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História Pouco Além - Capítulo 25


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Notas do Autor


Parte 1 de 2

Olá gente! Aqui vai um pequeno spin off para introduzir o "outro lado " dessa fanfic .

Para maiores informações leiam a fanfic New Legends também de minha autoria...

Enquanto os bruxos seguem tentando descobrir mais sobre os Guerreiros e acompanhar os movimentos de seus inimigos, outros grupos vão sentindo a presença cada vez mais constante dos Guerreiros do Apocalipse em outros territórios.


Aqui começa oficialmente o primeiro crossover entre Pouco Além e New Legends.

Capítulo 25 - Spin-Off: Enquanto isso no Santuário... Parte 1


Enquanto o Ministério vivia sua “paz armada” com os Guerreiros do Apocalipse, a influência do novo grande grupo de bruxos das trevas era sentida em outros locais do mundo.

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O cavaleiro de prata Gomes da constelação de Altar havia passado as últimas semanas do ano de 2012 incrivelmente tenso, estupefato com o crescimento do número de revoltas da Primavera Árabe e com a proximidade que elas estavam começando a ter com o Santuário de Atena. O Grande Mestre do Santuário havia orientado Gomes a observar as manifestações com atenção, visto que julgara que a expansão delas era completamente não benéfica ao Santuário e aos cavaleiros. Gomes era o cavaleiro mais próximo do Grande Mestre sem contar os cavaleiros de Ouro, e isso fazia dele uma prioridade quando o Mestre buscava alguém para desempenhar funções mais cruciais à frente do Santuário.

2012 deu lugar a 2013 sem que a Primavera Árabe afetasse de maneira muito intensa o Santuário, para alívio de Gomes.

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É claro que a maioria dos cavaleiros não pensava do mesmo jeito. Muitos já moravam há anos na Grécia, e o clima de pré-guerra envolvendo os mortais não era comum naquela região desde o fim da Segunda Grande Guerra. Além disso, corria o forte boato dentre os habitantes do Santuário de que os insurgentes das revoltas do mundo árabe podiam ter sido infiltrados e mesmo influenciados por antigos inimigos dos Cavaleiros de Atena.

Gomes não havia encontrado ainda evidências que sustentassem tais boatos, e se esforçava para acalmar os ânimos dos demais cavaleiros que demonstravam preocupação com os levantes, embora soubesse em seu íntimo que a preocupação deles era compartilhada pelo Grande Mestre.

Os demais cavaleiros de Prata mais experientes agora permaneciam mais tempo no Santuário do que o habitual, ainda mais depois do que havia acontecido com os Cavaleiros de Ouro na última guerra. A mais recente luta contra as forças de Hades parecia ter dado um novo sopro de paz ao Santuário, mas, tão logo o deus dos mortos havia sido “subjugado” novamente, os olhares dos cavaleiros se voltaram para a Primavera Árabe, visto que o número de cavaleiros desaparecidos após terem sido enviados como agentes de paz entre os mortais para os levantes só havia aumentado desde que a primeira “revolução” havia sido iniciada, ainda alguns anos antes.

Gomes continuou com sua vigilância constante acerca dos conflitos. Um dia estava observando alguns aprendizes de cavaleiro treinando em grupo. Observar essas crianças o fez lembrar-se dos novos Cavaleiros de Bronze, que haviam atuado diretamente na recente batalha contra Hades.

Não passava pela cabeça do Grande Mestre acionar os Cavaleiros de Bronze a respeito dessa possível nova ameaça, e Gomes compartilhava esse pensamento. Por mais que os Cavaleiros de Bronze tivessem enfrentado muitos desafios duríssimos com sucesso recentemente, cavaleiros mais experientes já haviam sido vitimados por esse inimigo obscuro que usava a Primavera Árabe para se esconder das vistas do Santuário. Não era hora de colocar o Santuário em risco de perder sua promissora geração de Cavaleiros de Bronze.

