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História Power and control - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo único.


Fanfic / Fanfiction Power and control - Capítulo 1 - Capítulo único.

POWER AND CONTROL


O mormaço do verão doía-lhe a cabeça. 

    Não estava em casa, e fugir do Sol tirava-lhe a esperança de que a noite poderia ser minimamente mais fresca que o dia: estava quente como o inferno, ainda que durante o entardecer. Encheu o copo de água pela terceira vez, decidido por sentar no sofá enorme. Estava cansado de procurar pelo controle do ar condicionado, e tinha quase certeza que ficar quietinho esperando era a melhor das suas opções.

    Pensou em assistir algo na televisão de muitas polegadas, mas logo dispensou a ideia; já tinha apanhado demais de controles pelo resto do dia. O copo de vidro suava em sua mão, e seu corpo estava inerte. Perguntou a si mesmo pela milésima vez no dia o que raios tinha ido fazer naquele apartamento, se o próprio dono nem em casa estava, e cogitou voltar para o dormitório da universidade. 

    Mas só cogitou: Sasuke não iria embora sem conseguir o que ele queria.

    Tinha passado os últimos três meses inteiros em uma cidadezinha do interior, cumprindo a carga horária do internato rural. E, aparentemente, o azar não perdoava nem mesmo os Uchiha’s: no sorteio das duplas, Sasuke e Sakura tinham saído com uma cidade pequena que ficava há cinco horas de viagem da capital em que moravam. Haruno Sakura, sua melhor amiga, em nada tinha se incomodado — ela precisava mesmo de um tempo longe de casa, já que as discussões dos pais tinham aumentado bastante, além de adorar a ideia de poder ajudar a cidade de poucos recursos médicos. 

Claro que a garota de cabelos rosas não veria problema em passar três meses fora de casa; ela não tinha o que Sasuke tinha. Porque, bom, Uchiha Sasuke tinha um motivo enorme para querer ficar o quão próximo pudesse da capital. Um motivo enorme, grosso, que mal cabia em sua boca sem lhe tirar o ar. E era por esse mesmo motivo que o estudante de medicina estava naquele apartamento caro, sozinho, derretendo entre as almofadas do sofá claro. Estava morrendo de saudades do sexo gostoso que fazia com seu não-namorado.

Uzumaki Naruto é cardio-cirurgião e coordenava o setor no qual Sasuke foi fazer um estágio de alguns meses, no semestre passado. Não tinham nenhum vínculo e acabaram se esbarrando durante uma tarde morna, sem querer. Foi preciso apenas uma troca de olhares demorada para que Sasuke tirasse toda a roupa dentro de um dos quartos apertados do hospital, enquanto Naruto o beijava com força. 

Na segunda vez em que se encontraram, nada teve de casual. Sasuke não queria esperar até o dia em que se encontrassem sem querer no enorme hospital em que estagiava. Por isso, o estudante fingiu ter um assunto muito importante para tratar com o coordenador da cardiologia, e pediu informação à sua professora sobre o escritório do doutor Uzumaki. O Uchiha bateu na porta com um sorriso inocente, e Naruto o comeu em cima da mesa. 

A terceira vez, foi no banco de trás do carro de Naruto. Na quarta, foram até um motel perto do hospital. Sasuke perdeu as contas de quantas vezes haviam transado em um único mês, e depois no mês seguinte, e no outro. Ele não soube também quando foi que começaram a não transar — algumas vezes, se encontravam nos corredores do hospital apenas para conversar sobre um paciente ou outro. Outras, muitas, eram conversas gostosas sobre assunto nenhum na cafeteria perto da universidade de Sasuke, que Naruto insistia em levá-lo de carro depois de quase não terem dormido na noite anterior. Quando o estágio de Sasuke acabou, ele e o médico passaram a trocar mensagens.

Antes que percebesse, se encontrava com o loiro de duas a três vezes na semana, com direito a sexo forte e cafés da manhã já pagos. Eles nunca conversaram muito sobre o assunto, mas o estudante sabia: independente do quão bom a relação dos dois fosse, eles não namoravam.

