História Portal do Tempo - Capítulo 91


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fantasia, Magia, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, queridos leitores! Boa noite!

A ida ao passado tem mudado a vida de nossas heroínas. Agora é a vez de Aurora. Já adianto que vocês irão se emocionar bastante. Preparem os lencinhos e aproveitem mais esse capítulo de Portal do Tempo.

Boa leitura!!!

Capítulo 91 - O maior amor do mundo


Fanfic / Fanfiction Portal do Tempo - Capítulo 91 - O maior amor do mundo

Aurora não conseguiu dormir naquela noite. A ansiedade de encontrar seus pais era maior que seu sono. Eudori também ficou acordada, ela pensava que logo teria de revelar quem realmente era, não só a seus pais como também a Garhou, já que eles estavam chegando perto de descobrirem tudo.

Depois do desjejum, a mestiça chamou todas as meninas em seu quarto, ela pediu para que a esperassem voltar e que não saíssem do quarto até lá. Todas assentiram e ela e Aurora dirigiram-se até às ruínas do templo.

- Pronto, Aurora, agora é sua vez de conhecer aquilo que um dia lhe foi tirado. Pronta para ir a Avalon? - indagou Eudori com um meio sorriso.

Aurora retribuiu o sorriso levemente e assentiu. A jovem mestiça, mesmo percebendo o nervosismo da amiga, abriu o Portal do Destino mostrando o mundo das fadas, que estava refletido no enorme espelho a sua frente. Os olhos da fada brilharam intensamente e sentiu o queixo tremer anunciando um possível choro, porém engoliu em seco, respirando fundo.

Eudori segurou firme a mão de Aurora e as duas atravessaram juntas o portal para Avalon. Ao colocarem os pés no Reino das Fadas, Cedric, o soberano daquele reino, já as esperava.

- Como ele sabia que viríamos até aqui hoje, Eudori? - perguntou Aurora olhando para o pai.

- Simples! - exclamou Eudori - Eu avisei ontem a noite que viríamos para conhecer Avalon. Mesmo porque é chato e deselegante você aparecer em algum desses reinos sem comunicar antes a sua chegada.

Aurora sorriu com o jeito que a amiga disse aquelas palavras. Cedric aproximou-se, cumprimentou as duas que o reverenciaram. Eudori agradeceu a hospitalidade em que ele se dispôs a recebê-las. A fada, no entanto, olhava admirada o reino que um dia ela iria governar como uma boa e justa rainha.

- É um prazer tê-las aqui, porém eu não poderei dar a atenção que vocês duas merecem, tenho assuntos pendentes do reino para resolver. Peço que me desculpem a indelicadeza de não acompanhá-las. - disse o rei com um sorriso amigável.

- Não se preocupe com isso, majestade. Na realidade, eu também não vou ficar em Avalon, tenho alguns assuntos a tratar em Dnestra, apenas Íris ficará e desfrutará desse reino tão belo. - comentou Eudori olhando para Aurora, que não sabia como disfarçar seu nervosismo.

- Então acredito que Áurea possa cuidar disso para mim. Minha esposa pode lhe mostrar o reino enquanto eu faço o que preciso. Tudo bem para você, Íris? - perguntou Cedric com simpatia. Sua mãe havia lhe dito uma vez que ele era um belo homem e um rei justo e sábio. E agora ela tinha certeza que era tudo verdade.

- Sim, tudo bem, vou adorar conhecer a rainha de Avalon. No pouco tempo que estou aqui, já ouvi dizer que ela é uma ótima pessoa e muito gentil com seus súditos. - disse Aurora olhando fixamente para o pai.

- Ahhhhh! Isso com certeza, minha cara Íris. Ela é justa e correta, fora que ama o povo de Avalon. Não poderia ter uma mulher melhor a meu lado. - disse ele com um sorriso de orgulho em seu rosto. Em seu olhar via-se o quanto amava sua mãe. - Sabe, você me lembra muito ela.

As duas garotas ficaram tensas. Discretamente se entreolharam e Eudori segurou a mão de Aurora num pedido mudo para que ela se acalmasse.

- Co-como assim, majestade? - indagou Aurora - Em quê nós nos parecemos?

- A aparência. Seus cabelos negros e seus olhos azuis. Tão azuis quanto os dela. Se eu não conhecesse a família de Áurea diria que eram irmãs. - riu - Mas eu sei que ela não tem uma irmã e sim um irmão. Bom, fiquem à vontade. Retornarei em breve.

Cedric se retirou e as duas puderam soltar o ar preso nos pulmões.

- Nossa, essa foi por pouco. Achei que ele havia descoberto tudo. E agora sei que tenho um tio. - proferiu Aurora pondo a mão no peito num gesto meio dramático.

- Até eu desconfiei. Bom, aproveite seu dia. Mais tarde eu volto para buscá-la. - despediu-se.

