História Minha eterna dor - Haverá perdão? - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ciumes, Desejos, Orlov, Pency, Richter, Romance, Violencia
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Palavras 2.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais uma nova historia.. Espero que gosto muito..essa eu levarei adiante, e se não gostar de ler conteúdo pesado, por favor, tem outras três historias a disposição.
Boa leitura. Na foto Tatiala Orlov!

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Minha eterna dor - Haverá perdão? - Capítulo 1 - Prólogo

TATIANA ORLOV

"Naquele dia frio, já tarde da noite, eu fui beber uma água. Roma, tem noites frias e secas, o que motiva a minha cede. Eu já havia bebido minha água, na cozinha do convento. O convento onde eu me preparava, para virar freira, e quem sabe um dia..ser uma madre exemplar, coordenando um convento ou um internato. Esse era o sonho da minha mãe, que eu servisse a Deus em sinceridade e por completo. Meu pai sempre foi um homem religioso, como todos na família, mas ele queria que eu me casasse com um bom homem de posses, religioso, que eu tivesse filhos e seguisse assim, pois ele queria netos e continuidade a sua genealogia, já que sou filha única.

Naquela noite, voltando para o meu quarto, o ar era rarefeito. Sinceramente..eu sentia um peso ao passar ali, algo que nunca senti antes. Tive vontade de correr, e assim eu fiz. Corri em direção ao meu quarto, que eu dividia com Amber, porém essa, viajou em visita a um outro convento. Ordens do padre Richter, que é superior da madre. Entro em meu quarto, e subo na cama. Decido que é melhor trancar a porta. Me aproximo cuidadosamente da porta de madeira maciço branca, e seguro a maçaneta. Invés de eu conseguir tranca-la, ela abruptamente foi aberta. Eu me assustei e corri para a cama, segurando o terço branco, que ganhei da minha mãe, quando nasci. Estava escuro, e eu tentei gritar, mas minha boca foi tampada, e tudo que se ouvia eram palavras embaralhadas, contidas pelo tecido em minha boca. Eu não consegui ver seu rosto, mas era um homem. Ele trancou a porta ainda me segurando, e me jogou na cama. No momento em que ele retirou seu cinto, eu corri para porta. Eu tentei correr, mais fui contida. Tentei gritar, mais fui calada. Eu estava com medo, medo do que esse homem poderia fazer. Sou jovem demais para morrer, e ainda não cumpri, meus objetivos. Meu sonho de ser freira.

Eu lutei contra o homem, e imaginei coisa bem pior que a morte, quando vi sua calça ser abaixada. Temi, temi pelo pior, que estava prestes a acontecer. O homem se inclinou, e com ajuda da luz da lua, reconheci seu rosto. Fiquei em choque, ao ver o padre Richter ali. Meu peito se apertou. Deus..como pode um homem santo, fazer isso com alguém? E por que comigo? Virgem..virgem santíssima, mãe de Jesus, interceda para que seu filho, venha ao meu favor.

-Calma coisa linda, só vai doer um pouquinho- os lábios desse padre que se tornou um ser asqueroso para mim, possuíram meus lábios. Meus lábios que até então, eram puros.. puros no falar, estes que nunca foram profanos, acabam de se contaminar com um beijo, um beijo de um louco para piorar. Louco pois para fazer isso, apenas um louco. Quando ele afastou seus lábios dos meus, eu cuspi em sua face, e comecei a gritar. Minha boca foi tampada outra vez, e eu recebi um tapa, um tapa que em minha vida, nunca havia recebido. Um tapa tão forte, que me fez virar o rosto.

-Não brinque comigo, noviçazinha. Eu vou provar você, e ninguém vai impedir.- senti meu vestido ser levantado, e minha roupa intima ser rasgada. Eu estremeci.

Harry Richter, foi o primeiro e único homem, ao qual senti algo, mas eu jamais poderia ama-lo. Ele é um padre, e eu quero ser freira. Jamais poderia me entregar como sua esposa. E o que ele, um homem formado, com seus 22 anos, iria querer com uma menina de 17, como eu, caso não fosse padre? Pior que eu reprimi esse sentimento, e apenas o tratei como padre, sem jamais deseja-lo. Mas agora..agora ele me desvirtua. Por que? O que lhe fiz?