Ainda que Naruto tenha feito birra ao descobrir que o moreno estava na época do internato rural, e iria passar três meses em uma cidadezinha longe que só. Ainda que o médico tenha dito que sentiria saudades, e nunca parado com as mensagens mesmo quando muito ocupado. O Uzumaki tinha aquele jeito atrapalhado e bobo, que quase fazia Sasuke querer alguma outra coisa além do sexo.  Por isso que, nos três meses que passou fora da capital, o estudante não conseguiu nem mesmo considerar ficar com outra pessoa senão o loiro. Sakura lhe disse, várias e várias vezes, que ele deveria aproveitar a oportunidade para conhecer outras pessoas, já que o Uchiha não acreditava que houvesse como o relacionamento dos dois irem para frente. 

E Sasuke realmente tentou, mas foi muito impossível. Sempre que pensava em se entregar para alguém, sentia falta das mãos grandes apertando sua cintura enquanto a boca carnuda sussurrava palavrões em seu ouvido. Não tinha como voltar para a capital e não conseguia flertar com outras pessoas. No fim, passou três meses inteiros tentando se satisfazer sozinho, com saudades do sexo gostoso que ele insistia em mentir não estar completamente viciado. Ainda que ele e Naruto não namorassem, e que provavelmente o loiro não tivesse passado por nenhuma dessas dificuldades enquanto isso. Ah, Sasuke podia apostar o quão fácil devia ser para o médico encontrar outra pessoa para substituir a si enquanto esteve fora. Naruto tinha o corpo perfeito, o sorriso bonito, dinheiro e a melhor personalidade do mundo. Como um homem desses poderia sentir saudades de qualquer pessoa nesse mundo, quando ele poderia ter quem quisesse?

Então, os três meses passaram. E Sasuke voltou para a capital, exausto, no início da semana, sem saber ou não se deveria avisar ao Uzumaki que já estava de volta. Conversavam todos os dias, mas o moreno se recusava a admitir em voz alta que tinha medo de Naruto o tratar apenas como amigo, depois de tanto tempo fora. Por isso que, quando Naruto soube e o disse para ir até seu apartamento naquela sexta-feira, Sasuke não pensou duas vezes. 

Saiu da aula teórica apressado, já pedindo o uber e inventando uma desculpa qualquer para não sair com Sakura e os amigos da sala naquela sexta (mesmo que fosse a primeira sexta-feira pós internato rural, e que a festa fosse ser a melhor do semestre). Encontrou a chave debaixo do vaso de flor como o médico havia sinalizado, morrendo de ansiedade, e entrou no apartamento exagerado de Naruto com muita curiosidade — por mais que já tivessem ficados juntos muitas vezes, ele nunca tinha ido até a casa do não-namorado. 

Aproveitou que o dono não estava em casa para descobrir cada canto do apartamento. Foi em todos os quartos, abriu o armário da cozinha, brincou com os peixes dourados dentro do aquário gigantesco. Subiu as escadas correndo e ficou minutos inteiros admirando a vista bonita da cobertura: não era tão alta como de outros prédios ao lado, mas a cerca de vidro deixava o Sol entrar para dentro do apartamento, iluminando a piscina de azulejos até o último minuto do dia. Entrou para a sala de televisão ainda no segundo andar e procurou pelo controle do ar condicionado em todos os cantos do cômodo, acabando por desistir um tempo depois. E agora, quase caía no sono.

O copo de água foi esquecido na mesinha de centro, quase vazio, e Sasuke já sentia todos os músculos do seu corpo amolecerem. Deveria ir embora, pensou mais uma vez. Sequer sabia se Naruto iria querer transar com ele depois de tanto tempo sem terem se visto, e o plano de cair de boca no pau do médico logo quando o visse não parecia tão bom quando pensou sobre o assunto pela primeira vez. 

Iria para casa. Sim, iria voltar para o dormitório da universidade imediatamente, e diria para Naruto depois que teve uma das suas crises de enxaqueca e, por isso, acabou achando melhor eles se encontrarem depois, em outro lugar. De decisão tomada e sapatos de volta nos pés, Sasuke ouviu a chave da porta girar lá de baixo. 

    — Sasuke? — ouviu chamar, ainda do andar de cima. Sentiu a garganta secar, e toda a água que tinha tomado até então pareceu ter sumido de seu corpo. Não queria mais. Estava pronto para ir para casa, por céus, Naruto tinha que chegar logo agora? Ouviu os passos subirem as escadas, degrau por degrau. — Será que ele não saiu da aula ainda? Vamos, Sasuke, me atende.

