História Power - Interativa - Capítulo 9


Escrita por: e Ana_Dreemurr

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Exo, Interativa, Kpop, Power
Visualizações 34
Palavras 3.817
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


❖ Chegamos! Sim, depois de algum tempo (eu diria mês), voltamos com um capítulo recheado para vocês. Perdoem nosso atraso, mas agora voltamos de vez com um capítulo cheio de interações. Eh isto, espero que gostem do capítulo e se não comenta há mais de três capítulos, sua personagem pode ser retirada de Power. (Autora, @MonbeBea)

❖ Boa Leitura e nas Notas Finais, o link para a playlist e o trailer da fanfic.

Capítulo 9 - VIII - Vidas Ameaçadas


Porto Marinho de Seul

— Está dizendo que usufrui do maior bem de meu povo para usar como a bateria de um simples brinquedo humano? - Ye Seul arqueou as sobrancelhas ao fazer a pergunta para Kris, que parecia surpreso por alguém levantar a voz para si, depois de tanto tempo sendo temido. -

— Na verdade, o governo coreano usufruiu, minha querida. Assim que descobriram um asteróide cheio de Ecnotium e estudaram sobre a potência destrutiva da substância, não tardaram em criar uma arma. - abriu um sorriso repleto de êxtase ao pensar em como adoraria utilizar a Tormentis Potentia em campo. - E acredito que saiba utilizar algo tão valioso com mais sabedoria.

— Certamente, não falharei em manipular o que passei a vida estudando. - a jovem alienígena pareceu incomodada com o tom cínico do líder. -

— Não falhará mesmo, vou tomar conta para que não hajam erros.

Fora da sala do líder, o grupo de vilões parecia extremamente entediado. Voltar para o covil abandonado, velho e de péssimo cheiro depois de sentir o gosto da liberdade era o que menos desejavam. E para piorar, estavam aturando mais um dos faniquitos de curiosidade de Baekhyun, causado pelo fato de que a nova integrante do grupo conversava com Kris sobre um assunto aparentemente importante.

— Sabe de uma coisa? - Kai pronunciou, chamando a atenção dos demais. - Eu acho que a alien chamou a atenção do nosso líder por algo além de seus poderes, porque faz mais de duas horas que ela não voltou da “reunião”.

— Pelo amor de Nossa Senhora, Jong In! - exclamou Chun Li. - Mal conhece a garota e está julgando como se ela fosse uma meretriz!

— Verdade, é de outro planeta. Não é nem atraente, até parece que vai compensar isso com flerte ou habilidades. - Bestia alfinetou. -

— Isso foi tão desnecessariamente maldoso… Gostei de você. - comentou Siren, sorrindo com imprudência. -

Logo após o comentário de Bestia, Ye Seul voltou à sala, com a mesma expressão fechada de sempre, que logo tornou-se levemente assustada pelo desespero de um de seus colegas de time ao pular em sua frente.

— Por que demorou tanto? Qual foi o assunto? Kris é bom em... -  antes de Lux terminar a frase, um dos pedaços de madeira solta voou na direção de sua cabeça, fazendo-o cair. -

— Não aguento mais sua voz, e deixe a garota em paz, inferno! - Lu Han vociferou, já sem paciência alguma. -

— Certo… - começou a loira, com as sobrancelhas arqueadas. - Apenas fui designada à função de cuidar do brinquedo de choque.

O sub-líder levantou com um olhar decepcionado, afinal, suas mil e uma paranóias foram em vão. E antes que pudesse fazer mais uma série de perguntas, Mew começou:

— Ótimo, agora que terminou seus assuntos, pode conhecer melhor seus companheiros.

— E por que vocês desejariam se tornar minhas cobaias? Todas as outras imploraram por clemência.

— Não é esse tipo de “conhecer”, bobinha. - brincou Polaris, dando uma fraca risada. - Queremos nos apresentar a você e Bestia, nada além disso.

Com certeza, para a jovem alienígena, tudo naquele planeta era estranho. Nunca precisou saber de informações do gênero, eram todas fúteis e poderiam gerar aquilo que foi proibida de sentir desde que se entende por gente: afeição.

