História Possuídos - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Originais
Tags Amor, Anjos, Aventura, Romance
Visualizações 81
Palavras 2.684
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura e bom divertimento!

Capítulo 13 - Capítulo Doze


Sophie adormecera no banco de trás do carro. Estava muito cansada por ter usado seus poderes. Erick também adormecera. Ian continuava acordado dirigindo.

Eles estavam indo bem, já conseguiram dois dos sete selos, mas Ian estava preocupado. Lúcifer ainda não fora atrás deles. Por quê? Perguntou-se.

Claro que ele mandara Beatriz e Max, mas ele sabia que não seria o bastante. Talvez Lúcifer esteja tramando algo, pensou Ian.

Sophie estava inconsciente e seu sonho começara com o rosto de Erick, mas com os olhos de Ian. Azuis. Sophie era completamente apaixonada pelos olhos de Ian, ela só se perguntava se eram apenas os olhos. Claro que não era. Em seu sonho ela admitia. Ela amava Ian. E amava Erick. Mas não poderia ficar com nenhum dos dois. Que ironia. No meio de seu devaneio, seu sonho começou a mudar. Ela estava em uma sala escura. Não, não era uma sala, era um templo pequeno, percebeu Sophie. E ela se encontrava bem no meio do altar daquele templo. Suas mãos estavam amarradas e ela estava em pânico. O que estava acontecendo? Uma sombra começou a sair do meio da escuridão. Era Lúcifer. Seus olhos vermelhos brilhavam de prazer ao ver Sophie presa no altar pronta para ser morta e ele ter seus poderes completos outra vez. Sophie via a maldade nos olhos de Lúcifer. Os olhos dele não passavam de chamas. Ele caminhou até ela e estendeu seu braço para tocá-la. Ela gritou e acordou. Estava suando frio.

Erick acordou com o grito de Sophie.

– O que houve? – Perguntou ele sonolento.

– Sophie? Por que gritou? – Perguntou Ian.

Ela não respondeu. Estava tremendo e suando frio. Ela tentou, mas não encontrou sua voz. Erick pulou para o banco de trás ao lado de Sophie e pôs uma mão em sua testa. Ela estava queimando.

– Precisamos parar, Ian. Já estamos a muito tempo na estrada. – Disse Erick. – Sophie está ardendo em febre.

– Arranjarei um local para ficarmos. – Disse Ian.

Erick embalou Sophie em seus braços. Ela ficaria bem, ele prometeu a si mesmo. Tudo ficaria bem, era apenas uma febre.

Ian não estava gostando do que via. Sophie estava tão fraca e vulnerável, ele queria estar ao lado dela ajudando-a, mas Erick chegara primeiro.

Sophie tremia nos braços dele.

– Por favor, Ian. Pare em qualquer lugar, eu preciso de ar. – Disse Sophie com a voz fraca.

Ian olhou para ela. Seu rosto estava branco como de um fantasma.

Ian parou em uma área que não era habitada e tampouco havia construção. Eles teriam que acampar. Mas não seria problema, conhecendo bem Erick, ele tinha tudo que era preciso para curar Sophie.

Como Ian havia imaginado, Erick tinha sacos de dormir e remédios humanos em sua mochila.

Ele estendeu um saco de dormir no chão para que Sophie pudesse se deitar. E colocou um termômetro debaixo do braço dela.

– Por que ela está assim Erick? Isso é normal nos humanos? – Perguntou Ian.

– Uma febre de trinta e sete graus é uma coisa normal. Sophie está acima de cinquenta graus. – Disse Erick retirando o termômetro. 

Sophie continuava branca o que os preocupou ainda mais.

– Estou com frio. – Disse Sophie.

– O que está acontecendo com ela? – Perguntou Ian a Erick.

Erick sabia a resposta. Veio do nada em sua mente, mas acreditava que esta era a resposta certa. Ele olhou para Sophie.

– Não use mais os seus poderes. – Falou ele. – Seus poderes parecem ser uma ligação que você tem com Lúcifer. Quando você os utiliza, Lúcifer fica mais próximo de você a ponto de poder entrar em sua mente. Ele pode estar fazendo isso agora.

Sophie lembrou-se de seu sonho e estremeceu. Lúcifer a fizera ver aquelas imagens. 

– Sophie, você precisa controlar sua mente. Pensar em coisas que ama, coisas que a tranquilizem. Esqueça as coisas que te intimidam. – Disse Erick, sentando-se ao lado de Sophie.

Ian sentou no chão, ao lado deles.