-Por favor padre..ainda há tempo de voltar atrás- falei segurando minhas lágrimas, enquanto sua mão tocava minha parte intima, me causando uma sensação estranha.

-Não seja boba menina..eu e você, não nascemos para sermos santos- eu..senti o momento em que ele me invadiu, e eu chorei sentindo um ardor em minha intimidade. Por que a virgem santa não veio ao meu favor?

Eu chorava com a dor, a humilhação, e por ter agora, meu sonho intervido. Eu não teria como esconder das freiras, meus lençóis sujos de sangue. Eu apenas senti o mal que o padre estava me fazendo, mesmo que meu corpo, não reagisse como a devida forma. Ele não entendia que aquilo era errado, e gostava disso. Mas minha mente é diferente de meu corpo. Eu sou sã.

-Ah..faz tempo que não fico com alguém como você. As mulheres da rua, que são de vida fácil,não são tão gostosas assim..eu vou querer repitir isso- ele diz e eu sinto algo quente em mim. O padre se enterra em mim mais algumas vezes, e sai dali, mas sem me causar o alivio.

-Isso ficará entre nós noviça. Acredito que não quer ser expulsa do convento, por tentar seduzir um padre- eu choro copiosamente com sua fala. Como ele me diz isso? Eu apenas fui beber água.- Olha pra mim..- ele ergueu meu rosto- Se recupere bem..pois amanhã eu voltarei.

O ser asqueroso, que muitos denominam de padre, saiu do meu quarto. Eu fiquei ali, no canto da minha cama atordoada, e infeliz. Agora sou mais uma imunda. Esse ser repugnante me disvirginou, e agora sou impura. Não tenho mais o direito, em servir a Deus..e que Deus é esse? Na verdade, Maria com certeza, não foi ao seu encontro, pedir por mim. Onde estavam os santos, enquanto eu estava aqui, sofrendo esse mal demoníaco? Aquele ser só pode estar possesso, possesso de espíritos mals, anjos caídos. Por que os santos dos céus, não olharam para mim, nesse momento de sofrimento, no momento em que eu fiquei a mercê desse homem? E quem vai acreditar em uma noviça, ao dizer que um padre renomado, abusou de mim?"

Acordo num susto, sentindo uma dor de cabeça inevitável, causada por minhas lembranças, que pertubam meus sonhos. Cinco anos se passaram, e eu ainda não aprendi, a conviver com esse pesadelo. Sempre parece tão real. Me levanto da cama lentamente, vendo as frestas de sol, entrando pela cortina. Olho as horas, e bufo descobrindo que são 8h de um domingo. Quase nunca tenho um domingo tranquilo, onde posso recostar minha cabeça no travesseiro, e dormir, retirando toda essa exaustão, que a semana me faz sentir.

-Mãe.. Mamãe- Charles entra em meu quarto com seus gritos matinais.

-O que foi dessa vez Charles?- pergunto coçando o olho direito.

-Hoje é domingo. Dia de sair- acabo sorrindo pelo seu alvoroço.

-Sim..eu sei disso. Agora vamos preparar o café- levanto indo até meu guarda roupa- Me espere lá na sala, enquanto vou me aprontar.- meu filho assentiu e saiu correndo dali.

Caminhei até o banheiro na suíte, e tomei meu banho, ocupando minha mente com as peraltices do meu filho, me fazendo esquecer completamente, dos mals passados.

[…]

Caminhamos no parque, enquanto tomamos sorvete, e nos sentamos próximos ao lago. Moscou já foi uma cidade mais calma. Antes de eu se quer engravidar, eu vivia em uma cidade pacata. Roma era um local bem calmo. Nao se via assaltos ou coisas do tipo, por lá. E eu evito lembrar daquele lugar, apenas pelo mal que me aconteceu.

-Mãe.. Quando vamos ao museu internacional de Moscou? Quero ver os dinossauros- Charles pergunta eufórico.

-Ai filho.. eu gostaria de fazer isso em breve, mais a mamãe, começa no novo emprego amanhã, e vou ter menos tempo. Talvez a babá Rose te leve- ele nega com a cabeça.

-Só vou quando você for- ele faz birra.

-Olha..seja um menino bonzinho. Lembre-se que a virgem, está te olhando- falo lhe fazendo um carinho.

