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História Post-its - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Então vou tentar resumir, mas eu fiquei praticamente um ano escrevendo essa história. Era pra ela ter sido publicada já faz um tempão, porém passei por muitas coisas que acabaram desencadeando muito bloqueio criativo pra eu terminar ela. :( finalmente eu consegui e aqui estou! Gente, é bom ressaltar que apesar de ser um tema muito sério eu tentei passar de uma forma bem leve. Não quero que sirva de gatilho para ninguém, então podem ler tranquilos, ok?

Capa por @fairyixing e a betagem foi pelo meu amor que sempre me salva @baekisback muito obrigado meninas, eu amo o trabalho de vocês! <3

Capítulo 1 - Capítulo Único.



Ser bonito significa ser você mesmo. Você não precisa de ser aceito pelos outros. Você precisa de se aceitar a si mesmo. – Thich Nhat Hanh.


Mais do que o frio, Kyungsoo amava ler um bom livro. Portanto, no intervalo da sua última aula decidiu se sentar debaixo de uma árvore para que pudesse se perder no seu mundo ilusório tranquilamente. 

Estava há quase duas semanas viajando em uma era medieval, sendo sua primeira vez lendo tal coisa. Kyungsoo jamais se interessara por celulares ou qualquer tipo de modernidade que seus colegas usavam, dizia sempre aos pais e ao único melhor amigo que tinha nascido na "época errada", e mesmo que fosse surpreendente para alguém da sua pouca idade, ninguém nunca se atreveu a tratá-lo com indiferença somente por não entender nada sobre computação, redes sociais ou até mesmo joguinhos que estavam em alta entre os jovens da sua idade.  

Enquanto Kyungsoo rolava as páginas de seu livro, Jongin se aproximava silenciosamente. Seus cabelos negros sendo bagunçados pelo vento e seus lábios avermelhados entortando-se em um sorriso. 

– Oi, aqui está você. – Jongin sussurrou sentando-se ao lado do mais baixo. – Eu fiquei um tempão te procurando, sabia? 

– Desculpe, Jongin. Você sabe que eu não gosto de multidões. – Kyungsoo não se deu o trabalho de tirar os olhos de seu livro, fazendo o moreno sentir-se obrigado a tirá-lo de seu alcance. 

– Você poderia olhar para mim enquanto eu falo, por favor? – Indagou, colocando o livro para o alto, onde Kyungsoo com sua pouca altura não conseguia alcançar. 

– Devolva meu livro! 

– De jeito nenhum! Só vou devolvê-lo quando você me deixar contar a última novidade. 

Kyungsoo bufou, dando-se por vencido e se sentando de novo embaixo da árvore. 

– Bom, como estamos no último ano, a diretora propôs um desfile de moda. Meninos e meninas devem participar. Vai valer uma ótima nota em três matérias. – Quem estivesse de longe conseguiria ver a euforia nos olhos de Jongin. Diferente de Kyungsoo que unia as sobrancelhas vendo o moreno explicar. – Não vai ser algo grande, sabe? Cada turma vai fazer seu próprio desfile. Não teremos que desfilar no meio de toda escol-

– O que? – O menor e mais velho interrompeu e sua expressão era de pura raiva. – Isso não é justo. E quem não quiser participar, o que vai acontecer? Ficaremos sem nota no bimestre? 

– Eu já ia chegar nessa parte, calma. 

– Desembucha. – Ordenou.  

– Então, como eu ia dizendo, isso não é obrigatório. Mas quem não desfilar, terá que fazer a prova e mais uma redação de trezentas linhas. 

Kyungsoo arregalou os olhos, incrédulo. Não fazia o menor sentido para ele um desfile na escola. E, pior, uma redação de trezentas linhas. 

– Isso só pode ser brincadeira. – Riu soprado enquanto arrumava a mochila nas costas. – E você está feliz com isso, Jongin? 

O moreno olhou-o confuso. Não estava entendendo o comportamento de seu amigo, esperava que ele ficasse feliz tanto quanto estava. 

– Qual é o problema, Soo? Estamos no nosso último ano. Não gostaria que as coisas pelo menos uma vez fossem diferentes? 

– Você não entende. – O mais baixo engoliu a própria saliva, começando a andar rápido até a saída da escola. 

– O que eu não entendo? – Jongin praticamente correu até seu amigo, segurando-o pelo ombro. 

– Tudo, Kim Jongin! – Kyungsoo gesticulou a mão de qualquer jeito no ar, se sentindo estranhamente incomodado. – Nessa brincadeira toda, vocês já pararam para pensar nas pessoas que se sentem inseguros com suas aparências? E se elas não estiverem de acordo, hm?

O moreno crispou os lábios e eles voltaram a andar de forma mais calma.

– Você é bonito, talentoso e ainda por cima tem fãs sem ser famoso. – Kyungsoo continuou a falar vendo que seu amigo ainda escolhia as palavras certas para lhe dizer. – Não existe problemas para você. 

