História Possessed - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Demonios, Mistério, Ocultismo, Pansexual, Panssexual, Possessão
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Palavras 1.966
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Luta, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


No pôster: Dante e Erick

Capítulo 11 - Rito 2 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Possessed - Capítulo 11 - Rito 2 - Capítulo 3

11

Naquele momento, o falso Dante em um impulso, soltou a faca e caiu no chão e começou a se contorcer novamente, percebi que Erick estava se levantando e mais uma vez recitando as palavras expulsórias, tentei ajudá-lo, mas não fui capaz, por estar ainda em forma de genus daemorium. Dani então se juntou a ele, e com ajuda da cruz, que havia sido banhada na bebida santa, posicionada na testa daquele corpo, levou a um acontecimento extraordinário, aquele mesmo ser, que vi na escuridão, que no dia do ritual me proporcionou os piores calafrios da vida, e que passou todo esse tempo se passando por mim, estava ali, visível na frente de todos, ele era tão grande que mal cabia naquele recinto, porém em segundos virou um espectro negro e flutuou rapidamente para distante de nossa presença. Todos ficamos em silêncio por alguns instantes, me acalmei e tornei a forma humana, Erick caminhou em minha direção e me abraçou, então olhou em meus olhos e disse: —Desculpa. – Foi então que senti uma dor excruciante, ele estava falando em latim, eu conhecia aquelas palavras e não relutei, me entreguei à escuridão.

***

Abri os olhos e estava de volta em meu corpo, deitado na cama quebrada daquele quarto de hotel, ao meu lado estava a garota a qual meu espirito habitou, na poltrona ao lado Erick dormia, em minha frente estava Dani, sentada em uma cadeira me observando.

—Aquele ser nojento estava em meu corpo desde o ritual. Quanto tempo faz desde aquele dia? – Perguntei, Dani se assustou ao me ver falando.

—Dante, me perdoa, eu deveria saber que não era você... E com aquela música eu tive certeza... Pois você... Ele... Agia de um jeito tão estranho. – A tristeza emanava do olhar de Dani.

—Dani, não tem problema algum, não se preocupe. Eu preciso agora me situar em todos os acontecimentos para poder ajudá-los. – Eu disse e ela ignorou meu pedido, calada, veio em minha direção, me abraçou, olhou fundo nos meus olhos e me beijou, nossa respiração se juntou e meu corpo relaxou. Aquela pele contra a minha me causava arrepios, aquele cheiro era reconfortante. Deitei em seu ombro por alguns segundos e então ela começou:

—Bem, há aproximadamente um mês e meio, durante o ritual, após os seguranças terem feito aquilo a mim e a Layla, Enzo apareceu com o garoto Lucas e deu gotas do seu sangue para Layla, que rapidamente acordou de seu afogamento, ele entrou no galpão e nesse momento um dos guardas me atacou e eu acabei desmaiando, quando acordei vi que Enzo havia atacado os guardas e fizemos um plano para te salvar, já que Enzo levou Lucas até aquela mansão e Francis Ulrich já sabia que ele estaria lá, era a escolha obvia para seu filho ir com o garoto. Fingi continuar desmaiada para entrarmos no galpão e te salvar... Dante aquela foi uma das cenas mais horríveis que vi na minha vida, várias daquelas pessoas conseguiram fugir, mas conseguimos ferir e até mesmo matar alguns. E então você apareceu, sujo de sangue, nu, porém saudável e bem. Aquelas pessoas voltaram para seus cargos de influência sem sofrer uma consequência sequer, e o que pensávamos ser você disse que se infiltraria na Build Corporation, ele que nos trouxe a informação que o próximo ritual seria feito com 10 mulheres, e que algumas delas foram treinadas para serem expulsoras, as quais quase todas foram treinadas no mesmo lugar que nós. Porém ele não sabia como encontrá-las e Dante, agora eu vejo como ele nos usou, eu entreguei vários dos registros que eu tinha para ele, e esses registros provavelmente já estão nas mãos daquelas pessoas. Eu fui tão estupida.

—Você não foi estupida, ele que te enganou, e nós iremos conseguir voltar à ativa... – Então expliquei o que havia acontecido comigo todo esse tempo. Resolvi tomar um banho para espairecer enquanto Dani disse que compraria ingredientes para nossa refeição.

