História Possuídos - Capítulo 12


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Categorias Originais
Tags Amor, Anjos, Aventura, Romance
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Palavras 1.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 12 - Capítulo Onze


Quando chegaram ao templo da Esperança, saíram do carro e perceberam que também estava vazio, o que era uma sorte.

Sophie reparou que diferente de Samuel, Gabriel preferia a cor azul, ela chegou a perguntar para Erick o porquê das preferencias das cores e ele lhe explicou que as imagens dos templos tinham as cores das chamas do arcanjo. Cada arcanjo tem uma chama que o rodeia quando estão em suas formas angelicais.

O templo era recheado de imagens do arcanjo e cruzes. Também havia muitas imagens de anjos orando. Sophie entendeu o significado. A oração era um meio de comunicação e Gabriel era um mensageiro.

Erick começou a desenhar o símbolo do arcanjo Gabriel no teto do altar do templo, como fizera com Samuel. O símbolo de Gabriel era um pouco mais elaborado que o do arcanjo do amor. Havia quatro pontos desenhados com uma linha passando por eles formando um equilátero e uma outra linha no centro. Erick já estava terminando quando Ian que estava sentado em um dos bancos do templo se levantou rápido.

– Beatriz nos encontrou. – Disse ele. – Ela e Max estão vindo.

Erick pousou e foi até Sophie.

– Onde está minha mochila? – Perguntou Erick

– Encostada na parede do altar. – Respondeu Sophie.

Erick foi até a mochila e retirou duas facas e um revólver. Entregou uma faca para Ian e a arma para Sophie.

– Se Max ou Beatriz se aproximar de você, atire neles. – Disse Erick.

Sophie assentiu parecendo confiante, mas estava morrendo de medo que fosse necessário usar uma arma.

- Mas isso não mata um demônio, mata? – Perguntou ela.

- Não, mas atrasa. – Disse Erick.  

Depois de alguns segundos, Beatriz e Max entraram no templo.

– Olá Beatriz, achei que tinha se esquecido de nós. – Disse Ian.

– Preciso levar a garota. – Disse Beatriz. – Se deixarem-na ir, Lúcifer poupará a vida de vocês.

Erick de pôs na frente de Sophie em posição protetora.

– Não deixaremos Sophie. – Disse Erick.

– Se apegou a garota, Erick? – Perguntou Beatriz sorrindo. – Pena que a expectativa de vida de vocês é zero.

Max e Beatriz atacaram. Max que era mais forte atacou Erick e Beatriz atacou Ian. Beatriz queria matar Ian. Por sua culpa ela fora castigada por Lúcifer.

Sophie não podia fazer nada, estava petrificada de medo, mas ela não podia fazer nada para ajudar. Maldito poderes, por que não consigo controlá-los? Perguntou-se.

Erick fora jogado contra a parede por Max e se contorcia de dor. Ian e Beatriz estavam em uma batalha equilibrada, apesar de Ian ainda não ter se recuperado totalmente do último encontro que teve com ela. De repente, tudo em volta de Ian começou a ficar preto. Suas asas negras se abriram sem seu comando e ele sentiu uma dor profunda em suas costas e caiu esparramado de dor no chão. O que estava acontecendo?

Suas asas começaram a se desfazer. Sua transformação estava sendo completada. As asas de Ian sumiram e a fumaça preta que o rodeava se dissipou. Ian parecia mais forte e os machucados que ainda estavam em seu corpo sumiram. Ele agora era um demônio.

Ele se sentia mais poderoso. Com a alma mais negra. Demônios tinham almas? Ele não sabia, mas se sentia assim. Ian se levantou e atacou Beatriz que não conseguiu se desviar do golpe e acabou caindo no chão. Ian a levantou com uma das mãos envolta de seu pescoço.

– Você se lembra como mata um demônio Beatriz? – Disse Ian usando as palavras que um dia Loren havia utilizado com ele.

E Ian cortou o pescoço de Beatriz. Ela caiu imune no chão frio do templo de Gabriel. Do outro lado do templo, Erick estava apanhando de Max.