– Que ideia, Kyung. Você também é muito bonito e fofo.  – Jongin frisou a última palavra e parou para apertar entre os dedos a bochecha rosada de seu amigo esperando que ele sorrisse, mas só o que recebeu em resposta fora um resmungo irritado. 

O mais baixo voltou a andar rapidamente na frente, ignorando a voz de Jongin que quase o implorava para andar mais devagar. 

A casa de Kyungsoo ficava apenas duas quadras da escola, então não demorou até que estivesse na porta de casa, com o Kim agarrado em sua cintura pedindo para deixá-lo entrar. 

– Não fique bravo. Vamos conversar melhor e fazer o trabalho de história juntos, por favor. – O moreno suplicou fazendo um biquinho com seus lábios carnudos, sabendo que assim o amigo não conseguiria recusar.

Kyungsoo revirou os olhos dando passagem para que Jongin entrasse em sua sala, e logo os dois amigos seguiram para o quarto. 

– Bom, enquanto eu arrumo os papéis e pesquiso sobre o que exatamente nós deveríamos escrever, você pode ir me contando o porquê de não ter realmente gostado da ideia da diretora. – Jongin indagou, tirando a mochila das costas e se sentando na mesinha que havia apenas um computador empoeirado onde Kyungsoo volta e meia fazia suas tarefas. 

– Na verdade isso é bem pessoal… – Falou, enquanto despia-se do uniforme da escola se jogando na cama em seguida. – Eu não me sinto bem comigo mesmo, sabe? Eu não sei. Minha aparência não me agrada, e, além do mais, quando eu ando pelos corredores da escola sozinho, eu sinto que as pessoas estão com olhares de julgamento. Como se meu rosto estivesse sujo, sei lá, é estranho. 

Jongin prestava atenção em tudo que o amigo lhe dizia, mesmo não entendendo ainda o porquê dele não ter autoestima quanto a sua aparência. Para ele, Kyungsoo era um dos garotos mais bonitos da escola, se não fosse o único. Mesmo que estivesse se esforçando, não fazia o menor sentido para si. Mas entre um pensamento e outro, teve a ideia perfeita para ajudar seu amigo de forma discreta a olhar-se da mesmo forma que ele o via. 

Virou-se encontrando o mais baixo usando apenas uma bermuda que ficava acima dos joelhos, apertando suas coxas esbranquiçadas e fartas. Jongin engoliu em seco e não conseguiu evitar de olhar para o peito desnudo de seu amigo, capturando para jamais esquecer cada pintinha amarronzada espalhada por aquele corpo tão bem desenhado. 

Kyungsoo, por outro lado, estranhou seu amigo por uns segundos até que ele se levantasse e propusesse uma maratona com todas as relíquias de Harry Potter, um cobertor quentinho e muita pipoca. 

E ele não poderia recusar. 


No dia seguinte Jongin havia ido para a escola mais cedo, não querendo levantar suspeitas sobre o que pretendia fazer para Kyungsoo. Se trancou no banheiro e tirou da mochila um bloquinho com Post-its, decidido que daquele dia em diante iria colar, todos os dias, escondido, palavras de auto-ajuda para incentivar seu amigo a ter mais autoestima e confiança. 

O sinal tocou, então o moreno correu para a sala de aula, fazendo questão de sentar ao lado de o amigo que, como sempre, estava entretido lendo um livro. 

Jongin mordeu os lábios, cutucando Kyungsoo com o cotovelo algumas vezes. 

– Bom dia, Soo. – Sussurrou ao tempo que o amigo lhe encarava com aqueles enormes olhos e óculos redondinhos caindo por cima do nariz. 

Ele é ainda mais bonito de perto. – Jongin pensou, sentindo algo estranho em seu coração. Deu de ombros, porque não era a primeira vez que sentia tal incômodo. 

– Bom dia nada! Por que você não me esperou para virmos juntos? – Kyungsoo soltou o livro e cruzou os braços, fazendo um biquinho irritado sem nem perceber.

– Eu te explico lá fora, ok? Você sai primeiro e depois eu te sigo. Me espere no banheiro.   

Kyungsoo olhou-o desconfiado mas fez o que lhe foi mandado. Jongin esperou que ele virasse o corredor para finalmente achar a página no livro onde seu amigo estava lendo e colar seu primeiro Post-it. Se apressou em encontrar o mais baixo, mas antes pensou em uma boa desculpa para não chateá-lo porque sua intenção era totalmente diferente. 

– Então, Soo. Eu não pude ir com você hoje porque saí mais cedo de casa para tratar um assunto com a diretora no Café Express. 

– O que? Você foi no Café é não me convidou? – Kyungsoo resmungou deixando Jongin ainda mais nervoso. – E que assuntos eram esses, eu posso saber? 

– Sobre o desfile. Disse para ela fazer uma reunião no pátio ou uma votação para ver quem está de acordo ou não. 

Os olhinhos por trás dos óculos de Kyungsoo brilharam instantaneamente. 

