História Porquê eu?! - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bissexualidade, Depressão, Drama, Romance, Vida Escolar
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Palavras 1.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiie :3
Capítulo 2!
Espero que gostem!

Capítulo 2 - Querido Diário (Pt. 1)


Fanfic / Fanfiction Porquê eu?! - Capítulo 2 - Querido Diário (Pt. 1)

Dia 20 de Maio
 Querido diário.
Nunca sonhei em ser uma princesa, mas sonhava, no mínimo, ter um dia de aulas normal. Estava a tentar dormir depois deste dia horrível de aulas, mas não consegui! Hoje foi o pior dia da minha vida! Nunca me senti tão lixo e ainda agora começaram as aulas... Bom, diário, eu vou contar-te o que aconteceu! 

Como todos os dias de semana, hoje, acordei às 7 da manhã para ir para a escola. Mas hoje foi um pouco diferente. Como eu acabei de me mudar, hoje foi o meu primeiro dia de aulas, ou seja, nervosismo, borboletas na barriga... Cheguei à escola com os meus irmãos. Os gémeos foram direcionados, com a ajuda de um professor, para a sua sala. A Deb foi para o campo conhecer a equipa de futebol da escola. A Maria já conhecia umas amiguinhas daquela escola então foi ter com elas e conversar sobre unhas partidas, batoms caros e todas essas coisas chatas e eu?! Bom... eu fiquei perdida! Apenas me disseram o número da minha sala, mas não onde ficava por isso eu estava sozinha. Sozinha não! Tinha o meu péssimo sentido de orientação comigo. Comecei a andar pelos corredores, já tinha tocado, já todos tinham ido para as suas salas e eu ali... perdida... Em busca da minha sala. O número da sala era 25, por isso calculei que fosse mais em frente no corredor e simplesmente continuei a andar. Juro que pareceram horas, mas finalmente, depois de 20 minutos, cheguei à minha sala. Bati à porta e entrei. Todos os olhares se viraram para mim. Limitei-me a fingir que estava tudo bem e que não tinha chegado quase meia hora atrasada e sentei-me no único lugar livre. Era uma mesinha bem no fundo da sala. Não consegui evitar ficar corada, todos estavam a sussurrar, papeis de uma mesa para a outra, era óbvio que era sobre mim, a aluna nova. 
O professor gritou furiosamente "Silêncio" e pediu que fosse até à frente da sala. Era um homem velho, quase sem cabelo e com um bigode enorme, um pouco assustador para ser sincera. Ele percebeu que eu era a aluna nova, por isso apresentou-me à turma e mandou-me de volta ao meu lugar.
As aulas decorreram mais ou menos normalmente. Havia uns risinhos e confesso que era chato ter de me apresentar a todos os professores, mas não foi nada horrível.

   ​Chegou a hora do almoço. Dirigi-me até à cantina e foi quando percebi que era a única dos meus irmãos que não tinha ainda um grupo de amigos, ou, pelo menos, um grupo de pessoas conhecidas. A Maria estava sentada na mesa das garotas da claque, A Deb na mesa da equipa de desporto e os gémeos... pois os gémeos não sei! Não tiveram aulas até à tarde e por isso foram comer a casa. 
A mesa onde os meus irmãos estavam estava toda cheia e confesso que também não me apetecia almoçar com aquela gente. Procurei, procurei e finalmente descobri uma mesa com alguns lugares vazios. A mesa era a um canto da cantina. Ao lado da mesa da equipa de desporto e à frente de uma mesa com um grupo de amigos. A mesa estava a um canto e um pouco isolada, pareceu-me o lugar ideal para alguém que não tem amigos. Comecei a andar pelo corredor existente entre as mesa e do nada "Pufff" no chão! Quando estava a passar pela mesa das garotas da claque uma delas fez-me uma rasteira e acabei por cair no chão. Quando me levantei, toda suja e com a minha comida toda no chão, com todos a rirem-se da minha cara pensava que aquela situação já não podia piorar e foi quando me levantei e vi que quem me fez cair foi a minha própria irmã! Sim, a Maria! Ela fez-me cair só para impressionar as garotinhas mimadas da claque, ela contou-me quando me apanhou na casa de banho a tentar limpar a mancha de molho de tomate da minha blusa. Por sorte eu tinha comigo o meu casaco e pude vesti-lo por cima e nem se notava que tinha a roupa suja, o único problema é que ESTAVA UM CALOR DOS INFERNOS!!

Cheguei tarde à aula, todos se riram de mim, passei todo o dia sozinha, não almocei e ainda tive de ver a minha irmã virar-me as costas para ser bem vista na frente da claque..Ah e estava a morrer de calor... Tive um dia maravilhoso... ahhhh... a minha vontade é de nunca mais voltar aquela escola, ou melhor, nunca mais sair deste quarto. 

Quando finalmente cheguei a casa, fui tomar um duche e comer um resto de arroz com feijão que havia sobrado do jantar. E vim para o meu quarto. Mas... Esta vai ser a minha vida a partir de agora não é?!  Ser alvo de risinhos na escola, não ter amigos... Mais vale habituar-me... Mas e se eu não quiser?

