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História .posso te amar? - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


oi oi, meus amô, colei aqui de novo.

VAMOS A AVISOS IMPORTANTES.
minha intenção não é, de maneira alguma, insultar, desrespeitar ou incapacitar pessoas com autismo. espero não trazer nenhum sentimento ruim para quem ler, e caso se sinta ofendide, pode falar comigo, estarei disposte a mudar ou apagar a fic, se necessário — espero que não, pois eu gostei de escrever.

bem, escrevi ela a, literalmente, duas horas atrás ashauhaua espero ter revisado bem.

gostaria de recomendar Home do Park HyoShin, meu solista favorito, e The Other Day, também dele, sendo essa minha favorita.

bem, enfim, boa leitura

Capítulo 1 - .capítulo único




novamente estava sehun, balançando as pernas de forma nervosa e ansiosa, sentado no sofá com seus pais a sua frente, sentados no sofá maior.


— querido, sabe que a mamãe te compreende, não é? — ela disse calma, não queria deixar o filho mais agitado do que agora.


— não parece. — disse engasgado. — porque não posso amar.


sehun era autista. foi diagnosticado ainda pequeno, sendo assim tanto a mãe quanto o pai, lhe proporcionaram segurança e proteção, e consequentemente, isso lhe privou de muitas coisas. sabiam que ele era um menino forte e inteligente, mas não podiam garantir a segurança dele fora de casa.


— não é isso, meu amor. — o pai foi ao lado dele, segurando sua mão, ele sorriu. — queremos que você possa amar, mas temos medo de que você se machuque também.


— juny não machuca o hunnie. — disse baixinho, com um sorriso fofo ao falar do vizinho.


— sabe que queremos o melhor para você sempre, não é? — a senhora se aproximou, sentando no tapete e segurando a outra mão de seu pequeno garoto. — você é a melhor coisa que aconteceu na nossa vida.


— não porque se não fosse assim, vocês não iam sofrer porque o sehun tá sempre dodói.


naquele momento, o homem de meia idade, não pode segurar as lágrimas. seu filho era tudo em sua vida, nunca foi um peso, nunca pensou um dia sequer que se ele não fosse autista, suas vidas seriam mais fáceis porque no final, ele era feliz do jeitinho que eles eram juntos.


— jamais, hunnie. você ser autista, não faz nenhum de nós dois triste ou nos faz sofrer, o que me dói é ver as pessoas de fora sendo preconceituosas e ruins com pessoas como você. — sehun, notando as lágrimas do pai, passou as costas das mãos pelas bochechas dele. — você, sehun, é a nossa preciosidade. vamos fazer de tudo por você e te proteger do mundo, mas vamos tentar não lhe privar assim das coisas, se você ama o junmyeon, nós vamos te ajudar, okay?


— jura? jura? — sehun animou-se abraçando a mãe e sendo abraçado pelo pai. — eu ama vocês. são tudo. — se balançou, derrubando a mãe, e puxando o pai no processo. ambos riram, sempre seriam felizes enquanto pudessem fazê-lo feliz também.


[...]



junmyeon estava terminando seu quadro, um desenho de sehun na piscina, quando a campainha tocou. deixou o pincel de lado e foi atender a porta, sorrindo logo que viu seu garoto.


— hunnie, que bom te ver. estou terminando seu quadro, quer ver? — o outro assentiu levando a mão para frente, para que o mais velho a pegasse. jun sorriu e tomou a mão alheia na sua, o trazendo para dentro de casa, logo depois fechando a porta e indo para o quarto dos quadros, como chamava o espaço.


— hunnie quer dizer algo pro juny porque juny é especial pro hunnie, que nem ele é pra os meus pais.


jun sorriu ouvindo aquilo. se ele era tão especial assim, como o outro dizia, seu coração se sentia mais aconchegado. não tinha certeza se podia amar o outro como amava, mas desde que havia fugido de casa por conta da homofobia dos pais, prometeu a si mesmo, que jamais deixaria de amar, e mesmo que não pudesse ser correspondido por sehun, iria sempre colocar ele em primeiro lugar, o protegendo, cuidando, respeitando e dando todo apoio e carinho possível, pois para ele, isso é amar.


— eu fico feliz em saber que sou tão especial assim. — sorriu, sentando sehun no banco que estava antes enquanto pintava. — sabe que você é muito especial para mim, não é? você é a coisa mais preciosa da minha vida. — apesar de suas palavras serem sinceras e românticas, junmyeon sabia que sehun não entenderia aquele tom nas palavras por conta do autismo, mas não mudava o fato do outro entender que era importante para ele.


— juny, eu aprendi coisa nova hoje. — segurou o rosto quentinho de junmyeon, que apesar de ser menor que sehun, estava alto por estar de pé. — eu posso ensinar para juny. — sorriu. jun pegou o banquinho ao lado e se sentou mostrando total interesse no que o outro queria lhe ensinar.


já se conheciam a 6 anos, tempo que jun havia se mudado para a vizinhança, aos 20 anos. sendo alegre e extrovertido, sehun não demorou a fazer o jovem jun rir.


o mais velho lembrava exatamente de todas as sensações daquele dia. havia passado uma semana desde a mudança e não conseguia conversar com ninguém, apesar da confiança de sair de casa, as palavras cruéis de seus pais ainda o faziam se sentir um monstro por ser como era e por amar quem fosse amar. então notou, o que parecia ser uma criança de dois metros, no cercado da outra casa, que aparecia e "sumia" — ou assim presumia estar fazendo porque nao abaixava e continuava a vista —, rindo baixinho. logo junmyeon entendeu e sorriu quando o outro lhe sorriu.