– Isso sim é uma notícia boa! – Indagou, pulando por cima do moreno, abraçando-o pela cintura e escondendo o rosto em seu peito. Em uma fração de segundos, Jongin sentiu o coração acelerar as batidas. 

– Que bom que isso te faz feliz.

Jongin havia mesmo falado a respeito com a diretora. Não pelo fato de seu amigo ter passado metade da noite o enviando mensagens para que fizesse isso, alegando que ele era o preferido da mulher e que seu pedido não passaria despercebido. Mas sim como um "segundo plano", caso os Posts-its não dessem certo. Não queria que Kyungsoo passasse por situações desconfortáveis e nem que o desfile fosse algo para desencadear ainda mais insegurança nele. 

Os garotos voltaram em silêncio para a sala de aula e a professora já passava tarefa na lousa quando eles se sentaram. Kyungsoo odiava química, então aproveitou para ler a última página de seu livro. Ao abri-la, deu de cara com um papel que não estava grudado nela antes. Retirou com todo cuidado para não amassar e o que estava escrito o surpreendeu de alguma forma. 


Nota, em post-it azul: 

Saiba que agora estarei aqui para dizer o quão lindo você é todos os dias.


Kyungsoo leu letra por letra, ainda tentando entender o que exatamente aquilo estava fazendo em seu livro. Olhou em volta da sala e todos pareciam distantes ou focados demais nas tarefas para terem sido algum deles a colocar algo que – particularmente – achou tão bonito em sua página. 

– Que coisa. – Murmurou, chamando atenção de Jongin que tentava reprimir seu sorriso vendo que sua missão naquele dia estava cumprida já que seu amigo havia lido. 

– Problemas com a química? 

– Não é nada… – Kyungsoo pensou em mostrar o que estava escrito no papelzinho azul para Jongin, mas resolveu guardar para si mesmo, ainda optando pela opção de ser engano ou alguma brincadeira de alguém. 

– Vamos matar a última aula e ir ver o último filme de terror que lançou? 

– Ah, Jongin. Você sabe que eu morro de medo dessas coisas. 

– Se você ficar muito assustado pode me abraçar. Eu vou te proteger e estarei do seu lado o tempo todo. – Depois de terminar a frase, Jongin notou as bochechas de Kyungsoo serem tomadas por um tom avermelhado e logo as suas consequentemente também ficaram. 

– Então tudo bem. – Sorriu.


Um tempo depois, o sinal para o intervalo tocou e, como se os astros estivessem ao seu favor, uma turma do último ano fora liberada. Sem perder mais tempo, Jongin segurou com força pelas mãos pequenas de Kyungsoo arrastando-o até a saída dos portões. Correram até a rodoviária mais próxima e pegaram o primeiro ônibus que saía a caminho do centro de Seul, onde o filme estava em cartaz. 

Conversaram o tempo inteiro durante toda a curta viagem, e quando chegaram ao shopping a primeira coisa que fizeram, foi correr até o Subway mais próximo.

– Ei, o que você vai pedir? – Jongin perguntou com a respiração descompassada pelo tempo que passou correndo ao lado de Kyungsoo por quase todas as lojas. 

– Eu não sei. Um sanduíche talvez? – Respondeu rindo de forma que deixou Jongin extasiado em cada detalhe minimamente definido e único. Os lábios cheinhos e avermelhados, as bochechas rosadas formando uma sintonia tão viciante de se visualizar que seu coração parecia querer sair pela boca. 

– O que foi? – Kyungsoo perguntou confuso ao ver que seu amigo lhe encarava da mesma forma estranha como havia feito mais cedo.

– Não, nada. Vamos subir, a nossa sessão já vai começar. 

Kyungsoo fez questão de pagar o combo com uma bacia personalizada do filme cheio de pipoca amanteigada e dois copos de refrigerante, mesmo depois de Jongin ter feito birra dizendo que quem deveria pagar era ele. 

Sentaram-se nas cadeiras do meio da sala de cinema, e já no comecinho do filme que contava a história da mulher que foi brutalmente assassinada e seu espírito voltou atrás de vingança, Kyungsoo se agarrava todo em Jongin. Segurava sua mão apertando tanto que já estava ficando completamente vermelha, e alternava entre esconder seu rosto no pescoço do amigo. 

– Jongin, eu estou com medo. – Sua voz saiu arrastada, quase como um chiado, então o mais novo rodeou seu braço em volta do corpo tenso de Kyungsoo, puxando-o até que estivesse completamente grudado em seu peito. 

– Se ficar muito assustador para você então vamos embor-

– AHHHHHHHH! Que coisa horrorosa. – Jongin foi interrompido com o grito de Kyungsoo que apontava o dedo indicador para o grande telão com seus olhos quase saindo das órbitas.

– Ei, ei. Olha pra mim. – O moreno chamou atenção de seu amigo que estava com  rosto surpreendentemente pálido. – Não precisa ter medo, eu ainda estou aqui. 

