História Possessivamente Dominador - Capítulo 40


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Asuma Sarutobi, Boruto Uzumaki, Chiyo, Chouji Akimichi, Darui, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Guren, Hanabi Hyuuga, Hashirama Senju, Hidan, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Hotaru Katsuragi (Hotaru Tsuchigumo), Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Karui, Karura, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Ko Hyuga, Konan, Konohamaru, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Maito Gai, Mebuki Haruno, Mei, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Mito Uzumaki, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Personagens Originais, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Samui, Sarada Uchiha, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shizune, Tayuya, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki, Tsunade Senju, Utakata, Yahiko, Yamato, Yugito Nii
Tags Bdsm, Naruhina, Naruhina4ever, Sadomasoquismo, Sasusaku
Visualizações 6.449
Palavras 3.894
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde, gente...

Mais um capítulo revisado pra vocês. Espero que gostem.

Beijos e ótima leitura.

Capítulo 40 - Livro II Capítulo III


Fanfic / Fanfiction Possessivamente Dominador - Capítulo 40 - Livro II Capítulo III

Possessivamente Dominador

Passado Sombrio



Livro 2 — Capítulo 3


(Naruto Uzumaki)

Fui para casa agarrado a Hinata e não soltei-a por nada. Eu fiquei me lembrando do que aquela maldita tinha me dito e senti medo de perder Hinata ou de que algo acontecesse com ela.

Chegando em casa, eu sentia mais que necessidade de ter Hinata. Fiz amor com ela desesperadamente. Queria esquecer de tudo, principalmente do meu passado.

Mas para minha total infelicidade, aquela noite eu tive meu pior pesadelo em todos esses anos. Era como se, naquela noite, eu tivesse recuperado a memória, tudo o que os efeitos daquela droga ofuscaram durante todos esses anos, voltou como uma enxurrada. Eu queria morrer. 

Eu me lembrei de tudo detalhadamente. Desde a hora que eu cheguei em Sapporo, até o momento em que meu tio Kakashi me tirou dali.

E num rompante de dor, eu simplesmente gritei. Todo o meu passado sombrio veio a tona dentro de mim.

— NÃO!

Eu tinha acordado. Estava desesperado, com o coração acelerado e chorando sem parar. Hinata se assustou ao me ver daquele jeito.

— Naruto! O que foi, anata? O que aconteceu? — perguntou aflita.

Olhei para ela ainda chorando e a abracei fortemente.

— Hina, aquela maldita está voltando — falei chorando.

Hinata abraçou-me carinhosamente, deitou-me em seu colo acariciando os meus cabelos e então falou comigo docemente:

— Calma, anata… Calma. Está tudo bem. Eu estou aqui, não precisa ficar assim.

Fiquei deitado no colo dela chorando, tamanha a dor que eu sentia naquele momento. As lembranças que haviam retornado, rodavam em minha mente sem parar.

E, no meio daquelas carícias, o meu anjo falou comigo tudo o que eu precisava ouvir.

— Naruto-kun, eu estou aqui e o que você quiser me contar, saiba que eu nunca irei te julgar. Eu prometi que ficaria do seu lado para sempre não importa o que acontecer. Aishiteru, anata.

Eu poderia suportar tudo, menos perder Hinata.

E num gesto de carinho, Hinata me deu um beijo e eu pude sentir todo o amor que ela tem por mim, somente com o toque dos seus lábios. E, pela primeira vez, eu escutei um anjo cantar. O meu anjo tem a voz mais doce e perfeita que eu já ouvi.

Cada palavra daquela música entrou dentro de mim, trazendo-me uma paz tão grande que eu me sentia no céu. Ela realmente podia ver a minha alma. Aquela música foi a escolha perfeita. E quando voltei a dormir, eu sonhei com Hinata. Linda e sentada num balanço, exibindo um sorriso imenso e acariciando a sua barriga. Ela estava grávida do nosso primeiro filho e como um sinal do céu, eu sabia que aquele presente tinha sido enviado a mim, assim como Deus tinha me enviado ela.


