História Postpone. - Capítulo 1


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Categorias South Park
Personagens Butters Stotch, Craig Tucker, Eric Cartman, Kyle Broflovski, Stan Marsh, Tweek Tweak
Tags Bunny, Creek, Romance, Style
Visualizações 19
Palavras 2.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Faz muito tempo que não escrevo, mas isso não saía da minha cabeça e ca estou, perdão pelos erros, mas são meus casais favoritos.

Espero que gostem ♥

Capítulo 1 - Basically


 

"but nothing’s really changed, between then and now."

 

Depois de longas horas o ônibus finalmente parou na entrada da pequena cidade. Quando a porta se abriu, um único passageiro saiu de lá de dentro, afinal, o que poderia se esperar de uma cidade como South Park? Nada além do que uma velha alma penada voltando para assombrar a cidade onde nasceu.

O motorista esperou até que esta única alma penada descesse, não demorando a dar partida, quem em sã consciência escolheria o ônibus do último horário para chegar em uma cidade tão bizarra quanto aquela?, pensou ele, antes de sumir com o veículo estrada a fora.

Bem-vindos a South Park.

Quando seus all stars, realmente surrados, diga-se de passagem, tocaram o chão coberto de neve e a brisa fria da noite bagunçou-lhe as madeixas, Tweek soube que estava realmente em casa. Em casa? Nah. Estava mais para sua pequena prisão particular, onde todos apontavam e escolhiam a dedo de quem falar, como criticar e sufocar aqueles que fogem ao padrão social tipicamente estipulado pelos mais poderosos ou populares. Bom, pelo menos era assim dois anos e meio antes de ter ido embora.

E agora estava de volta. Dois longos anos e meio.

Foi embora sem deixar bilhetes, motivos e nem mesmo explicações. Seus amigos? Não sabiam, para ser sincero, não estava em condições de decidir avisar ninguém quando fora chutado para longe para cuidar do que lhe matava. O mais hilário era ter voltado morto por dentro, no sentido dramático, óbvio. Seus pais? Ah, sim, eles foram os responsáveis pelo chute para fora, mas não os culpava. Haviam outros motivos, outras pessoas com parcela de culpa, mas assim como nenhuma delas deve ter se preocupado na época em que foi embora, da mesma forma ele não se importava mais com a culpa delas agora. 

E isso o levava ao ponto principal da história: ninguém sabia que estava de volta, mas por escolha própria. Ter seu tempo para redescobrir a cidade era seu motivo principal para ter escolhido a passagem mais barata, chegando em South Park à meia-noite, quando mais ninguém além dos bêbados e drogados perambulam pela rua. Ele claramente possuía dinheiro para uma passagem mais cara e mais cedo, e certamente não estava usando o fato de ter passado dois anos longe como desculpa para evitar olhares e perguntas, nem reencontros precipitados. 

Tweek obviamente não estava fugindo.

O que havia para temer, senão a imensidão do vazio que carregava dentro de si e que parecia lhe consumir dia após dia? O que seriam os olhares de conhecidos curiosos na frente daquilo? 

Nada além de uma grande… pressão. 

Já tinham dois anos desde que as pessoas deixaram de se importar, lembrar ou até mesmo falar da criança problemática e viciada em café, e até mesmo de fazer comentários como aquele drogadinho, ou de zoar seus tiques nervosos. Aquele garotinho havia morrido, junto com a falsa esperança de viver uma vida tranquila, sem cicatrizes, sem um coração quebrado.

Mas era como diziam, a vida é bela, 'a gente' que fode ela.

Tudo que havia trazido consigo estava em sua mochila, agora só bastava vagar por aí até finalmente achar que lembrava o caminho de casa, até finalmente ter que lidar com sua vida novamente. Quando conseguiu parar de divagar e voltou para a realidade, já estava quase em frente à sua escola antiga. No bolso do casaco, os dedos apertavam o aparelho celular escondido, em uma pequena luta interna entre usá-lo ou não.

Tweek riu de sua própria situação, estava nervoso por qual motivo, afinal? Soltou um longo suspiro, antes de pegar algumas presilhas de cabelo para tirar a franja de cima dos olhos, e se tivesse um espelho por perto até diria que estava fofo, mas talvez as olheiras profundas que destacavam-se na tez branca debaixo dos olhos não combinasse com a cor esverdeada que um dia transmitiu alegria à alguém. Era sua chance perfeita para ir para casa, mas ainda precisava fazer algo antes de realmente voltar. 

Foi então que finalmente se sentiu à vontade e com coragem o bastante, parando apenas para observar os arredores, antes de retirar o celular do bolso e digitar algumas palavras rápidas. 

Não eram muitas, nada de textos grandes ou explicações, mas seriam eficientes. 

Ao menos o bastante para que entendesse.

 

•••


 

00:17 

Vá se foder. 

 

Essa era a única coisa que Kenny se lembrava de ter lido antes de tropeçar nos próprios pés, bater de cara com a parede e levantar para pegar o velho casaco laranja, para logo sair correndo. 

