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História Porque O Seu Cheiro Ainda Está Em Mim - Taekook - Capítulo 16


Escrita por: wtf_Neptune

Notas do Autor


Boa leitura! <3

Capítulo 16 - 15. Ômega;


Taehyung dobrava suas últimas peças de roupa para guardá-las na mala, que Jeongguk trouxe, logo em seguida. 


Há três semanas eles voltaram de Busan e o Kim finalmente tinha decidido ir morar de vez com o alfa. Hwasa e Namjoon ficariam na casa que fora dos pais do Kim, já que a quitinete em que a alfa morava era alugada, isso seria uma despesa a menos para o casal recente. 


— Eu acho que acabei. — O ômega chamou a atenção da cunhada, que juntava alguns pertences pessoais do mais novo. 


— Você não vai deixar de visitar a gente não, né? — Ela perguntou com tristeza na voz. Adorava o menino e os momentos que passavam juntos, se tornaram inesquecíveis, principalmente as sessões de terapia gratuita que faziam. 


— Poxa noona, claro que não! — Se levantou para ir abraçar a mulher. — Sempre que der eu quero sair com vocês e vir aqui. 


— Eu quero cuidar do Jiji! — Confessou. 


— Oportunidade não irá faltar. — Sorriu. — Eu sei que ele ama o titio Nam e a titia Hwasa, então, não se preocupe.  


— É hoje a sua consulta, não é? 


— É. E o Guk está no trabalho, meus sogros estão em um acampamento com amigos do antigo trabalho, o Nam está no posto e você está se mudando também.


— Eu vou com você, seu bobo! — Sorriu. — Assim que a gente terminar de arrumar suas coisas, eu preparo algo para você comer e nós vamos, ok?


— Não vai atrapalhar sua mudança?


— Não, não! Mais tarde eu peço para que o papai me ajude. 


— Ok.


↬↫


Estranhamente, o consultório da doutora Song já não era mais motivo de nervosismo, Taehyung se sentia familiarizado com os funcionários e até mesmo com os pacientes que esperavam por consultas com outros médicos. O ambiente era tão aconchegante e com um ar infantil tão bom, que fazia o ômega torcer para que Jihoon nascesse logo e pudesse levá-lo para lá também, para que fizesse os exames de rotina de um bebê. Em meio ao cheirinho suave de criança, dos desenhos fofos na parede e o ar leve, Taehyung se viu pensando em seu bebê crescendo e se tornando uma criança inteligente. Era como se a ficha nunca tivesse, de fato, caído. Ainda parecia surreal e ele queria muito ter a sensação única de ser papai, para só então, ele ter noção de que tudo aquilo era real. A dificuldade em acreditar era grande, se não fosse por Jeongguk o lembrando e beijando sua barriga a todo momento, talvez ele não tivesse picos de realidade. Mas de fato, Taehyung nunca se imaginou sendo pai, nem mesmo quando era criança e sonhava em se casar. A sensação estranha de estar realizando aquele sonho de infância e estar indo além dele, chegava a ser estranha. 


— Tae, a enfermeira já veio nos chamar! — Hwasa o acordou dos devaneios. 


— Oh, vamos! — Levantou-se da cadeira de espera e caminhou até a sala da doutora. 


Ahri já estava pronta para atendê-lo, com sua ficha e a de Jihoon sobre a mesa, assim como também tinha um presentinho ao lado. 


— Boa tarde para o meu paciente querido! — Sorriu animada e caminhou até o ômega para abraçá-lo. —Olá, senhorita Ahn! Bem, como estão? 


— Ótimos! — A alfa respondeu feliz. 


— Então, hoje nós vamos apenas medir o seu peso, fazer poucas perguntas e você será liberado. — Sentou-se novamente, esperando que os outros dois fizessem o mesmo. — Aliás, eu comprei um presentinho para o Jihoon. Eu sei que sábado é o chá de bebê, mas não sei se poderei comparecer por causa do trabalho. 