Quando eu acordei pela manhã ainda cedo, olhei para Hinata e ela dormia serenamente. Eu tinha que contar tudo a ela, só não sabia como começar. O medo, a dor, a raiva, a mágoa… Todos aqueles sentimentos que eram meus companheiros durante todos esses anos, estavam ali. Cada um me dizendo alguma coisa. O medo me dizia para não falar, a dor me pedia para esconder tudo, a raiva queria que eu jogasse tudo ao vento, a mágoa foi a minha pior conselheira: “Ela vai te deixar.”

E eu tive medo que aquilo fosse verdade.

Então, me lembrei das palavras que o meu tio Kakashi havia me dito semanas atrás: “Não digo como seu psiquiatra, mas como seu tio. Talvez, a sua cura definitiva esteja em alguém que vai te aceitar com todo esse fardo.”

E esse alguém estava ali, dormindo linda do meu lado. A única que me amou de verdade, que nunca perguntou o quanto eu ganhava, que quando me olhava, enxergava a minha alma e, ainda assim, me achava o homem mais lindo do mundo. Ela não via um monstro, ela aprendeu o amar na mesma medida e amava o Menma em mim da mesma maneira.

E foi pensando em tudo isso que eu decidi contar tudo para ela.

Eu fiquei ali quietinho esperando o meu anjo acordar e me preparando psicologicamente para o que iria acontecer.

“Eu nunca vou te deixar, Naruto-kun. Já te disse: aconteça o que acontecer, eu sempre estarei aqui. Aishiterulembrei da sua promessa e tomei coragem.

Quando Hinata abriu os olhos e olhou fundo dentro de mim, senti minha alma ser sondada. E a resposta dessa sondagem veio na forma do sorriso mais lindo que eu já vi.

Ohayou, meu amor — disse com doçura.

Todas as minhas dúvidas e medos caíram ao chão com aquelas palavras. E a esperança que fora aprisionada dentro de mim, conseguiu se pronunciar depois de quase 10 anos amordaçada.

“Conte a ela. Ela te ama e nunca vai te julgar. Ela é o seu futuro.”

Ohayou, meu anjo — respondi olhando em seus olhos perolados.

Inspirei profundamente de olhos fechados e quando os abri, senti que já tinha coragem o suficiente para começar.

— Hinata, eu preciso de contar um segredo. Um segredo que eu guardo há quase 10 anos, mas eu quero te pedir uma coisa, meu anjo: aconteça o que acontecer, por favor... — minha voz estava embargada pelo choro — nunca me deixe.

Eu havia começado a chorar sem me dar conta.

Hinata olhou para mim e passou a mão delicadamente em meu rosto, limpando as lágrimas que caíam dos meus olhos teimosamente.

— É sobre o sonho de ontem, não é? Naruto-kun… Eu nunca vou te deixar meu amor. Aishiteru.

A paz que fluía dessas palavras, inundou todo o meu ser. A hora tinha chegado.

Eu me sentei na cama para começar a contar e Hinata fez o mesmo. Sentou-se de frente para mim e ouviu tudo o que eu disse:

— Nem tudo na vida acontece da forma que nós gostaríamos. Bem… Na minha pelo menos foi assim. Eu nasci nos Estados Unidos no dia 10 de outubro. Minha mãe sofreu um acidente de carro e isso quase nos levou a morte. A consequência disso foi que minha mãe perdeu o útero e nunca mais pôde ter filhos. Quando ela ficou grávida, os médicos descobriram que a gravidez dela era de risco e ela não poderia ficar sozinha. Meu pai estava terminando o mestrado na época e logo eles pretendiam voltar para o Japão. Mas devido a isso, a viagem foi adiada e meu pai teve uma ideia que resolveria a questão de não deixar minha mãe sozinha. Ele ligou para minha avó e pediu a ela que mandasse o meu tio Kakashi, que na época tinha 13 anos, para os Estados Unidos, para fazer companhia a minha mãe e ficar de olho nela enquanto meu pai trabalhava. Meu tio foi e ele ia com a minha mãe em todos os lugares. Ela não saía sozinha de forma alguma, mas quando as aulas retornaram e ele teve que voltar a estudar, o problema de deixar minha mãe sozinha voltou outra vez. Então, meu pai teve outra ideia e essa foi a pior ideia que ele teve na vida. Foi por causa dessa ideia que tudo o que eu vou te contar aconteceu.

