História Possuídos - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Anjos, Aventura, Romance
Visualizações 37
Palavras 2.070
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 11 - Capítulo Dez


Fanfic / Fanfiction Possuídos - Capítulo 11 - Capítulo Dez

Duas horas após a conversa sobre Sophie, os três pararam para comer alguma coisa. Acharam um supermercado abandonado e conseguiram pegar algumas bolachas e outros alimentos que ainda estavam conservados. Pegaram o que precisavam e voltaram para comer dentro do carro.

- Erick, estava pensando. – Ian começou a dizer. – Eu nunca lhe agradeci por tudo que fez por mim.

Erick que estava prestes a colocar uma bolacha inteira dentro da boca, parou com o braço no ar.

- O que quer dizer, Ian? – Perguntou Erick.

Sophie que estava distraída com sua própria comida também parou de comer para prestar atenção na conversa que se iniciara.

- Desde que eu vim para a Terra com os demais anjos caídos, tive dificuldade em me adaptar a um humano. Somente após a sua chegada que consegui me adaptar bem a esse corpo. Você me ajudou muito. Eu não conseguia controlar os meus sentimentos. Sou muito suscetível a raiva e ao ódio e Gradel viu isso em mim. – Disse Ian. – Ele piorou a situação quando iniciou minha mudança para demônio. Mas você me ajudou mesmo não precisando. E eu nunca nem disse obrigada. Então, obrigada Erick.

Erick pareceu ficar constrangido por alguns minutos e então respondeu:

- Não precisa me agradecer Ian. Fiz o que achava certo. Eu vi que você não era apenas raiva e ódio, como todos aqueles anjos que se tornaram e estão se tornando demônios. Todos eles tinham e alguns ainda tem, sentimentos bons dentro de si. Só precisam se lembrar, como eu fiz com você. Apenas o fiz lembrar quem realmente você era.

- Eu matei humanos e também matei anjos. E todo o tempo que fiquei trancafiado com Beatriz, fiquei pensando em como eu me sentia após matar alguém. – Ian passou as mão no cabelo, parecendo cansado. – Eu me sentia destruído Erick, mas não conseguia parar. Se você não tivesse me ajudado, eu ainda estaria assim. Você pode dizer que eu não preciso agradecer, mas agradeço mesmo assim.

- Se é assim, então também preciso te agradecer. – Disse Erick. – Você ficou para trás para salvar Sophie e eu.

Ian fez um gesto parecendo descartar as palavras que Erick acabara de dizer.

- Bom, se ficarmos agradecendo um ao outro por isso ou por aquilo, vamos ficar aqui um bom tempo. – Brincou Ian, fazendo com que o clima entre eles ficasse mais tranquilo e confortável.

Sophie que ficara calada a maior parte do tempo desde que eles decidiram iniciar a viagem, decidiu falar:

- Apesar de ter matado humanos e anjos, você é o ser mais corajoso que já conheci e o mais honesto com relação aos seus sentimentos, Ian. – Sophie se virou na direção de Erick. – E você, é o ser mais bondoso, generoso e esperto. Eu devo muito aos dois. – Sophie olhou de Erick para Ian. – Agora que deixamos as coisas claras, acho que podemos comer.

O estômago de Sophie soltou um leve ronco para salientar o que ela acabara de dizer e Erick e Ian sorriram e começaram a comer.

 

Depois de várias horas eles chegaram ao Templo da Adoração. Erick parecia nervoso, Ian parecia descrente e Sophie tentava ao máximo não demonstrar medo.

– Acho que chegamos. – Avisou Ian. – É este o lugar certo?

– É o único templo por aqui. – Respondeu Erick, olhando ao redor.

Os três saíram do carro e entraram no templo, como previsto estava vazio. Sophie olhava envolta, o templo era como uma igreja pequena, só que sem os bancos e todo decorado com imagens de Samuel. Erick não ficara Impressionado pela maior parte do templo ser rosa. A chama do arcanjo Samuel era da cor rosa.

Erick pegara um livro para copiar o símbolo de Samuel no teto. Seria a armadilha perfeita, pois ninguém acreditava que ela funcionava, nem mesmo os arcanjos. Assim que Samuel estivesse embaixo do símbolo ele jogaria o sangue de Miguel e Samuel ficaria preso e sem poderes. Nada poderia falhar.

Erick desenhara rápido o símbolo no teto, não era um desenho difícil, o símbolo de Samuel era apenas cinco pontos, um embaixo do outro, o terceiro era desenhado mais para frente com uma linha passando por todos os pontos.

Com a armadilha feita, Erick, Ian e Sophie fizeram o círculo de oração para a convocação do arcanjo.

