História Possessive - Capítulo 11


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Categorias Eden Hazard, Marc Bartra, Roman Bürki
Personagens Eden Hazard, Marc Bartra, Personagens Originais, Roman Bürki
Tags Loucura, Possessivo, Sequestro
Visualizações 123
Palavras 1.474
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi nenês, como prometido!!! Eu tô no meio do jogo do Corinthians me estressando mais que o normal, publicando esse capítulo pra não sair xingando ou batendo nas pessoas.

Sim, eu sei que eu tô enrolando, mas esse capítulo tem um propósito (como todos os outros kkkk), mostrar como está o Marc, o Draxlerzinho e o nosso Lucas... Enfim, é isso. Espero que gostem e me perdoem por QUALQUER erro. Amo vocês. Nesse momento esse time do caralho quase tomou o segundo e é melhor eu ir. Beijinhos, boa leitura!

Capítulo 11 - Delaware


Algum lugar longe de Nova Iorque

5 de fevereiro de 2015

 

Não era um bom dia para Marc. Não que os dias no cativeiro fossem exatamente bons, mas aquele estava sendo pior que os outros. Seu estômago dava contrações e já havia vomitado duas vezes. Perguntava-se se era nojo da situação em que estavam, uma virose ou apenas Roman começando a matá-lo lentamente.

Não duvidaria se Bürki tivesse colocado chumbinho ou algo parecido no mísero pão que lhes dava. Talvez a água fosse envenenada... Conhecia-o há muito tempo e sabia que ele era capaz de absurdos, mas não imaginou que Roman faria aquilo com ele.

 

-Tá melhor, cara? –Lucas se aproxima, se abaixando para ficar cara a cara com Marc. Ele estava tão ou mais pálido que Bartra, mas, no momento, se importava em saber do outro, que estava em uma situação tensa.

 

-Depende do seu melhor. Consegui dormir e acordar sem vomitar, acho que é um progresso. –sorri sem humor. A porta range, indicando a chegada de Roman no local. Lucas rapidamente se senta ao lado de Marc, travando o maxilar.

 

O moreno assobiava, alegremente, uma música qualquer. Sorriu, observando cada um.

 

-Boa tarde! –se aproxima de onde Marc e Lucas estão. –Lucas, você pode me dar licença? Temos um doente por aqui.

 

Relutante, Lucas se levanta e caminha até Draxler, mas sempre atento a todo e qualquer movimento de Roman.

Ele parecia indefeso naquele momento, poderia facilmente lhe golpear ou derrubá-lo, mas se manteve no lugar quando percebeu o volume no cós de sua calça. Estava armado. Julian também pareceu perceber, já que olhou apreensivo e desconfiado para o amigo.

 

-Eu não quero que você morra, Marc. Você ainda é meu melhor amigo. –sorri de lado, retirando alguns frascos e uma garrafa térmica da sacola que carregava.

 

-Isso porque é o melhor, imagina se fosse o inimigo. –Julian murmura, mas seu tom baixo foi em vão, já que Roman se virou bruscamente, assustando-o.

 

-Se fosse inimigo, com certeza já teria acontecido com ele o que eu quero fazer com vocês dois. –diz friamente. Pega frasco por frasco, mostrando para os três. –Não é veneno, ao contrário do que estão pensando. Todos estão lacrados e eu acabei de tirar da caixa. Se quiserem conferir o que estou dando para o companheiro de vocês... –sorri pequeno. Julian se aproximou cauteloso, pegando os frascos e as embalagens, conferindo se estavam lacrados e o que eram.

 

-É remédio. –olha para Marc, que mantinha o olhar desconfiado. –Vai fazer seu estômago parar de doer e cortar o enjôo.

 

-E evitar a febre. –Roman acrescenta, olhando com deboche para Julian. –Trouxe um chá também. Vocês dois estão autorizados a usufruir dele. Depois não digam que eu sou uma pessoa ruim. –pisca, sorrindo de lado, se levantando. –Já que você é o médico aqui, -aponta para Draxler. –dê os remédios para Marc agora.

 

Dito isso, vira as costas e caminha para fora do lugar. Marc trava o maxilar, olhando para os outros dois.

 

-Nós precisamos sair daqui.

 

-Sabe que eu nunca tinha pensado nisso ates, Marc? –Julian o olha como se aquilo fosse uma revelação bombástica, revirando os olhos logo em seguida.

 

-Se pensou, por que ainda não fez nada pra tentar sair daqui, Julian? Covarde demais? –sorri provocativo.

 

-Cala a boca! Você sabe que eu poderia te matar agora mesmo se te desse uma dose errada, não sabe?

 

-Então me mata, Draxler! Ou você é covarde demais pra isso também?

 

-Chega vocês dois! Ninguém aqui é covarde e ninguém vai matar ninguém! –Lucas interrompe, olhando bravo para os dois. Tomou o remédio das mãos de Julian e ele mesmo deu as doses certas para Marc. Sabia que Julian não seria capaz de matar ninguém em situações normais, mas aquela não era uma dessas situações. Aquele lugar estava mexendo com a cabeça de todo mundo, e não queria pagar pra ver quem é e quem não é covarde. Tinha que manter a calma para não deixar que uma possível tragédia acontecesse entre os dois. –Nós vamos sair daqui, mas não agora. –arrasta Julian para o outro canto, evitando que a troca de olhares raivosos se transformasse em algo mais sério. –Marc, o remédio fará efeito até amanhã, descansa e quando você estiver melhor, nós conversamos sobre isso. E você, Julian, mantenha distância. Não te quero daquele lado.