Quando cheguei ao meu quarto tive poucos minutos de silêncio, pois a minha mãe começou a gritar o meu nome. Ao início fingi não ouvir e continuei deitada na cama abraçada a uma almofada de ursinho que recebi nos anos, mas ela continuo a chamar o meu nome então decidi ir ver o que ela queria de mim. Levantei-me da minha cama e dirigi-me até ao fundo das escadas, ela disse-me que desde que chegámos eu nunca saí do meu quarto excepto para comer e ir para a escola, e, que, devido a isso queria que eu fosse passear. Exigiu-me que eu saísse de casa e fosse conhecer a cidade. A verdade é que sim, saí de casa, mas não, não conheci a cidade. Limitei-me a dar uma volta ao quarteirão e a parar nas traseiras da casa, encostada à parede, assim ela não me conseguia ver e eu podia fazer tempo.
Eu só não esperava que em breve iria deixar de estar sozinha. A Maria apareceu, desculpou-se e prometeu não dizer à mãe que eu estava ali. Decidi desculpa-la. Eu já não tenho amigos, se eu deixar de falar com a minha família, então, fico sozinha... 

Passou-se uma hora e eu achei que já podia voltar a casa. Cheguei. Não fui jantar, disse que não tinha fome, apesar de ter, e limitei-me a vir para o meu quarto. Vesti o meu pijama e deitei-me na minha cama na esperança de adormecer e que quando acordasse já tivesse na minha antiga cidade. Não consegui dormir. Decidi levantar-me e dirigi-me até à minha janela. Abri a cortina, na esperança de conseguir ver as estrelas, mas ao invés disso via uma casa, a janela dava para o jardim da casa da frente, o que acabava por dificultar a visão para o céu, então comecei a seguir as sombras que via passar na janela dessa casa. Foi quando alguém se aproximou da janela, eu, que tinha todas as luzes do quarto apagadas, não me mexi, achava que não me conseguiam ver. E estava certa. A janela era de um quarto. Um quarto de um garoto, ou pelo menos parecia um garoto. Ele ou ela começou a tirar a sua blusa com as cortinas ainda abertas e eu não desviei o olhar, como se tivesse ficado hipnotizada com aquele corpo. Tirou a blusa e dirigiu-se a, talvez, a um armário, porque quando voltou ao meu campo de visão trazia algo na mão, parecia roupa. Um pijama, talvez, visto que já era noite. Começou a tirar as calças. Nesse momento percebi que o que estava a fazer era errado, não devia estar a espiar aquela pessoa, então, num movimento de impulso desviei-me da janela, mas quando o fiz bati na cortina, que se moveu bruscamente. A pessoa, que se encontrava na casa em frente, reparou e rapidamente voltou a vestir as calças e aproximou-se da janela. Eu fiquei parada, tinha sido vista, fiquei assustada. A pessoa fechou as cortinas e eu limitei-me a fazer o mesmo. Sabia que não dava para ver a minha cara, por isso fiquei descansada, embora um pouco nervosa. Deitei-me. Tapei-me com o lençol e abracei-me à minha almofada de ursinho, mas o sono não aparecia e aparentemente para essa pessoa da casa da frente também não. Não sei como, mas a luz irradiante dessa janela conseguiu chegar até à minha, fazendo reflexo no teto do meu quarto. Levantei-me e sorrateiramente tentei olhar pela janela. Desviei um pouco a minha cortina e espreitei. Essa pessoa estava sentada em frente à janela, como se a tentar ver as estrelas, parecia estar com mais sorte que eu, pois olhava atentamente para o céu. Decidi fazer o mesmo. A minha janela tem um pequeno espaço entre a parede o que faz com que eu tenha espaço para me sentar encostada à janela e observe melhor o céu, embora o telhado da casa da frente não ajude. A pessoa notou a minha presença e começou a tentar perceber quem eu era. Apetecia-me acender a minha luz, talvez a pessoa fosse simpática e pudesse ser uma potencial amizade. Mas não o fiz. Tinha medo, quer dizer, eu espiei-a enquanto ela se vestia e isso é no mínimo constrangedor e, talvez, até perturbador. Então decidi sair da janela e fechar novamente a minha cortina para não se ver o meu quarto. Voltei a tentar dormir, mas não consegui, talvez o problema fosse do quarto ou talvez fosse eu. Levantei-me e vim até à minha secretária. Liguei a luz e tirei da gaveta o meu diário. E aqui estou eu. A contar o meu dia horrível e perturbador. Quem sabe, talvez, amanhã a escola corra melhor. Ou talvez acorde com a polícia à minha porta para me prender por estar a espiar alguém enquanto se vestia. Só espero que essa pessoa não seja da minha escola, ou pelo menos, não descubra que esta janela me pertence. Seria muito embaraçoso. 

Adeus, Querido Diário. Boa noite. 

 


Notas Finais


Gostaram?
Então quem será a misteriosa pessoa da janela? Será um garoto ou uma garota? Será que vai descobrir que
Mel era quem estava na janela?


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