História Possession - Capítulo 6


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Categorias JoJo no Kimyou na Bouken (JoJo's Bizarre Adventure)
Personagens Dio Brando, Erina Pendleton, Jonathan Joestar, Robert Edward O. Speedwagon (REO), William Anthonio Zeppeli
Tags Dio Brando, Diojona, Drama, Jonadio, Jonathan Joestar, Phantom Blood, Yaoi
Visualizações 30
Palavras 2.465
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Seinen, Shounen, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 6 - Capítulo V: O Destino


Fanfic / Fanfiction Possession - Capítulo 6 - Capítulo V: O Destino

Tudo o que aconteceu foi inevitável.

Ter nascido de uma mãe tola e de um desprezível pai. Depois, adotado pela família rica. E lidar com o irmão de criação e novos e antigos sentimentos decorrentes disso. Até a posse da máscara de pedra e suas consequências.

Tudo fora determinado para, assim, chegar a este ponto definitivo.

Tão certo como peças de um quebra-cabeça ou as voltas intermináveis dos ponteiros de um relógio.

Era o destino.

Dio absorveu e internalizou tal concepção no mesmo instante que se tornara um ser imortal.

E com JoJo presente, a percepção se tornava ainda mais nítida, inalterada, compreendida em sua totalidade pelo vampiro.

Seria ingenuidade de sua parte, admitiu, senão uma pura tolice, não aceitar e compreender o fado predestinado também de Jonathan; o nascido de uma família nobre, abastada e adorável. Com senso inerente de justiça e força de vontade inabalável ao lidar com um novo irmão adotivo que, inicialmente, estava disposto a transformar sua vida num inferno. Mas acabara corroborando na transformação do homem que Jonathan Joestar se tornou hoje, detendo um poder equiparável aos seus, sendo a sua contraparte nessa história.

E isso também era o destino.

Dio precisou de alguns instantes para assimilar aquela força que o arrebatou para longe do pescoço de sua, até então, presa; estava tão inerte e imerso nos sentimentos e sensações que captava ao sugar o sangue de JoJo, que sequer imaginou a possibilidade de ser contra-atacado por ele.

O vampiro sabia dos sentimentos puros de JoJo dos quais lhe eram direcionados, o que não seria a primeira vez.

Mas diferente de saber, era estar transbordado de algo que Dio nunca sequer vislumbrou antes; ah, os sorrisos gerados em JoJo só por ter passado por ele.

Os olhares travessos compartilhados quando, uma vez, pegaram uma caixa inteira de chocolates suíços e a comeram às escondidas. Da voz manhosa de JoJo ao chamá-lo para ficarem juntos numa noite de chuva, e a tranquilidade cobrir o jovem Joestar como um manto numa noite fria pelo simples fato de Dio estar ao seu lado...

Como? Como um ser tão cruel pôde alimentar tal felicidade em alguém tão amável como Jonathan?

Dio lembrava-se em demasia das maldades que cometera contra ele e isso sempre parecia pesar mais na balança.

Faziam-no questionar o que havia de bom em si que pudesse doar-se para Jonathan, entretanto, não havia resposta, nunca teve provas de sua presença benéfica, pois enxergava-se como leviano que era.

Mas a felicidade de JoJo foi arrebatadora e tão quão reveladora para si.

E quando Dio se deu conta do que havia acontecido, Jonathan, mantendo-o contra o chão, desferia brutalmente socos sequenciais em seu rosto que poderiam facilmente deformá-lo.

Dio estava tão atordoado que não conseguiu evitar os golpes. Contudo, percebeu que havia algo de diferente naquela violência. Familiar, mas diferente.

Recordou-se do repelão estranho que sentira ao esfaquear Zeppeli, porém, de alguma maneira, estava potencializado no irmão mais novo.

Sim, Dio havia sido repelido, não sugara o sangue dele o suficiente, pois Jonathan utilizou aquele maldito poder para impedi-lo.

Como?! Desde quando ele... ? Zeppeli, ele... era seu mentor! Zeppeli ensinou esse poder para JoJo! Aquele maldito mordomo conseguiu ocultar isso de mim!?

JoJo estava sentado sobre a barriga do vampiro, golpeando-o sem descanso.

Dio teve sérias dificuldades para segurar os punhos cerrados do irmão tão decidido a acabar com a sua recente eterna vida, surpreendendo-se em paralelo com a demora em regenerar os tecidos danificados de sua pele.