— moço, você sorri bonito. igual coelhinho, você é um? — jun negou, sem conseguir parar de sorrir. sehun era muito fofo. — eu posso te abraçar, mamãe também me abraça.


depois disso, sehun saiu correndo, saindo do campo de visão do mais velho que se sentiu um pouco mal quando o outro se foi, porém, em pouco tempo, um corpo grande se jogou contra o seu em um abraço, não teve tempo de dizer nada já que o outro se pronunciou numa voz calma demais para o coração disparado contra suas costas.


— pronto, pronto, passou. — acarinhou os cabelos castanhos do mais velho. — mamãe abraça o sehun assim pra melhor. eu vou te abraçar também. eu te amo, vai ficar tudo bem enquanto eu abraço, que nem com a mamãe faz com o sehun.


junmyeon sorriu e chorou em silêncio. sehun não sabia o quanto o outro precisava daquilo, mas com suas 17 anos e abraços da mãe, sabia que aquela era a melhor forma de acalmar o choro, pois era assim que se acalmava também.


depois daquele dia, sehun levou jun pra própria casa e o apresentou para os pais como coelhinho. um pouco preocupados pelo o que o filho poderia ter feito, pediram desculpas, mas logo se sentiram aliviados ao ouvir o que aconteceu, e mais que isso, orgulhosos do coração bondoso do filho. assim foi os 6 anos, um cuidando do outro e sem ter medo de serem quem eram.


— juny, mamãe ensinou com o papai pra eu o que é o coração acelerado, a mão suando, o sorriso que não sai da boca e o sentimento quentinho no peito. sabia que o hunnie se sente assim?


— eu não sabia. isso é bom?


— é, faz o hunnie feliz. e sabe, mamãe disse que é importante saber porquê das coisas, aí eu agora sei. — riu bobinho. — quando eu olho para você, o meu coração vira samba e minha mão molha, porque você fica na minha cabeça e eu não paro de sorrir, eu aprendi que isso é amor. tudo bem o hunnie amar você?


junmyeon abaixou a cabeça antes de enterrar o rosto no peito alheio, que lhe fez carinho. estava feliz, não sabia se era do mesmo sentimento que falavam mesmo sendo as mesmas sensações, porém de saber que o outro o amava, era suficiente para seu coração.


— eu te amo, então tudo bem me amar e obrigado por isso, hunnie. — olhou para sehun que sorriu largo, se mexendo na cadeira, agitado que só ele.


— beijinho do juny, eu quero. — sehun fez biquinho e colocou o dedo indicando onde queria o beijinho.


— v-você quer beijinho? na boca?


— aham, mamãe falou pro sehun que se o jun também amasse o hunnie, eu podia pedir beijinho que nem o do papai dá na mamãe. — contou animado. mas logo fez cara de emburrado, pois jun continuava paradinho. — beijinho juny! tem que beija o hunnie pra gente poder casar logo!


jun se aproximou devagar e colocou a mão no rosto bonito do outro, que rapidamente fechou os olhos, nem lembrando de fazer o biquinho como havia planejado. quando os lábios encostaram nos do mais velho, sehun sentiu estranheza, o pai e a mãe lhe davam beijinho na boca, mas era diferente, não se sentia tão alegre e com o coração tão acelerado. sehun se afastou devagar, ainda com os olhos fechadinho.


— tudo bem, hunnie? — perguntou fazendo um carinho singelo nas bochechas rosadas.


— amor. mamãe e papai se chama de amor. — respondeu baixinho. — hunnie pode chamar o coelhinho assim? — jun sorriu ao ouvir o apelido antigo antes de responder.


— claro que pode, amor, a gente vai se casar que nem seu pai e sua mãe, não é?


— a gente já casou, juny, quer dizer, amor. a gente se beijou. — jun sorriu mais ainda. — hunnie tá casadinho com o juny. — sehun sorriu para si mesmo, colocando a mão na boca e rindo baixinho. — hunnie também beijou o juny. eu sou feliz.


— eu também sou feliz, meu amor. — junmyeon se aproximou juntando a testa com a do outro.


— beijinho, amor. — sehun pediu novamente, e jun sorriu antes de beijá-lo novamente, tão feliz quanto qualquer outro ser humano na terra.




Notas Finais


bom, foi isso. espero não ter ofendido ninguém, nem nada do tipo. mesmo assim peço perdão desde já.

comentem o que acharam, é muito legal interagir com alguém ashuahau

e feliz orgulho lgbtq+ pra todos, e pra mim tbm, tenham orgulho da forma única de vocês🌈

abraço pra quem fica, beijo pra quem quiser🌻💛


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