Contudo, os primeiros meses de 2013 estavam decorrendo excepcionalmente tranquilos para os cavaleiros dentro das fronteiras do Santuário. As semanas iam se passando, e os cavaleiros podiam até acreditar que os conflitos do mundo dos mortais não iriam alcançar o Santuário em nenhum momento.

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O cavaleiro de Bronze Matt de Fênix (não confundir com o auror de nome similar dos capítulos predecessores) caminhava tranquilamente pelo Santuário, contemplando o belíssimo entardecer lançando seus últimos raios de sol sobre o Mar Mediterrâneo. Há muito que o Santuário estava imerso em um período de paz, e ele e seus amigos cavaleiros de bronze buscavam desfrutar o quanto podiam dessa condição, enquanto ajudavam também a reerguer um Santuário afetado por inúmeras e sucessivas batalhas. O jovem cavaleiro mal podia acreditar que, naquele mês de abril de 2013, ele e seus amigos próximos estavam completando 1 ano como cavaleiros, desde que haviam partido em sua primeira missão oficial depois de conquistarem suas armaduras de Bronze.

Matt resolveu se sentar em um pequeno pedestal que dava vista para as montanhas externas do Santuário e para o mar. Já havia ficado com Isabella e com Fernanda algumas vezes naquele mesmo local, mas dessa vez preferira vir sozinho admirar aquela vista e tentar desfrutar um pouco da paz fornecida pela paisagem.

Estava pensando em esperar o anoitecer sentado ali, quando ouviu passos e uma voz.

— Matt, é você?

Ele se virou. Seu amigo Thiago de Cisne vinha andando casualmente pelo mesmo caminho que Matt havia percorrido, como se habitualmente frequentasse aquela parte do Santuário.

— Oi, Thiago – saudou o cavaleiro de Fênix.

— Estou atrapalhando algo? – quis saber Thiago.

— Na verdade, não – respondeu Matt. – Por que?

— Ah, é que geralmente quando venho aqui, essa área costuma estar ocupada... e geralmente, por mais de uma pessoa. – Ele esquadrinhou a área em torno, como se procurasse mais alguém. – E às vezes, eu avisto você por aqui com uma garota.

Matt riu.

— Aposto que você faz o mesmo.

Thiago estufou o peito e olhou confiante para o horizonte.

— Não posso negar. Poucos lugares no Santuário são tão propícios para entreter uma bela moça como este aqui. Mas isso não vem ao caso agora... Vim perguntar se você soube dos boatos.

— Que boatos?

Thiago sentou-se ao lado do colega.

— Você se lembra daquele cavaleiro de Prata que foi escolhido o melhor dançarino na festa de Natal do Santuário em dezembro passado?

Essa conversa estava ocorrendo no mês de março, portanto três meses depois do ocorrido.

Matt fez que sim com a cabeça.

— Claro, e lembro também que Gustavo tentou desafiá-lo para ver quem bebia mais. Desistiu quando viu que o Prata, ao contrário dele, não tinha sentido nenhuma dor de cabeça ao beber vodka misturada com Ula-Ula.

Thiago riu de leve.

— Ah, esse Gustavo. Sempre presepeiro... Enfim. A questão é que eu entreouvi uma conversa, meio que por acidente, entre alguns cavaleiros de prata. E acontece que, de acordo com eles, esse nosso amigo dançarino não é visto no Santuário desde aquele dia da festa.

Matt franziu a testa.

— Sério? Ele dava a impressão que gostava muito de aparecer.

— E gostava – confidenciou Thiago. – Mas era também um guerreiro excepcional. O Santuário o enviou numa missão pouco depois do Ano-Novo. Pelo que entendi, ele foi deslocado para um país do Oriente Médio que está sofrendo com aqueles levantes.... Você, que é bom em História, deve saber o nome que a mídia deu a esses movimentos...

— A Primavera Árabe.

— Isso mesmo. O caso é que ele não voltou ainda, o que me pareceu estranho. Nenhum cavaleiro, seja de bronze, de prata ou de ouro, seria capturado tão facilmente por forças mortais, mesmo que fossem de insurgentes ou terroristas. A questão é que a grande maioria dos Cavaleiros de Prata acha que há uma força oculta hostil ao Santuário envolvida nesses levantes, e pelo visto, o cavaleiro dançante não foi o primeiro a ser capturado.