Sophie tentou pensar em seus pais e em seu irmãozinho e tentou pensar nas risadas de Erick e no sorriso torto de Ian.

Alguns minutos depois, a febre diminuiu pouco a pouco. Seu corpo admitira que estava apaixonada. Por um anjo e por um demônio. Que triste, pensou Sophie. Não poder ter aquilo que quer, por que aquilo que quer é errado. A cor voltara para o rosto de Sophie.

– Sophie, não sei o que você pensou, mas funcionou. – Disse Erick.

– Sim, olhe, ela até está corada. – Disse Ian fazendo Sophie corar ainda mais.

– Vamos descansar, amanhã retornaremos para a estrada. – Disse Erick se deitando. – Temos que prender outro arcanjo.

– Quem é o próximo? – Perguntou Sophie.

– Uriel o arcanjo da paz e harmonia. – Respondeu Erick. – Vamos para o Templo da Transmutação.

– Onde fica? – Perguntou Ian.

Pelo rosto de Erick, Ian soube que eles passariam um dia, ou talvez mais, na estrada.

– Fica em Cuba. – Respondeu Erick.

Ian estava certo.

 

Sophie não parava de pensar no que seu coração e seu corpo acabaram admitindo. Ela os amava. E sabia que se algo acontecesse com eles ela seria a primeira a intervir. Ela estava com medo, com muito medo de sair machucada nessa história. Seu coração pode até ter admitido o inevitável, mas ele era fraco. Nunca fora quebrado antes e Sophie temia o dia em que isso iria acontecer. O coração humano não se parte facilmente, Sophie sabia disso, mas o dela corria o risco de ser partido duas vezes seguidas o que a deixava com mais medo ainda.

Eles estavam dentro de um carro há horas. Queriam desesperadamente sair daquele sufoco. Sophie não tivera mais febre o que deixou Ian e Erick menos preocupados.

– Estou com fome. – Disse Erick. – Ian, precisamos parar para comer.

– Tudo bem, eu paro em algum lugar deserto e vou buscar comida, você fica de olho em Sophie. – Disse Ian.

– Eu não sou uma criança. – Falou Sophie do banco de trás.

– Não, mas é a filha de Lúcifer. – Respondeu Ian. – Que é quase a mesma coisa. Ambas tem que ficar vigiando.

Ele parou em uma casa antiga de um bairro quase inabitável.

Os três desceram do carro e entraram na casa. Ela estava em estado deplorável, mas ninguém procuraria por eles ali.

– Eu volto logo. – Disse Ian.

– Não quer que eu vá? – Perguntou Erick.

Ian olhou para Sophie. Teria a chance de ficar a sós com ela, mas logo caíra na realidade.

– Não, se você voar e algum demônio ver você, irão lhe reconhecer. Essas asas brancas chamam muita atenção – Disse Ian, saindo.

Erick ficou sem jeito estando sozinho com Sophie. Ele sempre ficava sem jeito estando perto dela. Ele queria desesperadamente ficar perto dela, mas sabia que acabaria machucando-a. Ele não era humano nem sabia se teria coragem de virar um. Mas tinha absoluta certeza que machucaria Sophie. Também tinha certeza que era quase inevitável que ela saísse dessa história sem nenhum machucado da parte de Ian. Ian também a amava. Ele teria coragem suficiente para deixar de ser um anjo e se tornar um humano por Sophie, Erick pensou. Ele percebeu que não sentia raiva de Ian, com o tempo eles formaram um vínculo tão forte de amizade que não havia espaço para a raiva. Ele amava Ian como um irmão. E amava Sophie e quando essa história terminar, será difícil dizer adeus.

– No que está pensando? – Perguntou Sophie. – Está ouvindo os anjos de novo?

– Não. Os anjos estão muito ocupados lutando, não consigo mais ouvi-los.  – Disse Erick.

- Então estava pensando em algo? – Quis saber Sophie.

- Não, nada. – Erick mentiu.

– Não parecia nada. – Falou Sophie agora olhando em seus olhos.

Erick se aproximou de Sophie.

– Estava pensando em você, Sophie. – Disse ele. – Não conseguirei lhe dizer adeus quando a hora chegar.

Sophie sentiu uma dor em seu peito. Ela sabia que de algum jeito essa hora chegaria, mas pensar em dizer adeus para Erick e Ian fez seu coração doer.

– Não diga. Fique comigo. – Disse Sophie sem pensar. Sua boca falara essas palavras sem o comando de seu cérebro.

Erick se aproximou mais de Sophie e colocou sua mão direita em seus cabelos.

