História Power of Lover - Capítulo 1


Escrita por: e jeonexotic

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Hoseok, Jhope, Jikook, Jimin, Jiminhouse, Jin, Jmh!poderes, Jungkook, Kookmin, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Suga, Taegi, Taehyung, Yoongi
Visualizações 205
Palavras 4.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, LGBT, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


SxeokJin: OI OI pessoinhas!!! Como estão? Eu espero que bem. Bom, eu e minha coisas fofa melhor unnie resolvemos fazer uma parceria ! e PAH!! nasceu Power of lover! A gente ta tão feliz e animada pra fic que vocês não fazem ideia! Enfim suhahsuha Eu espero que goste e que deem muito amor para esse lindo bebe <3 Boa leitura!!

jeonexotic: AAAAAAAAAAAAA FINALMENTE SAIU E TÁ LINDO <3
Bem, essa fic é para o projeto do Jiminhouse desse mês :3
Espero que gostem, beijinhos. Boa Leitura!!

Capítulo 1 - Bem Vindos!


Fanfic / Fanfiction Power of Lover - Capítulo 1 - Bem Vindos!

 

Jeon Jungkook.

Ah que eu estava furioso, irado, fora de mim naquele momento, e aparentemente estaria assim por bastante tempo. Não precisou meu amigo Namjoon dizer muito para estar naquele estado, afinal, o que de melhor poderia acontecer naquele maravilhoso dia – para não dizer pior –.

Por fim, para que Namjoon me diria algo? Não era preciso, seria perda de tempo e saliva.

Primeiro que você que sei exatamente o que está pensado agora, deve estar achando confuso todo esse emaranhado de sentimento sendo jogado contra você e ao menos sabe o motivo de eu estar assim? Pois tenho que lhes admitir, realmente é. Por que uma pessoa como eu, paciente e de mente controlável, sem motivos aparentes fica com raiva, declara guerra e ódio eterno contra alguém que acabou de conhecer?

Para você entender vamos começar pelo começo e esclarecer algumas coisas – não Jungkook, nós vamos começar pelo fim; mas... Bem que poderíamos, continuando... – tudo começou em uma linda e ensolarada manhã, em que pássaros cantavam na árvore que ficava bem a frente da janela do meu quarto do lado de fora, o vento gelado que entrava pela pequena fresta que minha mãe havia aberto refrescando o local e me trazendo paz, e blá blá blá...

Ah! Mas quem eu estou querendo enganar? A você leitor que deve achar minha historia maravilhosa e admirável? Eu poderia, mas não quero.

​Busan. 2014.

Vozes e mais vozes, era tudo que escutava, nem os gritos mais estridentes da minha mãe reclamando por estar atrasado para ir ao colégio me fazia ouvir outra coisa, nem ao menos conseguia escutar a sua voz. Irritante, era isso que essas vozes eram. Há quantos dias fazia que as ouvia de novo? Quatro, cinco? O que era aquilo? Não sabia, apenas queria que se calassem e pudesse passar os dias e noites em silencio, que era tudo o que tinha até meus 7 anos.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! CALEM A BOCA! – levantei da cama em gritos, o relógio marcando 02h40min da madrugada.

Era assim tão difícil encontrar uma solução para aquilo que nem ao menos tinha ideia?

Aos 7 anos, acordei do mesmo jeito que hoje, a diferença é que chorava e gritava chamando por meus pais, os mesmos me levaram a um laboratório que passaram um medicamento e fez o silencio em minha mente voltar, nunca me contaram o que era. Passaram-se 9 anos e estou eu novamente na mesma situação.

Liguei o computador que fica na escrivaninha, esperei uns longos 3 minutos, que pareciam infinitos por causa das várias vozes irritantes falando ao mesmo tempo, até que o mesmo se iniciasse. Estava decidido, naquela noite encontraria uma solução. Mesmo que faltasse a aula e o dia amanhecesse, não deixaria passar. Tinha que ter um remédio mais forte para fazer elas se calarem.