    Viu o celular aceso em sua mão, o número do Uzumaki brilhando na tela. Sequer tinha reparado na ligação, pois seu celular não vibrava no modo silencioso. Mas isso não teve importância nenhuma: antes que pudesse tomar alguma decisão, Naruto tinha chegado no segundo andar, dando de cara com Sasuke em sua sala de televisão, em pé, feito um bobo.

    — Ué? 

    — Ah, oi, Naruto. Desculpa não ter decido quando você chegou, é que… Bom, eu já estava de saída, na verdade. — disse firme, evitando a todo custo que sua voz saísse trêmula — A Sakura acabou de me ligar, pedindo um favor meio urgente e você sabe como ela é, né, então já até estava pedindo meu uber para casa.

— De saída? Eu passo meses sem te ver e quando finalmente posso, você vai embora correndo? Não, não. — Naruto reclamou, desligando o celular que ainda chamava o número do moreno. Deixou o aparelho do lado da televisão, afrouxando a gravata em seguida. — O que foi, Sasuke? Não queria me ver?

    — Claro que queria. É só que a Sakura precisa de um favor, como eu disse. Não é nada demais. 

    — Você pode me contar qualquer coisa, sabe disso, certo? Fala pra mim, gatinho. Aconteceu alguma coisa? — perguntou. Andou até o estudante, parando centímetros de distância do moreno. Olhou-o nos olhos, um tanto preocupado com o garoto. 

    — Não aconteceu nada demais, já te disse. — Sasuke respondeu, desviando o olhar. Sentia a respiração de Naruto em seu pescoço, as mãos puxando seu cabelo do jeito que gostava. Um arrepio correu por toda sua coluna. 

    — Entendi. Então você só estava inventando um motivo para não ficar comigo, depois de tanto tempo sem me ver. Que feio, Sasuke. Eu comprei um vinho caro para você, sabia? Desses que você gosta tanto. Tinha planejado te fazer um jantar, servir aqui fora enquanto víamos a noite. — contou o loiro, a mão apertando ainda mais os cabelos escuros. — Comprei morangos de sobremesa. Queria te dá-los na boca, depois de te foder em todos os cantos dessa casa. Mas pelo visto, você não tem merecido nenhuma dessas coisas, Uchiha.

    O sono que estava sentindo instantes atrás? Foi embora no mesmo instante. Sasuke deixou um gemido arrastado sair de sua boca quando os lábios molhados de Naruto maltrataram seu pescoço branquelo. 

    Ele sabia que estava com saudades, mas não tinha imaginado que era tanto; eles nem mesmo tinham se beijado ainda, e Sasuke já sentia suas pernas bambas. Sentia falta de Naruto demais. Sentia falta da boca carnuda em sua pele, da respiração quente em seu ouvido. Da força e  dos toques que só o Uzumaki sabia fazer. Da forma como seu não-namorado precisava de pouco esforço para fazê-lo abrir as pernas e submeter ao que ele quisesse. 

    — O que eu faço com você, hm? — sussurrou grave, antes de tomar os lábios do estudante para si. 

Puta que pariu, pensou. — Só faz comigo o que você quiser. — respondeu quando tomou fôlego. O olhar de Naruto pegava fogo, e Sasuke sentiu o calor da noite aumentar mais dois graus. Sentiu o estômago embrulhar quando o loiro deu uma risada gostosa, empurrando-o no sofá de maneira desajeitada.

    — Claro que eu faço o que eu quiser com você, Sasuke. Com você e essa sua malcriação de achar que poderia vir aqui na minha casa, me olhar desse jeito, e ir embora correndo, depois de três meses sem poder te tocar nenhuma vez. — terminou de tirar a gravata, ainda com um sorriso no rosto. — Tira a roupa. Agora.

    Não esperou um segundo para obedecer: tirou a blusa de malha com pressa, enquanto tirava os sapatos com os próprios pés. Puxou a calça jeans, perna por perna, quando sentiu a gravata de Naruto apertar seu pescoço. 

    — A roupa inteira, Sasuke. Achei que não precisasse especificar isso. 

    Gemeu de alívio ao sentir seu pênis livre de qualquer tecido. Por céus, Sasuke já estava duro feito pedra e Naruto mal tinha o tocado ainda. A culpa não era sua, apesar disso. Não tinha como estar de outro jeito quando um homem feito o Uzumaki apertava suas pernas daquela maneira, certo? Porque, porra, ele iria dar tanto aquela noite, que acabou até se esquecendo de toda a insegurança que tinha momentos atrás. 