 

Ambos confirmaram com a cabeça. Marc virou para o outro lado, adormecendo rapidamente. Enquanto Draxler se sentava novamente.

 

-Jay está grávida. –solta baixo, paralisando Lucas, que o olha chocado.

 

-Grávida? –pergunta ainda chocado. Julian ri baixo, confirmando com a cabeça. –Quando ela pretendia me contar? E por que você sabe mas eu não?

 

-Eu ouvi ela falar com a Elena. –dá de ombros, tossindo seco.

Fica em silêncio, processando aquela informação. Pai. Ele seria pai. Sentia uma coisa estranha dentro de si, um fogo. Sorriu fraco, olhando para Julian com os olhos repletos de lágrimas.

 

-Eu vou ser pai, cara! –nega com a cabeça.

 

-Jay vai te matar se você deixar ela criar essa criança sozinha.

 

Lucas havia pegado a indireta, sabia bem do que ele estava falando, então sorriu largo.

 

-Eu não vou deixar, cara. Nós vamos sair daqui. Eu, você, Marc e Elena. –travou o maxilar, fazendo uma promessa para si mesmo.

 

Não muito longe dali, Elena havia aproveitado a saída de Roman para tentar fugir daquele lugar, mas ele não era idiota, sabia que Elena, com todo o seu “amor”, estava planejando algo. Por precaução, trancou a porta de entrada e todas as janelas do andar de baixo. Bufou irritada correndo para o segundo andar, mais precisamente para o único quarto existente na casa e o único cômodo com a janela aberta. Se aproximou e olhou para baixo, engolindo em seco. Não imaginou que a casa fosse tão alta.

 

-Vamos lá, Elena, você precisa! Sua vida depende disso! –respirou fundo, engolindo em seco. O máximo que poderia lhe acontecer era quebrar alguma parte do corpo, torcia para que não fosse o pescoço.

Estava prestes a passar a perna pela janela quando sentiu uma mão firme em sua cintura e uma respiração pesada em seu pescoço. Todos os seus músculos tencionaram e um único pensamento rondou sua cabeça “vou morrer”.

 

-Você não vai fazer isso, querida, vai? –murmurou em seu ouvido, virando seu corpo bruscamente. –Você foi uma menina muito má, Elena! Te deixei sozinha por quinze minutos e você aproveita para tentar fugir pela janela do segundo andar?

 

-Roman, eu...

 

-Você está um tanto quanto rebelde! Isso merece uma punição, você não acha?

 

Elena estava assustada. Não só pela ameaça, mas pela arma que se fazia visível em seu quadril.  Sentiu a respiração pesada e se forçou a pensar rápido em uma solução para sair dali. Percebeu a porta do quarto aberta e não hesitou em correr, ouvindo os passos pesados de Bürki atrás de si. Ao chegar no topo das escadas, errou os passos e acabou por tropeçar em seus próprios pés, rolando escada abaixo.

 

-Elena! –ouviu Roman chamar, correndo pelas escadas até o seu corpo jogado no chão. –Elena, não dorme! –sua voz carregava desespero enquanto pegava a morena no colo. –Fica acordada!

 

Ela queria se manter de olhos abertos, mas a dor que sentia era tanta, que não sabia identificar onde exatamente doía. Observou o semblante preocupado de Roman antes de apagar completamente.

 

New York City, New York

6 de fevereiro de 2015

 

-Eden, eu sondei os pais de Roman pra tentar saber algo sobre a fazenda, mas olha, ela foi vendida há anos! –Noah observa atentamente o cunhado, que lança um olhar perdido para a frente.

 

-E lá se vai a nossa única pista. –suspira pesadamente, sentindo vontade de chorar. Já havia perdido as contas de quantas vezes havia chorando como um bebê lembrando de Elena. Tudo estava exatamente como ela havia deixado. Seus livros desorganizados, mas as roupas organizadas até demais, o travesseiro com o seu cheiro gostoso de melancia, embora ela insistisse que seu shampoo era de morango. Sentia tanta saudade dela... Não desistiria jamais de procurá-la, nem que isso custasse uma vida inteira!

 

-Na verdade, eles me deram um endereço. –se aproximou de Eden, estendendo um papel que foi prontamente agarrado pelo moreno.

 

Era o endereço de uma casa (ou um apartamento) em Dover. Franze as sobrancelhas, olhando confuso.

 

-Delaware?

 

-Pois é, meu caro, Roman tem um lar doce lar m outro estado.

 

-Se ele estiver lá, então Elena também está! Noah, nós precisamos ir para lá! –levanta afobado.

 

-Eden, a gente não pode sair as...

 

-A gente pode e a gente vai, Noah! Não adianta discutir! E se você não for eu vou sozinho! –diz firme, sem nenhum sinal de que estava de alguma forma, fazendo alguma ameaça sem fundamento.

 

Noah, por fim, suspira pesado e se rende, pegando as chaves do carro.

 

-Vamos para Delaware trazer minha irmã de volta!



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