Já fazia 30 minutos e nada de encontrar respostas, para alguém como eu que estava determinado já suspirava frustrando, pensava em voltar para cama e dormir, até faria se as malditas vozes permitissem. Passaram-se mais 1 hora até que finalmente encontrei uma matéria em um site que falava sobre super poderes, sorri ironicamente, aquilo não existia.

“É comum você andar na rua e do nada alguém fazer sair gelo no meio da calçada e sair patinando ou acender fogo com as mãos? Um homem com força sobre humana e a pessoa do seu lado simplesmente se tornar invisível?

Não seria até o momento, segundo o que vem acontecendo atualmente é algo que você, cidadão, deve se acostumar. Mas não se preocupem, eles não significam ameaça a sociedade, pois segundo o professor Kris, há uma escola para pessoas como estes.”

Arregalei os olhos, não podia ser verdade. Segundo o tal professor não era algo totalmente incontrolável, bastava apenas estar no lugar certo para aprender.

Alguns dias se passaram, não contei aos meus pais, não havia mais remédios, as vozes ainda eram muitas. Em uma das tardes que não aguentava mais, apenas fechei os olhos e me concentrei bastante, pensei em minha mãe que estava em casa e consegui escutar duas vozes, uma da minha mãe e outra do vizinho que assistia televisão.

/.../

Park Jimin, Busan. 2014.

Dor de cabeça. Era tudo que eu sentida naquela manhã turbulenta. Eu estava cheio de trabalhos da escola para serem terminados e eu não consegui sair da cama, mesmo que tomasse remédio a dor não passava. Eu havia acordado cedo, mesmo com dor de cabeça eu precisava ir à escola. Levantei-me da cama ainda sonolento, olhei para os lados, minha cabeça estava me matando. Quando coloquei os pés para fora da cama, não senti o chão! Olhei para os lados espantado com tudo aquilo. Tudo ao meu redor estava FLUTUANDO?! Mas o que?! Soltei um grito muito alto e tudo caiu, causando um estrondo grande.

- JIMIN!?! O QUE ACONTECEU AQUI?! – Minha mãe gritou assim que abriu a porta e viu os móveis do meu quarto em sua maioria no chão.

- Eu não sei – Respondi ainda não acreditando naquilo tudo. Como eu posso ter levantado todos os moveis? Ou melhor como eu fiz isso tudo? - Não faço ideia - Olhei para os lados, estava tudo um caos.

- Meu deus, Jimin você quase me matou de susto - Ela andou até a cama - Você está bem? - Assenti - Agora se arrume para ir a escola, o ônibus está quase chegando – Ela depositou um selar em meu cenho e saiu do quarto fechando a porta em seguida.

- Como eu fiz isso? Espera! A dor de cabeça sumiu! O que está acontecendo!?  - Saltei da cama e andei até o espelho - Me deixa - Olhei para os lados e achei um dos livros que eu estava lendo na noite passada. Se fiz isso uma vez eu posso fazer de novo, certo?

Tentei de todos os jeitos fazer aquilo novamente, e nada. Como?!

- Jimin!! O ônibus já está chegando, se arrume! - Minha mãe gritava do andar de baixo da casa.

- Já estou indo!

Deixei aquilo de lado por um momento e fui arrumar minhas coisas para a escola.

 -x-

- Qual é Park esquisitão!? Ta com medo? – Gritou Peter um dos meninos que eu mais odiava naquela escola.  Eu estava dentro do banheiro masculino dentro de um dos Box. A maldita dor de cabeça tinha voltado, e voltado com mais força ainda. Peter e sua “gangue” estavam fazendo o que faz de melhor, atazanar a vida das outras pessoas. E eu era uma delas. - Vamos park! Sai daí! Para de chorar, eu ainda não te bati!