    O aperto da gravata tomou seu olhar de volta para o os olhos claros de Naruto, que ainda segurava as pontas soltas da gravata com a mão esquerda. — Não gostou da sua coleira? — perguntou. Sasuke ainda estava em cima do sofá, pelado e de pau pra cima, quando a mão livre do Uzumaki o segurou pelo rosto. 

    — Eu não sabia que você tinha feito planos para hoje. Me desculpa. — ele sabia que não era lá o momento apropriado para falar sobre isso, mas sua cabeça sequer conseguia organizar os pensamentos direito mais. Seu coração parecia querer sair de seu peito, e a ansiedade de poder ter o pau do médico de volta depois de tanto tempo lhe deixava com água na boca. 

    — Não foi isso que eu te perguntei. — interrompeu o moreno, puxando a gravata para perto de si. — E depois que eu decidi te maltratar, não tem porque pedir desculpas pra mim, Sasuke. Você é minha cadela agora, então fica logo de quatro e me chupa. 

    Assentiu, sem conseguir conter a vontade que estava do pau de Naruto. Puxou o zíper para baixo, e buscou o membro rígido do loiro sem tirar sua calça. Tinha até se esquecido do tanto que amava mamar aquele homem. Chegou a salivar ao tocá-lo; estava duro e mais apetitoso do que nunca. 

    Sasuke caiu de boca. 

    Beijou o pau de Naruto da ponta até as bolas, lambendo a cabeça com carinho, antes de enfiar o que conseguia para dentro da boca. Chupava com força enquanto sua baba misturava com o pré-gozo viscoso que saía da pequena fenda na ponta. Ah, Sasuke amava ouvir os gemidos roucos de Naruto sempre que ele raspava os dentes na pele sensível, ou quando ele parava tudo o que estava fazendo para dar atenção às bolas inchadas do médico. O pau do Uzumaki era definitivamente o melhor pau que já teve — e Sasuke gostava de retribuir gastando todo seu talento do início ao fim do boquete, fazendo o loiro gemer alto sempre que o tomava pela boca. 

    O Uchiha era habilidoso com a língua. Muito. Naruto podia sentir seu pau dentro daqueles lábios o dia inteiro que não iria se cansar, e ele podia jurar por deus que toda vez era melhor do que a anterior, como se tivesse como o estudante melhorar ainda mais toda vez que transavam. Amava como a boca de Sasuke era quente, e como os dos finos seguravam seu saco toda vez que o sugava com mais força, fazendo barulhos obscenos sempre que a cabeça de seu pênis escapava do toque. Seu pênis já estava todo babado, vermelho, louco para explodir. Não tinha como segurar mais tempo: soltou a gravata, segurando o rosto do outro com ambas as mãos, decidido por meter ele mesmo. 

    — Você é uma cadela mesmo, Sasuke. Adora quando eu fodo essa sua boquinha de puta — disse Naruto, metendo com força. O estudante sentia o ar faltar toda vez que o pênis do Uzumaki chegava em sua garganta, dando ânsia de vômito. Sentiu os olhos encherem de água e segurou a borda do sofá para não perder o equilíbrio. 

    Naruto gozou muito, e o Uchiha não conseguiu engolir toda a porra densa que enchia sua boca. Tinha gozo em seu rosto. A gravata ainda estava apertada em seu pescoço, mesmo que o loiro não estivesse mais puxando-a feito uma coleira. Seu pau doía, e Sasuke achou que poderia morrer de tesão ali mesmo, sem nem ter sido tocado direito.

    — Olha só a bagunça que você fez no meu sofá — reclamou, puxando os cabelos suados para trás. — Ficou tanto tempo sem um pau que se esqueceu como que engole? Que vergonha Sasuke. Essa mancha não vai sair do meu sofá, sabia? E eu tô muito curioso pra saber como que você vai me recompensar. 

    Todo corpo do moreno tremeu de ansiedade debaixo do olhar de predador que recebia do médico. Nem prestou atenção direito no que o loiro dizia: queria mais. Tinha mesmo ficado tanto tempo sem um pau, e tudo que queria era sentar naquele homem agora mesmo. 

    — Eu posso limpar se você quiser. — sugeriu, ainda de quatro, suas pernas formigando depois de ter passado tanto tempo na mesma posição. 