— Está tudo bem, Ahri! — O ômega sorriu, sentindo-se íntimo da médica ao ponto de chamá-lo pelo nome. — Muito obrigada pelo presente! — Ele aceitou a caixinha, feliz. Gostava de quando as pessoas lembravam de seu filhotinho e o davam presentes, era algo até que comum de se acontecer, já que seu bebê, mesmo não tendo nascido, ganhava inúmeros presentinhos da família e dos amigos de Jeongguk. 


...


Após a consulta, Jeongguk deu carona para Hwasa até o posto de gasolina de seu pai. Ele e Taehyung cumprimentaram Namjoon rapidamente, em seguida indo para a antiga casa do ômega. 


— Como está o nosso menino? — O alfa perguntou enquanto dirigia pelas ruas escuras de Seul. 


Eles tinham pego as coisas do Kim, que estavam na mala do carro. Os corações estavam acelerados com a sensação de mais um passo dado, pois haviam pulado uma fase turbulenta de suas vidas e enfim estariam juntos. 


Aquilo era muito significativo para Taehyung, porque dessa vez ele não via erros, não sentia medo e nem mesmo queria fugir. Pela primeira vez ele soube de verdade o que era o amor, porque Jeongguk o ensinava, diariamente, o quão bom era ter aqueles sentimentos e se não fosse por ele, o Kim esqueceria completamente. Há muito tempo não sentia o amor e o calor de seus pais, somente Namjoon era seu porto seguro e agora, ser amado e desejado por um alfa bom e cheio de méritos, o trazia uma sensação de recomeço. O Jeon significava isso para si, um recomeço bonito que o dava novas oportunidades todos os dias. 


Taehyung suspirou risinhos e acariciou a barriga. 


— Ele está bem e saudável. A doutora disse que ele está crescendo direitinho e que o coração está batendo vital, como sempre. 


— Eu me sinto mais tranquilo... — Pôs a mão sobre a canhota do ômega. — E você meu amor, como está?


— Engordei cinco quilos. — Sorriu. — A médica disse que o Jiji não será um ômega tão pequenininho. 


— E não faria sentido, olha o meu tamanho... — Riu. — Mas que bom que estão bem. Agora a gente só precisa focar em montar o quartinho do Jiji, os móveis que eu encomendei chegarão na quinta. Também precisamos terminar o enxoval, acho que ele ganhará muitos presentes no chá e minha omma disse que vocês já compraram bastante coisa. Talvez não falte muito. 


— Realmente, ela comprou muita coisa e até eu pedi para dividir em doze vezes, foi tudo muito caro. 


— Doze vezes? — Franziu o cenho e olhou rapidamente para o menor. — Ela não fez isso, né?


— Não, ela não me obedece. 


— Ainda bem, é um saco dividir as coisas no cartão. 


— Para você né, eu nem cartão tenho, não passo esses perrengues. 


— E como você está recebendo o salário? 


— Eu dei a conta do Nam, o dinheiro está acumulando lá. 


— Hm... Vamos criar uma conta para você. 


— Pode ser... Mas eu quero que uma parte do meu dinheiro fique com Namjoon. 


— Mas meu amor, ele não vai precisar do dinheiro, ele irá se alistar em breve. 


— Eu sei. — Baixou o rosto. — Não gosto nem de pensar que ficaremos dois anos separados e ainda tem a Hwasa...


— Ela vai se alistar também, não há motivos para se preocupar. 


Por mais que o alívio fosse grande ao saber que Namjoon teria um emprego no exército, ele também sentia saudades em antecipação. A proposta tinha sido feita por Yejun, que era perito no assunto e tinha conhecimento dentro das Forças Armadas Sul-Coreanas, ele quem tinha induzido o Kim a fazer parte, seria uma boa oportunidade e um recomeço para o alfa. Namjoon recrutaria no fim do ano e Hwasa iria dois meses depois. Os dois entrariam como um casal e fizeram questão de dizer que se casariam, mesmo que fosse somente no papel, para que pudessem ter o direito de ficarem juntos, assim como Yejun e Chin-sun ficaram no passado. 