- Vai embora Peter! - Gritei. A dor de cabeça só aumentava. Coloquei as mãos na minha cabeça na tentativa de parar a dor.

- Uii! A bixinha já ta irritada, Jonghyun - Peter e o Jonghyun começaram a rir - Já chega Park - Ele se irritou e começou a chutar a porta do box.

Eu não senti muita coisa. Tudo ficou parado. Eu só escutei um grito e um impacto forte. Tinha acontecido novamente. A dor passou tudo estava no ar e eu também. Levantei minha mão e com ela a porta do box, não pensei duas vezes e joguei a mesma sobre os meninos todos assustados. Depois que eu vi alguns deles com alguns arranhões, eu apaguei. Simplesmente parou tudo. A dor de cabeça finalmente a dor foi embora.

Passaram-se alguns dias desde o acontecimento no banheiro da escola. Naquele dia eu fui levado para o hospital, mas, nenhuns dos meninos disseram o que de fato ocorreu naquele dia, soube que eles falaram que foram uma das portas do box que caíram enquanto estava se pendurando nela. Muito sem noção, mas o diretor acreditou e eles não me zoam. Estão com medo de mim. Todos da escola estão me olhando estranho. Sobre as coisas que estão acontecendo, eu não contei aos meus pais, além do mais, eu só consigo “levantar” algumas penas do meu travesseiro.

/.../

Kim Taehyung, Daegu. 2014.

Sabe, eu nunca tive uma "infância normal" não por que eu era o excluído da turma ou essas coisas. Meu irmão mais velho tem algo especial que o diferenciava ele  das outras pessoas e com isso afetava um pouco minha vida, por que as outras pessoas pensavam que eu era igual a ele. Mas, vejam bem, eu já tenho 14 anos e amanhã é meu aniversário de 15 anos, acham mesmo que eu vou ter algum desses "superpoderes"? Bom, eu não acho.

Hoje é madrugada de domingo e eu não consigo dormir, toda vez que fecho os olhos vejo a imagem da minha mãe tendo um acidente de carro envolvendo um ônibus escolar. Desde pequeno tenho esses sonhos, porém eles não me envolvem, envolvem apenas as pessoas que São próximas de mim ou até mesmo pessoas que eu nunca vi na minha vida. Toda vez que tinha um tipo de sonho desse, meu irmão Taemin sempre me ajudava, porém, faz três anos que ele se mudou para Seul para estudar ou como ele diz; aprender a controlar os "poderes" dele. É estranho, mas é o jeitinho dele.

Amanheceu. Depois de muitas tentativas de dormir eu finalmente consegui. Minha mãe entrou no quarto com meu presente de aniversário e cantando parabéns junto com meu pai. Eu não poderia estar mais feliz, só estava faltando o Taemin… Eu sentia tanto sua falta. Dei um abraço forte em meus pais e recebi o presente dado por eles, fechei os olhos para sentir o carinho que era transmitido por aquele ato.

Ainda de olhos fechados em poucos segundos a imagem do meu irmão em um campo grande correndo e totalmente fraco, havia alguém indo atrás de si, o seu grito mudo claramente pedindo socorro. Afasto-me de repente de meus pais com as mãos apoiadas nos ombros de ambos e olhos arregalados com lágrimas descendo por minhas bochechas.

- Taehyung, o que foi meu filho? - O tom de voz da minha mãe era de preocupação.

- N-Nada - Menti, não poderia falar para ela o que eu vi, ou melhor, o que eu acabei de ter. Uma visão? - Eu só estou com saudades do Min hyung.

- Ah meu bebê - minha mãe me abraçou. - Ele vai te ligar, ele nunca esquece seu aniversário - Ela depositou um selar sobre meus fios loiros - Agora, vá tomar um banho, enquanto eu e seu pai saímos para comprar seu bolo de aniversário, sim? Chame o Minjae para comer bolo quando chegarmos. Agora vá! - Ela deu um tapa  de leve em meu bumbum e sai do quarto junto com meu pai.