Kyungsoo engoliu em seco, olhando-o nos olhos. Não se lembrava da última vez que alguém tivera agido de forma tão gentil consigo. Na verdade, seus medos por filmes de terror sempre foram motivo de piada entre seus amigos antigos. E ter, pela primeira vez, alguém tão focado em afastar seus medos o fez sentir-se imensamente bem e, talvez, até mais aliviado. 

Jongin ainda olhava-o preocupado. Seus lábios entreabertos como se tivesse prestes a dizer alguma coisa. Porém, só o que fez foi alisar as mãos de Kyungsoo; que um tempo depois pediu para ir embora.


#


No dia seguinte, todas as turmas se reuniram no pátio para organizar as roupas que usariam no desfile. Enquanto isso, Kyungsoo observava-os de longe, se sentindo cada vez mais excluído. Como se fosse um verdadeiro fantasma ou a peça errada para um perfeito quebra-cabeça. 

– Olá, você está bem? – Sussurrou uma voz desconhecida fazendo Kyungsoo quase dar um pulo para trás, e quando virou-se, viu Baekhyun, seu representante de turma. 

– Oi, sim, eu estou bem. 

– Mesmo? – Perguntou desconfiado, arqueando uma das sobrancelhas. – Então por que não se junta a eles? 

– Eu não gosto muito de multidões. – Kyungsoo sorriu tímido, encarando seu par de sapatos que no momento pareciam ser a coisa mais interessante do mundo. – E você por que não está com eles? 

Ousou perguntar. Não entendia o motivo de Baekhyun estar se mostrando tão reservado quanto ao desfile. Em momento nenhum o viu animado ou participando de nenhuma das atividades que estavam tendo nos últimos dias. Kyungsoo pensou seriamente o que poderia ser  – levando em conta da sua humilde opinião –, porque o Byun era um dos garotos mais bonitos do terceiro ano, seu rosto delicado, fios negros, lábios finos e os olhos bem delineados.

– Não acho que eu sou bonito o bastante. – Riu sem humor. 

– O que? – Kyungsoo perguntou desacreditado e a alteração na sua voz era evidente. – Mas você é tão lindo.

– Por favor, convença minha cabeça disso porque eu não consigo ver. – Ele riu, mas ainda não havia humor ou felicidade em suas palavras. – Mudando de assunto. Tem certeza mesmo que é só pela multidão que você não quer participar?

– Na verdade eu me sinto como você. – Suspirou, sabendo que era um péssimo mentiroso. 

Baekhyun olhou-o profundamente, sorrindo miúdo. 


#


Jongin aproveitou que todos estavam no pátio para correr até os armários colando um Post-it em uma porta específica. Quando terminou, sorriu satisfeito e correu de volta para sala de aula antes que o corredor ficasse impossível de caminhar. 

Subindo as escadas vinha Kyungsoo com um biquinho nos lábios por não ter encontrado com Jongin no andar de baixo. Quando chegou no piso do segundo andar, sua expressão mudou rapidamente vendo que mais uma vez havia um papelzinho grudado em seu armário. 

E com aquele, estava sendo o terceiro dia em que o Kim colava um post-it com suas mensagens de incentivo.


Nota, em post-it amarelo: 

Você é maravilhoso e mais especial do que  imagina. Por favor, se ame como eu te amo! 


Kyungsoo sorriu e mesmo que ninguém estivesse olhando, ele encarou suas mãos envergonhado, sentindo suas bochechas esquentarem. 

No intervalo, o menor arrastou Jongin até as últimas mesas do refeitório alegando que estava muita falação e que sua cabeça doía como nunca antes. Sentaram-se um de frente para o outro, e então, o moreno decidiu tentar animar Kyungsoo. Pegou sua mochila e tirou de lá uma barrinha de chocolate e um pacote de batatas fritas. 

– Você quer chocolate? – Perguntou, colocando o doce na altura dos olhos do menor, vendo-o resmungar um pouco antes de aceitar. 

– Por que você acha que pode mudar meu humor com comida? – Perguntou com a boca cheia rindo em seguida.

– Você rindo já é a resposta. 

O cantinho da boca de Kyungsoo ficou sujo com resquício de chocolate, então Jongin cuidadosamente usou seu indicador para o limpar, fazendo o menor sentir-se extremamente envergonhado. Mas sem conseguir se afastar do toque. 

– Parece uma criança. – Indagou quando afastou os dedos do rosto avermelhado, sem perceber ainda que talvez aquela aproximação tenha sido demais para Kyungsoo. 

Quando o sinal tocou, Kyungsoo não esperou por Jongin, apenas deixou um sorriso tímido e correu para sua casa, onde tomou um banho demorado e se deitou na cama, pensativo. Porque desde que começara a receber mensagens diariamente em post-its, não havia pensado sobre quem poderia estar enviando-o. Cogitou por ser coisa vinda de Jongin, mas a caligrafia era tão boa que, na sua cabeça, com certeza não teria a menor chance de ser ele.

