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História Post-it roxo - Capítulo 1


Escrita por: Alvinegra-

Notas do Autor


Bom, essa one é um pouco diferente, de todas as outras que já escrevi. Fala um pouco sobre o TDAH (Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade).
Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Post-it roxo - Capítulo 1 - Capítulo único

–Ouviu o que eu falei?—Lucas perguntou para a noiva.

–Falou comigo? Desculpa, eu estava pensando em outra coisa.—A moça disse. 

Que no momento, está totalmente dispersa, pensa em tudo, menos na conversa que está tendo com o zagueiro. 

E não é totalmente culpa dela, Danielle foi diagnosticada com TDAH(Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) por isso, muitas vezes acaba se distraindo, mesmo não querendo.

Isso a prejudica, todos os dias. Uma vez, se perdeu no mercado, por sair de perto dos pais e ir olhar salgadinhos, tinha nove anos na época, foi quando ela descobriu o transtorno. 

Na escola, tinha muitas dificuldades para se concentrar, principalmente em matérias de exatas. Era bem mais complicado, procurava vídeo aulas no YouTube, porque não entendia nem a metade do que os professores falavam. 

E mesmo tendo acompanhamento da escola, que ajudava alunos com certas dificuldades, dando atividades diferentes, ainda sim, a moça se distraía facilmente. 

Por isso, todos os dias, seu noivo cola post-its roxos–cor favorita da alvinegra–nas paredes do quarto, com tudo que ela precisa fazer, para não esquecer. 

Às vezes até a própria faz isso também. Assim que cumpre as missões, ela mesma tira e coloca outros. 

Dani vai ao terapeuta,  para ajudar com o problema. Mesmo que a doença seja incurável, ela tem como controlar. 

Ela às vezes age impulsivamente, e isso a prejudica, mas nem todos a entendem. Muitas vezes, se irrita com coisas pequenas, ou joga um objeto longe.

A moça é hiperativa, na maioria das vezes anda com um ursinho, e vive apertando o mesmo, ela não consegue ficar parada por muito tempo. 

Sem contar quando do nada, começa a andar em círculos pela casa. Ou quando está fazendo algo importante e acaba esquecendo segundos depois, até mesmo se distrai. 

Uma vez foi fazer miojo, acabou prestando atenção em outras coisas e então, a água secou, sem que a própria percebesse.

Tudo isso, às vezes enche a cabeça da moça, que muitas vezes, é tachada como “burra” por aprender as coisas devagar. Mas na verdade, ninguém entende, o que se passa em sua cabeça e o quão o déficit afeta sua vida.

Quando Dani conheceu o noivo, cinco anos atrás. Ela já tinha a Layla, naquela época, a garotinha tinha um ano, o pai biológico dela, nunca quis sequer conhecê-la, deixando toda a responsabilidade para Danielle, que se virou em duas, para nunca deixar faltar nada para a criança. 

Lay considera Veríssimo como o verdadeiro pai, pois sempre cuidou muito bem dela. 

–Vai começar! Todo mundo quieto.—Layla falou. 

A família combinou de ver um desenho animado, todos juntos. Com direito a refrigerante e pipoca. 

A garotinha escolheu um dos filmes da Barbie, o castelo de diamantes. 

–Olha o que vocês me pedem rindo, faço chorando. Tantos filmes de animação e vocês escolhem esse. 

–Xiu Lucas, hora de filmes da Barbie, é hora sagrada.—Dani disse rindo. 

–Da próxima vez, quem vai escolher sou eu. 

–Se a gente deixar.—Lay cruzou os braços.

–Ok, dona da televisão, não reclamo mais.—Lucas brincou.

–Vocês dois são muitos chatos.—Danielle revirou os olhos.

Saindo do sofá e deitando-se no tapete, cinco minutos depois, voltou para o sofá, e não demorou muito para que novamente fosse para o tapete. 

Também ficou brincando de enrolar as mechas de seu cabelo, com o dedo. Sem contar que prestou mais atenção até na mosca, que no filme. 

A Santista não faz nada disso por querer, é quase impossível controlar sua hiperatividade. 

Sem contar que a moça fala pelos cotovelos, toda hora, pergunta uma coisa diferente. 

O zagueiro ama tudo em sua noiva e não mudaria nada nela. Ela é perfeita pra ele, e nada mudará o que o rapaz sente pela moça. 

Ele apelidou-a de post-it roxo, porque segundo o mesmo, os papeizinhos são a marca registrada da mulher. 

Assim que o filme acabou, colocaram meu malvado favorito. Lucas adora esse filme, e Layla muito mais. 

–O que foi amor? Você se aquietou do nada, parece preocupada.

–Não é nada, só estou pensando no quão sortuda sou, em tê-los como família. Sério, estamos sempre juntos, nos apoiando, tudo em vocês me alegra. Obrigada por serem parte da minha vida. 

–Vem cá, post-it roxo, nós te amamos muito.—Lucas disse abraçando a santista, Lay também participou do abraço.

–Papai tem razão, a gente te ama, mesmo quando me esquece na escola.—Layla riu. 

–Que abuso!—Dani riu também.

Mas no dia do ocorrido, chorou sentindo-se uma péssima mãe, onde já se viu esquecer a filha? A mesma pensou. 

No dia-a-dia Danielle tenta não se afeta muito, com o transtorno que ela tem. Afinal, ela tem tudo, que sempre quis, um emprego dos sonhos, uma família que sempre a apoia. 

A alvinegra realmente não tem do que reclamar. Encontrou um anjo, em forma de uma pessoa. E esse anjo, transformou sua vida, em uma grande aventura. 

Veríssimo agradece todo santo dia, por ter a Santista em sua vida, ela é uma pessoa muito especial, ele ama ver aquele sorriso. 




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