Hinata olhava para mim atenta, ouvia tudo sem dizer uma palavra.

— Meu pai resolveu ligar para o meu avô Hagoromo e pedir a ele que mandasse minha tia mais nova, que na época tinha 18 anos e tinha terminado o ensino médio recentemente. Seria muito bom para minha mãe ter a irmã com ela naquele período difícil. O que você não sabe, Hinata, e que eu descobri anos mais tarde, é que a minha tia acabou se apaixonando pelo meu pai. E quem não se apaixonaria, meu pai era um homem muito bonito e que chamava a atenção de qualquer mulher. E como meu pai nunca retribuiu aquele sentimento, toda aquela paixão se tornou numa obsessão doentia. Minha tia culpa a minha mãe até hoje por ela não ter feito uma faculdade, por ter se casado tarde e por tantas outras coisas sem sentido algum. Tudo coisas da cabeça dela mesmo. Quando eles voltaram para o Japão, eu estava com 2 meses de nascido e minha mãe estava em depressão. Minha mãe estava grávida de gêmeos e meu irmão não sobreviveu ao acidente. Então, essa mesma tia se ofereceu para tomar conta de mim e continuar com minha mãe até ela melhorar. E isso durou meses. Minha mãe mal conseguia ficar perto de mim sem se lembrar do meu irmão e de tudo o que aconteceu. Quando ela se curou da depressão, eu passei a ser tudo na vida dela. Minha tia não saía lá de casa, ela praticamente foi a minha babá, já que, mais tarde, minha mãe voltou a trabalhar. Quando eu tinha 12 anos, minha tia se casou. Iruka era amigo do meu tio Kakashi e conhecido da família há anos. Mesmo ele sendo mais novo que ela 5 anos, nenhum dos dois se importou com isso.

Tinha contado para Hinata a parte mais fácil até então. O pior vinha a seguir.

“Deus, me ajude a contar tudo” pedi angustiado.

Segurei nas mãos de Hinata e ela me sorriu. Eu dei a ela um sorriso fraco, aquela era a coisa mais difícil de se contar a uma pessoa. Talvez seja por isso que eu nunca contei para o Ero-Sennin. O meu tio sabia porque ele tinha ido me socorrer. Naquele tempo, ele estava fazendo residência no Hospital Kyorin, era um médico recém-formado. E o Sasuke sabia porque era o meu melhor amigo e eu só conseguia me relacionar bem com ele.

— Hinata, o que você vai ouvir agora é a coisa mais horrível que você talvez tenha escutado em sua vida. Eu nunca contei para ninguém, as únicas pessoas que sabem são meu tio Kakashi e o Sasuke e isso por razões especiais. Meu avô também sabe, mas nunca contei a ele quem fez. Eu tenho medo que ele passe mal ou tente fazer alguma coisa.

Então eu contei:

— Quando eu estava perto de completar 17 anos, meu pai me mandou ir a Sapporo ver como estava nossa casa lá antes das primeiras nevascas de outubro. Nessa época, meu tio Iruka estava de mudança para os Estados Unidos. Ele tinha sido chamado para dar aulas em uma universidade de Chicago, a University of Illinois at Chicago. Era um sonho que ele estava realizando. Eu ia ficar em Sapporo uns quatro dias, fui na quinta-feira para voltar na segunda. E quando eu cheguei lá, tive a maior surpresa da minha vida. Minha tia já estava na casa e eu não entendi aquilo.

“— Tia, eu pensei que a senhora já tinha ido embora para os Estados Unidos. O que faz aqui? — perguntei a ela.

— Ué, você não sabe, bebê? Sua mãe não te contou nada? — questionou-me.

— Não. Meu pai pediu para eu vir ver como estavam as coisas antes das primeiras nevascas chegarem. Mas o que a senhora faz aqui, tia? Não estou entendendo nada — questionei desentendido.”

— Hina, eu sempre fui meio lerdo para entender as coisas, eu era muito idiota mesmo. Por isso que eu tenho esses apelidos: baka e Dobe. Minha tia tinha feito o jantar para nós, ela fez lámen miso, o meu favorito. Eu comi umas três tigelas, estava uma delícia e depois tomei um copo de coca-cola que a minha tia me deu. Não demorou muito eu comecei a passar mal. Eu sentia um calor tão grande e senti minha mente vagar, como se eu estivesse embriagado. Depois disso o que aconteceu foi um borrão em minha mente que eu não conseguia me lembrar… Isso até essa noite. Eu me lembrei de tudo.

