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História Possessive love - Jung Hoseok. - Capítulo 44


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Notas do Autor


Voltei.

Boa Leitura.

Capítulo 44 - Reunião da madrugada.


Fanfic / Fanfiction Possessive love - Jung Hoseok. - Capítulo 44 - Reunião da madrugada.

                          ♧ S/N ON ♧

- fico feliz que você tenha ouvido tudo.- Hoseok falou vindo até. - por um momento eu achei que você ia me esquartejar.

- Se você chegar perto dessa baranga eu vou acabar seus planos de ser homem futuramente.

- quê? Eu sou homem.

- mas vai deixar de ser se ao menos olhar para aquele mulher.- falei dando mamadeira para Hyuntae.

- amor, não precisa de ciúmes.- Hoseok falou vindo me beijar.

- nem louco, Hoseok!- falei desviando de Hoseok.

- por que?- Hoseok perguntou me olhando fazendo careta.

- você acabou de beijar aquela idiota, não vou te beijar até você que desenfete sua boca.- falei colocando a mamadeira, vazia, de lado. Peguei a mamadeira de Haneul e comecei a alimentar minha bebê.

- não seja absurda. Foi só um beijo, que eu não quis. - Hoseok falou e foi até o banheiro. Demorou muito para sair de lá, mas quando saiu veio até mim e me beijou nos lábios. - você acha que tem alguma chance das crianças acordarem logo?

- provavelmente não, eles dormiram a pouco e já estão alimentados.- falei guardando a mamadeira de Haneul.

- então vem comigo.- Hoseok falou me puxando para a sacada.

- daqui dá pra vê tudo. - falei abraçando Hoseok de lado.

- Sim, acho que eu tive muita sorte em ficar nesse quarto quando morava aqui.- Hoseok falou me puxando levemente para um sofá, médio de couro de cor marrom, que fazia parte da decoração da sacada.- eu costumava ficar aqui, sentado, olhando para tudo e para o nada ao mesmo tempo.

- imagino que seja um bom lugar para refletir. Eu fazia minhas reflexões na praia, é sempre um lugar bom para pensar sobre a vida.- falei fazendo carinho no cabelo de Hoseok. - já te falei que adoro a cor do seu cabelo?

- não me lembro.- Hoseok respondeu sorrindo.

- tá rindo de quê?

- nada em especial, só que eu nunca me imaginei casado com uma mulher como você.

- É eu sei que sou incrivel.- brinquei enquanto me distraia com os fios ruivos dele.

- Não quero dizer sobre você ser incrível.

- então?

- É sobre tudo, eu nunca me imaginei casado com uma brasileira, talvez. Sua pele tem uma tonalidade só sua, que te torna mais linda que isso fique bem óbvio. Eu sempre preferi as loiras, ou era isso que eu achava até vê você. Em hipótese alguma cogitei me casar com uma mulher que não me oferecesse tudo, incluindo sua total submissão.- Hoseok falou e a medida que ele falava o seu olhar se nublava, como se ele estivesse pensando em "um próximo passo "

- esclarecendo os tópicos do *" Eu nunca me imaginei casado "*, talvez casar com uma mulher brasileira realmente fosse algo difícil, o Brasil é, literalmente, do outro lado do mundo.

- faz todo sentido, jagi. Mas já tinha ido lá.

- tópico dois, minha pele, é realmente maravilhosa minha cor e eu não me importo muito com o que pensam, os brasileiros, geralmente, tem uma cor assim já que ouve uma grande miscigenação de várias culturas e povos no início da colonização do meu país, índios, portugueses, holandeses, e uma infinidade de outros povos que foram para o Brasil colônia.

- isso é confuso, vários povos se uniram e formaram uma nação.

- Não foi bem assim, mas na sua lógica fica mais fofinha.- falei e passei a encarar Hoseok, já que estava sentada no colo dele, supostamente, eu era mais alta que ele e assim eu me achava mais poderosa. - sempre preferiu as loiras?

- descobri recentemente que sou louco pelas morenas.

- papo furado. Que história é essa de casar com uma mulher submissa?

- submissão, disposição para obedecer, para aceitar uma situação de subordinação. Ser dócil, obediente.