Tomei um banho relaxante, mas ainda estava pensando naquilo que tinha visto assim que abracei meus pais. Tinha acontecido algo com meu irmão? Só de pensar que possa acontecer algo com ele eu já estou com um aperto no coração. Sai do banheiro e troquei de roupa. Sentei-me em minha cama, e observei meu telefone por minutos, meus pais já haviam saído de casa, então éramos só eu e o fofucho, meu gatinho de estimação em casa. Depois de perder as esperanças de que eu poderia receber uma ligação, o meu celular tocou espalhando o som estridente da abertura de Star Wars pelo quarto. Atendi.

- Alô?

- Taehyung?

- Sim.

- O senhor e senhora Kim, seus pais, acabaram de sofrer um acidente envolvendo um ônibus escolar, sinto muito.

- C-Como? - Pode-se dizer que meu coração parou naquele momento.

- Ligue para algum responsável para os mesmo virem até o hospital central.

- M-Moça! M-Meu pais… -Solucei- Estão bens??

- Não sabemos ainda, senhor Taehyung.

- Obrigada…

X chamada encerrada X

 Meus olhos estavam cheios de lagrimas, meu coração destruído. Aconteceu aquilo no meu sonho! Como eu não pude avisar a eles!? Eu sou um perfeito idiota!! Se ao menos o Min hyung estivesse aqui… Min?! Peguei o telefone e disquei o numero do celular do meu irmão.

- Min Hyung!! - Tentei disfarçar a voz de choro.

- Oi Taetae!! Eu já ia te ligar, feliz aniversário maninho!

- Hyung, me diz que você está bem! E que está seguro dentro da escola!

- Eu estou bem Taetae, eu não estou em Seul, mas estou bem. O que aconteceu?

- Hyung - Minha voz não aguentou, eu chorei muito. Se acontecesse alguma coisa com o hyung. - A omma e o appa acabaram de s-sofrer um a-acidente! Hyung eu vi eles no meu sonho! E aconteceu! Eu tive um desses com você! Min não sai de onde você  está!

- Calma Taetae, onde está a mãe e o pai?

-No hospital central. Hyung eu estou com medo.

- Eu estou em Daegu, já estou indo ver a mamãe, me espere. Não saia de casa.

- Hyung...

X chamada encerrada X

 

O que está acontecendo comigo?

 

-x-

Uma semana. Uma semana havia se passado, meus pais não conseguiram resistir aos ferimentos do acidente, e morreram dois dias depois. Min hyung não saiu do meu lado desde então, ele estava se sentindo culpado por não ter ficado do meu lado todo esse tempo. Bom, e minhas "visões" elas ainda estavam acontecendo, agora com pessoas aleatórias. Eu estou com muito medo de acontecer algo comigo ou com o Min hyung, ele é minha única família agora, não posso perde- lo. Na noite passada eu tive uma visão de que um homem de terno preto, acompanhado de um menino mais velho que eu vindo até minha casa, tive medo, porem vi o hyung sorri enquanto recebia aquele homem em nossa casa, se o hyung o conhece não devo me preocupar.

Estava terminando de secar a louça quando a campainha tocou, meu irmão correu para abrir a mesma. E eu estava certo mais uma vez, era o homem de terno preto com o um menino ao seu lado. Guardei o pano que estava secando a louça e me aproximei deles. A atenção foi voltada para mim.

- Você deve ser o Taehyung. Eu sou…

- Eu sei quem é você. Eu já sabia que estava vindo.

/.../

Min Yoongi, Daegu. 2012.