Aurora concordou e seguiu até o palácio onde Áurea encontrava-se. Logo ao chegar, a jovem fada viu o imenso amor que sua mãe tinha para com ela, a rainha não economizava cuidados e carinhos com a pequena princesa. As duas estavam sentadas no chão de pedras imaculadamente branco. Brincavam com algumas bonecas e um jogo de chá de porcelana. A pequena Aurora ria toda vez que a mãe fingia tomar um chá na diminuta xícara.

- Olá! - disse Aurora num fio de voz.

Áurea olhou em sua direção e sorriu. Era o mesmo sorriso que Aurora se lembrava. Até mesmo o perfume de flores que ela exalava era o mesmo.

- Ah, olá, minha querida! Cedric me disse que viria. É amiga de Eudori, não é mesmo?

- Ah, sim, sou sim. O rei Cedric não poderia nos dar atenção devido uns afazeres, portanto pediu que eu viesse até aqui.

- Ele me falou. Será um prazer em levá-la para conhecer Avalon. Mas e Eudori? Onde está?

- Ela não pôde ficar, tinha algo importante para resolver em Dnestra.

- Ah, que pena... Mas não tem problema: eu, você e Aurora a levaremos num passeio agradável e cuidaremos de você, minha querida. - novamente ela sorriu com seu jeito doce e sereno. Áurea levantou-se e pegou a pequena princesa no colo. - Essa é Aurora, nossa filha.

Aurora olhou para ela mesma em versão infantil e sorriu. Era uma sensação maravilhosa e ao mesmo tempo estranha. Poder se ver criança não era pra qualquer um.

- É um prazer conhecê-la, Aurora. Eu sou Íris. - sorriu a fada alisando as madeixas negras e sedosas da pequena.

- Pode segurá-la um instantinho, Íris? Vou pedir a uma das servas para nos preparar um cesto com algumas guloseimas.

- Ah, c-claro! - disse já segurando a pequena princesa no colo. A rainha se retirou por uns minutos, tempo suficiente para Aurora falar umas poucas palavras para a criança em seu colo - Aurorinha, seja sempre gentil com seus pais, está bem? E quando crescer e encontrar um grande lobo cinzento de olhos prateados muito enigmáticos, não fuja, pois ele será o grande amor de sua vida. E pare de ser cabeça dura, menina. Isso não lhe levará a lugar nenhum. Ah! E se encontrar, por um acaso, uma certa anja com estranho fetiche por lobos, afaste-se dela. Ou melhor, afaste o lobo dela, ok? - a fada sorriu e piscou matreiramente o olho pra pequena em seus braços, que riu gostosamente com as mãos tapando a boca, como se entendesse que aquilo era um grande segredo.

- Ah, vejo que vocês duas se deram bem. Aurora não é muito de confiar assim nas pessoas. Ela é meio turrona. - disse Áurea sorrindo e pegando a menor no colo.

- Pode acreditar, eu sei bem disso! - Aurora falou baixinho.

Áurea entregou a cesta à jovem e a guiou pelos caminhos do reino. O coração da fada acelerou, sentiu suas mãos suarem e borboletas surgiram em seu estômago. A emoção de estar ali com sua mãe era indescritível, tudo que ela sonhou durante um futuro manchado de sangue, guerras e mortes, era um dia sentir aquela paz e poder estar com seus pais, em seu reino, em um mundo cheio de vida e amor.

Conforme Áurea ia andando pelo reino de Avalon, era reverenciada pelos seus súditos e abraçada pelas crianças e idosos que viam nela uma soberana justa e sábia, que era simples e gostava de estar com o seu povo. Aurora ficou encantada em ver o amor que todos tinham pela sua rainha e a princesa e que não se enganou quando um dia pensou que um dia seria igual a ela. Avalon era um lugar conhecido por suas belezas naturais e a grande variedade de flores que ali existia, porém existia um lugar que era o preferido de Áurea, uma grande estrutura de vidro e arame que formava um tipo de estufa, ao qual a soberana cultivava as mais raras e belas flores existentes em Dnestra.

- Como isso é lindo! - exclamou Aurora com os olhos brilhando - Nunca vi nada igual a isso, tantas flores que nunca vi ou ouvi falar.

- De onde você veio não tem plantas? Porque você fala de uma maneira que parece que nunca viu uma rosa na vida. - comentou a rainha com um leve sorriso. A pequena Aurora havia se sentado ao canto, onde havia um colchão, provavelmente para a menina ficar descansando ou brincando. Era uma criança tranquila, muito diferente da Aurora adulta.

- De uma certa maneira é verdade. De onde eu vim quase não existia flores e plantas, as poucas que existiam começaram a morrer por causa do veneno que a escuridão deixava. - contou a jovem fada com um semblante de tristeza.

- Eu nem imagino como seria ficar em um lugar assim sem plantas, flores, árvores e o canto dos pássaros. Você deve ter passado coisas muito ruins para chegar até aqui. - proferiu Áurea olhando para a jovem.

