele já não era mais os cacos de homem que insistia em carregar o mundo nas costas?

Será que ele o tinha perdoado?

Porque Adam não se perdoava.

Mesmo que soubesse que tinha motivos, nunca se perdoaria.

A nave estava caindo.

Era isso.

Era esse o seu fim.

Quase trinta anos de vida, para morrer na linha de frente de uma missão suicida.

Adam não conseguia parar de chorar.

Estava com medo.

Não queria morrer.

Existiria um céu? Ele iria rever Takashi em algum momento?

E sua família? Como ela ficaria?

Quando era mais jovem, não acreditava em Deus.

Mas agora, prestes a morrer assim que a nave se chocasse contra o chão, Adam só queria ter uma segunda chance.

Queria ir até Takashi e dizer que sentia muito.

Beijar seus lábios doces e macios, abraçar seu corpo caloroso e fazer amor mais uma vez.

Sussurraria em seu ouvido que o amava em cada estocada.

Seriam um só mais uma vez.

Então, Adam resolveu abrir os olhos.

Sua visão estava embaçada pelas lágrimas mas ele conseguia enxergar muito bem.

Estava indo em direção ao chão do deserto.

Sua nave girava no ar, totalmente sem controle.

E, por alguma razão, ele não sentiu mais medo.

Se era esse o seu fim, que fosse.

Nem todos tinham a oportunidade de morrer de maneira honrosa e dramática.

Uma imensurável paz o consumiu.

Finalmente teria o seu descanso.

- Me desculpa, Takashi. - foi o que sussurrou, com a voz calma.

Sua cabeça doía e as lágrimas não paravam de cair.

- Me desculpa por tudo.

E ele estava prestes a fechar os olhos novamente, entregando-se à morte e mergulhando em suas lembranças felizes, quando viu um pequeno botão em seu painel de controle.

Ele parecia brilhar, querendo chamar sua atenção.

Era o botão de ejeção.

Adam não conseguiu acreditar assim que percebeu.

Seria essa a sua segunda chance?

Antes que pensasse demais, e movido pelo puro desespero, esticou seu braço e apertou o botão com força.

Fechou os olhos assim que ouviu um pequeno som de click.

Segurou-se no banco e sentiu quando foi ejetado para fora da nave.

O barulho do vento preencheu seus ouvidos. Sua cabeça continuava girando.

Não escutou quando sua nave se chocou contra o chão, explodindo logo em seguida.

Adam não sabia o que sentia agora.

Só conseguia pensar em Shiro e em seu sorriso maravilhoso.

Estava deitado em algo quentinho quando recobrou sua consciência.

Sentia-se dolorido em vários lugares e não conseguia se mexer.

O quê…?

Ele estava morto?

Tentou abrir os olhos. Mas nada veio além de escuridão.

- Ele acordou. - ouviu uma voz distante.

- Ah, Deus. Que bom. - disse outra. - Estava começando a ficar com muito medo.

Então, para o assombro de Adam, ele sentiu uma mão segurar seu braço com delicadeza.

Abriu a boca para falar algo, mas a garganta doía demais.

- Ei, fique calmo. - disse uma voz feminina. - Vai ficar tudo bem. Estamos do seu lado. Somos humanos também.

Isso não o acalmava.

Queria se mexer e ver quem eram.

- Você acha que devemos contar agora? - perguntou outra voz.

- Acho que sim.

Contar o quê?

Tentou abrir seus olhos novamente. Então, ele sentiu a fita ao redor de seu rosto.

Estava vendado.

- Encontramos você no deserto há três semanas. - disse a voz feminina, ainda segurando seu braço. - Você estava desacordado e repleto de ferimentos. E decidimos trazê-lo para a nossa base.

- Tentamos reconstituir todas as suas partes danificadas, mas não temos muita tecnologia desde o último ataque galra. - falou a outra voz. - Então, não podemos dizer que você está no seu 100%.

Adam não entendia do que elas estavam falando.

- Vamos tirar a suas bandagens, okay? - disse a voz feminina. - Você terá de ver por si só.

Assim, a mão em seu braço se foi e ele sentiu quando o tecido ao redor de seus olhos começou a ser retirado.

Uma luz veio, exibindo o teto de uma barraca improvisada.

Estreitou os olhos, sentindo-se um pouco mal.

Mãos gentis o ajudaram a se sentar no pequeno colchão onde estava deitado.

Eram duas mulheres, e Adam nunca as tinha visto antes.

Uma delas, de cabelo encaracolado e pele negra, ofereceu-lhe um sorriso pequeno.

- Acho que você não vai gostar do que vai ver. - disse.

E, então, a outra pegou um pequeno espelho do chão para lhe entregar.

Tudo aquilo ainda era muito estranho, mas Adam estava perdido demais para sequer raciocinar direito.

Pegou o espelho e, assim que viu seu reflexo, não soube como reagir.

O que…?

- E não foi só isso. - continuou a mulher negra. - Você caiu com muito mau jeito quando se ejetou daquela nave. Tivemos que… - mas ela não terminou sua fala. Levou uma das mãos até a perna direita de Adam, e ele percebeu que não sentia o seu toque.

Não.

Puxou o fino cobertor para longe, apressado, e viu que, no lugar de sua perna, havia uma prótese de metal.

Não sabia o que pensar sobre isso. Não fazia sentido.

Sua mente parecia colapsar.

A outra mulher, então, também se aproximou e colocou a mão sobre seu ombro.

Adam se virou para ela, encontrando um olhar firme, e ela disse:

- Bem-vindo à Resistência, soldado.


Notas Finais


o adam n morreu. eu me recuso a acreditar nessa porcaria.

essa é a história verdadeira de como aconteceu aaaaaaaaaaaaaa

vou soltar outras ones em protesto a S7 e ao descaso com o Adam

se quiser participar desse projeto, fique à vontade. só precisa escrever no título da sua fanfic: "Porque ele era o noivo e foi tratado como um figurante".


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