- Eu imaginava que tivesse esse significado, não entendi o motivo de você querer casar com uma mulher assim.

- Eu não sei explicar, apenas tenho necessidade em controlar tudo, mas você frustrou meus planos desde o momento em que pisou a primeira vez na minha casa. Garota, eu jurava que ia conseguir te dominar, pensei que ia ser um pouco cansativo, mas tinha certeza que ia te dominar.

- você é doente.

- doente? Eu quase não me aguentei quando te vi com os pulsos amarrados, parecia encurralada, com medo e raiva de tudo, meu poder de dominação foi a loucura com você. Tudo em você me parecia perfeito naquele momento.

- Então eu agora não pareço?- perguntei dando um tapa na testa dele.

- ai! Não foi isso que eu quis dizer, jagi, eu te acho muito mais perfeita agora, só que eu sei que não vou poder mandar em você do jeito que eu quero.

- quem disse que eu não quero?- perguntei sorrindo provocativa.

- é sério?- Hoseok perguntou me olhando incrédulo, mas com um enorme sorriso de satisfação.

- primeiro eu teria que ver quais seriam os seus termos e em como isso iria afetar o nosso relacionamento. - falei e Hoseok me beijou, primeiro um beijo nos lábios e em seguida vários beijinhos por todo meu rosto.

- obrigado por ao menos acender uma chama de esperança em mim.- Hoseok falou me abraçando apertado.

- quando vamos negociar?

- não sei, talvez pudéssemos ter uma prova do que eu quero de você.

- Eu prefiro saber os seus termos em um bom diálogo, talvez um contrato?

- não, nada de papéis que possam nos delatar.

- Ok, podemos decidir isso na base da conversa. Seria algo tipo cinquenta tons?

- não teríamos um quarto de jogos, mas se você quiser eu posso providenciar.- Hoseok sugeriu sorrindo e eu dei um tapa, leve, nele.- o quê não gostou da ideia?

- nada de quartos de tortura.- falei séria. - eu não gosto da dor.

- você vai passar a gostar, porque depois da dor vem o prazer e você vai pedir mais, implorar por mais.

- eu não vou te garanto isso, realmente nao consigo lidar bem com a dor.

- Eu também não gosto da dor, mas ela é necessária para que depois você sinta um prazer imenso, e eu também.

- certo, você vai gostar de me bater, mas e eu, o que vou ganhar nisso tudo? E não venha me dizer que vou ganhar você porque isso eu já tenho.

- você vai conseguir, com minha ajuda explorar todos os seus limites sexuais.

- isso parece tentador.- debochei e fiquei de pé.- quero uma reunião, que nem no filme.

- não estamos em um filme. - Hoseok falou vindo me abraçar por trás.

- ali não é a Elena aos beijos com o seu irmão?- perguntei apontando para uma área do Jardim que quase não tinha ninguém, além dos dois que estavam aos beijos.

- Sim, são eles.

- E estão se beijando?

- sim.

- Elena e Jungkook?

- sim.

- eu consegui, Hoseok!- quase gritei de felicidade, porém não o fiz pois meus filhos dormiam ali perto, fiquei dando pulinhos de felicidade.

- acho que eles conseguiram.

- Eu que juntei os dois, eu quem consegui.

- você é absurda, S/N. - Hoseok falou e voltou para o quarto. Segui atrás do mesmo e sentei na cama.

- vai passar o dia trancado aqui?

- posso ir lá para fora? Ficar perto da Sunhee?

- chegue perto daquela puta e eu te deixo estéril. Ou morto.

- tá não vou chegar perto dela.- Hoseok falou e me beijou.- vou ficar perto do Namjoon.

- comporte-se, Jung. - falei cruzando os braços.

- tchauzinho, jagi.- Hoseok falou e saiu quase correndo do quarto.

- somos só nós agora, babys.- falei e comecei a mexer no celular.

Quase trinta minutos depois a porta do quarto foi aberta revelando um ser branco, cabelos platinado, e uma cara de tédio. Os bebês já estavam acordados olhando para o teto mexendo as perninhas no ar.

- oi, S/A.- Yoongi falou deitando na cama ao lado de Haneul.