Aurora deu um meio sorriso ao perceber que tinha falado algo que não deveria, porém pareceu que sua mãe não preocupou-se em perguntar de onde ela veio ou até enchê-la de perguntas, ela apenas continuou a mexer nas flores e dizer a Aurora o nome de cada uma. A fada prestava a atenção nas mínimas coisas que sua mãe dizia, parecia estar em um sonho ao qual não queria acordar.

Algumas horas se passaram e Áurea pediu para que voltassem para o castelo, pois Cedric retornaria em breve. Aurora assentiu e as duas caminharam a passos largos de volta para o castelo. Ao chegarem, o rei estava sentado em um dos bancos dos jardins do palácio, bebericando uma xícara de chá. Logo Áurea, Aurora e a pequena Aurorinha juntaram-se a ele para degustarem as guloseimas da cesta de piquenique.

- Então, Íris, gostou do nosso reino? - perguntou Cedric ao mesmo tempo que enchia a boca de bolo de frutas.

- Sim, eu gostei muito. Avalon é um reino mágico e encantador, mas o que mais gostei foi a estufa de flores. - disse Aurora entusiasmada.

- Que bom! Nossa filha Aurora também ama. E Áurea disse que ela leva jeito com as plantas, apesar de ser tão pequenina. - o rei olhou para a criança sentada em seu colo e sorriu orgulhoso - Agora vamos comer algo, pois acho que não sou apenas eu quem estou com fome aqui. - falou Cedric dando uma risada e tirando mais um pedaço do bolo.

Aurora riu e pegou uma fruta que nunca tinha visto, entretanto parecia muito suculenta. Ela sentiu o perfume da fruta antes mesmo da primeira mordida, neste momento seu estômago embrulhou e uma ânsia a fez levantar rápido demais, que levou-a ao chão. Cedric levantou-se rapidamente depositando sua filha no banco e aproximou-se da jovem. Percebendo que ela estava desmaiada, pegou-a nos braços e a levou para dentro colocando-a em seu quarto. Depois de algum tempo, a jovem acordou meia zonza e sem saber ao certo o que estava acontecendo.

- Acalme-se, Íris, você teve um desmaio e precisa ficar tranquila e deitada. Cedric já mandou alguém até Dnestra para chamar Eudori. - falou Áurea com tom de preocupação.

- Eu não entendo o que aconteceu comigo, deve ter sido emoção ou cansaço. Desde que chegamos aqui pouco descansamos, temos tanta coisa para mudar e também temos que encontrar um motivo para manter esperança viva e que tudo vai dar certo no final. - disse Aurora um tanto agitada.

- Querida, você floresceu no momento mais difícil da sua vida. Pode ter apreciado ou não as tempestades, porém isso foi necessário para você amadurecer e tornar-se a mulher que é hoje. Íris, se você quer lutar pelo que veio lutar vá em frente, continue. Você vai conseguir tudo que quer, pois você tem capacidade para isso. - falou Áurea acariciando os cabelos da jovem fada - E quanto a esperança, ela surge quando você menos espera, a sua esperança está bem aqui.

Áurea colocou a mão no ventre de Aurora dizendo que ela teria algo a mais para lutar. A jovem fada colocou as mãos sobre a de sua mãe e em uma emoção extremamente forte colocou-se a chorar. Com a voz embargada disse apenas uma frase:

- Eu estou grávida?...

Áurea assentiu e as duas abraçaram-se envolvidas em uma emoção que seria difícil explicar, até mesmo para Cedric e Eudori, que viam a cena da porta do quarto. O amor de mãe tocou o coração de Áurea naquele momento e encheu o de Aurora com uma felicidade sem fim, fazendo seus pensamentos viajarem até Aaron, desejando que ele estivesse ali para comemorar com ela. Eudori aproximou-se da amiga, que também a abraçou, e chorou copiosamente de alegria em seu colo fazendo a mestiça também se emocionar.

Depois de um tempo, Aurora se recuperou e já estava pronta para partir. Deixar para trás seu reino e seus pais, porém deixando em seu coração as lembranças do maior amor do mundo. Cedric e Áurea fizeram questão de acompanhar as duas até o Portal do Destino. As duas despediram-se e novamente juntas, de mãos dadas, atravessaram de volta a Dnestra, porém Eudori sabia que aquela alegria que sua amiga sentira jamais iria acabar...


Notas Finais


Nossa, que lindo..... "Snif, snif..." Mãe e filha numa só emoção... "Snif, snif..."
Ah, me desculpem, leitores... As lágrimas estão rolando e estou fungando mesmo! Aurora vai ser mamãe! Agora pudemos entender o que Maya quis dizer que além de dela e Aurora haviam mais duas energias.

Pera! Mais duas energias??? Então serão dois bebês?? Caramba, que felicidade heim!

Mas a pergunta que não calar: os bebês serão fadas ou lobos? Ou meio fadas ou meios lobos? Eita!!! Kkkkkk
Vamos esperar pra ver!!!!!

Até o próximo capítulo!!!!

Imagens retiradas da internet. Direitos reservados aos autores.


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