    — Bom, pois eu quero. Pode começar agora mesmo. Vou ficar olhando daqui. E de quatro ainda. Vira pra cá, quero ver essa sua bunda bonita enquanto você lambe o sofá. — mandou. E Sasuke obedeceu. Suas pernas agradeceram no mesmo instante por conseguir trocar um pouco de posição. Mas o Uchiha não era bobo: abaixou o rosto com graciosidade, empinando a bunda e abrindo as pernas, sentindo o pré-gozo pingar. 

    As gotas grossas de gozo não se desfizeram no tecido, e Sasuke quis xingar o loiro por mentir sobre a mancha, já que obviamente o sofá branco era impermeabilizado. Tinha o rosto muito próximo dos travesseiros agora, todavia, Sasuke nunca chegou a fazer nada: sentiu as mãos fortes de Naruto apertarem suas nádegas, separando-as, enfiando o rosto para dentro de sua bunda. 

    Xingou um palavrão alto. A língua de Naruto entrou para dentro de si, rígida e molhada, fazendo-o gemer alto. E quando a boca saiu de sua bunda e desceu para seu pau, Sasuke achou que fosse morrer ali mesmo. O Uzumaki lambia suas bolas, apertava sua bunda, masturbava seu pau louco por atenção. Deus, iria gozar muito rápido. O som pervertido que a boca de Naruto fazia toda vez que beijava seu cuzinho apertado levava Sasuke à loucura. Não conseguia mais se manter de quatro; mal tinha força nas pernas, e foi impossível se segurar com os braços. Queria enfiar a cara no sofá e gritar de prazer, mas não pode: Naruto o segurou pela gravata, puxando-o para trás, obrigando-o a permanecer de quatro. 

    Iria gozar. Não se aguentava mais. O loiro deu-lhe um tapa estalado na bunda, ainda puxando a gravata. Ah, ele iria vir naquele instante exato, se Naruto não tivesse se afastado na hora, levantando do sofá em que estavam. 

    — Você sabe, certo? Que só pode gozar se eu te deixar gozar. — disse grave, dando outro tapa na bunda já vermelha do estudante. — Como você tem sido obediente, eu juro que deixo quando você pedir com jeitinho. Tudo o que você precisa tá no banheiro, na segunda gaveta. — puxou o rosto do moreno com jeito, beijando-o na boca. — Vou te esperar lá fora. Mas não demora, gatinho. Você sabe que eu amo seus shows. 

    Sasuke sabia. Sabia tanto que, no instante em que o loiro passou pela porta da sala, ele logo correu até o banheiro, todo atrapalhado, em busca do lubrificante. Por mais que amasse quando o mais velho o preparava, o Uchiha amava ainda mais ver a cara de Naruto quando o assistia. Eram poucas as vezes que o fazia com paciência, dedo por dedo, com lubrificante molhando a parte interna de suas coxas. Ainda assim, uma coisa era certa: todas as vezes em que deixou o não-namorado o assistir enquanto se preparava, tiveram as melhores transas. E agora, parecia que seu pau iria explodir de expectativa. 

    A brisa bateu em seu rosto no instante em que ele chegou do lado de fora. A vista durante a noite era ainda mais bonita do que a do entardecer. Tinham luzes coloridas para todos os lados da cidade, e a piscina estava iluminada. Naruto estava sentado em uma poltrona, batendo uma perto da sacada de vidro, gemendo arrastado enquanto esperava por si. Sasuke andou depressa, ansioso, mas também se sentindo um tanto estranho — nunca esteve em um lugar tão aberto com tão pouca roupa (se é que a gravata apertada em seu pescoço podia ser considerada uma peça de roupa). Sentiu o vento em suas bolas, e o calor estava sufocando-o. 

    Despejou uma boa quantidade do lubrificante em dois de seus dedos esquerdos, e deixou o tubo cair no chão antes de se colocar na frente do médico. Naruto parou o que fazia no segundo em que seus olhos encontraram com os de Sasuke. Sentiu o pau vibrar na sua mão. 

    — No chão, Sasuke. De pernas abertas. Agora.

    Ele sentou no chão gelado, sentindo um arrepio subir pela sua espinha até chegar em sua nuca. Abriu as pernas como lhe foi mandado, os joelhos dobrados para que o loiro pudesse ver tudo que acontecia ali. E antes que Naruto dissesse alguma coisa, Sasuke levou o dedo indicador para dentro de si, soltando um gemido agudo à medida que seu dígito escorregava para dentro. Naruto, em contrapartida, deixou um grunhido pesado fugir de sua boca apenas por ver o mais novo se tocar. Viu o Uchiha colocar o segundo dedo, e então o terceiro, tirando-os e enfiando de volta com força. 