- olá, senhor Min.

- senhor seu pai! Meu nome é Yoongi e você tem o direito de me chamar de Yoon, Suga, lindão, fica a seu critério.

- lindão?- perguntei rindo.

- claro.

- você tá sendo infectado com o mesmo vírus que o Seokjin.

- E você que me diagnosticou?

- sim, o vírus do amor próprio ao extremo.

- vá a merda, S/N.

- vá você, Yoongi.- falei sorrindo.

- vamos direto ao ponto, vim aqui para te levar pra piscina, não pra jogar dentro da água.

- nem me fale que já me da vontade de te encher de tapas.

- que violência, S/N, eu estava brincando.

- brincadeira besta.

- você descontou, me afundou na água.

- não foi mais que justo.- falei fazendo carinho no cabelinho de Hyuntae.

- vamos lá pra fora? As crianças precisam de sol.

- vamos sim.- falei pegando Hyuntae. Percebi que a fralda do meu pequeno estava cheia de xixi.- vamos ter que trocar fralda antes.

- certo, eu posso fazer isso?- Yoongi perguntou levantando da cama.

- Sim, obrigada.- falei pegando a bolsa de Hyuntae. Entreguei o álcool em gel para que Yoongi limpasse as mãos.

- cadê a outra fralda?- Yoongi perguntou já tendo tirado a fralda usada de Hyuntae.

- tá na bolsa.- falei tirando a fralda de Haneul, limpei os resquícios de pomada e passei uma nova camada de pomada contra assaduras. Yoongi já tinha terminado com Hyuntae e me esperava balançando o menino nos braços.- vamos?

- só se for agora.- Yoongi falou e saímos do quarto levando as crianças. - eu nunca cogitei a ideia de ter um filho, mas graças a você e ao Hoseok eu tenho uma filha linda.

- eu aposto que um dia você vai querer ter um filho, só não esquece a Haneul.- falei sorrindo.

- Eu acho que não, prefiro o tipo de filho de aluguel, a gente tem e quando a criança chora a gente devolve para os pais, isso é maravilhoso.

- pois eu te digo que antes mesmo de você pensar em não ter filhos você os terá, e serão três no mínimo.

- tá louca? Nunca!- Yoongi falou.

- vamo apostar?

- tá apostado!

- Você vai perder facilmente, querido.- falei sorrindo.

- Não mesmo, queridinha!

Entramos na área da piscina e me juntei a mesa em que os meninos estavam, menos Jungkook e Elena.

Sentei no extremo, ao lado de Yoongi e longe de Hoseok que estava ingerindo bebida alcoólica. Fiquei uns bons minutos olhando feio para meu marido, lutando para não voar no pescoço dele por ser tão imprudente e beber sabendo que vai dirigir em algumas horas.

- você quem vai dirigir.- Hoseok falou como se lesse minha mente e continuou sorvendo a bebida que estava no copo dele.

- quem disse isso?- perguntei séria.

- você quer correr o risco de acidentes?- Hoseok perguntou colocando mais bebida no copo dele.

- você devia ter me avisado que ia ficar enchendo a cara. - falei dando chupeta para Haneul.

- eita, Hoseok, agora tem que ficar dando satisfação pra mulher!- Jimin falou rindo.

- quando você tiver a sua vai ser igual, ou pior.- Hoseok afirmou.

- desde quando você é meu dono?- perguntei afrontosa.

- se você não percebeu quando eu te apresento para os outros eu digo que você é minha mulher, logo é minha.

- ele tem razão.- Taehyung falou.

- machos escrotos.- Jin falou revirando os olhos.

- você também é macho, Jin.- Namjoon falou.

- Sim, mas não sou machista.- Jin se defendeu.

- por isso que eu amo você, Kim Seokjin. - falei fazendo um coração com a mão. ( capa)

- Não mais do que eu te amo.- Jin falou retribuindo o coração.

- posso me unir a vocês?- ouvi uma voz enjoativa, mas não me dei o trabalho de olhar para a dona da voz.

- não. - Taehyung falou passando a mão entre os próprios fios de cabelo.

- Tae, por que está agindo assim comigo? Somos amigos.