— Bem, você já conheceu Kris, nosso líder. Então serei o primeiro: Me chamo Lu Han, mas todos me chamam de Mew fora daqui, para que ninguém saiba nossas reais identidades.

— Minha vez! - exclamou Siren. -

E então, um de cada vez, foi apresentando a si mesmo para a nova integrante, era como uma tradição naquele grupo nômade. Kris sempre dizia que conhecer as fraquezas de cada um era o essencial, caso algum deles tenha a ideia de trair sua confiança.

— Agradeço por todos se apresentarem. - Ye Seul falou, por fim. -

— Sinto que algo está errado. - Kyung Soo disse, após certo tempo calado. -

— Errado como? - curiosa, Polaris perguntou. -

— Parece que tem algo faltando...

Antes que qualquer outro pudesse dizer algo, o local foi tomado pela completa escuridão. Já era tarde para terem notado o grande erro que cometeram ao deixar uma das super humanas mais fortes do grupo largada e inconsciente no meio da cidade, correndo o risco de nunca mais vê-la caso agentes do governo a encontrassem.

— Ora, se não é nossa mais querida amiga de todo esse mundo infestado de humanos ignorantes. - Baek Hyun disse, com o nervosismo aparente na voz. -

— Lux, para o bem de todos aqui, é melhor ficar calado. - murmurou Kai, com medo de um dos raros momentos em que Kalista sentia a mais pura raiva. -

Segundos depois, a manipuladora de Umbracinese resolveu parar e fez com que o local voltasse a ter sua iluminação normal.

— Mas não era de Kalista que eu estava me referindo. - Kyung Soo continuou. - Onde está Miki?

Lu Han começava a suspeitar dos atos de Kris, conhecia bem seu líder e sabia que para ele ir atrás de mais dois super humanos assim de repente, tinha um grande motivo por trás. Estava pensativo distante dos demais de seu grupo, quase parecendo com Chan Yeol, que sempre preferiu ficar sozinho e em um canto bem distante. Estava apenas focado no balançar de seus pés de forma silenciosa quando uma silhueta magra sentou-se ao seu lado, chamando sua atenção.

— Oi… - a voz frágil de Polaris foi escutada. A garota tinha uma atadura em sua cintura, graças à luta de katanas que passou mais cedo, tinha também alguns cortes no rosto, mas isso praticamente toda a sua equipe tinha. -

— Você está melhor? - perguntou Mew ao perceber que a garota havia sofrido bastante na sutura de sua grande ferida. - Se pudéssemos, teríamos te levado em um hospital.

— Tudo bem, eu pelo menos consegui machucar aquela mulher da Telecinese. - seu olhar expressava raiva e Eunbi não gostou nem um pouco de “apanhar” do inimigo. - Eles são muito fortes.

— Somos mais.

A mais nova olhou de forma curiosa para o de cabelos alaranjados, afinal gostava do impulso empolgante que Lu Han tinha, ele daria um ótimo líder. Não esquecendo o lado preocupado que o sub-líder tinha com todos do grupo, por mais que fosse de poucas palavras, sempre soube se expressar muito bem.

— Você não deveria ficar nas sombras de Yifan. - disse a garota. - Ele é amedrontador.

— Se não fosse por ele, estaríamos perdidos.

— Não estou dizendo que ele é ruim, apenas que é… Maquiavélico?

— Eu devo tudo que tenho à Kris e o conheço tão bem ao ponto de dizer que ele está apenas confuso. - Lu Han não era o sub-líder à toa, ele era tão próximo do líder que chegava a se assemelhar as vezes. - Ele está planejando algo mas não tem certeza se deve mesmo fazer isso.

— Então podemos dizer que está com medo? - a garota perguntou inocentemente. -

— Eu não diria com medo, mas sim inseguro.