Abandonado pelos pais e criado pela tia. Qual a pior coisa que poderia me acontecer. Com certeza a morte, mas quando criança, bem que eu queria. Ah, mas você deve pensar: “Por que reclamar se foi criado por um parente, uma tia?”. O problema era justamente esse, não é porque havia sido criado pela mesma que tive uma vida boa. Muito pelo contrário, a irmã de minha mãe não me comprava roupas, fazendo com que por vezes andasse com alguma blusa ou outra rasgada. Enquanto meus primos tinha iogurte, biscoitos, e o máximo que me era permitido comer era um pão por dia, e nisso tinha que decidir se seria pela manhã ou no final da tarde, claro, não era apenas aquela refeição, mas mesmo as outras eram muito escassas.

Cresci deveras magro, mas mesmo com a pouca alimentação, o meu peso suportava o corpo, pois minha salvação era a professora da escola em que estudava, ela me via como devorava o lanche que era oferecido na mesma – como se aquela fosse a única refeição-, as roupas que vestia, tinha muito o que agradecer a ela, pois quando podia trazia-me um par de roupa nova, fazia uma festa e não era para menos. Queria poder abraçar a professora que tanto me ajudava e dizer o quanto estava grato, mas a situação que vivia na casa em que passava a noite me deixava distante, sem saber como reagir e conversar com as pessoas.

Quando terminava a aula no fim da tarde, evitava de voltar para “casa”, sabia que quando chegasse na mesma ouviria reclamações totalmente sem cabimentos e fundamentos, estava farto daquilo tudo, mas havia muito a ser feito. Era aquilo ou a rua.

Aos 14 anos cogitei a ideia de ir morar em algum abrigo ou mesmo debaixo de um viaduto. Mas aos poucos fui fazendo uns bicos para conseguir algum dinheiro, ganhava pouco, mas era suficiente para juntar e realizar o que estava planejando a anos, evitava de gastar com coisas desnecessárias, e assim, em um ano, já havia uma grande quantia e um emprego fixo de meio período.

Procurei por diversos apartamentos pequenos, de apenas três cômodos; um quarto, cozinha e banheiro. Em algumas semanas encontrei o que queria, fugindo do lugar que não era ao menos considerado um lar, não dei nenhuma noticia para a mulher que me dera abrigo, apenas decidi sumir da vida de sua família, pois como a mesma dizia: "Você é a maldição dessa casa, foi totalmente desnecessário minha irmã ter te colocado no mundo".

E então finalmente estava livre de todo o sofrimento em que vivia, dos maltratos vindo por parte da mulher que dizia ser sua parente, sua tia e que prometera a justiça que cuidaria e criaria da melhor forma que lhe era permitida. Queria poder escancarar que não havia sido daquele jeito, mas se o fizesse provavelmente o colocariam em um orfanato e era tudo o que menos queria.

Estava extremamente feliz, tinha o que tanto sonhava. Sua liberdade, um apartamento alugado, com poucos móveis - mas o suficiente para si - e uma vida estável.

A aula de história parecia durar uma eternidade, não via a hora de acabar e finalmente poder ir para casa e descansar, era seu dia de folga no trabalho, aproveitaria o máximo que poderia dormindo. O sinal do colégio tocou alertando o termino da aula e assim podendo libertar os que dizem que aquele lugar era uma prisão. Estava terminando de colocar o livro em sua mochila enquanto respondia a algo sobre o local que encontraria com os demais para finalizar o trabalho da disciplina da aula que acabara de ter. E então um estrondo da porta aberto fora ouvido, fazendo com que até mesmo a professora que dizia para todos terem cuidado enquanto voltava para casa.

- ONDE VOCÊ ACHA QUE VAI MIN YOONGI? - uma gargalhada e a voz que jamais queria ouvir pelo resto de sua vida adentrou em seus ouvido.

A raiva e tristeza me tomaram, virei-me para encarar a mulher de aparência acabada, mas com um sorriso debochado nos lábios e encarou aquele rosto que tanto que fizera sofrer.

E de repente tudo era apenas chamas, meu corpo não ardia, meus olhos queimavam pelas lágrimas que deles saiam. As pessoas que estavam na sala se encontravam caídas no chão, todas virando pó. Desesperei-me. Não conseguia me mover, minhas pernas haviam travado e quando as chamas se apagaram, olhei para meus braços e deles saiam fogo, mas não me queimavam.