Os olhos azuis estavam inflamados de pura determinação, o que poderiam ser confundidos com um instinto assassino obscuro que nunca esteve lá. Mas bastou para tirar completamente o ar dos pulmões do vampiro, mesmo que ele sequer o precisasse.

Sua expressão atônita fez com que JoJo parasse de batê-lo, voltando a olhá-lo com os punhos hasteados, apenas com desconfiança, desta vez.

— Diga-me por que, Dio?! – inquiriu com valentia, mas engoliu em seco para o que testemunhou em seguida.

As contusões no rosto do vampiro foram desaparecendo conforme a pele leitosa e tão doentia se regenerava.

Dio tomou esse tempo para sustentar o olhar dissecante do irmão.

— Não vai acreditar se eu disser... – sussurrou sem desviar o olhar, erguendo-se o suficiente para apoiar-se pelos cotovelos. Evitou o cinismo e a arrogância em seu tom de voz e expressões. — Posso te mostrar, mas para isso terá que me deixar beber de seu sangue.

JoJo arregalou os olhos em resposta, Dio pôde sentir uma pequena onda de pânico perpassar na feição austera do irmão mortal.

— Você quer me ver morto ou quer me transformar numa criatura sem alma! – Por algum motivo desconhecido, Dio sentiu seu coração morto palpitar ao perceber o sofrimento latente na voz do outro.

Afinal, o irmão não negara oferecer o próprio sangue, mas parecia muito mais desolado com o que Dio estava disposto a fazer como vampiro, que só ressaltava a maldade irreversível nele que JoJo insistia em não ver.

No fundo, você ainda quer acreditar que eu agirei com benevolência... Céus... Não percebe que isso ainda vai te matar?

Dio suspirou, revirando os olhos.

— Não nego que a ideia de transformá-lo passou pela minha cabeça, contudo, não se trata disso, JoJo. Não quero matá-lo.

— Não? – JoJo franziu a testa. — Não vou confiar em...

Dio o interrompeu:

— Fui inundado com as mais belas visões e sensações de pura felicidade quando o mordi... eu estava verdadeiramente inebriado. Então, era assim que você se sentia quando estava comigo?

JoJo amenizou seu semblante, sua respiração entrecortada dava a Dio a ideia de que ele fora pego de surpresa com aquela indagação, mas que sabia ser verdade, pois também havia visto, sentindo e talvez ainda lutasse contra isso, internamente.

O mais novo fez menção de se afastar, para fugir daquele olhar predatório, mas Dio evitou à distância e a atenuou, mantendo-no em seu colo, segurando o rosto do irmão com ternura inesperada.

Sentia a respiração de JoJo bater contra sua pele.

Poucos centímetros separavam seus lábios.

— Quer mesmo saber como me sinto, JoJo? – indagou com uma voz sedosa, quase inaudível. — Quer saber a razão por trás de tudo que fiz? Se não confia em minhas palavras, pode confiar nas visões, que é algo que nem mesmo eu, Dio, posso controlar.

Dio sorriu brevemente pelo paradoxo criado e a sinuca de bico que JoJo se encontrava. Queria deixá-lo cada vez mais perdido, propenso a cometer um erro.

Como um pequeno camundongo encurralado por um felino.

Abaixou as mãos, deslizando-as pelo peitoral avantajado e, por fim, repousando-as na cintura do irmão.

A camisa sem mangas que JoJo usava parecia minúscula naquele torço tão definido, o que fez Dio morder levemente o lábio inferior.

Posso removê-la num piscar de olhos.

JoJo demorou para responder, apesar de visivelmente desconfortável naquela situação, estreitou as pálpebras enquanto analisava os olhos de íris rubra cristalina de Dio, que, por sua vez, não sabia se JoJo tentava identificar algum sinal de zombaria ou mesmo uma mentira em seus dizeres e feições, ou focava-se definida ou indefinidamente para alguma beleza não catalogada.

O bem – estando mais para o mal – da verdade era que, desta vez, JoJo estava mais propenso a protestar diante da aproximação provocativa do ser sanguinário do que ceder à ela. Afinal, sua determinação era de ferro e Dio, agora, era um vampiro.

Ainda assim, pôde sondar a mente do mais novo e afirmar o quanto ele ainda o desejava também.