– Você quer que eu fique? – Perguntou ele.

– Quero. – Respondeu Sophie totalmente entregue.

Erick se inclinou para falar lento e baixo nos ouvidos de Sophie.

– Peça. – Disse ele. – Peça para que eu fique, assim terei coragem.

Sophie não pensou nas consequências daquele pedido, apenas queria que Erick ficasse.

– Erick. – Disse ela. Uma lágrima caiu pelo seu rosto. – Fique. Por favor.

– Eu não quero te forçar a nada, Sophie. – Disse Erick secando a lágrima que rolava sobre as bochechas dela.

– Erick, eu quero que você fique. Fique comigo. – Disse ela, novamente sem pensar.

A mente de Sophie não funcionava. Ela só pensava em não ficar sem Erick, mas sabia que se Ian usa-se aquelas mesmas palavras com ela, ela iria repetir o que acabara de dizer a Erick. Isso é errado, pensou, mas ela era humana. Humanos são egoístas.

– Erick eu sei que é errado te amar. – Disse Sophie. – E é errado amar Ian também.

Erick não ficara surpreso com o que Sophie acabara de falar. Ele de alguma forma esperava isso.

– Mas eu sou egoísta. Por favor, fique comigo. – Disse ela.

Erick levou sua mão ao rosto de Sophie e o acariciou. Sophie estava chorando e Erick era o culpado daquelas lágrimas caírem.

 – Enquanto for preciso, eu ficarei. – Disse ele. – Ian também.

Isso era suficiente, pensou Sophie. Ela levantou sua cabeça para poder olhar diretamente nos olhos de Erick.

– Me desculpe. – Disse ela. – Pelo meu egoísmo.

Erick a puxou para si e a abraçou. Sophie precisava daquele abraço, percebeu. E ela se encaixava tão bem em seus braços que o assustou.

Ian chegou com a comida e encontrou os dois assim. Sophie dormindo nos braços de Erick. Tudo o que Ian queria naquele momento era socar a cara de Erick, mas sabia que se fizesse isso iria se arrepender logo em seguida.

Erick aconchegou Sophie em um canto mais limpo do chão e se levantou.

– Demorou, Ian. – Disse ele.

Talvez um soquinho não fizesse mal, pensou Ian. Antes de Erick piscar, Ian o acertou no rosto.

– Por que raios você fez isso? – Perguntou Erick.

– Só... Me deu vontade. – Respondeu Ian. – Bater em anjos tira o estresse.

Erick olhou nos olhos de Ian.

– Ciúmes?  - Perguntou ele.

– Sim, droga! – Respondeu Ian.

Erick queria deixar Sophie dormindo, mas eles tinham que voltar para a estrada, havia um arcanjo para se prender. Os três comeram e retomaram a viagem

 

Faltava apenas alguns quilômetros até o templo do arcanjo Uriel. Sophie não sabia mais o que esperar de cada arcanjo, então não pensou muito a respeito. Quando eles chegaram ao templo de Uriel, Sophie nem imaginou o que encontraria. Eles entraram no templo, as paredes eram todas da cor Rubi. Sophie lembrara que uma vez Erick comentara que a chama do arcanjo da paz era Rubi, o que não fazia sentindo algum para Sophie. Os vidros das janelas do templo tinham imagens do arcanjo orando. No altar havia mais imagens e uma estatueta dele segurando uma rosa branca. Erick já retirara o giz da mochila para começar a desenhar a armadilha no teto do templo.

– O que é o selo? – Perguntou Ian.

– Uriel é o arcanjo da paz e harmonia, mas o selo não é algo com uma pomba da paz ou algo do tipo. – Disse Erick. – Olhe. – Ele apontou para a estatueta. – Em suas mãos ele está segurando uma rosa, a princípio achei que esse fosse o selo, mas o selo tampouco é a rosa. Uriel sempre está com um colar, no início achei que não era nada, mas quando olhei um desenho do arcanjo percebi que aquele colar tinha uma imagem de uma rosa branca, como a que ele está segurando na estatueta. É a característica dele. O branco, a paz. Esse é o selo.

– Sua inteligência me assusta, cara. – Disse Ian.

Erick sorriu e voou até o teto para começar a desenha o símbolo do arcanjo. Ele desenhou dois círculos em uma mesma linha, um distante do outro com uma linha passando pelos dois em uma curva, e logo abaixo dois triângulos de cabeça para baixo com outra linha passando por eles em uma curva.