A companheira ao seu lado tocou em uma de suas mãos e por um momento, Mew sentiu-se mais calmo. Toda a luta que passaram pela manhã na praça de Seul foi cansativa e assustadora, quem poderia dizer que lutariam contra um rato geneticamente modificado e com pessoas como eles? Essas pessoas deixavam Lu Han com um pouco de receio com a ideia do que eles seriam capazes de fazer. Ou de quem eles realmente são.

Sede do Governo, 09:30 AM

Naquela sala sobrevivente do incêndio que teve há um dia atrás, estavam os super humanos enfileirados de frente para o vice e o governador, estes que por sinal não expressavam algo muito bom.

— Saímos do território por uma noite e vocês destroem quase toda a sede do governo e nossa praça principal! - a voz do governador Seung Heon estava quase tomando o mesmo tom de voz que uma mãe faz ao brigar com seus filhos por algo que fizeram errado. Era bruto e sem piedade, para pesar na consciência. - Não posso confiar em vocês!

— Governador, se me permite intervir, fomos atacados ambas as vezes. - a voz do mais velho, Minseok, foi escutada. - Não tivemos culpa de nada, só tentamos impedir que algo pior acontecesse.

— Algo pior?! - Seung Heon não escutava uma desculpa sequer, apenas daria seu sermão sem pouco se importar com quem começou essa bagunça. - Acho que já falei demais sobre, o vice Daniel Kim vai tomar a palavra.

— Eu não sei nem o que dizer. - pigarreou o homem. - Não estão prontos para usarem seus poderes e usaram sem nossa permissão. Podiam acabar com a cidade, ou pior, com o país.

— E o que deveríamos fazer? Deixar que aquela bagunça acontecesse? - indagou Sehun sem entender direito a situação. - Aí sim iria acontecer algo pior e quem sabe até o país teria um fim.

— Não o interrompam. - disse o líder com o mesmo tom que o governador. - Perdoem-nos, isso não se repetirá.

— Você nem estava na hora para poder falar por nós! - Xiumin parecia estressado. -

— Encerramos por aqui. - disse o governador passando seus dedos pelas têmporas. - Kim, decida como será a agenda deles a partir de agora e comece os testes com o chinês novato.

Seung Heon seguiu seu caminho com sua assistente deixando a sala e os outros para trás. O olhar de reprovação de Daniel não explicava nada, afinal foram atacados duas vezes em um intervalo de tempo tão pequeno e nem sabiam como poderiam se defender. Os novatos estavam de cabeça baixa, menos Riah, não se rebaixaria para receber um sermão nem mesmo que lhe pagassem. Encarava fixamente Daniel Kim e sabia que por trás desses olhos existia algum segredo, só não sabia se conseguiria desvendá-lo.

Central de Computadores do Governo

— Aish, novamente estamos aqui. - bufou Ji-heyz sentando-se em sua cadeira de rodinhas em frente ao computador. - Por um momento, pensei que fôssemos ser recompensados por salvar a cidade.

— Você parece um pouco estranho, Jongdae. - disse o chinês Yixing percebendo que o rapaz ao seu lado estava bastante diferente depois do dia anterior. -

— Uh, não… - o portador da Eletrocinese coçou os olhos e balançou o rosto. - Apenas não dormi direito.

— Eles pouco se importaram se estávamos bem ontem. - disse Dan Bi. - Tivemos ferimentos, mesmo leves, mas tivemos.

— É a primeira vez que acontece um incêndio na sede do governo de Seul, eu entendo a preocupação de Seung Heon. - explicou Jongsuk que também estava sentado em uma cadeira. - Mas o fato de que aquele rato gigante e aquele dinossauro apareceram na cidade, é um tanto quanto estranho…

— E nós culpar é a solução? - questionou Se Hun. - Tem algo errado aqui e vou descobrir.

— Não tem nada de errado aqui. - a voz de Jun Myeon surgiu de repente atrás do grupo que estava reunido escondido do mesmo para poder debater sobre o assunto em paz. - Se estão irritados com o rumo que o projeto Power está tomando, devo dizer que sigam o mesmo lugar que o integrante Xiumin seguiu.

Oh Se Hun bufou e se retirou do lugar, logo em seguida Venus fez o mesmo.