/.../

Kim Seokjin, Gwacheon. 2012.

Começo de inverno era sempre minha época preferida do ano. Eu moro em uma casa um pouco afastada da cidade, tem um lago logo em frente que no inverso fica congelado e que eu posso fazer a coisa que eu mais amo: Patinar. Sabe quando você está fazendo uma coisa e sente que tudo e todos sumiram e por fração de segundos só existe você no mundo? Eu sentia exatamente isso quando estou patinando. Minha mãe já me aconselhou inúmeras vezes para eu entrar em uma escola e quem sabe tentar patinar profissionalmente. Eu acho que se tentar isso tudo vai perder o brilho, vai perder a emoção. 

Um dia de inverno, eu resolvi fazer o que eu faço de melhor. Patinar. Peguei meus patins de coloração azul claro, meu casaco e corri pela neve para chegar até o lago congelado. Calcei meus patins e entrei na “pista”. De saltos complicados – Para alguns – até simples patinadas, eu estava fazendo. Sempre que patinava tentava meu melhor, cada dia um desafio diferente. Hoje não seria diferente. Tentei fazer um “Axel”, era um tanto difícil comparado aos que eu já havia treinado. Lá vamos nós.

1...2...3...Já!

Consegui! Eu consegui! Sem nem mesmo ter caído! Eu estou melhor a cada dia que se passa.

Continuei com meus saltos por um bom tempo. Até que vejo meu irmão mais novo Jinhei se aproximando com seus patins marrons nas mãos. Ele sempre que pode vem patinar comigo, Jinhei sempre fala que eu sou sua inspiração para continuar praticando e praticando no gelo, por que como ele diz: “Eu quero ser igual a você quando crescer. Um verdadeiro príncipe do gelo, hyung”. Vejo-o sentado em um tronco de arvore, colocando seus patins para logo adentrar no gelo. 

- Já conseguiu Jinhei? – Perguntei enquanto patinava em círculos

- Já sim hyung! Pode vir – Jinhei sempre precisava de ajuda para poder entrar no gelo, pois ele ficava sem equilíbrio. Patinei até ele, e peguei suas mãos e as segurei firme. Ele pegou um pequeno impulso e começou a patinar de maneira cautelosa. Eu o acompanhei.

-x-

- Não se meche Jinhei - Ele estava sobre um gelo que estava prestes a quebrar. Nós estávamos patinando e Jinhei resolveu ir para o outro lado do lago que ficava atrás de uma árvore enorme, aquele lado sempre é o último a começar a congelar, por isto ninguém patina sobre o mesmo. - Calma relaxa o hyung vai tirar você daí. - Tentei acalmá-lo.

- Hyung eu to com medo – Ele estava quase chorando e a rachadura crescia cada vez mais.

- Eu sei, eu sei – Eu já me encontrava sem meus patins. Pisei um pouco próximo do local que ele estava e o gelo se rachou.  – Mas, você vai ficar bem você não vai cair – Olhei para os lados e vi que havia um galho que se eu alcançasse poderia usar para tirá-lo de lá – Olha isso pode ser divertido!

- Não, Não vai! – E o barulho do gelo se rachando aumentava ainda mais.

- E eu já enganei você?

- Já! Você está sempre enganando!

- Mas não dessa vez – Andei um pouco mais – Olha vai ser como brincar de amarelinha como a gente faz todo dia, okay? Um – Pisei e o gelo se rachou um pouco – Dois – Fingi estar desequilibrado para fazê-lo sorrir. E consegui. – Três – Cheguei perto do galho e peguei o mesmo. – Agora fica calmo, você já vai sair – Estiquei o galho e puxei-o, porém quando puxei troquei de lugar com ele. E o gelo se partiu. Eu cai.Eu não me lembro de muita coisa, só do grito de Jinhei chamando por meu nome. Tudo ficou gelado e em um momento uma luz enorme apareceu.