– Ian! – Gritou Sophie. – Ajude Erick.

Ian correu até a luta que se desenrolava em cima do altar. Erick se recuperou rapidamente e segurou a cabeça de Max para que Ian a cortasse. Eles estavam salvos. Por enquanto.

– Ei jovem anjo, não consegue terminar uma luta sem mim não é mesmo? – Brincou Ian. – Venha, vamos convocar Gabriel.

 

Erick retocara o símbolo do arcanjo no teto do altar e eles fizeram a roda de oração para convocação de Gabriel.

– Archangeli Gabrielis oratio Dei nuntius occurrit. – Disse Erick em latim. Sophie percebeu que era uma prece diferente para cada arcanjo.

As luzes começaram a piscar, Sophie se acostumara com aquilo.

– venire in nostri praesentiam. – Terminou Erick.

Os zumbidos começaram. Muito fortes. Sophie não se acostumaria com isso. Eles sentiram a forte dor em suas cabeças e logo estavam de frente com o arcanjo.

Sophie achou que veria uma figura tão bizarra quanto Samuel agora, mas se enganara. Ela estava de frente de um arcanjo em um corpo muito belo.

Olhos sedutores cor de âmbar, cabelos sedosos, que pareciam se mexer sozinhos, pois não havia vento. Sophie ficara encantada com o rosto do jovem arcanjo, mas fora o corpo que a hipnotizou. Era alto e esquio. Era forte. Seus braços foram feitos para segurar e salvar mulheres, Sophie fantasiou.

O selo estava envolta de seu pescoço. Era uma bela cruz com asas azuis. Sophie se perguntou se seria tão fácil prendê-lo como fizera com Samuel.

– Erick. – Ele apontou para Erick. – Ian. – Agora ele apontava para Ian. – E a bela filha de Lúcifer. Sophia. – Ele encarou Sophie. – Você é mesmo muito bonita.

– Meu nome é Sophie. – Disse ela.

– Sim, bem, tanto faz. – Disse o arcanjo.

Sophie corou. Odiou sentir seu rosto queimar e ficar vermelho.

– Sabe Erick. – Disse Gabriel agora olhando para Erick. – Isso é muito engenhoso. – Disse ele apontando para o teto. – Mas só um tolo como Samuel cairia em algo assim.

Gabriel andou até Sophie. Ela ficou paralisada onde estava. Gabriel colocou uma das mãos no rosto de Sophie e o acariciou.

– Uma pena você ser filha logo de Lúcifer. Eu o odeio por me fazer ir até o inferno dizendo que tem notícias importantes para que eu leve até o céu e quando chego lá não é absolutamente nada. O caminho até o inferno não é nada agradável Sophia. – Disse ele ainda acariciando o rosto dela.

Seus olhos âmbar a estavam hipnotizando.

– Queremos lhe pedir algo. – Disse Ian.

– Eu sei o que vocês querem. – Disse Gabriel ainda olhando para Sophie. – Vocês querem isso. – Ele mostrou sua cruz pendurada no pescoço.

– Nos ajude a deter Lúcifer. – Disse Erick. – Você disse que o odeia.

Gabriel estava a quase um metro longe da armadilha. E estava pronto para levar qualquer empurrão que Ian ou Erick lhe desse. Eles tinham que pensar em outra coisa.

– Bom, se querem isso, terão que tirá-lo de mim. Não entregarei um objeto tão importante para vocês. – Disse Gabriel. – Assim como a maioria dos arcanjos, não me importo com a raça humana ou com esse mundo.

– Então prefere que Lúcifer tome conta da terra? – Perguntou Sophie.

– Se seu pai dominar a terra, pouco me importa Sophia. Lúcifer é apenas um bebê chorão e mimado que sempre quis mais do que os outros. – Disse Gabriel.

– Por que com vocês arcanjos tem que ser tudo tão difícil? – Perguntou Ian.

Ele fez sinal para que ele e Erick atacassem Gabriel, mas antes que cada um pudesse deferir um golpe no arcanjo, Gabriel levantou a mão e eles foram jogados contra a parede do templo.