– Archangelus Samuel occurrat deprecationem nostram. Adiuva nos. venisses in occursum nobis. – Começou Erick em latim.

As Luzes do templo começaram a piscar. Sophie sabia o que isso queria dizer. Ele estava vindo.

– venire in nostri praesentiam. – Finalizou Erick.

O zumbido começou. Ele estava chegando. Os três fecharam os olhos e quando abriram, lá estava ele. Samuel, o arcanjo do amor.

 

Sophie olhou para o arcanjo, com toda a certeza ele não parecia nem um pouco como ela havia imaginado. Assim como Lúcifer e Miguel, Sophie achou que Samuel teria possuído um hospedeiro belo, porém aquele arcanjo em sua frente não tinha nada de belo. Não era feio, mas também não era belo. Diferente, foi a palavra que Sophie encontrou para descrevê-lo.

Samuel era alto de olhos violetas, até ai tudo bem. Mas Sophie reparou em seu cabelo. Rosa. Sim, era um cabelo comprido até o ombro e com mechas cor de rosa. Seu rosto tinha um formato aristocrata e seu corpo era magro, quase esquelético. 

Sophie desviou o olhar para a mão direita de Samuel e encontrara o anel feito com a pedra Ematida, a pedra do amor. O selo.

– Por que me chamou jovem anjo? – Samuel perguntou olhando para Erick.

Sophie e Ian seguraram a risada. A voz do arcanjo era um tanto afeminada.

– Precisamos de sua ajuda com algo. – Respondeu Erick.

O arcanjo caminhou para mais perto de Erick.

– Eu conheço vocês. Todos estão falando de vocês – Disse Samuel. – Você. – Ele apontou para Sophie. – É a humana filha de Lúcifer. Eu odeio Lúcifer. Ele sempre fazia piada com minha voz quando ainda morava no céu. – Samuel agora pontou para Ian. – Você é um anjo caído que está se transformando em demônio. Ian, correto?

Ian fez que sim com a cabeça.

– As notícias correm rápido. Metade do mundo sabe quem vocês são. – Disse Samuel. – E você, jovem anjo, é Erick, ouvi muito de você. Tem grande conhecimento sobre as coisas. O que querem?

– Precisamos do seu selo. – Disse Erick direto ao ponto. Samuel estava quase embaixo da armadilha agora, enquanto falava caminhava da direção dos três que estavam no altar.

– Creio que não poderei ajudá-los quanto a isso. – Disse Samuel. – Um arcanjo não pode entregar se selo a qualquer um.

 – Precisamos do selo. – Disse Sophie. – Precisamos dele para deter Lúcifer. Você não quer que a terra seja salva?

Samuel deu de ombros.

– Pouco me importa o que Lúcifer fará com a terra. Não me importo com os humanos. Claro que se Lúcifer decidir acabar com tudo, sentirei falta de algumas coisas, mas isso não é motivo o bastante para que eu decida ajudar vocês – Falou Samuel. – Se isso é tudo, preciso voltar.

– Não, isso não é tudo. – Disse Ian. Ele se moveu rápido e empurrou o arcanjo para de baixo da armadilha.

– O que pensa que está fazendo? – Perguntou Samuel começando a caminhar na direção de Ian, mas fora detido pela armadilha desenhado no teto do altar. – O que é isso? O que está acontecendo? Por que não consigo sair?

Ian apontou para o teto.

– Muito engenhoso. – Disse Samuel. – A armadilha do símbolo do arcanjo. – Ele se virou para Erick. – Você é muito esperto. E bastante corajoso também. Nunca acreditei que essa maldita coisa funcionasse.

– Já me disseram isso. – Respondeu Erick.

– Mas não é tão esperto assim, eu continuo com meus poderes, apenas não posso sair desse lugar. – Disse Samuel. – Ainda posso incinerar vocês se tentarem roubar meu anel.

– Não com isso. – Disse Ian despejando o sangue de Miguel que Sophie retirou da mochila de Erick. – Reconhece?

Samuel sorriu e olhou para Erick.

– Você pensou em tudo não é mesmo? – Disse Samuel.

Erick e Ian seguraram Samuel enquanto Sophie retirava o anel de seu dedo.

Sophie estudou o anel. Ele era mesmo constituído com uma bela pedra que a hipnotizou.

– Tome cuidado com isso filha de Lúcifer, caso contrário a matarei assim que conseguir sair dessa maldita armadilha.

Ian pegou o anel da mão de Sophie e guardou-o na mochila. Samuel se virou para Erick.

– Vai pagar por isso jovem anjo!

– Tire uma boa soneca Samuca. Afinal, não tem muito o que se fazer por aqui. – Disse Erick.