Atrevido que era, Dio passou a língua sobre os lábios entreabertos de JoJo, o convidando para um distinto beijo mais sedento e, talvez, mortal.

— Tenho todo o tempo do mundo para obter sua resposta, irmãozinho – gracejou. — Posso te conceder o mesmo privilégio de desfrutar da vida eterna, ao meu lado.

— O que você chama de vida ou privilégios, eu só vejo como condenação da própria alma. – JoJo se enrijeceu, claramente achando a ideia toda pavorosa.

— Oh-ho... mas não consegue ver o mal encarnado que eu sempre fui. Que visão seletiva, JoJo. – Riu-se, divertido, como se nada estivesse acontecendo na vida dos dois.

JoJo não acompanhou Dio na risada e nem se sentia menos incômodo.

Claro, seu amor se tornou a personificação da maldade, sem remorso ou dúvidas.

Seria difícil simplesmente virar as costas para tudo o que aconteceu, aceitar que Dio matou inocentes para se tornar quem ele era, porque, mesmo agora, ele continuará matando para sobreviver.

Em algum momento, Dio tinha certeza disso, ambos discutiriam à moralidade da situação, muito embora fosse uma tremenda chatice para o ser imortal.

E não mais que de repente, o vampiro perdeu sua leve conexão com o mordomo zumbi.

Isso só podia significar uma coisa e Dio não desejava romper com a atração que usava em JoJo.

Por isso, não aguardou por uma brecha, preferiu fazê-la acontecer por sua vontade.

Levantou-se do chão de onde estavam, erguendo JoJo consigo, com facilidade, e foram até a cama, deitando seu amado irmão sobre o colchão para deitar-se por cima daquele corpo tão quente. Tomou para si os lábios de JoJo sem resistência alguma.

Ouviu o coração disparado do irmão retumbar nos próprios ouvidos, sendo capaz até mesmo de ver cada veia e artéria sendo irrigadas com o néctar tão precioso.

E o beijo de língua só foi finalizado para dar lugar ao beijo de sangue.

Dio mordiscou o maxilar e aquele queixo de herói que deixava JoJo tão bonito, e se voltou para o pescoço dele.

Não daria tempo para JoJo recuar, não era interessante deixá-lo pensar demais sobre o que estava para acontecer.

Usara todo o seu charme vampiresco e a bagagem de um relacionamento proibido a seu favor. E faria valer a pena.

As presas, tão protuberantes, fincaram mais uma vez no pescoço de JoJo. Cravou novos furos contra a pele levemente salgada. E, então, como uma explosão, o sangue sugado preencheu sua boca, atiçando suas papilas gustativas ao máximo.

JoJo abafou o gemido com a mão. E com a outra, segurou com força os cabelos de Dio.

O vampiro se encaixou entre as pernas de seu irmão, e o estimulou a buscar aquele contato tão quente e prazeroso.

E, como da primeira vez, os pensamentos tão amáveis de JoJo inundaram sua mente, trazendo consigo a sensação de afogamento pela intensidade.

JoJo amava Dio.

Sua cordialidade nada mais era que sua maneira de estar próximo do irmão mais velho. Desde jovem buscava uma aprovação, um sorriso ou um selinho discreto, e se tornar a razão da felicidade de Dio, que pôs-se a recordar-se dos sentimentos que tivera todas as vezes em que esteve com JoJo, para compartilha-los em todo o seu esplendor.

Em contrapartida, sentia-se cada vez mais poderoso, indestrutível e único com o sangue Joestar o alimentando.

E, então, veio a preocupação, depois a decepção, a desconfiança e, agora, o medo e o desejo de vingança.

Dio era o espectador da vida de JoJo, não podia enveredar por um caminho onde a história não estava gravada em seu cerne. Assistiu a tudo pela ótica do outro, inalterável.

Constatou, por fim, que Zeppeli fora o mentor de seu irmão desde a adolescência, quando JoJo apresentou interesse na antiga e bizarra relíquia da matriarca, a máscara de pedra, e o treinou na arte das ondas de energia, o famigerado Hamon, com poder destrutivo e muito eficaz contra criaturas como Dio, vampiros, tendo o mesmo efeito que...