— Voltem para seus afazeres. - disse Su Ho. -

— Alguém viu Sun Bin hoje? - Jongsuk perguntou depois de muito procurar pela sua parceira de trabalho. -

— Não a vejo desde ontem. - disse a jovem Canário também estranhando a falta da mulher ao trabalho, que normalmente era impossível de se ver. - Será que aconteceu algo?

— Ela só deve estar na central de testes. - Shinigami deu de ombros. - Agora, já podem sair da minha sala de trabalho. Circulando, vão para o lugar de vocês.

Depois do pedido de retirada indireto de Nam Ji-heyz, todos os super humanos seguiram seus devidos lugares, não tinha nada para se fazer, na realidade. Jongsuk continuou sua busca sem fim por Sun Bin, a legista teria realmente faltado o trabalho nesta manhã?

 

Não muito distante, alguém usava um moletom com capuz e um jeans rasgado, além de usar uma máscara de gripe em seu rosto, para provavelmente não ser reconhecido. Esse ser andava pelos corredores “destruídos” do governo e entrava em uma sala no subsolo que ninguém sabia da existência. Ou pelo menos, acredita-se que ninguém sabe.

— Está atrasada. - uma voz masculina disse assim que a silhueta de casaco adentrou no lugar escuro com apenas alguns flashes de luz. -

— Entrar disfarçada não é fácil. - a mulher retirou seu capuz e logo mostrou seu rosto. -

— Doutora Sun Bin, sabe que não estamos aqui para brincadeiras. - Daniel Kim olhava para uma grande cápsula fechada contendo um líquido verde dentro. - Temos que manter sigilo sobre o que guardamos aqui. Conseguiu coletar os dados que pedi?

— Aqui estão. - a médica jogou em uma mesa um envelope fechado e andou até perto da cápsula, dentro do vidro estava uma pessoa com alguns tubos ligados ao seu corpo. - Ela acordou?

— Não. - disse o vice checando o envelope. - Permanece com a sonda coletando sua energia vital. Miki Kougami parece ser forte, mas não é isso tudo. Precisamos de alguém bem mais potente que essa japonesa.

— Isso é errado. - Sun Bin estava com seus olhos vidrados no corpo pálido da jovem estrangeira. - Se alguém descobre sobre isso…

— Justamente. - Daniel tirou de seu terno uma pistola e colocou na cabeça da médica, fazendo a mesma arregalar seus olhos. - Conhece o nosso acordo, nem pense em quebrá-lo. Não será a única a perder a vida, então siga nosso plano.

Sun Bin engoliu a seco e confirmou com sua cabeça, virando-se com cuidado para o homem atrás de si. O sorriso sádico de Daniel Kim era assustador ao ponto de manipular qualquer um só por medo.

— Preciso retirar-me ou os exames do chinês do tempo não serão feitos. - o homem guardou sua arma e ajeitou seu terno. - Passe a tarde aqui. Ah, e não fale com seus amigos mutantes. Ficaria muito explícito que está escondendo algo.

A médica não sabia o que faria em uma situação dessas, estava sendo ameaçada de morte e conhecia o vice governador tão bem ao ponto de saber que ele a mataria com toda a certeza. Sua única opção era seguir suas ordens em silêncio, mesmo que fossem erradas e trouxesse consequências terríveis para o mundo.

Seul, 15:50 PM

Choi Ha Neul retornava para a sua casa com algumas ataduras cobrindo suas feridas da luta do dia anterior, acabava de voltar do hospital onde recebeu todo apoio necessário. Voltava andando com suas coisas e uma terrível dor nas costas, já que apanhou bastante. Por sorte, seu apartamento estava intacto mesmo depois de um rato gigante ter destruído boa parte da cidade e vários outros prédios. Assim que entrou no lugar, surpreendeu-se ao ver sentado no sofá ninguém menos que seu pai.