    Tinha mil e uma ideias do que poderia fazer com o estudante ali, sentado no chão da sua casa com as pernas abertas e os dedos para dentro, mas tudo aquilo teria que esperar mais um pouco. Ele precisava meter em Sasuke naquele instante. Levantou da poltrona em um pulo, e andou devagar até o garoto. Tirou a camisa, jogando-a no chão, e pegou de volta a gravata, puxando o Uchiha para cima. 

    — Você é tão, gostoso. Eu quero te foder agora. Muito. — disse o Uzumaki. Apertava a gravata no pescoço do estudante e, com a mão livre, bateu seu pau na cara de Sasuke. — Eu amo ver esse seu rosto de puta suja com meu gozo. 

    Ele ainda estava com os dedos para dentro de si quando Naruto tirou a gravata de seu pescoço. Bateu com o pau em seu rosto mais algumas vezes, antes de pedir para que levantasse. Virou de costas, como foi mandado, e poderia fazer qualquer coisa para gozar naquela hora. Colocou os braços para trás, como o Uzumaki pediu, e sentiu a gravata amarrar seus antebraços juntos, com força. Sabia que tudo aquilo iria deixar marcas depois, mas isso sequer importava ainda: estava morrendo de tesão. 

    Puxou Sasuke pelos braços amarrados, apoiando o garoto no vidro grosso da varanda. O Uchiha, quase que por instinto, empinou o quadril como conseguia, abrindo bem as pernas enquanto Naruto apertava sua bunda, abrindo bem sua entrada antes de meter fundo em uma estocada só. 

    Tinha esperado tanto por aquele momento, que quase gozou de primeira. Suas pernas estavam bambas, e seu rosto bateu no vidro grosso, já que não tinha como apoiar com os braços. Naruto metia com força, saindo por inteiro antes de voltar, bem devagarinho, tirando todo o resto de sanidade que ainda tinha. Meu deus, que saudade que estava daquele homem. Daquela força, daquele toque, daquele pau. Sentia seu rosto ser pressionado no vidro toda vez que o Uzumaki entrava dentro de si com violência, puxando seus braços pelo nó bem feito em suas costas. 

    — Naruto,  — gemeu manhoso, — Vamos pra dentro, por favor. Ah, por favor, Naru, tem gente na janela. — pediu, sentindo as bochechas corarem de vergonha. Conseguia ver, pela distância que estavam de outros prédios, pessoas encararem os dois pelas janelas. Imaginava os comentários sujos que faziam de si, sempre que alguém sumia por alguns instantes e voltava com companhia, apontando para a cobertura em que estavam fodendo sem a mínima vergonha. 

    — O que foi, Sasuke? Você é tão lindo, bebê. Tem um corpinho tão gostoso. Não precisa ter vergonha. — disse Naruto. A voz grave batia em seu ouvido, dando-lhe arrepios. Sentia o rosto vermelho de vergonha, e queria gritar de prazer. Os olhos encheram de água pela segunda vez naquela noite, quando o Uzumaki finalmente aumentou a velocidade das estocadas. — Olha só pra você, Sas. Excitado feito uma puta, enquanto todo mundo vê você sendo fodido por mim. 

    Bateu na bunda gostosa de Sasuke, empurrando o rosto do moreno de volta para o vidro. Sentiu as pernas branquelas bambearem debaixo de si, e deu outro tapa mais forte, fazendo o Uchiha gritar. — Vamos, gatinho. Mostra pro bairro inteiro que você é minha cadela, hm? Pede pra gozar gostoso na frente de todo mundo. 

    — Porra — xingou. Queria tanto gozar, mas tanto, que faria qualquer coisa pra ter Naruto comendo seu cuzinho daquela forma a vida inteira. Sentia sua bunda arder depois do terceiro tapa. Sasuke já estava pingando, e seus braços doíam. O Uzumaki o puxou pela gravata, e empurrou todo seu corpo contra a sacada, seu pau esmagado contra o vidro. — Me deixa gozar, Naruto. Eu te imploro, me deixa gozar porque eu não aguento mais. 

Naruto o ignorou, pressionando todo seu corpo no vidro gelado. — Eu amo comer esse seu cuzinho, Sasuke. É tão apertado e gostoso. Grita mais alto, pra todo mundo lá embaixo ouvir que ele é meu e você é minha puta. 