– Vocês são tão tolos a ponto de achar que um demoniozinho desprezível e um anjo nerd pudessem me deter? – Perguntou Gabriel sem abaixar a mão que prendia Erick e Ian contra a parede.

Gabriel fechou sua mão estendida pouco a pouco e Sophie percebeu nos rostos de Ian e de Erick que eles estavam sentindo dor.

– Pare de machucá-los! – Gritou Sophie. – Pare!

Gabriel riu. Uma gargalhada alta.

– Está apaixonada por esses dois, filha de Lúcifer? – Perguntou o arcanjo.

Sophie não respondeu.

– Que péssimo gosto para homens. – Concluiu Gabriel.

O arcanjo fez um movimento com a mão e Erick e Ian gritaram com a dor que sentia em suas cabeças.

– Acabarei com vocês lentamente. Será divertido. – Disse Gabriel gostando da ideia que teve. – Eu estava muito ocupado, lutando com os anjos para abrirmos as portas do céu e você me interromperam!

- Nós podemos acabar com essa guerra. – Disse Sophie. – Mas você precisa nos entregar o selo.

- Essa sua ideiazinha de destruir lúcifer usando um poder que só Deus sabe se vai funcionar é tão ridícula quanto essa armadinha ai no teto. – Disse Gabriel, irritado.

Sophie estava paralisada de medo. De novo. Ela se odiava por ser tão vulnerável e não poder ajudar Erick e Ian. Um sentimento de raiva crescia em seu peito e a cada grito que Erick e Ian soltavam contra as paredes do templo lhe deixava mais brava. Os olhos de Sophie começaram a brilhar sem ela perceber.

Ela sentiu seu poder rodeando todo seu corpo e então, ela executou o mesmo movimento de mãos do arcanjo e ele foi jogado contra a parede.

– Me solte criança! Eu ordeno que me solte. – Gritou ele.

Sophie mantinha a pressão necessária para o arcanjo continuar preso na parede. Seus poderes enfim decidiram ajudá-la.

Erick e Ian se levantaram de onde estavam caídos. Erick pegou o Giz e com muita dificuldade voou até o teto e desenhou a armadilha sobre a cabeça do arcanjo.

Bem na hora, porque os olhos de Sophie voltaram ao normal e seu poder a deixara. Ela se sentiu esgotada e suas pernas começaram a tremer, não suportando o peso do restante do corpo. Ela caiu sentada no chão e percebeu que seu nariz começara a sangrar.

Gabriel estava preso. Ian rapidamente despejou o sangue de Miguel. Erick retirou a cruz do pescoço do arcanjo.

– Pagará por isso, Sophia. – Disse Gabriel. – Vejo que seu poder a consome. – Comentou.

– É Sophie, não Sophia. – Disse ela, limpando o sangue em seu nariz. – Pense nisso enquanto fica preso aqui em seu templo.

 

Eles saíram do templo de Gabriel e entraram no carro.

- Você está bem, Sophie? – Perguntou Ian.

- Estou me sentindo cansada, mas estou bem – Disse Sophie, tentado não preocupá-los.

- Os poderes de Lúcifer é uma carga muito pesada para uma humana carregar. – Disse Erick. – Tente não usá-los com muita frequência.

– Agora só faltam cinco. – Disse Ian.

– Agora só faltam cinco arcanjos para nos odiarem. – Disse Erick.

– Tudo graças a Sophia que resolveu usar seus poderes. – Disse Ian imitando o nome que o arcanjo usara.

Sophie sorriu.

– Tive que usá-lo. – Respondeu ela. – Duas donzelas estavam em perigo. – Brincou.

Erick e Ian olharam para Sophie e ela começou a rir.

– Muito engraçado, filha de Lúcifer. – Disse Ian.

– Pare de machucá-los, por favor. – Erick imitou Sophie.

– Não sabia o quanto anjos e demônios são mal agradecidos. Agora sei. – Disse ela fazendo bico.

Eles riram e seguiram viajem.

 

 

 


Notas Finais


E ai? Estão gostando?
Um abraço apertado para quem está acompanhando!!


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