- éramos amigos até você decidi traí meu amigo.- Taehyung falou olhando para o líquido de cor âmbar que ia de um lado para o outro sendo agitada por Taehyung.

- Não me importo, vou ficar aqui do mesmo jeito.- a loira falou e sentou ao lado esquerdo de Hoseok que se afastou para mais perto de Namjoon.

Ninguém falou nada, apenas se entreolharam e continuaram a beber, com exceção de Yoongi e eu que estávamos segurando as crianças.

- meu filho teria cinco anos atualmente.- Sunhee falou olhando ora para Hyuntae ora para Haneul. - tudo seria diferente.

- legal.- falei fazendo carinho no braço gordinho da minha bebê.- você já sabia que era um menino?

- não, mas eu queria que fosse um menino.- a loira falou olhando fixamente para Hyuntae como se ele fosse um retrato vivo do filho que ela perdeu.- posso pegar no menino?

Todo mundo me olhou meio apreensivo sobre qual seria a minha resposta, também não sabia o que dizer, o que eu teria que dizer quando a ex do seu marido, que não gosta de você pede para segurar seu filho? Sinceramente se fingir de doidinha é a melhor opção.

- não, você não vai tocar nos meus filhos. Você estraga tudo o que toca e não quero que estrague meu filho.- Hoseok afirmou. Quase no mesmo momento meu celular vibrou, sinalizando uma notificação.

Mensagem

Yura: Tem algum compromisso pra amanhã?

Eu: além de ser mãe em tempo integral não tenho nada.

Yura: posso passar aí amanhã?

Eu: precisa perguntar?

Yura: não sei, preciso?

Eu: claro que não, boba. Adoraria que você me visitasse, traz o baby ainda não pude vê ele.

Yura: claro que vou levar o MinHo.

Eu: ótimo, assim eu conheço o pequeno.

Yura: por falar em pequeno, como estão os seus?

Eu: melhor impossível.

Mensagem

- S/N, com quem você está conversando?- Hoseok perguntou me olhando.

- com a Yura. - falei bloqueando a tela do celular.

- vamo pra casa.- Hoseok falou ficando de pé.

- tá.- falei ficando de pé, Hoseok pegou Hyuntae dos braços de Yoongi.

- meus querido amigos vão me ajudar a levar as bolsas das crianças para o carro. - Hoseok falou e deu um beijinho na bochecha de Hyuntae.

- cara, você explora!- Jimin reclamou fazendo uma carinha fofa, com certeza ele tava se achando o mais cara dura.

- se o Jungkook não tivesse se pegando com a irmã da S/N eu exploraria ele.- Hoseok falou.

- vou subir pra arrumar as bolsas das crianças. - falei e virei para sair da presença de todos.

- Ei, S/N, não é?- Sunhee perguntou, mas tenho certeza que ela sabe meu nome.

- Sim?- indaguei olhando para a criatura ainda sentada.

- só queria te dizer que eu te desejo muita infelicidade no seu casamento, que seus filhos te destestem, e que por último você perda um deles assim como eu perdi meu bebê.- Sunhee falou com raiva.

- Não seja idiota!- Hoseok exclamou e me tirou da presença daquela víbora.

- Hoseok.

- hum? - Hoseok indagou enquanto guardava os pertences das crianças nas bolsas.

- me lembre de que se algum dia eu vê aquela vaca loira eu tenho que voar na cara dela e destruir cada pedacinho do rosto dela.

- Não precisa ser assim, jagi, ela vai pagar por tudo o que ela fez e faz sem você precisar dá uma surra nela.- Hoseok falou me puxando para um abraço.

- seu cheiro...

- já vai reclamar que eu tô fedendo a álcool?!

- É verdade, Seok.

- Seok?

- sim. Ou te chamo de Ho?

- amor da minha vida já estava bom.

- ok, amor da sua vida.

- a, S/N, você não tem jeito.

- talvez se você consegui me domar eu tenha jeito.- falei sorrindo.

•••

Uma e trinta e três da manhã, acordo com o som de um choro baixinho, mas que mostrava impaciência de quem que fosse. Levantei da cama e fui até o quarto das crianças e quando acendi as luzes vi Haneul se revirando no berço enquanto chorava.