Uma lágrima escorreu pelo seu rosto, e Sasuke não sabia dizer qual foi a última vez que chorou de prazer. Naruto estava tão dentro de si, que chegava a arder, e o Uchiha queria agradecer a deus por sentir sua entrada tão alargada quanto ela parecia estar agora. — Me deixa gozar. Por favor. 

    O médico riu, enterrando seu pau dentro do outro mais uma vez antes de dizer que sim.

    — Goza gostoso pra todo mundo ver. — disse. E Sasuke explodiu, seu corpo tremendo depois de gozar com tanta potência. Naruto meteu mais duas, três, quatro vezes antes de desmanchar dentro de si, dando um último tapa estalado ao tirar o pau vermelho da entrada do Uchiha. 

    Sasuke escorregou até o chão, exausto até o último fio de cabelo. Sentia-se cheio de porra, e tinha gozo em sua perna. Não sabia quando foi que teve um orgasmo tão bom quanto aquele antes. Naruto também sentou no chão, cansado, admirando o garoto em sua frente. Céus, o estudante era mesmo um pecado. Queria ele de novo, mesmo que não tivesse forças nem pra levantar dali. E quando finalmente sua respiração se normalizou, não resistiu em cutucar o moreno: — Agora, se você quiser, pode ir ajudar a Sakura com o tal favor dela.

    Sasuke sentiu as bochechas corarem. — Me desculpa. Eu tava meio inseguro depois de tanto tempo sem te ver. Eu sei que é idiota, mas achei que você não fosse querer ficar comigo desse jeito, e por isso quis ir embora.

    — Por que eu não iria querer ficar contigo? Eu tava morrendo de saudades de você. Eu tô com saudades de você ainda. 

    — Porque, não sei, nós ficamos muito tempo sem se ver. Você poderia ter encontrado alguém melhor nesse meio tempo — justificou. 

Queria enfiar sua cabeça em um buraco. Estava sem roupa, sujo de gozo, sem conseguir mexer um músculo de seu corpo, conversando coisas íntimas de seu coração. 

— Alguém melhor? Como se essa opção existisse, Sas. Desde que estivemos juntos, eu só penso em você. 

— Mas nós não namoramos nem nada. Você ainda pode fazer o que quiser. — murmurou, baixinho.

— Eu posso fazer o que quiser com você, gatinho. Além disso... — parou o que dizia quando um pensamento lhe passou pela cabeça. — Calma, como assim não estamos namorando? Você tem feito essas coisas com outras pessoas?

— O que? Não! Mas a gente nunca conversou sobre isso e... Do que você tá rindo, idiota? — Sasuke perguntou irritado, vendo o loiro se aproximar de si, desamarrando o nó apertado e pegando-o no colo. — Me coloca no chão, Naruto! O que pensa que tá fazendo?

— Acredita que eu realmente achei que você não me queria mais? Achei que fosse ser nossa última transa, e depois você iria embora pra sempre. — respondeu, ainda gargalhando. Sasuke ainda reclamava em seus braços, pedindo que o colocasse no chão. — Fica quieto, Sas. Eu vou te levar pro banheiro, pra você tomar um banho gelado enquanto faço sua janta.

Sasuke o encarou confuso, sem confiar muito no que o loiro dizia até o ver enchendo a banheira. 

— Você vai mesmo fazer o jantar?

— Vou. Um macarrão perfeito, cheio de tomates do jeito que você gosta. Nós vamos tomar vinho caro, e conversar pra matar saudade. — o médico explicou, brincando com os fios de cabelo que insistiam em entrar na frente dos olhos escuros. — Depois, nós vamos subir para ver as estrelas, e eu vou te dar morangos na boca. E aí, a gente vai transar em todos os cantos da casa. 

E Naruto disse tudo com tanto carinho, e o olhava com tanta ternura, que Sasuke nao soube direito nem mesmo o que sentir. Chorou, feito o bobo apaixonado que era.

— Me desculpa. Eu achei que a gente não precisava conversar sobre isso, Sas. Mas eu te considero meu namorado. Foi difícil ficar sem te ver durante todo esse tempo. Me deixa te mimar hoje.

Sasuke engoliu o choro, sentindo o coração explodir. Puxou o Uzumaki pelos cabelos, beijando todos os cantos do seu rosto. 

— Claro que deixo, idiota. Isso nem mesmo devia ser uma pergunta. 




   



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