E, além disso, fazia muito tempo desde que Kyungsoo deixara de se iludir com a possibilidade do seu amigo olha-lo de forma diferente, uma vez que nutria uma paixão antiga por ele. Não queria criar expectativas e muito menos acender aquela chama quase apagada em seu coração. Passou mais algum tempo pensando em quem poderia ser mas sem achar nenhuma pista. 

– Hm… Parece que você está mesmo disposto em se esconder. – Murmurou para si mesmo, sabendo que teria que colocar seu plano em prática. 

Na manhã seguinte, Kyungsoo foi mais cedo para a escola porque estava decidido em achar o remetente dos seus post-its diários. O esperaria no corredor dos armários nem que para isso tivesse que perder a primeira aula. Se escondeu em uma sala vazia e ficou vigiando, o corredor estava movimentado mas as pessoas pareciam atordoadas demais com as provas finais para se preocuparem em colar recados de ajuda para um garoto que sofre com baixa autoestima. Bufou frustrado quando o corredor deu-se por vazio e ninguém suspeito apareceu. Já estava atrasado, por isso desistiu de ir à aula e focou em terminar seu livro. 

Com uma desculpa de que iria ao banheiro, o Kim caminhava sorridente pelo corredor até o armário de Kyungsoo. Estava segurando um papel verde nas mãos, sentindo-se feliz porque no começo não estava levando fé que sua ideia daria certo, mas seu amigo começou a apresentar melhoras tão boas que decidiu fazer aquilo para sempre. Estava colando o recadinho quando o frasco de cola caiu no chão fazendo ecoar um som alto no corredor ao atingir o piso. Se assustou olhando para os lados e de relance viu uma silhueta em uma das salas vazias, fazendo-o deixar a cola para trás e correr para o banheiro. 

Quando Kyungsoo chegou no corredor, já não havia mais ninguém. Pegou o post-it do seu armário e leu a mensagem escrita nele:


Nota, em post-it verde: 

Você está feliz hoje? Bom eu realmente espero que sim. Por favor, não se esqueça que você é importante para mim. Eu te amo Do Kyungsoo! 


A mesma sensação surgiu em seu corpo como se estivesse fervendo por dentro. Seu coração batendo tão rapidamente, como se tivesse acabado de correr uma maratona. 


#


Alguns dias depois, Kyungsoo ainda não havia descoberto quem estava colando post-its em suas páginas, mochila, armário ou até mesmo na porta do banheiro. Tentou encontrar pistas de qualquer forma, e até pensou que fosse Baekhyun, mas no final tinha sido tudo apenas coisa de sua cabeça. Nesse meio tempo se aproximou do mesmo descobrindo que além da sua insegurança com sua aparência o Byun também sofria com fobia social. Sentia-se até mesmo mal algumas vezes por tê-lo julgado errado, quando na verdade nem o conhecia e tirava conclusões por si próprio. Faria o seu melhor para não cometer o mesmo erro com outra pessoa novamente. 

Estava na biblioteca tentando resolver problemas matemáticos quando Baekhyun chegou de repente, se jogando ao seu lado e resmungando algo entredentes. 

– O que foi, Baek? – Uniu as sobrancelhas, virando-se para o mais velho. 

– Eu me odeio! – Escondeu o rosto nas mãos e soltou um grito abafado. – Eu não consigo nem mesmo olhar para ele por muito tempo. 

Kyungsoo pareceu mais confuso. Não fazia ideia sobre quem Baekhyun estava se referindo.  

– Ele quem? 

– O Chanyeol – respondeu frustrado, bagunçando os cabelos de forma raivosa. – Faz um ano que eu tenho sentimentos por ele, mas nunca nem nos falamos! 

A boca de Kyungsoo entortou-se em uma expressão de surpresa e tristeza ao mesmo tempo, mas então afagou os cabelos do Byun tentando consolá-lo de alguma forma. 

– Chanyeol é o que faz parte do time de basquete, certo? 

– Ele mesmo… Alto e orelhudo. 

– Ele é amigo do Jongin. Nos falamos algumas vezes, mas nada demais. – Respondeu sem interesse, fazendo Baekhyun murmurar um "disso eu não sabia" e se ajustar melhor sobre a cadeira. – Você deveria tentar se aproximar dele, sabe? 

– Eu tento! – Escondeu o rosto nas mãos novamente. – Eu juro que tento, mas eu não consigo. 

Kyungsoo suspirou sabendo que não poderia ajudá-lo com conselhos já que sua vida amorosa também ia de mal a pior.


#


Faltava um dia para o desfile e Jongin podia ver as mudanças que seu amigo tivera desde que começou a tentar ajudá-lo anonimamente. Sabia que a autoestima de alguém não mudava da noite para o dia, e que algo assim levaria tempo até que a pessoa pudesse enxergar suas próprias virtudes. Kyungsoo ainda se colocava para baixo algumas vezes, mas também estava tentando aceitar-se independente de qualquer coisa. Jongin arrumava sua mochila colocando a roupa que usaria no dia seguinte e outros acessórios pessoais. Havia marcado de dormir na casa de Kyungsoo para que pudessem ir juntos ao desfile. Levaria também post-its para colocar no armário do mais velho, numa última tentativa de fazê-lo participar. Com todas as preocupações que estava tendo, não pôde evitar de se sentir nervoso por saber que naquela noite dividiria a cama com alguém que estranhamente fazia seu coração pular suficientemente para doer em seu peito.