Taehyung se sentia feliz, veria seu irmão mais velho vivendo de forma livre, como sempre deveria ter sido, mas um lado egoísta dentro de si queria que o alfa ficasse consigo, como sempre foi.


— Amor! — O ômega chamou.


— Sim? — Jeongguk parou o carro no estacionamento do condomínio, no subsolo do prédio onde situava-se seu duplex, mas continuou no mesmo lugar olhando para o mais novo. 


— A doutora Ahri mandou um presentinho para o Jiji. — Sorriu. — Ela disse que talvez não possa vir para o chá, ela vai estar trabalhando. 


— Hm... O que nosso filhote ganhou? 


— Eu não sei, ainda não olhei, quero abrir com você. 


— Vamos esperar até o dia do chá? 


— Sim. 


...


Por mais que Taehyung tivesse passado o dia ativo, empacotando suas coisas e que logo em seguida tenha ido para uma consulta, ele ainda não se sentia cansado e por isso foi dobrar suas roupas junto às de Jeongguk no closet do alfa. Ele só parou quando todos os pertences estavam em seus devidos lugares, arrumados direitinho em cantos onde se lembraria depois. 


— O jantar está pronto amor. — O Jeon veio o chamar. 


— Eu vou só tomar banho antes. 


↬↫


Era sábado, Taehyung estava terminando de vestir seu look do chá de bebê. Ele usaria um blusão azul pastel que mais parecia um vestido, por baixo um short branco que não podia ser visto e tênis igualmente claros como a neve, perfeitamente limpos. Estava ansioso, receberiam a família e alguns convidados de Jeongguk, logo o salão do condomínio estaria repleto de amigos íntimos e conversas boas. 


Quando estava terminando de alinhar seus fios, o Kim foi surpreendido pelo alfa que entrou no quarto vestido em um par de terno na mesma cor de suas roupas. Ele estava lindo, com os cabelos perfeitamente penteados e divididos em um topete esquerdo. Estava mais lindo que o comum. Taehyung não tinha o visto, pois enquanto tomava banho, Jeongguk saiu para buscar Namjoon e Hwasa. 


— Alguns convidados já estão chegando. Jimin mandou mensagem dizendo que iriam se atrasar porque o Yoon foi pegar o presente do Jiji que só ficou pronto hoje. 


— Tudo bem. — Sorriu, caminhando até o alfa e deixando um beijo em seus lábios. — Que horas seus pais chegarão?


— Daqui a pouco. — Abraçou o corpo menor. — Já terminou? Vamos receber os convidados. 


...


Taehyung sorria como nunca antes feito. Estava feliz com a pequena reunião, assim como se sentia bem com o fato de que a doutora Ahri pôde comparecer. 


A decoração estava linda e delicada. O tema era azul bebê, com algumas pelúcias de lobos fofos e em alguns pontos estratégicos do salão do condomínio, estavam plaquinhas desejando boas vindas ao bebê. Tinham vários balões em tons de branco, creme e azul, tudo parecia um enorme céu. O bolo grandinho segurava uma plaquinha com o nome Jeon Jihoon e um bonequinho de biscuit em formato de filhotinho de lobo, os docinhos eram igualmente delicados e estavam postos na mesa gigante da decoração. 


Os poucos convidados iam chegando e deixando os vários presentes em um canto designado exatamente para isso. O Kim observava toda a movimentação se sentindo leve, as presenças eram contagiantes e também estavam felizes e suaves com o fato de que um bebê estava à caminho. 


Tudo parecia extremamente tranquilo, até que um urso gigante com uma caixinha pequena de presente em mãos, apareceu na festa. O ômega franziu o cenho, estranhando aquela pessoa disfarçada de urso, não fazia parte da decoração, por isso entrou em alerta. 


— Guk… — Chamou baixinho, agarrando o braço do alfa e encarando bem aquele bicho enorme, se aproximando. Jeongguk mantinha um sorriso quase que cúmplice nos lábios, sabendo exatamente do que se tratava. 


— Pode ficar tranquilo, não é perigo. 