Hinata olhou para mim surpresa e perguntou com a voz mais assustada que eu tinha visto.

— O que aconteceu, Naruto-kun? Não me diga que ela... — Nem deixei ela terminar.

Apenas acenei com a cabeça confirmando.

— Foi isso mesmo que você pensou, meu anjo. Minha tia me drogou e me violentou naquela noite. E pelos dois dias seguintes, eu vivi o pior pesadelo da minha vida.

Quando eu disse isso, Hinata ficou pálida e abriu a boca em descrença. Porém, ela não disse nada, apenas continuou ouvindo tudo.

— Existe um coquetel de drogas conhecido como a Droga G ou simplesmente “Boa noite Cinderela”. A pessoa que está sob o efeito dessa droga, fica totalmente desinibida e acaba fazendo coisas terríveis. Essa é a droga do estupro, então já dá para imaginar o que eu fiz quando ela me drogou, não é? Eu me lembrei de tudo. Eu fiz coisas terríveis com a minha própria tia e quando eu consegui recobrar a consciência, acordei amarrado na cama de casal do quarto da minha mãe, totalmente vulnerável.

“— Oi? Tem alguém aí? Oi? — chamei desesperado.”

— Aí eu vi quando a minha tia entrou no quarto só de calcinha e eu fiquei morto de vergonha de vê-la daquele jeito. Eu virei o rosto desesperado, foi então que percebi que eu também estava nu.

“— Meu Deus! O que está acontecendo aqui?”

— Eu pensei desesperado. Puxei as cordas dos braços, mas as minhas pernas também estavam amarradas.

“ — Oh, bebê… Está com vergonha de mim, hum? — disse ela virando o meu rosto para si.

— Por favor, me deixa sair — pedi desesperado.”

Olhei para Hinata já chorando e continuei contando.

— Hina, ela desceu a mão no meu corpo e levou até o meu pênis e o segurou. O pior era que eu já estava muito excitado e não sabia como.

“— Não faz isso, por favor — falei quase chorando.

— Ah, mas não precisa ter medo de mim, bebê. Eu vou fazer coisa melhor com você. Acho que o remedinho que te dei ainda está fazendo efeito porque o seu ‘amiguinho’ já está duro como pedra. Vamos nos divertir.”

— Sabe o que ela fez, Hina? Ela simplesmente colocou na boca e fez um oral comigo. Eu tenho nojo só de lembrar daquilo, aquela maldita tinta cheiro de rosas e acendeu um incenso no quarto fazendo daquilo um ritual. Depois que ela terminou, porque eu gozei, ela engoliu tudo, aquele demônio. Ainda teve a coragem de me dizer que fez tudo comigo o que queria fazer com o meu pai. Já que eu era tão parecido com ele, era como se fosse com ele.

“— Ah... Você é muito gostoso. Sua mãe vai pagar tudo que me fez.”

— Foi tudo o que a maldita me disse antes de me drogar de novo. Ela me forçou a beber um copo de suco e aí começou tudo de novo. Eu acabei fazendo tudo outra vez. Quando eu acordei, dessa vez estava num lugar escuro amarrado em uma cadeira. E quando ela entrou no quarto nua eu vi ela cheia de marcas pelo corpo. Eu fiz atrocidades com ela e a maldita adorou.

“— Hum, olha só quem acordou? Meu bebê agora é homem e é mais gostoso que eu imaginava — Ela falou na maior cara de pau. — Ah, bebê… Eu estou tão feliz. Estou muito cansada, sabe? Você é bem pervertido, mas estou feliz.”

— Eu não tinha coragem de levantar a cabeça e olhar para ela, eu me sentia um lixo. Fiquei pensando na minha mãe, em como eu contaria tudo pra ela. Pensei no meu pai e tive raiva de me parecer com ele. Eu queria ter nascido ruivo pra ela nunca ter feito aquilo. Aí ela me disse que precisava fazer algo comigo para que todo mundo acreditasse que eu fui espancado ou algo do tipo. Ela pegou um chicote e me deu uma surra daquelas. Depois ela me deu muitos tapas na cara, ao ponto de eu ficar com o rosto inchado e todo marcado.