- meu amor, o que tá te incomodando? - perguntei olhando para a pequena no berço. Ela parecia incomodada com a blusa do pijama já que ficava puxando o tecido da roupa impacientemente. - a blusa tá incomodando, bebê?

Tirei a blusa dela e nada mudou, a pequena continuava a chorar. Tirei Haneul do berço e tentei a única coisa que faz qualquer bebê se acalmar, mama. Não adiantou em nada, Haneul também não queria mamar.

- você vai acabar acordando o Hyuntae. - falei fazendo carinho no rosto dela.- você tá sentindo dor?

É claro que ela não ia me responder, mas talvez conversar com ela a distraisse um pouco e o sono viesse.

Quase uma hora depois e nada da Haneul se acalmar, o choro por vezes parava, mas quando ela voltava a chorar era muito mais forte que da última vez.

Deitei novamente a bebê no berço e fui até o armário onde eu guardo as coisas relacionadas à saúde, peguei o kit mãe prevenida, nomeado por mim mesma, e de lá tirei o termômetro. Medi a febre da minha filha e constatei que ela estava realmente doente, deu 38,5 graus de febre, ainda estava em um nível que dava para tratar em casa com antitérmico mesmo que não seja recomendado medicar sem uma orientação medica, porém eu sou médica e não iria medicar minha própria filha com algo que prejudicasse a saúde da pequena, mas por ela ser muito pequena não é recomendável medicar com nada.

Antes de tudo decidi procurar por mais algum sintoma que mostrasse características de alguma doença.

Coloquei a ponta dos dedos da mão esquerda na barriguinha dela e bati na minha mão esquerda com a mão direita, nada de anormal a barriga dela não parecia como dizem popularmente "fofa".

Coloquei o estetoscópio perto do pulmão dela e ouvi um chiado.

- resfriada. Mamãe vai dar um banho para baixar essa febre e colocar um sorinho no nariz. Você vai ficar boa logo.- falei sorrindo para Haneul que se mostrava impaciente, agora sei que é porque ela tá com dificuldade em respirar. Fui para o banheiro e liguei a água para a banheira dela, a água estava de morna para fria quase 36 gruas, já que é a temperatura ideal para um banho quando se tem febre.

Etapa número dois, dei o banho na minha pequena reclamona, que de vez em quando, durante o banho, dava tapas na água. Depois de vesti uma fralda nela coloquei apenas a parte de baixo do pijama, já que ela ficou incomodada com a blusa do pijama, coloquei uma toalhinha molhada na testa dela porque minha mãe sempre fazia isso quando eu ou uma das minhas irmãs tinham febre.

Etapa três, realizada com sucesso, por o sorinho no nariz dela para ajudar ela a respirar melhor.

Ficamos eu e ela nos olhando, ela deitada no berço e eu com a cabeça apoiada no berço dela.

- tô com soninho.- falei e a bebê sorriu.- quer dormir? Por favor?

Quase trinta minutos depois e Haneul continuava acordada, talvez fosse por causa da toalhinha molhada na testa dela, então resolvi tirar uma toalha e sequei os poucos resquícios de água que ainda restavam na testa dela.

- agora pode dormir.- falei me afastando um pouco do berço para ir deixar a toalha molhada no banheiro. Quando voltei para o quarto Haneul estava brincando com as mãozinhas, dando risada e vez por outra chutava as almofadas que tinha no berço.

- vem aqui, temos que dormir, não é hora de brincar.- falei pegando Haneul.

Comecei a ninar Haneul, mas quanto mais eu balançava mais a menina parecia sem sono.

- talvez você queria ouvir uma música.- falei olhando para o rostinho fofo da minha bebê.- Tantos dias olhando das janelas

Tantos anos presa sem saber

Tanto tempo nunca percebendo

Como tentei não ver?