Os três saíram do templo e entraram no carro. Um já foi, faltam seis.

– Bom trabalho Erick. – Disse Sophie sorrindo.

– Esse foi fácil. Samuel não acreditava que essa armadilha funcionava e acho que entrar para a lista negra de um arcanjo não é muito vantajoso, Sophie. – Respondeu Erick.

– Sim, Samuel está muito irritado com você jovem anjo. – Debochou Ian.

Os três começaram a rir e seguiram viagem.

– Para onde agora? – Perguntou Ian.

– Droga, teremos que voltar, o Templo da Esperança fica em Sacramento, na Califórnia. – Respondeu Erick lendo um de seus livros. – Eu devia ter visto isso antes e planejado uma rota.

- Calma ai, jovem anjo. – Disse Ian. – A gasolina é grátis em tempos apocalípticos.

Sophie soltou um suspiro. Fazia tempo que não voltava para Sacramento, a cidade onde nascera e crescera.

– Qual arcanjo vamos chamar? – perguntou Sophie do banco de trás do carro.

– Arcanjo Gabriel, o mensageiro de Deus. – Disse Erick.

Sophie pegara o livro de Erick para dar uma olhada no desenho do arcanjo Gabriel, mas ele não segurava nada, nenhuma arma ou objeto. Nenhum anel em suas mãos.

– O que é o selo? – Perguntou Sophie.

Erick se virou de modo que ficara de frente para Sophie.

– A cruz pendurada no pescoço. É um símbolo de comunicação com Deus. – Explicou Erick.

 

Após algumas horas, eles se esconderam em uma garagem abandonada em uma rua quase deserta, Erick fora buscar comida enquanto Ian e Sophie ficaram no carro lendo sobre os sete arcanjos.

– Acha que Samuel conseguirá se libertar? – Perguntou Ian.

– Não.  – Respondeu Sophie. Ian lançou um olhar questionador. – Veja. – Ela entregou o livro de Erick que estava lendo. – Ai diz que o sangue de Arcanjo começa a queimar como fogo, e esse fogo, só pode ser apagado pela pessoa que despejou o sangue, ou seja, apenas você pode libertá-lo.

Ian gostou da ideia. Seria menos um problema na lista deles.

– Então ele passará a eternidade lá. – Disse Ian. – Sophie?

– Sim?

– Sobre o nosso beijo... – Começou ele.

– Está tudo bem Ian. Eu sei que você se arrepende de ter feito aquilo. Eu não entendi nada errado. – Disse Sophie.

– Entender errado? Arrepender-me? – Perguntou Ian. – Sophie. Beijar você me fez lembrar porque eu deveria continuar lutando. Eu não posso perdê-la.

– Ian, o que você está dizendo é loucura. – Disse Sophie olhando diretamente nos poderosos olhos azuis dele. – Não podemos ficar juntos.

– Não importa. – Ian parou um instante de falar apenas para ver a expressão no rosto de Sophie. – Sophie, só quero que fique comigo.

Sophie não acreditava no que acabara de ouvir. O distante e irônico Ian acabara de se declarar. Mas ela estava muito confusa para dar qualquer resposta agora.

– Ian. – Disse ela. – Isso não é certo.

Ian saiu do banco de motorista e conseguiu ir se sentar ao lado de Sophie no banco de trás do carro. Ele colocou uma de suas mãos no rosto de Sophie.

– É por causa do Erick? – Perguntou ele.

Erick? Nunca pensara em Erick daquele modo, mas acabara percebendo que ele fazia parte dos por quês daquilo não ser certo.

– Ian, só não é certo. – Disse Sophie. – Não posso ficar com você, nem com Erick. Se tudo acabar bem, vocês voltarão para o céu e me esquecerão.

Ian sacudiu a cabeça. Ele nunca se esqueceria dela. Nem mesmo se tentasse. Nem mesmo se quisesse.

- Eu não sei lidar com esses novos sentimentos. – Disse Ian. – Eu sempre ficava desconcertado quando sentia raiva ou ódio, mas aprendi a lidar com eles. Mas isso, esse sentimento estranho que tenho por você, eu não estou conseguindo controlar.  

 

Erick chegara com a comida e Ian e Sophie se comportaram como se aquela conversa nem tivesse acontecido. Eles comeram em silêncio e assim que acabaram retomaram a viagem.

Sophie não conseguia parar de pensar nas palavras de Ian. Ele sentia algo por ela. Será que era apenas desejo ou havia algo mais? Ela então parou para pensar o que ela mesma sentia. Era mais que óbvio que sentia atração por ele, mas não sabia dizer se havia algo mais. 



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