Sophie foi até a mochila para verificar se ainda havia sangue, felizmente ainda havia um pouquinho, mas estava acabando. Para o próximo arcanjo eles teriam que arranjar outro jeito de conseguir o selo ou um jeito de conseguir mais sangue de arcanjo. Ambas seriam difíceis, pensou.

Enquanto Erick terminava de desenhar a armadilha, Ian memorizou o símbolo do arcanjo e o desenhou na entrada do templo para caso o arcanjo tentasse fugir por lá.

Eles fizeram a oração, como sempre, Erick falou a prece de convocação em latim e as luzes do templo piscaram, um zumbido ensurdecedor começou e os três fecharam os olhos quando uma forte luz branca mesclada com rubi apareceu. Ao abrirem os olhos estavam de frente para um arcanjo com uma expressão muito zangada.

Sophie fizera certo de não imaginar como seria Uriel, pois nunca chegaria perto. Ele era uma mulher. Sim, o arcanjo Uriel possuíra uma mulher. O porquê, ninguém sabia. Uriel tinha olhos brancos assustadores, pensou Sophie. Cabelos loiros longos e corpo escultural.

– Eu sei porque estou aqui. – Disse ela. – Não estou gostando do que vocês estão fazendo com meus tolos irmãos.

– Foi preciso. – Disse Ian. – Temos que salvar a Terra de Lúcifer.

– Ninguém se importa com a terra. – Disse Uriel.

– Isso não é verdade. – Disse Erick. – Deus se importa.

Uriel olhou para Erick.

– Como pode um anjo tão sábio ser tão tolo ao mesmo tempo? – Perguntou Uriel se aproximando mais de Erick. – Acredita nisso?

– Ele não nos abandonará. Essa missão de encontrar os selos é uma oportunidade que ele nos deu para fazermos o que é certo, caso contrário esses selos não existiriam. – Disse Erick.

– Claro, esqueci que Deus escreve certo por linhas tortas. – Disse Uriel, agora muito próxima de Erick, colocou uma de suas mãos no rosto dele. – Mas, quem garante que vocês conseguirão completar essa missão?

Erick retirou a mão de Uriel de seu rosto. Sophie estava calada ao lado de Ian, os olhos de Uriel realmente a assustara.

– Não temos garantia quanto a isso, mas faremos o possível. – Respondeu Erick.

Ian não estava gostando do rumo que a conversa estava tomando, logo Uriel se irritaria e isso não seria bom para eles.

– Por que você é uma mulher? – Perguntou Ian se aproximando deles e trazendo Sophie consigo. Ele estava tentando mudar de assunto e distrair Uriel.

– Arcanjos não tem sexo, seu tolo. – Disse Uriel. – Cada um escolhe o que quer ser.

Sophie ainda assim achou estranho. Para ela, um arcanjo mulher com os olhos brancos era bem mais assustador do que os outros.

– Por que escolheu ser mulher? – Perguntou ela tendo pela primeira vez a atenção de Uriel.

– Filha de Lúcifer, Sophie, certo? – Perguntou Uriel. Sophie fez que sim com a cabeça. – Escolhi ser mulher porque um dia a mulher foi um ser puro. Hoje em dia não é mais assim, mas elas continuam mais puras do que os homens.

Sophie olhou para o pescoço de Uriel e viu um belo colar com uma rosa branca desenhada.

– Nos ajude, Uriel. – Pediu Ian

Uriel desviou sua atenção de Sophie para Ian. Ela se interessou pelo jovem demônio. Uriel andou até Ian e tocou no rosto dele. Ela se lembrava de Ian no céu. Sempre o observara e por mais que tentasse bloquear seus sentimentos, como todos os anjos e arcanjos, ela não conseguia afastar totalmente os sentimentos que a invadiam quando observava Ian.

– Ajudarei. – Disse Uriel. – Se você vier comigo, demônio Ian.

Ian olhou para Sophie. Erick agora estava protetoramente ao lado dela e fez um leve sinal com a cabeça dizendo a Ian para que não fosse. Sophie estava tremendo. Ela iria perder Ian. Uriel com uma das mãos forçou Ian a olhar para ela.

– Não me diga que você e Erick estão apaixonados por essa mestiça. – Disse Uriel. – Olhe para mim. Sou mais bela, mais poderosa. Lhe darei a eternidade, Ian.

Sophie olhou para Ian. Os olhos dele estavam confusos e ela temeu que ele aceitasse.

– Venha comigo, Ian. – Falou novamente Uriel. 


Notas Finais


Obrigada por ler! beijinhos de luz


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...