“— Prontinho, bebê, não guarde rancor de mim, ouviu? Eu fiz isso para o seu bem, para ninguém desconfiar de nada. Mas eu quero te fazer uma promessa: quando você estiver de maior e puder decidir por si mesmo, eu vou voltar e prometo que vamos ficar juntos. Você não precisa se preocupar.”

— Ela disse que me amava desde que eu era pequeno, que eu me parecia com o maior amor da vida dela, meu pai. E quando ela foi embora e me desamarrou, eu fiquei caído no chão do quarto sem me mexer, tentando lembrar de tudo o que tinha acontecido, mas só haviam borrões. Eu fiquei ali por horas na mesma posição, meu corpo todo doía, minha cabeça doía, meu rosto estava inchado, minha boca cortada e foi a única coisa que ela não conseguiu de mim: um beijo. Isso foi a única coisa que eu consegui guardar. Quando eu consegui me levantar eu só pensei em uma pessoa, meu tio Kakashi. Era a única pessoa mais próxima a mim em quem eu confiava e que me ajudaria. Então eu liguei para ele.

“— Naruto, como está por aí? Já estávamos preocupados, você não deu notícias desde o dia que chegou e a Kushina já te ligou várias vezes.”

— Eu não respondi nada, não conseguia nem abrir a boca.

“— Naruto? O que está acontecendo? Por que você não me responde? Naruto?”

— Meu tio já estava preocupado com o meu silêncio, então eu consegui dizer alguma coisa e pedi que ele fosse me buscar, mas que fosse sozinho. Ele insistiu em saber o que tinha acontecido, mas eu continuei pedindo para ele ir e que fosse só. Quando ele chegou e me encontrou daquele jeito, ele se desesperou. E antes de contar tudo para ele, eu o fiz jurar que nunca ia contar nada para ninguém. E como ele ainda estava decidindo qual especialização fazer, foi aí que ele escolheu psiquiatria para cuidar de mim. E desde então, eu nunca mais fui o mesmo. Naquele dia o Naruto morreu e eu passei a ser como eu achava que o meu irmão gêmeo seria se estivesse vivo. Eu seria o Menma e nunca mais eu deixaria nenhuma mulher encostar a mão em mim.

Hinata já chorava copiosamente quando eu terminei de contar tudo à ela. Eu estava arrasado de vê-la chorando daquele jeito e me sentia culpado. Até que ela me abraçou desesperadamente e me aninhou carinhosamente contra si.

— Oh, Naruto-kun… Eu nem sei o que te dizer. Eu sinto muito — falou chorando abraçada a mim.

De repente, eu ouvi quando o Yamato chamou do lado de fora do quarto.

— Naruto-sama, o Kakashi está aqui. Está tudo bem com você? Já passa das nove da manhã.

Nem vi as horas passarem. Minha preocupação era contar tudo para Hinata.

Antes de responder ao Yamato, eu olhei para Hinata com o coração apertado, eu precisava saber qual a decisão que ela tomaria.

— Hinata, por favor... Você não vai me deixar, não é? Porque se você fizer isso, eu juro que não quero mais viver. Você me devolveu a vida depois de todos esses anos. Mulher pra mim antes era só um objeto onde eu descontava toda minha frustração, por isso que todas eram masoquistas. Mas se você for me deixar, eu não quero mais viver — falei desesperado.

Hinata olhou para mim cheia de amor e o que ela me disse mudou todo o rumo da minha vida. A partir daquele dia, eu tinha alguém por quem lutar e eu iria protegê-la com a minha vida se fosse preciso.

— Escute bem, Naruto-kun: eu nunca, nunca vou deixar você, está me ouvindo? Essa mulher nunca vai tirar você de mim. Eu nunca odiei ninguém na minha vida, mas ela conseguiu o impossível e eu a odeio com todas as minhas forças. Ela é um ser mesquinho e egoísta que se aproveitou da sua ingenuidade. Ela merece o pior dos castigos. Mas eu já te disse e vou repetir: Aishiteru, Naruto-kun. Você não teve culpa do que aconteceu, ela te drogou. O que você fez foi inconsciente e quanto ao seu passado, eu já disse que ele ficou para trás e nós iremos superar tudo juntos. Você é a minha vida, Naruto-kun, e eu vou cuidar de você para sempre.

