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História Porque teu nome eu sei - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Capítulo 8


Matteo começou a se tornar fofo. Não exatamente fofo, mas agradável, como se fosse um bebê morcego. Me levou até o ponto de ônibus e pegou a mesma linha que eu.

- Devemos morar perto. - comentei.

Ele não era muito de conversar. Colocou seu fone de ouvido e começou a escutar suas músicas de heavy metal (pude perceber pelas batidas e sons altos de guitarra), e olhava para fora como se estivesse em um vídeo clipe. Comecei a perder noção de privacidade e notei em várias coisas que não tinha prestado atenção antes em Matteo, como seus pelos no pescoço seus piercings no nariz e ouvido, o cabelo bem cuidado, unhas pintadas de preto... esse garoto se arruma mais do que eu!

- O que está olhando?

Me assustei um pouco e me levantei. Meu ponto estava próximo, e logo tirei a blusa para devolvê-la ao dono, mas ele estendeu sua mão, recusando.

- Pode me devolver amanhã.

Agradeci e coloquei devolta, um pouco envergonhada por estar usando a roupa dele. Não fazia ideia o que meu pai iria pensar de mim quando me visse usando algo daquele tipo, talvez um surto, uma parada cardíaca ou pior. Eu sei melhor do que ninguém que meu pai é um senhor bem conservador e como pai de duas garotas, quer vê-las como princesas… e é claro que isso nunca acontece com minha irmã, já que tá mais parecendo uma caminhoneira do que qualquer outra coisa.

Me despedi do garoto que apenas acenou com a cabeça, mas antes de descer, eu dei uma paradinha, pensando nele ficando chateada por ele não ter nem falado um tchau para mim, porém quando o olhei novamente, não estava sentado na cadeira, e sim atrás de mim.

- Me desculpa por conta daquilo, não era minha intenção te magoar.

- Tudo bem, eu também não fui uma das melhores pessoas com você também. Eu te devolvo a blusa quando der, ok?

- Tudo bem. Eu tenho outras dessas, mas prefiro ter mais, caso eu esteja sem algum dia. - ele riu.

_Droga, garota! Por que você reparou no sorriso dele!? Tá ficando maluca?_

Sorri e dei um toque de mão com ele. Matteo parece ser uma boa pessoa para ser um amigo. Se tudo ocorrer assim, com Sehun como ficante, Matteo como amigo e Evelynn na minha sala, meu ano vai ser incrível.

Luna e minha madrasta estavam em casa, e é óbvio que a Senhora Detetive queria saber de quem era a blusa e começou a me questionar sendo bem invasiva e irritante. Eu já deveria saber que isso tipo de coisa iria acontecer.

- É do garoto coreano?

- Você n-não deveria estar descansando? - a respondi, um pouco grossa.

- Olha aqui garota! - ela tentou apontar o dedo, mas o gesso a impediu. - Esse garoto coreaninho tá sendo uma péssima influência para você, é? Começou a andar com ele, trás ele escondida pra cá, me responde… Tá pensando que vai virar o quê? Eu ein…

_Ainda bem que ela nem conhece Matteo, e muito menos sabe que a blusa é dele, pois na mesma hora que Alessandra o visse comigo, iria ter um ataque cardíaco... Melhor eu parar de brincar com isso né?_

Luna ficou o tempo todo rindo muito da discussão, pois apesar de ser mais nova, ela era uma ótima entededora, e sabe muito bem do assunto e sabe que a blusa nem sequer é de Sehun.

- Aaron gosta de músicas em coreano. - Luna colocou a lenha na fogueira.

- Nem entra na conversa, criança.

Luna ODEIA quando a chamam de criança, e quando ela foi abrir a boca para discutir, fechei a mandíbula dela e a levei para cima, a deixando no quarto dela, e disse para esquecer o assunto da blusa e de Sehun, pois insisti que o mesmo era só um amigo que veio me ajudar a cozinhar algo. E claro que foi muito difícil convencê-la, pois ela é uma leitora convicta de livros de ficção romântica e encontra algum motivo para shippar qualquer coisa que respira e pensa. Por esse motivo, eu agora odeio a palavra "Cehun", ou "Seilha".

Pude enfim descansar e ir para ao meu quarto, sentando-me na cama e vendo as notificações do celular. Levei o maior susto quando vi a notificação de um número que eu ainda não conhecia

- Oi. - dizia a mensagem, sem foto nos contatos. - Peguei seu número com Clarissa. Assim fica melhor para podermos fazer o trabalho.

Imediatamente me liguei que se tratava de Matteo. Ele escrevia tudo muito certo e não usava abreviações, chegava a ser até fofo, mas de uma certa maneira, bem frio.

- Ooiii matteeeooo!!! - confesso que me emocionei bastante. - Vou te adicionarrr!

Ele não respondeu com palavras mas mandou um smile. Não sei porquê, mas toda essa situação me deixou com o coração batendo muito rápido. Talvez ele estivesse apenas sendo gentil comigo… Né?

O cheiro da blusa estava impregnando todo o quarto, e apesar de ser um cheiro de grama molhada, aquilo me deixou um pouco atordoada. Decidi sair dali e ir para tomar um banho no meu banheiro, porém foi um pouco difícil tirar a roupa, pois como minha roupa ainda estava molhada, estava um pouco grudenta.

_Merda… Será que minha roupa vai ficar com cheiro dele agora?_

Liguei o chuveiro e aproveitei para relaxar um pouco enquanto a água quente caía sobre minha cabeça, o que era ótimo, pois eu estava bem estressada, mas é claro que minha mente auto-sabotadora precisava tocar em assuntos delicados. Comecei a pensar em minha relação sobre Sehun. Ele era muito bonito, me deixava as vezes até mesmo zonza… mas… não era sobre ele que eu realmente estava pensando. O sorriso de Matteo no ônibus foi como uma flecha no meu peito, e eu realmente não estava esperando por aquilo.

Minha mente… se tornou suja. Imaginei coisas… Matteo sem dúvida seria alguém que iria me satisfazer bem mais que Sehun…

_Garota?? O que está dizendo??!_

Quem me conhece sabe que eu não sou de fazer isso _tanto_, afinal eu sou bem santa. Mas acabou sendo incontrolável, e minha mão... Tomou conta de mim, e fui levada por pensamentos e sentimentos que não me orgulho.

- MENINA!!! ATÉ QUANDO ESSE BANHO VAI DURAR?!

Fui surpreendida com Alessandra gritando do andar de baixo gritando para eu sair do banho, pois eu já estava demorando muito. Fiquei igual uma cereja humana, pois meu corpo estava literalmente parecendo um farol, então desliguei e me sequei prontamente, enquanto colocava um pijaminha fofo.

Fiquei tremendo por alguns instantes, afinal, fazia-se muito tempo que eu não fazia nada assim… principalmente por alguém tão próximo de mim.



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