Taehyung suspirou, ainda em posição de defesa. Foi quando a pessoa disfarçada parou e sentou no chão, assim como uma pelúcia, completamente imóvel. Todos os convidados estavam em silêncio, observando o desenvolver da cena. 


O Jeon estava eufórico por dentro, mal sabia como faria o que desejou fazer, mas estava pronto. 


As luzes grandes de led se apagaram e apenas um lustre de cristal ao centro do salão, se acendeu. O espaço ficou com algumas partes em penumbra, logo tudo se apagou e o Kim sentiu o vazio de Jeongguk se afastando. 


— Meu amor... — Chamou choroso, estava assustado. 


— Fique calmo, meu ômega. Eu estou aqui. — O Jeon assegurou e então algo foi projetado em uma das paredes, era a história de uma família de lobos. 


De início, tudo parecia confuso, mas em um momento dois filhotes assustados caminhavam sozinhos pela floresta, seus papais tinham sumido e eles enfrentavam sozinhos os perigos e desafios. Então os lobinhos cresceram e a história passou a mostrar apenas um deles, o menor. Ele se afastava das alcateias, não tinha um parceiro e vivia só quando não estava com o outro lobo, que era seu irmão. Uma cena em questão chamou a atenção de Taehyung, aquele mesmo lobo menor que tinha cor de caramelo e olhos dourados, encontra um gigantesco lobo cinza, que com certeza era um alfa. 


— Guk... — Sussurrou ao constatar. 


Esses dois lobos se cheiravam e se acariciavam com os focinhos, era uma conexão instantânea e linda. Uma luz amarelinha rodeou a barriga do lobo que seria o ômega e ele foi puxado para longe, deixando o alfa triste e sozinho, à mercê da floresta e dos outros lobos. 


Taehyung conhecia aquela história. Era a sua história e a de Jeongguk e ele tinha certeza, porque em algum momento, aquela mesma luz que os separou, os fez retornar para onde estavam, juntos. Mais uma vez os lobos se acariciaram e trocaram uivos de amor, eles estavam juntos e uma alcatéia ao redor contemplava a linda cena da união dos dois. 


Mais uma vez tudo se apagou e o Kim deixou lágrimas constantes escorrerem por seus olhos, ele até pôs as mãos no rosto, mas o lustre novamente se acendeu e ele precisou levantar o olhar, que encontrou com o urso gigante logo à sua frente. O ômega abraçou aquele amontoado de pelos sintéticos com toda força, sentindo-se desprotegido de carinho. Foi quando o urso tocou o seu ombro, em silêncio, e o fez virar de costas, a surpresa nos olhos de vislumbre dourado, era grande. Taehyung estava em uma explosão de sentimentos e ver aquilo, era o pico de tudo. 


Jeongguk estava ajoelhado, em posição "de pedido de casamento", com uma caixinha de veludo preta aberta em suas mãos. 


— Você aceita ser o meu noivo e se casar comigo, Kim Taehyung?


E outra vez o ômega estava, literalmente, sem palavras. Seria loucura se ele cogitasse um não, jamais negaria o pedido, mas naquele momento não tinha voz para responder, por isso apenas assentiu e se jogou nos braços do alfa e o beijou antes mesmo das trocas de aliança, foi quando todos os convidados começaram a gritar e aplaudir. 


— Eu te amo demais! — Confessou o mais novo, com os lábios colados nos do alfa. 


— Eu também te amo e sou todo seu, meu ômega. 


...


Enquanto abriam os presentes, Jeongguk e o ômega se sentiam eufóricos com cada coisa fofa, até às estranhas, que ganhavam para o filhote. O interfone do salão tocou e o alfa se ofereceu para ir olhar de quem se tratava, sendo surpreendido pela imagem de um desconhecido, que nem mesmo sabia como foi parar ali. 


— Como posso ajudá-lo? — Disfarçadamente, o Jeon colocou a destra na cintura, podendo sentir uma de suas pistolas que estava presa na calça, por baixo de seu blazer azul. 


— Eu sou entregador e vim em nome de um amigo da família. 


Jeongguk franziu o cenho: — Qual amigo?