Quando chegou, Kyungsoo estava no banheiro escovando os dentes, então aproveitou para colocar sua roupa de dormir e se deitar um pouco na cama, verificando suas últimas mensagens no Kakao Talk. Um tempo depois, o mais baixo entrou no quarto coçando os olhos, com os fios desgrenhados e usando um pijama do Pororo que o Kim mesmo havia o dado de presente em seu aniversário de 13 anos. 

Jongin engoliu em seco, deixando o celular de lado para poder admirá-lo naquela roupa extremamente apertada. 

– Jongin – indagou com a voz sonolenta se aproximando – Você chegou tão rápido, minha mãe que te atendeu? 

– S-sim… – piscou algumas vezes na tentativa falha de se controlar vendo Kyungsoo tão bonito como estava aquela noite. 

– Está tão tarde. Vamos dormir. 

Jongin se arrastou até a ponta da cama dando espaço para o mais baixo que prontamente se tacou ao seu lado, se cobrindo até a cabeça, deixando apenas os olhinhos sonolentos a mostra.

– Você realmente ainda usa esse pijama? – Virou-se para Kyungsoo, também se cobrindo.

– Bom… Ele é confortável. – Murmurou, ficando com as bochechas coradas. 

– Boa noite, Soo. 

No meio da noite, o celular de Jongin começou a tocar dentro de sua mochila, e como o amigo tinha um sono bastante pesado, Kyungsoo acordou resmungando para atender. A ligação no entanto, não era importante, então o menor guardou o celular no meio da bagunça nas roupas de Jongin, e enquanto tentava fechar a mochila, um bloquinho de Post-its apareceu "embrulhado", mais para escondido, dentro de uma jaqueta escura. Kyungsoo no mesmo instante, arqueou as sobrancelhas se levantando para pegar alguma das mensagens anônimas que recebeu. Ele não estava se sentindo ansioso ou nervoso com aquilo, tinha total certeza que a última pessoa no mundo que lhe enviaria post-its era seu melhor amigo. Talvez estivesse equivocado, mas preferia não se iludir com a possibilidade. 

Se sentou na beirada da cama segurando o último post-it que havia recebido e o bloquinho de Jongin. Respirou fundo e fechou os olhos por breves segundos para em seguida começar a folheá-lo. No começo encontrou alguns desenhos, como corações, estrelas, e um que o mais o surpreendeu. No espaço pequeno havia um garoto usando óculos e lendo um livro debaixo de uma árvore. Os traços eram bem detalhados e ao lado havia uma mensagem grafada com caneta verde — "O mais lindo que eu já vi." 

Kyungsoo engoliu em seco sentindo suas mãos tremerem, mas voltou a ler os recados escritos em quase todos os posts-its. 


Nota, em post-it laranja: 

Eu queria muito poder te dizer quem sou eu. Mas de repente, eu me descobri tímido demais para isso.


Nota, em post-it verde: 

Me desculpe, acho que só irei ficar te observando mesmo. Nós somos amigos mas não é como se eu tivesse coragem para admitir tudo. 


Kyungsoo tampou a boca com os olhos arregalados. Ainda não estava acreditando que Jongin, seu Jongin, era o remetente de todas as mensagens que havia recebido nas últimas semanas. 


Nota em post-it rosa: 

De qualquer forma, eu só quero que saiba que você é o garoto e talvez a pessoa mais bonita que eu já vi em toda minha vida.


Nota em post-it amarelo: 

Parece um pouco romântico ou até mesmo dramático o fato de eu ter deixado isso por último, mas eu só quero dizer que eu te amo com todo meu coração.  


Virou a folha apressadamente onde havia uma continuação:


Eu realmente amo tudo em você, e tudo que você se propõe a fazer. Quando você sorri é como se o céu e a lua se colidem, meu coração bate tão forte e eu sinto que posso atravessar o oceano atlântico inteiro se você me pedir. 


Sorriu bobo sentindo as famosas borboletas no estômago. Já conhecia bem aquele sentimento quando se tratava de Jongin, mas agora seu coração batia como nunca acontecera antes. 

Era recíproco? 

Kyungsoo começou a andar de um lado para o outro dentro do quarto roendo as unhas e sentindo-se cada vez mais ansioso para tirar aquela história a limpo com Jongin. Ele simplesmente não conseguia acreditar, seu amigo poderia muito bem estar encobrindo o verdadeiro remetente. Mas isso não fazia o menor sentido, ali estavam todas as provas, por que não conseguia acreditar? Passou dois longos anos nutrindo um sentimento que jamais imaginou que pudesse ser correspondido que agora mais parecia um sonho.