Mas aqui, a luz das estrelas

Bem aqui, vejo o meu lugar

Sim, aqui consigo sentir

Estou onde devo estar

Vejo enfim a luz brilhar

Já passou o nevoeiro

Vejo enfim a luz brilhar

Para o alto me conduz

E ela pode transformar

De uma vez o mundo inteiro

Tudo é novo pois agora eu vejo

É você a luz

Tantos dias, sonhando acordado

Tantos anos, vivendo a vida em vão

Tanto tempo nunca enxergando

As coisas do jeito que são

Ela, aqui, à luz das estrelas

Com ela aqui, vejo quem eu sou

Ela que me faz sentir que eu sei pra onde vou

Vejo enfim a luz brilhar

Já passou o nevoeiro

Vejo enfim a luz brilhar

Para o alto me conduz

E ela pode transformar

De uma vez o mundo inteiro

Tudo é novo pois agora eu vejo

É você a luz

É você a luz.

- música bonita.- ouvi a voz de Hoseok e virei-me para olhar. Ele estava parado na porta do quarto com cara de ressaca com os cabelos revoltos, mas continua lindo.- sua voz também.

- a música é de um filme que eu assistia quando não tinha nada pra fazer, sempre gostei da história, é a versão de Rapunzel que eu mais gosto. - falei e senti o puxão nos meus fios de cabelos, olhei para Haneul e ví a ela agarrada aos meus cabelos brincando.- isso não é brinquedo não.

- o que ela tem que não está dormindo?- Hoseok perguntou sentando ao meu lado no chão.

- Não sei direito, creio que seja uma gripe ou um resfriado.

- talvez seja culpa do leite em pó que você prepara pra ela.

- o leite que ela toma é próprio pra crianças da idade dela.

- eu não confio nesse tipo de alimento para meus filhos.

- eu cresci tomando leite em pó e de vez em quando leite de cabra e ainda tô viva hoje, pelo menos acho que tô.

- ela não é você.

Não falei nada apenas coloquei o seio para fora da roupa e dei de mamar para Haneul.

- você ficou irritada?- Hoseok perguntou segurando meu rosto.

- não, só que eu não gosto quando você tenta me ensinar a cuidar dos meus filhos.

- eu só quero o melhor pra eles.

- eu também. Mas se você quer eles apenas na mama assim será. - falei e relaxei as costas apoiada na parede.

- já são quase quatro da manhã, vai lá dormir.- Hoseok falou me puxando para os braços dele.

- você vai arrancar meu peito e colar em você por acaso?- perguntei fechando os olhos.

- Não precisa agradecer por eu tentar fazer algo bom para você. - Hoseok falou.

- tô desde um e trinta da manhã tentando fazer a Haneul dormir e você me aparece agora dizendo que vai tentar fazer algo bom para mim?- perguntei rindo.- aliás como foi que você ainda acordou?

- você deixou a babá eletrônica no quarto e de lá dava pra ouvir tudo, confesso dormir muito, mas acordei quando ouvi você cantando.

- cantando não estava grasnando. - falei e Hoseok riu.- adoro o som da sua risada.

- e eu adoro você.- Hoseok falou me abraçando, Haneul reclamou um pouco com o contato já que ela estava quase dormindo.

- às vezes eu queria que os dois bebês fossem que nem o Hyuntae, mas aí penso que seria chato ter dois dorminhocos, além do Yoongi.

- o Hyuntae não é dorminhoco, ele só é quieto, olha ali no berço dele.- Hoseok falou e quando olhei para o berço vi meu pequeno de olhos abertos me olhando enquanto sorria.

- olá, filho. Talvez eu tenha me importado tanto em pôr a Haneul pra dormir que acabei esquecendo do Hyuntae. Será que ele tá com fome?- perguntei olhando para Hoseok.

- Não sei, vou tirar ele do berço. - Hoseok falou e levantou para pegar meu menino.

- agora estamos em uma reunião da madrugada.- afirmei colocando Hyuntae para mamar.

- vamos deitar na nossa cama.- Hoseok pediu tirando Haneul dos meus braços.

  - vamos, mas antes segure a Haneul em posição vertical, se não ela vai se engasgar.- falei e fomos para o quarto. Para resumir um pouco nossa madrugada conseguimos dormir as cinco da manhã, foi quando Haneul já tinha dormido e Hyunat e fez o mesmo já que estava alimentado e de fralda limpinha.


Notas Finais


Sem data pra voltar... espero ser logo 🙏

Fiquem bem.
Vou dormir. 😘


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