— Do Hanse. 


Aquele mínimo nome fez Taehyung, que estava sorrindo do outro lado do salão, fechar a expressão feliz e dar lugar a uma enrugada e de cenho franzido. Há meses não ouvia aquele nome, não via aquele rosto e não se preocupava com a presença ruim e enjoativa. Por que do nada ele apareceria de novo?


— Diga ao "amigo da família", que pode enfiar o presente dele onde ele bem entender, mas meu filhote não precisa de seja lá o que foi que ele mandou. — O ômega respondeu impaciente. 


Jeongguk o encarou e em seguida encarou o entregador, pegou a embalagem nas mãos deste e agradeceu vendo o homem sair. 


— Por que aceitou isso? — O Kim retrucou com as bochechas vermelhas e infladas de raiva. 


— Curiosidade. — Respondeu simples. — Eu vou abrir e caso seja algum atentado, podemos prendê-lo. 


— Querido, eu falei sobre ele não ser uma ameaça! — Chin-sun se manifestou. 


— E empurrou ele até cair porque é uma boa pessoa... — Yejun sussurrou, no fim não queria que ninguém ouvisse, mas o silêncio na sala não colaborou. 


O olhar incisivo que o Jeon mais novo lançou a Taehyung, mostrava um ar de dúvida e raiva. O ômega não tinha falado sobre o incidente no dia da limpeza, não havia falado da pequena discussão que teve com Hanse e nem mesmo falou sobre a queda que sofreu, mas aquele olhar exigia respostas e ele teria que dá-las. 


— Vamos Jeongguk, eu ajudo com isso. — Min-ho, um dos amigos de trabalho que estava presente, se manifestou querendo ajudar. Ele era especialista em bombas e coisas do tipo, não que Jeongguk não fosse, mas quis acabar com o clima tenso. 


O Jeon caminhou com o colega, em silêncio, até a área de pouso do prédio. Tae ficou na festinha se sentindo culpado, não queira ter acabado com o clima da primeira comemoração de seu filho. 


— Titio Tae... Não fique assim, o Jiji ganhou um montão de presentes! — Jungdae disse na sua maior inocência. — Vamos abrir mais? Eu estou curiosa!


↬↫


O filhote tinha ganhado tantos presentes, que o quarto que escolheram que seria dele, ficou lotado de caixas e embalagem com desenhos infantis. Taehyung poderia taxar aquela experiência como irreal, tudo parecia até mesmo mentira de tão perfeito que estava sendo. Exceto pelo fato de Hanse ter voltado. 


O chá já tinha acabado, o ômega estava deitado em sua cama após o banho e esperava pelo Jeon, que terminava de arrumar a bagunça na sala. 


Quando a porta do quarto se abriu, todos os pelos do corpo do Kim se arrepiaram. A visão divina de um alfa usando apenas uma calça social azul bebê, com os cintos abertos e peitoral exposto e suado, foi demais para o pobre gravidinho que tentava controlar os próprios hormônios. 


— Não faça isso! Onde está sua camisa? — Ele virou para o lado oposto enquanto mordia os lábios, Jeongguk franziu o cenho e retirou o cinto por completo. 


— Eu quero conversar. 


— Eu não. 


— Amor... — O alfa chamou manso. — Por que não me disse? 


— O que eu não disse?


— Sobre Hanse ter te derrubado. 


— Isso aconteceu antes de você ir lá, eu não me machuquei, foi só uma queda. 


— Você poderia ter perdido o nosso Jihoon!


— Calma, alfa... — Pediu baixinho. 


— Desculpa, mas eu não gosto nem de pensar na ideia. 


— Vá se banhar e relaxar um pouco...


Sem contestar, ele foi. O ômega ficou na cama, agora olhando o teto e tentando disfarçar a pequena ereção que se formou no meio de suas pernas. Estar grávido o colocava em situações constrangedoras, como aquela. Seus hormônios em fúria tentavam a todo custo o constranger e estavam conseguindo. 


Poucos minutos depois Jeongguk retornou ao quarto, dessa vez usando apenas uma cueca box preta. 