-Mamãe.. por que a virgem é santa?- suspirei com essa pergunta e dei um sorriso.

-Porque ela teve um filho dado pelo espírito santo, ainda virgem meu amor- respondi provando um pouco de meu sorvete.

-Mais mãe.. ela não teve filhos depois? Era casada e teve outros filhos. Será que ela nunca pecou também? Será que os passos dela sempre foram corretos como os de Jesus?- eu parei para pensar sobre essa questão. Quando você conversa com um a criança de cinco anos, que ler demais, você consegue bons diálogos, sem precisar de amigos.

-Talvez filho..talvez. Acho que não é certo afirmar que ela é santa Charles, mas também não é certo negar sua santidade. Assim como nós temos nossas crenças, muitos tem as deles diferentes, e outros nem tem- digo suspirando.

-Hum..mãe..

-Oi?

-Quando eu vou ir ver meus avós, e meu pai?- um frio percorreu minha espinha, e a lembrança daquele ser asqueroso e de minha familia me abandonando, veio a tona.

-Se Deus quiser, nunca, e assim eu espero- respondi.

-Mas por que?- Charles pergunta.

-Charles, já chega desse tipo de pergunta. Termine esse sorvete e vamos para casa- ele suspirou e terminou seu sorvete. Entramos em meu carro, e partimos para o nosso apartamento. Varias lembranças vieram me perturbar.

"Eu havia tomado diversos banhos, passado óleos consagrados em meu corpo, durante o dia, eu não saia da capela. Segurava o terço a todos os momentos. Todas as noites, o padre asqueroso me visitava. Eu me sentia cada vez mais imunda. As vezes ele vinha apenas para abusar de mim, outras vezes, queria me cuidar e ser carinhoso. Eu não entendia o porquê disso, nem o motivo disso ser comigo. Passados uns três meses naquela tortura, eu passei mal, muito mal. Não comia direito, e todos me adibertiam sobre isso, inclusive o próprio padre. Eu tive um ataque epilético, por quantidades enormes de estresse e o jejum que eu fazia diariamente, para me limpar. Quem me levou ao hospital, foi uma irmã, seu nome era Paulínia. Foi quando descobri estar grávida. Eu chorei e a irmã obviamente, rezou o terço. Eu a implorei para não contar a ninguém, e ela concordou. Naquele dia, eu voltei de desnorteada para o convento. A madre superiora, pensou que fosse apenas um mal estar por eu não comer a dias, pelo meu jejum, e mandou me preparar um banquete. Depois do jantar, todas dormiam e eu fui até a casa do padre, bem proxima ao convento, próxima a uma mata. Eu senti medo sim, medo de que ele me agarrassem novamente, mas agora, a desgraça já estava feita. Eu estava gravida, meu sonho interromido, seria eu excomungada do convento, meus pais iriam me odiar, principalmente minha mãe. Eu bati a porta do padre, e logo ele atendeu. Ao me ver, ele ficou confuso, mas logo sorriu.

-Eu..eu posso entrar padre?- ele sorriu largamente, e me deu passagem. Assim que entrei, ele passou a chave na porta, e se aproximou. Eu senti medo sim, mas dessa vez eu estava desnorteada, e eu já não ligava. Eu o amei por tanto tempo, e reprimi isso, agora ele tocou em mim, e eu estou suja. Por que não cometer um pecado?

-Estava com saudades noviça?- eu senti sua mão em mim, e um arrepio em meu corpo. Eu estava ali por vontade própria, e independente do que acontecesse, o pecado já havia sido concretizado. Ele abusou de mim, e eu o desejei, hoje.

-Padre..eu vim conversar com o senhor e dependendo..- suspiro- preciso muito conversar com você Harry Richter.

-Diga minha diabinha.- ele diz com seu sorriso demoníaco no rosto.

-Eu..não sei o porquê de você, ter escolhido justo a mim, para fazer suas maldades. Ha tantas outras garotas naquele convento, que estão ali obrigadas, que querem suas vidas baladeiras. Eu só vim para esse lugar, por ser meu sonho ser freira.. E agora você me desgracou.

-Ora..faça como eu. O pecado é bom, e ninguém precisa saber dele- eu suspiro extasiada.

Eu não pequei, eu fui abusada. E o seu pecado, esta me trazendo consequências- falei tentand manter a calma.