Quando Hinata acabou de me dizer tudo isso, eu já estava chorando. Pude sentir um alívio tão grande, como se alguém tivesse tirado um peso enorme das minhas costas. Eu havia sido liberto e me sentia extasiado por isso.

— Venha, meu anjo, vamos ver o meu tio. Ele precisa saber que eu te contei.

Hinata olhou para mim séria e fez a pergunta mais difícil para mim até então:

— Naruto-kun, eu já sei de tudo o que aconteceu, só falta uma coisa? — disse compenetrada.

Eu sabia o que ela iria me perguntar, mas eu precisava prepará-la para a chegada da maldita que seria em quinze dias.

— Qual o nome da maldita que fez tudo isso com você? Porque uma tia querer ter um relacionamento com o próprio sobrinho não é normal, além de ser pecado de incesto.

Eu engoli em seco, como falar aquilo.

— Meu anjo, eu vou te pedir um favor, apenas confie em mim. Dentro de quinze dias ela estará voltando para o Japão, depois desses quase 10 anos morando nos Estados Unidos. Ontem ela me ligou e me fez uma ameaça — contei a ela.

— O que foi que ela te disse? — perguntou Hinata seriamente.

— Ela disse que vai acabar com o nosso casamento porque eu pertenço a ela. Então, quando ela chegar, eu não quero que você se aproxime dela em hipótese alguma. Ela não é uma pessoa normal e eu temo que ela faça algo com você. Me promete isso? — pedi, fazendo com que ela me prometesse nunca se aproximar daquela maldita.

Hinata me prometeu e eu decidi dizer o nome da maldita para ela.

— Não se preocupe, Naruto-kun… Eu posso até parecer frágil, mas eu sou mais forte do que você imagina.

Hinata falou aquilo com uma convicção inabalável. Eu já admirava por tantas coisas, pela sua coragem, sua doçura, seu jeito único de ser e agora pela sua determinação. Hinata era uma mulher linda e determinada, olhando para ela ali, eu a amei ainda mais.


Quando nós descemos, meu tio nos esperava preocupado.

— Naruto, o que aconteceu dessa vez? O Yamato me ligou preocupado e me contou o que aconteceu ontem — disse preocupado.

Hinata que não sabia o que tinha acontecido em meu escritório, olhou para mim assustada esperando uma resposta.
Olhei para os dois, inspirei fundo e me pronunciei:

— Tio, a maldita ligou. Eles estão voltando para o Japão e chegam daqui a quinze dias.

Meu tio me olhou sobressaltado. Hinata já sabia de tudo, então ela só abaixou a cabeça.

— Eu já contei tudo para Hinata, eu me lembrei de tudo essa noite — falei com ele seriamente.

— Naruto, você precisa manter o controle mais do que nunca agora. Você tem a Hinata e essa é a hora de você me mostrar que esses 9 anos de tratamento surtiram efeito em você. Não dê a ela o prazer de te ver vulnerável, está me ouvindo? — disse incisivo.

Meu tio tinha razão, aquela maldita queria me ver descontrolado, perturbado, mas era hora de assumir minha identidade mais sombria e proteger aqueles a quem eu amava, principalmente Hinata.

Olhei para o meu anjo que ouvia a tudo silenciosamente e pensei comigo mesmo:

“Me perdoa, meu anjo… Mas para te proteger eu sou capaz de tudo. Até ser o Menma 24h por dia.”





E com aquela decisão, tomei todo o controle da situação. A única coisa que esperava era que ao fim de tudo isso, Hinata me perdoasse.



O que eu pretendia fazer era para o seu bem. Aquela maldita não chegaria perto de Hinata, nem que para isso eu tivesse que a manter segura dentro de casa. O meu lado mais possessivo estava tomando as rédeas da situação e só iria embora quando tudo estivesse resolvido.


Notas Finais


Obrigada a todos pelo carinho.

Abraços
Dani


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...