— Que força hostil? Hades? – arriscou Matt.

— Não, não acho que seja Hades. Pelo que ouvi dos Prateados, é algum inimigo antigo do Santuário, mas que passou muito tempo no exílio e não possui um nome conhecido.

— E por que o Santuário não está divulgando nada disso? – indagou Matt.

Thiago coçou o queixo.

— Talvez esteja, mas não para os cavaleiros de Bronze.

— Por que você acha isso?

— Quando eu estava escutando a conversa dos Cavaleiros de Prata, houve um momento em que eu me anunciei casualmente como se tivesse acabado de chegar ao lugar onde eles estavam. Passei por eles de boa, mas reparei que eles se silenciaram repentinamente quando me perceberam. E é claro que sabem que sou de Bronze.

Thiago fitou Matt diretamente nos olhos, e lançou um olhar pesaroso para o litoral.

— O que me leva a concluir que o Santuário está escondendo algo de nós.

— Mas que merda – disse Matt. – Nós já cumprimos N missões com êxito... Por acaso não nos consideram dignos de confiança?

Os dois deixaram o questionamento no ar e contemplaram o horizonte por alguns instantes, ambos absortos em pensamentos.

Até que algo chamou a atenção deles. Um grito agonizante cortou o ar, uma exclamação penosa de dor que pode ter sido ouvida por todo o Santuário.

...

...

Gustavo de Dragão e Betinho de Pégaso estavam jogando Yu-Gi-Oh: Monstros de Duelo no dormitório dos Cavaleiros de Bronze. Àquela hora o mesmo se encontrava vazio, pois a maioria dos cavaleiros de bronze estava em horário de treinamento.

— Minha vez – anunciou Betinho. – Ei cara, encontrei o Lauro e o John mais cedo, e eles me contaram uma história engraçada.

— Diga – disse Gustavo, ainda olhando para as cartas.

— Você se lembra daquele cavaleiro de Bronze que ganhou mais medalhas de ouro individuais do que qualquer outro nos Jogos do Santuário no ano passado?

Gustavo ergueu momentaneamente os olhos.

— O nome dele era Zach?

— Isso. Parece que ele não é visto no Santuário há mais de um mês.

Gustavo ergueu as sobrancelhas.

— Que fim ele levou?

— Os caras falaram que ele tinha se voluntariado em uma missão para o Oriente Médio... Por causa daqueles levantes, sabe.

— Ah. E aí? O que houve?

— E daí que ele desapareceu do mapa. Os cavaleiros de prata e de bronze que o acompanhavam voltaram com vida, mas dele não se teve mais notícia. Há um boato de que ele foi capturado.

— Capturado...? Mas por quem?? – quis saber Gustavo.

— Essa é a questão – disse Betinho. – Não se sabe por quem. Mas os meninos me disseram que os cavaleiros mais velhos suspeitam que haja um grupo de guerreiros das trevas infiltrado nos movimentos dos árabes, e que eles são inimigos antigos do Santuário.

— Nunca ouvi falar que os cavaleiros tivessem inimigos árabes – refletiu Gustavo.

Betinho baixou suas cartas por um momento.

— Acho que ouvi algo a respeito uma vez. Meu pai uma vez nos disse...

Ele parou de falar. Ele e Gustavo ouviram o grito agonizante, ao longe, pela porta aberta do dormitório.


Notas Finais


Este capítulo é uma homenagem aos fãs de Cavaleiros do Zodíaco.


Agradeço e dedico este capítulo aos leitores:
Pazzenger
Henry Rodrigues
CaSso
Exndar
Viviban
Justine Maclaude
YbSouza
Ryren
Katheryne Kane

A todos vocês, e também aos eventuais novos leitores que possam aparecer, o meu Muito Obrigado.




em breve vamos ter mais contatos entre as duas fanfics como tivemos nesse capitulo... E qual será que foi a causa do grito ?...


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