– Ai… – resmungou, bagunçando os cabelos e indo se enfiar debaixo do edredom para dormir, ou pelo menos tentar. 


                                 #


Alguns alunos estavam no vestiário arrumando-se para o desfile, faltava apenas 10 minutos para entrarem na passarela com seus respectivos trajes, e Jongin não conseguia manter-se calmo. Nunca foi de ser muito inseguro, mas naquele momento estava com tanto medo, imaginando as piores coisas que poderiam acontecer quando chegasse a sua vez. 

– Aconteceu alguma coisa? – Kyungsoo se aproximou com uma expressão preocupada tocando o ombro de seu amigo. 

– Eu estou nervoso… – murmurou esfregando a mão nos olhos – De repente eu fiquei negativo, sei lá.

Kyungsoo fez um biquinho esfregando carinhosamente sua mão no pescoço de Jongin. Nunca foi muito bom em consolar os outros com palavras, mas pelo menos gostaria de mostrar que estava ali.

– Não se preocupe, você é incrível. Sabe disso não é? – Sussurrou, deixando um beijinho no rosto de Jongin – Sua vez é agora, vai lá e mostra para todos o que é desfilar de verdade! 

O mais novo sorriu abraçando a cintura de Kyungsoo, para em seguida ir direto a passarela onde todos o esperavam. 

E é claro que Jongin havia sido ótimo no final do evento. O que mais o motivou além da sua grande vontade, e particularmente, seu sonho de se tornar um modelo, fora o sorriso doce que Kyungsoo direcionou a si. Isso mexeu tanto com seu coração que foi quase instantâneo não se dar conta de que sempre esteve apaixonado por ele. Pelas suas manias, ou a forma como ele ajeitava seus óculos escorregadios com a pontinha do dedo. Além do seu sorriso tímido em formato de coração, era tudo tão bonito em  Kyungsoo que se via hipnotizado cada vez que parava para admirá-lo por mais tempo do que o necessário. 

Ter finalmente a certeza daquela paixão não o fez se sentir envergonhado, e muito menos, incomodado pelo fato de serem dois homens. Mas sim, de que daquele dia não passaria, ele ia confessar seus sentimentos mesmo que isso lhe custasse a amizade de Kyungsoo.

O cômodo estava tenso, rostos envergonhados preenchiam a sala de jogos da casa de Jongin. Ambos tinham suas respectivas confissões a serem ditas, mas os faltava coragem. Antes de estarem naquela situação constrangedora sentiam-se totalmente capazes de admitir seus sentimentos, mas agora, olhando nos olhos um do outro isso parecia meio impossível. 

Kyungsoo pigarreou, sem saber o que dizer sem se sentir envergonhado, sentando-se no sofá confortável. E, chamando a atenção de Jongin, que desviou os olhos parando nas coxas de seu amigo que com o movimento acabou levantando sua bermuda apertada, marcando sua pele esbranquiçada.  

Engoliu em seco, amaldiçoando sua mente por ter tantos pensamentos inapropriados com o seu melhor amigo. Mas o que poderia fazer, afinal? Estava apaixonado e aquilo era só mais uma parte do corpo de Kyungsoo que mexia completamente com a sua sanidade. 

Sentou-se no sofá virando o rosto para o lado contrário onde não pudesse encará-lo. Se arrependendo no mesmo instante, porque sabia que aquele tipo de coisa que estava prestes a revelar deveria ser dito cara a cara. 

Kyungsoo também não estava diferente. Tentava a todo custo encontrar as palavras certas para perguntar o que realmente significava todos aqueles post-its. Os dois amigos respiraram profundamente sentindo seus corações batendo mais rápido do que o normal quando em uníssono disseram o nome um do outro em voz alta. 

Eles permanecerem cerca de dez segundos calados, encarando-se, como se um gato tivesse comido suas línguas, até que Jongin finalmente tomou iniciativa. Não estava mais aguentando, a cada minuto que passava sentia-se ainda mais sufocado. Nunca havia escondido algo de Kyungsoo por tanto tempo, e contrapartida também se sentia um pouco mal por estar sendo tão covarde em questão aos seus sentimentos. 

– Eu poderia te deixar falar primeiro mas estou a ponto de me engasgar se não disser isso logo. – coçou a nunca, sorrindo torto. – Talvez você não queira permanecer sendo meu amigo depois disso… E, tudo bem eu só- 

– Fala de uma vez! Está me deixando mais ansioso. 

– Você e essa sua mania de me interromper. – Jongin gargalhou encarando seus próprios sapatos. 

– Desculpe. – Kyungsoo indagou, tocando o ombro de seu amigo – É que eu também tenho algo muito importante para te dizer.

Jongin engoliu a própria saliva, segurando a mão de Kyungsoo e beijando com cautela seu dorso. Olhou no fundo de seus olhos e sentiu uma pontada em seu coração quando o viu olha-lo na mesma intensidade, como se soubesse exatamente tudo que ele estava sentindo. E, de fato estava. Sua mão estava suada, e suas pupilas dilatadas, além da sua bochecha com uma leve coloração avermelhada. Tão bonito… Que as palavras saíram naturalmente de sua boca.