— Pai? - estranhou a visita inesperada. -

Choi Hee-joon simplesmente correu até a filha e abraçou a mesma com certa força, fazendo a garota fazer uma pequena careta por sua dor no corpo. Atualmente, o homem mora distante da filha, mas isso não quer dizer que ele não permanece presente em sua vida. A relação pai e filha é pura harmonia, os dois se entendem perfeitamente bem. “É como a idealização do relacionamento familiar perfeito”, já diria a jovem Ha Neul.

— Eu vi na televisão aquele animal vagando pela cidade. - o pai dava um espaço para que a menina pudesse respirar. - Eu não perdi tempo ao ver que era perto de onde você morava e vim o mais rápido que pude. Você está bem? O que são esses cortes em seu rosto? Você se feriu?

— Está tudo bem, papai. - Canário tentou tranquilizar o pai, mas essas palavras não acalmavam nada. - Eu estou bem, não me machuquei.

— E por que tem essas marcas em seu rosto, pequeno soldado? - o coração da garota amoleceu ao escutar seu pai chamá-la por seu apelido de infância, sentiu uma grande vontade de chorar e contar toda a verdade para ele bem ali. Resumidamente, seu pai não sabe sobre seus poderes, ela acredita que ele estará mais seguro não sabendo, então prefere guardar a informação do que colocar o pai em risco. - Não consigo imaginar você se machucando por causa desses monstros.

— Eu estou bem, já te disse. - a menina sorriu fraco e abraçou o pai mais uma vez. - Obrigada por vir, mas… E o restaurante?

— Pedi que um amigo meu tomasse conta do lugar. - explicou o homem. - Eu tinha que ver minha filha. Por favor, volte a morar comigo, é bem melhor do que correr risco aqui em Seul.

— Pai, já conversamos sobre isso, eu não posso ir.

— E eu já expliquei sobre a faculdade, você pode se formar em Literatura lá. O que mais te prende aqui em Seul?

— Tantas coisas, mas o senhor não entenderia… - não podia contar a verdade. Não pelo menos agora. - Por favor, não vamos entrar nesse assunto.

— Não quero te deixar triste, fico tão feliz que está bem! - abraçou a filha mais uma vez. - O que acha de irmos comer uma pizza de queijo antes de eu voltar para casa?

Ha Neul sorriu de canto a canto e pegou um casaco, era tão bom sair com seu pai depois de tanto tempo. Ao saírem andando na rua, a garota avistou uma pequena banca vendendo algumas coisas, aproximou-se para ver o que eram junto com seu pai.

— Camisetas contra mutantes! Compre sua camiseta contra os mutantes! - gritava o vendedor. - Temos camisetas e outros acessórios!

Ao ver do que se tratava, Ha Neul assustou-se. Tinham camisetas com algumas imagens falhas de Xiumin e outros do seu grupo. Sentiu medo e agonia ao ver seus colegas com os rostos estampados como se fossem procurados.

— São os super humanos que ajudaram a salvar a cidade ontem? - perguntou Hee-joon. -

— Ajudaram? - o vendedor era curto e grosso, demonstrava seu ódio nas palavras. - Eles acabaram com a cidade e acabaram matando pessoas inocentes.

— São monstros que destruíram minha moradia. - disse uma mulher que estava ali sentada na beira da calçada. - Mataram meu filho.

— Lutamos pela morte deles, se não vão comprar nada, tratem de dar o fora.

— Vamos embora, filha. - Hee-joon deu as costas. - Nunca irei desejar a morte de ninguém.

O medo subiu à mente de Canário. Estavam defendendo os cidadãos e foram interpretados de forma errada, não era isso que deveria acontecer.

Área de Treinamento do Governo, 20:30 PM

A noite caiu e Minseok não deixava aquele saco de pancadas nem por um segundo, descontava sua raiva naquilo sem dó nem piedade, odiava quando o rebaixavam e no momento, Jun Myeon estava sendo o motivo de seu ódio maior. Socava com tanta força que suas mãos chegavam a sangrar, mas isso não importava nem um pouco. As lembranças do dia em que acabou sendo soterrado pela neve voltavam em sua mente com flashes, o que estava tendo bastante nos últimos dias. Lembrava quando encontrou Ye Ri congelada assim como si e quando soltou faíscas de gelo pela primeira vez. Escutou um barulho atrás de si e por conta de seu reflexo, ao se virar, lançou gelo na direção do som.