Em todos esses anos se perguntava o porquê de ter parado de concorrer na maratona do colégio, quando aqui estava, o próprio Flash, correndo como um desesperado e ainda sem acreditar. Ah, claro, os cigarros o estavam matando, lembrou, depois de quase tossir parte de seu pulmão para fora, mas a adrenalina era tanta que não conseguia parar.

Se havia uma coisa que ninguém nessa cidade conseguiria, essa coisa seria esconder algo por muito tempo de Kenneth McCormick, ou de Cartman, é claro. Mas Cartman era apenas um rabugento fofoqueiro, que gostava de ter as pessoas na mão e de usar palavras ofensivas para torná-las engraçadas, enquanto Kenny apenas recebia informações ao acaso e as mantinha se lhe interessasse, de qualquer forma, amigos de longas datas aprendem a amar uns aos outros nos seus maiores defeitos.

Ele atravessou a avenida sem olhar pros dois lados, pulou um hidrante e chutou uma latinha na janela de seu antigo chefe, aquele de quando ainda tentava ganhar algum sustento de maneira normal. O caminho até onde haviam combinado não era tão longo, mas também não era nada do tipo em 5 minutos chego aí. Para alguém que acostumou a vagar pelos becos nas madrugadas quando menor, e que hoje vagava depois das tantas festas, South Park estava em seu melhor horário. Era perfeito para pensar, beber ou simplesmente transar alto o bastante para incomodar seu vizinho que está solteiro há 5 anos, mas Kenny não estava ali para fazer nada daquilo. 

Sentiu as pernas falharem e quando finalmente achou que ia cair, seus olhos avistaram a placa nada convidativa, mas que indicava estar no lugar que deveria.

South Park Elementary.

Enxugou o suor que escorria pelo rosto, passando a mão nos fios aloirados e jogando-os pra trás. Os pés se moveram sozinhos pela entrada, como o velho costume mandava. Chegar na escola, não gosto da escola mas gosto do parquinho, então ir para o parquinho é a solução, isso era o que costumava pensar quando menor.

O playground na área de trás da escola não era grande, mas sempre dava para o gasto. Era mais aconchegante do que as salas, convidativo para uma briga ou apenas uns pegas, mas o que crianças de 10 entendem sobre pegas? Nada mesmo e Kenny podia garantir isso.

Esperava não ter chegado tarde demais, contudo, o barulho do velho balanço enferrujado denunciou a presença de mais alguém ali. O loiro sorriu, um sorriso engraçado como quando você está prestes a desmascarar alguém ou estragar uma surpresa, enquanto andava a passos largos até a pessoa. As mãos dentro do casaco escondiam a euforia de querer apertar algo, ou dar um tapinha em alguém. O menor estava de cabeça baixa, olhando para os próprios tênis sujos de neve e um pouco de lama, não demorando a olhar para cima quando a fraca luz da lua que iluminava seus pés desapareceu. 

— Tweak. – observou enquanto o garoto erguia a cabeça, voltando ao mundo real.

— McCormick.

 

•••

 

— Ah, cara… Dois anos foram o bastante pra você esquecer como usar mais do que três palavras? – o McCormick reclamou, sentando-se no balanço ao lado, finalmente podendo se recompor após a grande corrida.

Tweek suspirou com a breve reclamação. — A ideia de vir aqui foi sua, Kenny. Não minha.

— Claro que foi, babaca. Você nem mesmo respondeu às minhas cartas. – o tom de voz saiu mais magoado do que parecia, no entanto, era apenas encenação para fazer com que o outro se sentisse mal.

— E como você chegou a conclusão de que as li? – Tweek riu ao ver que o amigo havia realmente se sentido ofendido agora. – Não esperava que você fosse tão super romântico a ponto de mandar cartas.

— Você nunca assistiu aos filmes? É assim que as pessoas fazem quando outras vão para o… – ele parou um momento, vendo a feição de Tweek mudar, e pensando se realmente havia escolhido as palavras certas para usar – Bom, você sabe. Mas se você nunca as leu, como estamos aqui?

Tweek deu de ombros.

— Dei azar. – brincou.

Não sabia dizer ao certo o porquê, mas Kenny era a única pessoa em South Park, além de seus pais, claro, que sabia onde Tweek havia passado os últimos dois anos e meio. Lembrava-se bem de que não eram melhores amigos antes de deixar a cidade, e de que nem costumavam passar o dia grudados, eram conversas esporádicas onde o mais alto costumava aproveitar as folgas involuntárias que tinha de Butters para conversar consigo. Não era incômodo, eles costumavam trocar boas ideias e Kenneth nunca pareceu ligar paras seus 'gaah' aleatórios ou tiques, nem seu vício por café, ou o fato de ele ser de uma "gang" contrária a sua. A amizade que tinham hoje era muito diferente da que tinham antes, Kenny sabia de uma parte de sua vida que Tweek por muitas vezes quis apagar, mas que não importava o quanto havia a odiado, foi ela quem o fez mudar e ser o que era agora.