Quando saí do banheiro a moça a qual eu habitei o corpo, ainda estava adormecida, Erick também, e dessa vez estava deitado no lugar onde eu estava anteriormente, resolvi sair do quarto e me deparei com Layla sentada no sofá. A porta para a varanda estava aberta e vi Enzo encarando o horizonte. Layla se levantou e com lágrimas nos olhos me abraçou, expliquei para ela o que havia ocorrido e percebi que Enzo escutava tudo de onde estava. Perguntei a ela sobre a moça a qual eu tinha habitado.

—A conheci tem mais ou menos uma semana, se chama Ashley e ela estava nos seguindo há quase um mês, período que a amiga que mora junto com ela desapareceu, ela é uma repórter investigativa e com isso ela apareceu na delegacia para reportar o desaparecimento, porém o chefe de polícia, que desde o acontecido no galpão tem tentado me demitir, fez pouco caso, resolvi ajudá-la e ela me esclareceu que sabia quem eu era e que estava a par que eu sabia desse mundo demoníaco, já que ela tinha seguido a mim e meus amigos por alguns dias. Acabamos ficando muito próximas e noite passada dormimos juntas, foi quando eu descobri que ela também era uma genus daemorium, devido àquela tatuagem em sua perna, porém eu nunca contei para ela sobre o ritual e nem sobre o nome dos meus amigos, por isso aquela minha reação exagerada, me desculpe.

—Layla, você não tem nada que se preocupar. Tudo que você fez foi para o bem de nossos amigos e eu prezo muito isso, já que vocês são as pessoas que mais amo nessa vida. – Nos abraçamos novamente e eu pedi para que ela fosse tentar esclarecer as coisas para Ashley, pois tínhamos muito a fazer. E então caminhei em direção da varanda. Em direção a Enzo.

—Obrigado por acreditar em mim, e me desculpa por ter duvidado de você. – Eu disse chegando ao seu lado e encostando meu ombro no dele.

—Dante, muita coisa está diferente, e desde aquele dia do ritual você estava diferente, não só comigo, mas com todos, parecia que você não tinha coração, 6 meninas desapareceram e você parecia desgarrado para encontrar as possíveis próximas desaparecidas, tentamos entrar em contato com as famílias e você nem se importava, era óbvio que algo estava errado, mas ninguém queria comentar, achávamos que era o trauma de ter passado pelo ritual. Mal conversávamos a sós... eu senti muito sua falta! – Enzo tinha aquele sorriso sedutor que me desequilibrava, seu semblante meio triste me fazia sentir tão culpado. Encarei aqueles grandes olhos e acariciei a sua barba, Enzo segurou minha mão e fechou os olhos, sentindo meu carinho. Nossas bocas se tocaram e pude sentir seu cheiro que me fez bastante falta. Nos abraçamos por alguns segundos e então Layla apareceu na varanda, ela se posicionou entre nós, coloquei a mão por trás em sua cintura e Enzo colocou a mão no ombro de Layla. Dani entrou na varanda e parou ao meu outro lado colocando a cabeça em meu ombro. E os quatro estavam encarando o horizonte, o sol estava nascendo e também a esperança de que poderíamos resolver o que estava por vir.

***

—6 moças desapareceram? – Perguntou Erick enquanto comia aquela fatia de lasanha especial que Enzo e Ashley haviam preparado para o almoço.

—Sim e uma delas é minha amiga e colega de quarto: Aylin. – Disse Ashley.

—Nós conseguimos os registros no instituto, Dani pegou para a gente, porém deixamos vários em posse de Dante, quer dizer, do impostor. – Disse Layla

—O “Dante de Taubaté” que levou tudo e deu nas mãos de Francis Ulrich? – Perguntou Erick.

—Nós expulsores sempre mantemos o sigilo, são poucos os que fazem como Dani e eu fizemos, como distribuir cartões e criar websites, provavelmente ele pegou essa lista para encontrar essas pessoas para o ritual e não para preveni-las. – Eu disse com convicção de que aquela era a real intenção de Ulrich. Meu celular apitou e era uma mensagem de Francis Ulrich: |Onde você está? Encontramos a sétima garota.|. Mostrei aquilo para todos.