Apenas acordou para a realidade ao ver que acabou machucando sua parceira de grupo, Heo Sol Ji. A rajada de gelo acabou arranhando o rosto da garota, que por sinal tinha sua bochecha sangrando.

— Ah, merda. - Minseok correu para ajudar a colega. - Eu não queria fazer isso.

— Tudo bem. - Solji engoliu a seco e fez uma pequena expressão de dor, limpando o sangue do rosto em seguida. - Eu não deveria ter atrapalhado, você estava tão focado…

— Não, essa era a hora de realmente parar. Obrigado por chegar agora.

O da Criocinese tirou suas luvas de luta e bebeu um pouco de água.

— Vi que você estava estressado mais cedo.

— Eu não estava estressado, só não gosto quando Su Ho não age como um verdadeiro líder e acaba agindo como um completo idiota. - bagunçou seus cabelos, o que o deixou bem sensual para o ponto de vista de Neith. -

— Se eu te pedisse algo, você me ajudaria? - perguntou a de cabelos castanhos. -

— Claro.

— Me ensine a lutar.

O pedido da garota foi tão claro e objetivo que Minseok surpreendeu-se e em seguida, abriu um pequeno sorriso, nunca foi chamado para treinar alguém.

— Ensino, mas por quê logo eu?

— Você é o único que não me trata como alguém fraco. - disse Neith. - Com você, eu me sinto, forte.

— Então a partir de hoje, você é minha aluna. - sorriu Minseok. - Começamos amanhã?

— Eu adoraria.

Um sentimento pequeno, porém recíproco nascia entre os dois colegas de equipe. Minseok via força e poder em Sol Ji, enquanto a garota via que ele tinha potencial e também daria um bom líder.

Uma Semana Depois

A assistente Ji Won andava pelos corredores da recém reformada sede do Governo as pressas, ninguém nunca viu a mulher andar de forma tão veloz assim. Tinha alguns papéis em suas mãos e um sorriso incomum no rosto, estava empolgada demais para que tudo fosse verdade. Adentrou a sala de testes, onde Daniel Kim, a doutora Sun Bin e o grupo de super humanos se encontravam, chamando a atenção de todos para si.

— O projeto Power fará uma viagem. - disse Ji Won. -

— Segundo quem? - indagou Daniel estranhando tal proposta. -

— A governadora de Gwangju solicitou um pedido de ajuda e constatou Seul, pedindo ajuda para o nosso novo projeto. - explicou com sua voz doce. -

— Mas eles não estão prontos para isso. - o vice governador parecia insistir contra a ideia da viagem. - Seung Heon permitiu que tal ato fosse feito?

— Na verdade, sim. - Seung Heon surgiu logo atrás de Ji Won. - Eu iria dar a notícia junto com minha assistente, mas parece que ela ficou bem mais empolgada e acabou chegando primeiro que eu.

— Espera, não vai ser uma viagem só com metade da equipe de novo, não é? - perguntou Son Ha Eun arqueando suas sobrancelhas. -

— Não, todos vocês vão. Especialmente, a médica legista Sun Bin e nosso técnico em informática, Park Jongsuk. - disse o governador. - Temos trabalho para se fazer em Gwangju, então tratem de arrumar logo as malas.

Mais uma vez os planos de Daniel Kim foram de água abaixo, pretendia continuar sua ideia, mas pelo visto, essa viagem para Gwangju é bem mais importante. Respirou fundo e buscou por sua tranquilidade. Os super humanos sorriam em imaginar que viajariam para outro estado, mas mal sabiam pelo o que esperariam.

Principalmente os vilões não sabiam o que os esperava.


Notas Finais


❖ Playlist da Fanfic:
https://bit.ly/2u50JGe

❖ Trailer da Fanfic:
https://www.youtube.com/watch?v=q146fAokfRE

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