Um grande saco de nada.

— Como foram? – perguntou subitamente, enquanto esticava as pernas no balanço.

— Como foram o que?

— Os dois anos por aqui. – revirou os olhos pela falta de inteligência repentina de seu amigo. 

Kenny coçou a cabeça, como se o que estava prestes a dizer pudesse incomodá-lo de alguma forma.

— Não acho que você queira saber de como as pessoas reagiram ao seu sumiço, sendo sincero, hoje você parece ter cara de quem não dá uma foda pra isso. – uma risada amarga escapou da garganta. – Mas as coisas realmente mudaram, Tweek. As coisas, as pessoas… menos eu, eu continuo sendo o mesmo, tehee. – tentou descontrair mostrando a língua para o outro.

Tweek não riu, Kenny estava apenas demonstrando estar incomodado com o fato de tudo ter mudado, era fácil ler a linguagem corporal do outro.

— Todo mundo tem que mudar, é tipo, lei da vida ou alguma merda parecida…

— Sim, eu sei, mas as coisas pareceram sair do controle depois daquele ano. – Kenny concluiu, não era seu assunto favorito, mas com a volta do amigo seria bem mais recorrente do que gostaria. – Meus pais e meu irmão mais velho estão presos, talvez a melhor coisa que tenha acontecido na minha vida, com o dinheiro da casa antiga e de todas as tralhas que tinham por lá eu consegui um apê bem de boa pra mim e pra Karen. Ela quer ser modelo agora.

— Ainda bem que é ela quem ser modelo, porque se fosse você… 

Kenny tentou o empurrar do balanço e Tweek fez uma cara de triste.

— Stan e Kyle não se falam mais, quer dizer, falam mas é ridículo de tão pouco. Cartman sofreu um bullying tão fodido no último ano que passou dois meses sem ir ao colégio, você acredita? 

— Não. – e realmente não acreditava. O grande Eric Cartman.

— Pois é, ele até perdeu uns quilinhos, infelizmente continua o mesmo em poucos aspectos… E os outros caras, bem… Token foi estudar no exterior e Clyde é o dono das festas mais pesadas da cidade. Jimmy desistiu do colégio depois que engravidou alguma menina aleatória, sei lá, ele ainda vai às festas.

— Butters? – perguntou hesitante, havia lido todas as cartas de Kenny, sim, sabia da situação entre os dois, só  esperava algum progresso.

Kenny riu desgostoso pela pergunta, era sobre Butters, afinal. Um simples soar do nome do garoto o fazia ter calafrios, seu estômago revirava e o aperto em seu peito se tornava vinte vezes maior. Não era um sentimento amargo, mas era distante, logo quando tudo que Kenny queria era proximidade.

— Butters continua Butters, Leo continua Leo. – ele respirou fundo. – Muita coisa mudou, você vai ver por si só e eu vou te explicando com o tempo, mas antes… – deu uma pausa e remexeu nos bolso do casaco, retirando alguma coisa que Tweek não reconheceu. – Olha só. 

— Que merda é essa, McCormick…

— Um beck! – ele balançou o pequeno cigarro na frente do rosto do outro. Tweek o olhou estranho. — Ah, relaxa, eu literalmente achei jogado pelo chão, pode ser qualquer coisa mas um beck é um beck. 

Nada poderia ser mais engraçado que a atual situação, mas Tweek não riu. 

— Vamos, pelos velhos tempos… – brincou, enquanto procurava o isqueiro para acender o cigarro. 

Um brilho surgiu nos olhos do McCormick quando finalmente trouxe o isqueiro preto em sua mão, acendendo o pequeno vício, e levando aos lábios secos, dando a primeira tragada. Tweek observou de relance a silhueta do loiro e como a luz da lua combinava com aquela situação, quando Kenny enfim soltou a fumaça, um breve pensamento passou pela cabeça do outro. Ele era, de fato, bonito demais para ter uma vida tão pesada. Riu ao pensar aquilo.

— Não existem velhos tempos, Kenny.

 

•••

 

0:18

Tucker, me responde.

0:18

Vai rolar na sua casa ou na minha?

0:24 

Craig?

0:30 

Não acredito que tá me jogando no lixo de novo, você é um grande merda Craig Tucker.

 

Craig olhou com descaso para a tela do celular, lendo as mensagens sem qualquer vontade de responde-las. As pessoas, fora seus amigos, só lembravam dele quando queriam algo, e Lola não era nada diferente. Não podia dizer que não estava a fim, mas parecia que seu interesse na garota passava havia passado mais rápido do que nunca.

Alguma coisa o tinha feito mudar de ideia, o problema era que não sabia qual a droga do motivo. 

– Tch, mas que porra...

 


Notas Finais


foi isso, complicadinho né... mas me digam, onde vcs acham quw o tweek estava?

eu postei a historia em outras plataformas, então não se assustem se acha-la por aí ♥

até a proxima!


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