— Hoje está quente. — O alfa comentou deitando em seu lado da cama, abraçando o mais novo por trás. — Por que você está todo coberto? — Ergueu uma das sobrancelhas. 


— Para não olhar para você. 


— E o que eu fiz? 


— Fica me provocando...


— Meu amor, assim eu não entendo! 


— Você me provocou ficando só de calça, mostrando sua barriga trincada e seu peitoral definido... — Respondeu, condenando a si mesmo por ser tão óbvio. 


— Você não gosta, neném?


— Guk... Não faça essas perguntas! Vamos dormir. 


Jeongguk não queria dormir, mas também não sabia o que queria. 


— Me beija... — O alfa pediu manhoso.


Taehyung soltou uma pequena risada com aquele pedido. Ele tinha plena noção de como o alfa se mostrava carente no dia a dia, mas não estava esperando. 


— Não precisa pedir, amor. — virou-se segurando o rosto do alfa, trazendo-o para perto e depositando um beijo em seus lábios. — Eu amo você... — Sussurrou. 


— Eu também te amo!


↬↫


A noite havia se estendido bem após longos minutos de beijos e carícias gostosas que trocaram antes de dormir. Jeongguk acordou revigorado e foi ele quem levantou primeiro e foi fazer o cafézinho da manhã de seu ômega gravidinho. 


Era dia de arrumar o quarto do bebê, os móveis que o Jeon havia encomendado, chegaram há dois e eles decidiram que arrumariam tudo naquele domingo. 


Taehyung estava extremamente ansioso, pois Jihoon tinha ganhado de Jimin e Yoongi, uma cabaninha linda na cor azul bebê e luzes para rodeá-la. Era um presente enorme, criativo e extremamente importante, porque o Kim sabia que o bebê amaria dormir dentro da cabana e fazer festinhas do pijama com os amiguinhos. 


Depois do café da manhã, os dois dividiram as tarefas. O Jeon ficou com o trabalho pesado, que seria montar os móveis e deixá-los todos no seu devido lugar. O ômega organizaria as pequenas coisas e as decorações, passaria e colocaria as roupinhas no guarda-roupas e arrumaria os sapatinhos.


...


— Acho que acabamos... — O alfa disse assim que terminou de usar o aspirador de pó para limpar o carpete do quartinho. 


— É... — Taehyung sorriu ao observar o cômodo.


Era o cantinho de seu bebê, aquele que no início não tinha condições suficientes de manter e que agora tinha um quarto somente dele, lindo e bem mobiliado. Chegava a emocionar o fato de que seu filhote teria tudo, graças ao pai alfa.  


— Amor... — O Kim chamou baixinho. — Obrigada por tudo isso... 


— Tudo o que? — Franziu a face, realmente não entendia.


— Por exatamente tudo... — Levantou da poltrona e foi até o alfa, abraçando seu pescoço pouco suado. — Você me deu tudo isso.


— Eu tinha tudo isso antes, mas eu não tinha uma família e você me deu uma. Então eu também quero agradecer, por ter me dado um filhote e por me dar a oportunidade de ser o seu alfa. 


— Eu te amo! 


— Eu também te amo! — Sorriu dando um selinho no menor. 


No final, os dois eram gratos por terem se conhecido. Por mais turbulento que tenha sido o início do relacionamento, eles agora estavam bem, estavam juntos, eram noivos, tinham um bebê a caminho e se amavam.


↬Ωω↫

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Notas Finais


Desculpem a demora, meus chuchus! Eu estive lendo muito das fics da @ggukpearl, por isso sumi.
Aliás, ela perdeu a conta antiga e está recomeçando em um novo perfil. (autora de Cosa Nostra, Ímpero, Salvezza, Onore Vincolato, entre outras).
Vão lá dar uma forcinha!

Link do nosso grupinho e sejam bem vindes desde já!
https://chat.whatsapp.com/JTUkDiLCNkPBINcLVVw2dA

Me desculpem por qualquer erro ortográfico!

Xeru na bunda e até logo 🐽♥️


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