-Não diga bobagens Tatiana. Todos sabem que vocês, os Orlov's, tem uma carne limpa por fora, que esconde a podridão de dentro. Você não é diferente.. se diz santa e tudo mais, porém estremeceu embaixo de mim- eu senti meus olhos marejarem.- Você gostou Tatiana. Você é só mais uma Orlov, que se esconde atrás do celibato.

-Eu..não tenho controle do meu corpo. E sim, eu senti as sensações. E outra padre..eu te amei- ele me encarou surpreso- Te amei em silêncio. Escondi esse sentimento e nunca o desejei. Mas..você abusou de mim e eu não pude fazer nada contra.

-Você me ama? Olha que maravilha. Então não vai se importar, de ser minha outra vez- ele me pegou em seu colo, e me deitou na cama.- Não sabe o porquê do que eu fiz? Pois eu também tenho meus sentimentos por você Tatiana- a chuva começou a cair, e bem forte.- Eu te desejei desde o primeiro segundo em que a vi, tive vontade de arrasta-la para minha cama. Mas não podia..e você..é a primeira em que eu forço. E no fundo eu sabia, que você gostaria.

-Eu não falei isso Harry. Eu vim aqui, apenas lhe dar um adeus. Em breve serei expulsa do convento- ele se levantou.

-Você contou a alguem?- ele perguntou.

-Não se preocupe "padre". O seu pecado, vai ir comigo para o túmulo. Mas..graças a você..eu perdi meu sonho. Você.. me engravidou- ele ficou branco, e surpreso.

-Co..com? O que você esta falando, noviça?- eu bufei.

-Pare de me chamar dessa merda de noviça. Esse caralho eu não serei mais. E sim Harry Richter. Eu estou gravida de você- ele socou sua mesa e me encarou.

-Por que não se preveniu?- arregalei os olhos estática.

-Eu? Esta se ouvindo? Como eu, que fui criada para o celibato, era virgem até suas mãos asquerosas tocarem em mim, saberia o que deveria fazer? E como eu o faria, se a madre e as irmãs sempre estão por perto?

-Esta bem..eu deveria ter usado a porra do preservativo- ele me encarou, se aproximou e sorriu- Obrigado.

-Obrigado?- questiono sem entender.

-Por estar me dando um filho..e por conta disso, a farei ter um orgasmo delicioso essa noite- ele disse outra vez me deitando na cama.

-Você é louco? A minha vida acaba de ser destruída por você. O que pretende fazer?

-Eu? Continuar transando com você, até quando aguentar. E depois que nosso filho nascer, voltaremos a transar de novo.

-Você não consegue raciocinar? A irmã Paulínia sabe que estou gravida. Ela me levou ao hospital e em breve a madre vai saber. Eu serei excomungada e repudiada pela minha família, por ser mãe solteira e menor de idade- gritei deixando as lagrimas escorrerem.

-Olha..eu não ligo ta ok. Eu só estava em busca de prazer com você, e veio..esse bebê.

-Veio não. Pois ele não vai vim- falei em um momento de nervoso.

-Aborto é pecado noviça Tatiana- o padre debochou.

-Eu não serei mãe solteira, se eu não vou poder ter minha vida tão sonhada, não terei esse seu filho- eu ia sair daquela casa, mas ele me puxou segurando meu rosto.

-Você vai ter meu filho sim. Ninguém mandou, não ser esperta como as outras gsrotas. Então tire a porra dessa ideia da cabeça. Eu vou ver o que faço- me soltei dele.

-Você não vai fazer nada. Eu serei expulsa daqui, receberei diversos sermões dos meus pais, irei para meu país, e vou retirar esse feto. Ninguém nunca saberá que você, fez isso comigo- digo andando até a porta, e ele outra vez me puxa, só que dessa vez me jogando na cama, e subindo em mim.

-Eu já lhe disse que algo vou fazer.. Então se cale, e contente-se em ser minha- eu fui calada novamente, e a ideia que eu tinha de me entregar por amor, foi por água abaixo. Mais uma vez, eu queria ir embora, mas fui obrigada a ficar, e a ter relações com ele"

Essas drogas de lembranças deveriam sumir, da merda da minha cabeça.


Notas Finais


O que acharam desse primeiro capítulo meus amores?


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