—Você não vai se passar por aquele ser nunca está me entendendo Dante?! É muito perigoso! – Disse Dani.

—Enzo irá comigo, ele pode andar livremente ainda pelos corredores da Build e ainda por cima, Francis Ulrich acha que ainda sou Malum e que continuo brincando de agente duplo. É a vantagem que precisávamos!

—E eu vou com vocês, ele provavelmente não se lembra mais de mim, já que nos encontramos há mais de 10 anos. – Disse Erick.

—Mas, pelas fotos que vi, você continua com a mesma cara, não envelheceu um dia. Ele pode perceber – Disse Dani.

—Ele não vai perceber contanto que não o veja, ele pode ser nosso vigia! – Disse Enzo concordando com meu plano.

—Então tenham cuidado. Sendo assim Layla, Ash e eu podemos continuar olhando os registros que temos, tem essa senhora que era expulsora, ela hoje em dia é a dona do hospital Lince, única herdeira de lá, íamos visitá-la com o impostor antes disso acontecer. – Disse Dani.

—Então está combinado, qualquer coisa mandem uma mensagem para mim, só preciso aprender a lidar com esses aparelhos. – Disse Erick sorrindo.

—Vamos nessa, e no caminho tentem atualizar Erick do quanto a tecnologia já evoluiu nesses últimos anos! – Disse Layla.

***

Entramos na Build Corporation rindo ao ver a reação animada de Erick por ter descoberto que Star Wars já estava em sua terceira trilogia. Erick era naturalmente excitado, o que deixava o clima mais leve naquela situação em que tínhamos de agir com naturalidade.

—Eu sabia que Luke Skywalker voltaria. Assim como nos quadrinhos Leia e Han tiveram um filho Jedi e outro rendido pelo lado negro da força? – Erick dizia isso enquanto estávamos dentro do elevador e algumas pessoas o olhavam estranho, outras davam sorrisos disfarçados, até que chegamos ao 12º andar. Aquela sala que me trouxera momentos desagradáveis, e a Enzo também.

—O senhor Ulrich os aguarda. – Disse um rapaz pálido e jovem que ocupava a mesa da antiga secretária do sr. Ulrich.

Pensei em agradecer, mas acho que não era necessário. Erick murmurou que tinha a impressão de conhecer aquele rapaz de algum lugar, o que me fez lembrar de que era melhor que Erick permanecesse do lado de fora. Então adentrei a sala de Francis Ulrich acompanhado de Enzo.

—Ora, Enzo, que surpresa agradável meu filho. – Disse o Sr. Ulrich.

—Consegui dissuadi-lo, ele nos ajudará a capturar a sétima garota. – Eu disse temendo que ele percebesse que eu já estava em meu corpo novamente.

—Não se preocupe, não iremos precisar capturá-la, até porque nosso último palpite estava correto, Fantine Lince, dona da rede de hospitais, é uma antiga expulsora e também uma genus daemorium, e decidiu colaborar conosco, e melhor ainda... – Francis Ulrich foi interrompido pelo grande barulho que veio da porta de seu escritório. Erick e o assistente entraram rolando pela sala, o assistente atingia Erick com força na barriga, e sangue brotava dos lábios de Erick. O assistente soltou Erick e começou a levitar e então encarou-me, seus olhos não estavam em estado normal, existiam uma variedade de pupilas envoltas por uma grande íris de cor castanha, os barulhos que saiam de sua boca eram repugnantes. Enzo já estava em forma de genus daemorium e agachado ao lado de Erick dando um pouco de seu sangue para que ele pudesse melhorar. Erick com dificuldade falou:

—Esse é Mateus, o garoto que salvei, porém Malum agora habita seu corpo!

—E acho melhor vocês não tentarem nada contra nós, pois como eu estava dizendo, a Sra. Lince além de colaborar conosco, nos serviu de grande ajuda a capturar as três garotas restantes para o ritual. Três jovens garotas que entraram de bom grado em sua casa. Três jovens garotas, e acho que vocês as conhecem muito bem.



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