– Kyungsoo, eu estou apaixonado por você. 

Essa era a maior certeza que tivera em todos os seus poucos dezoito anos de vida. Nunca havia se sentido assim antes, ele era o seu primeiro amor. E esperava que fosse o dele também.

Kyungsoo mordeu os lábios abaixando a cabeça. Mesmo que ele estivesse diante de si, confessando seus sentimentos e olhando em seus olhos, era tão difícil de acreditar. Ele ainda não se sentia totalmente confiante sobre sua aparência ou com a sua personalidade. Continuava tendo crises mesmo que agora elas demorassem um pouco mais para acontecerem. 

– Jongin, aperte minhas bochechas para checar se isso é um sonho.

O moreno não entendeu mas apertou. Vendo Kyungsoo resmungar e esfregar o local.  

– Viu, você não está sonhando. Eu falo sério! Estou realmente apaixonado por você.

– Argh, como você pode falar isso tão naturalmente? – cobriu o rosto, escondendo-se por debaixo de suas mãos e deixando uma brecha entre seus dedinhos que Jongin só conseguia visualizar seus olhos.

– Apenas diga o que você tem para contar. 

– Estou recebendo post-its, na escola, diariamente. E eu gosto muito das mensagens escritas neles. – Jongin assentiu um pouco envergonhado – No outro dia quando você dormiu na minha casa seu celular estava tocando de madrugada, então como você não acordou para atender eu acabei atendendo…

Jongin estava com o rosto tão corado que só isso lhe entregava. Kyungsoo não precisava dizer mais nada, era óbvio que ele era o remetente. 

– Foi você, não foi? – Sussurrou próximo ao rosto de Jongin – Eu encontrei papéis iguais na sua mochila, e outras mensagens também. 

– Eu só queria que você se visse como eu te vejo. E que você é perfeito assim. 

Kyungsoo sorriu, pulando no colo de Jongin para abraçá-lo. O agradeceu por todos os post-its, por se preocupar com os seus sentimentos e ajudá-lo. Revelou naquela mesma noite que o amava, mais do que um bom amigo. Que sempre esteve apaixonado por ele, e que agora esse sentimento estava ainda maior e mais forte. 

E, de fato. Aquele era um dos melhores dias na vida de Kyungsoo. Jamais imaginou que um momento como aquele pudesse realmente acontecer, que alguém pudesse amá-lo do jeito que era. Mesmo com seus problemas e sua baixa autoestima. Jongin era mesmo incrível, era quase impossível não se apaixonar por ele. De certa forma, valeu a pena sofrer um pouco com aquele amor unilateral no começo, para agora enfim receber o amor que tanto queria vindo do seu melhor amigo. 


#


Três semanas depois… 

– Meu amor, vamos logo! – Jongin gritou da porta de sua casa – A gente vai se atrasar.

– Já vou indo, um minutinho. 

Kyungsoo estava sentado na escrivaninha com os dedos apressados tentando mudar sua caligrafia para algo mais "relaxado", aquela seria a primeira semana em que começaria a tentar ajudar Baekhyun com cartas de incentivo. Até pensou em copiar a ideia de Jongin, mas ficaria muito óbvio que seria ele quem estaria enviando. Ainda assim, era bem suspeito porém tinha tudo esquemado e contava com a ajuda de ninguém menos que Park Chanyeol. 

Sabia que estava passando pelo seu próprio processo de se aceitar, e se amar mais. Mas isso não lhe impedia de também querer ver Baekhyun feliz consigo mesmo. Por isso não pensou duas vezes antes de começar a executar aquela ideia. Com o tempo torcia para que os dois pudessem se olhar no espelho e amar tudo que vissem, ele sentia que estava quase lá porque não doía tanto quanto antes. Ele esteve a se odiar por tantos anos, quando nem mesmo parou um único segundo para enxergar suas diversas qualidades. Entrava naquele jogo de estereótipos que a sociedade colocava sobre si, e todos que fossem uma pequena porcentagem de diferente, fazendo que acreditassem que aquilo era errado, feio. Fora do padrão e que ele estava sendo esquisito. 

Contudo, agora finalmente conseguia ver as coisas com mais clareza, e ter total noção de que a vida não se baseia só de aparências. O mais importante era que Kyungsoo sentia-se bem e depois de muito conversar com seus pais resolveu que também faria terapia com a companhia de Baekhyun. As coisas estavam tomando um rumo diferente, e honestamente, ele nunca havia se sentido tão feliz. 






Notas Finais


Me perdoem se tiver qualquer errinho, eu ainda vou editar algumas coisas mas só quando o spirit parar de fogo e colaborar comigo, então relevem.

Espero do fundo do meu coração que vocês tenham gostado, e não se esqueçam jamais que vocês são lindos do jeitinho único de vocês! Nos vemos em breve. <3


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