A luz do Sol... Zeppeli detinha esse conhecimento, por isso se tornou o mordomo dessa família. A mãe de JoJo deveria ser uma portadora de Hamon, uma guardiã da máscara de pedra, o que justifica a sua posse. Com a morte dela, restou ao mordomo treinar um novo guardião e JoJo tinha potencial. Era filho de uma guerreira. Não importa o que eu fizesse, ele estaria predestinado a ser meu oponente, no final das contas.

Por alguma razão, algo despertou em JoJo uma raiva e força muito maiores do que antes e Dio foi novamente repelido num rompante, quase rasgando a garganta de seu irmão no processo.

JoJo levantou-se da cama, ofegante, pálido e com a mão no pescoço.

— Não vou permitir... que você machuque... as pessoas que amo!

Flutuando por alguns centímetros do chão, Dio abaixou o seu olhar sobre JoJo, um tanto surpreso.

A quem ele se refere? Ao Sr. Joestar, possivelmente? Tudo bem, farei isso por você...

— JoJo, não machucarei seu pai se é isso que te-

— Sim, ao senhor meu pai, Sr. Joestar. – JoJo parecia ficar maior. Manifestou-se, pausadamente, enquanto uma poderosa aura flamejante o contornava. — À Erina Pendleton e ao Dio Brando! Você não tocará nessas pessoas e não vai manchar a imagem de meu irmão!

Dio olhou de soslaio para o mesmo retrato de antes, repousado no criado-mudo, quase não se lembrava daquela imagem que vira apenas algumas horas atrás, quando ainda era um reles humano perdido e frustrado, um tolo.

Aquele registro fora de uma outra época, agora eternizada numa fotografia. E foi nesse passado glorioso de dois irmãos amantes que JoJo se agarrou.

Sua tentativa de eternizar na própria memória os momentos bons que passou com aquele rapaz do retrato, foi o bastante para buscar forças e enfrentar a criatura.

O silêncio não perdurou por muito, Dio não segurou a gargalhada sem humor.

Aquilo lhe soava tão patético, tão típico de Jonathan... tão mundano e previsível que sequer estava surpreso.

E de Erina? Não sentia absolutamente nada por aquela mulher, pois, agora, Dio considerava todos os humanos como simples gado, seu alimento. E nada mais.

— Oh, não se preocupe, JoJo, não mancharei a honra do seu querido Brando, mesmo porque, agora, sou DIO! – Abriu os braços, sorrindo com escárnio e mostrando as presas, com a constatação de sua soberania.

JoJo respirou profundamente.

— Não, você é só um monstro que precisa ser destruído para que eu possa salvar a alma de Dio! Overdrive! – Ele desferiu um golpe com o seu punho, que brilhava como chamas e raios pelo poder do Hamon.

Por puro exibicionismo, Dio o aparou com a sua mão à frente de seu rosto.

Uma onda de choque se reverberou, fazendo as cortinas dançarem como numa ventania e os cabelos dos combatentes, esvoaçarem.

O vidro do porta-retrato que protegia a fotografia foi trincado ao meio, simbolizando o fim da irmandade.

Dio logrou congelar o punho fechado de JoJo, mas não evitou que sua própria mão explodisse em sangue e pedaços de carne com o efeito do Hamon perpassado por sua pele, músculos, até os ossos.

A dor que sentiu foi infernal, fazendo-o gritar para o que restou de seu membro e vociferou, por estar desacreditado com o alcance daquela força poderosa.

— WRYYY! Você vai sofrer cada instante em que viver, JoJo! Vou dizimar tudo o que for importante para você, e não haverá poder algum que irá me deter! Tudo será inútil, inútil, inútil!

Dio se lembraria desse dia. E se arrependeria, amargamente.


Notas Finais


No próximo chegaremos ao fim, finalmente.

Não ando muito inspirada, admito, por isso, peço desculpas desde já. Não quero que saiam com a impressão de perda de tempo lendo essa história, juro que estou me esforçando. Porque sou muito grata por TODOS os comentários, favoritos e acompanhamentos que recebi até agora. Muito, muito, muito obrigada, mesmo! ♡

Curiosidades do capítulo:
✩ Existe uma referência ao Johnny Joestar da parte 7, Steel Ball Run;
✩ As visões que Dio tem e compartilha com Jonathan é uma clara referência aos vampiros da “Aninha Arroz”.

É isso!
Obrigada por ler! (Sempre ♡)
Até o próximo capítulo!


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