Algumas semanas depois o inverno já tinha ido embora. O lago estava descongelado e mesmo assim eu ainda tinha um pouco receio dele. Estava jogando pedrinhas no mesmo enquanto via o balanço da água. Realmente era lindo. Enquanto jogava vi uma pequena coisa brilhante perto da água e por curiosidade fui ver o que era. Quando toquei na água, tudo se congelou. Eu fiz o lago ficar congelado! Como?

/.../

Kim Namjoon, Ilsan. 2013.

Sumindo? Como assim? Isso devia mesmo estar acontecendo? Eu ‘to morrendo?

Não! Não e CLARO QUE NÃO! Talvez morrendo, mas isso não vem ao caso, Kim Namjoon.

Quem no mundo some? Obviamente, parece que agora eu.

Primeira nota: eu consigo me tocar com essa mão que está sumindo, eu a sinto.

Segunda: por que diabos ela está sumindo?

Calma Namjoon, você precisa manter a calma, respira fund... NÃO TEM COMO MANTER A CALMA!

- AAAAAAAAAAAH! – um grito e lágrimas.

Estava segurando um lápis com a mão direita, a maldita mão que está sumindo, mas que está aqui. Havia sentado na escrivaninha do quarto para responder os exercícios da aula de inglês, e quando peguei no lápis minha mão sumiu! Continuei vendo o lápis, mas não o membro pertencente ao meu corpo.

Não conseguia me concentrar, isso era um fato, estava há quase 1 hora travando uma batalha interna em o que poderia ser aquilo e cheguei a conclusão nenhuma, o desespero me tomou e as lágrimas em meus olhos também. O que estava acontecendo comigo?

Larguei o objeto que estava em mãos em cima do caderno com a folha encharcada de água . – Droga! Teria que copiar tudo de novo. – Apoio o cotovelo esquerdo na mesinha e a mão na testa. Suspiro.

Não sabia quanto tempo havia se passado naquela posição, endireite-me e peguei o celular próximo ao livro que antes estudava. Disquei o número.

Chamar, era tudo que aquele número fazia. Tentei novamente, caixa postal.

- Olha, eu sei que você está com problemas, mas quando você puder ouvir, me liga, okay? Eu estou com um sério problema agora.

Havia se acalmado, e sem que percebesse sua mão havia voltado.

Alguns dias se passaram, e o acontecimento de dias atrás não ocorreu mais. Até aquele dia.

Era dia da aula de inglês, geralmente eram a  tarde, não tinha problemas com colegas de sala ou com os professores que ensinavam aquela língua.

- Namjoon, eu quero ter uma conversinha com você. – ouviu o professor dizer enquanto guardava as canetas no estojo e os demais materiais na bolsa em que carregava.

- Certo. – engoliu em seco. Estava nervoso. Não havia o que temer, mas era estranho algum professor querer falar consigo sem um motivo aparente.

Ficou conversando com alguns dos alunos que estudava com si. Despediu-se dos mesmo, e antes que saísse da sala, ouviu novamente a voz de seu professor.

- Namjoon, espere ai. – virou-se para a direção em que o mais velho estava, enquanto este terminava de colocar algumas folhas dentro de uma pasta.

- Oh, sim.

- Namjoon, cadê você? – uhn? Como assim, ele estava bem em frente ao professor.

- Estou bem aqui na sua frente, hyung. – levantou as mãos e as balançou em frente ao corpo.

- Onde? - um sorriso nervoso veio deste.

Arregalou os olhos, olhou para seu corpo. Estava ali, ou... Não, aquilo não podia ter acontecido de novo. Mas agora com todo seu corpo!

Saiu da sala, do estabelecimento do curso, correndo enquanto lágrimas escorriam por seu rosto.

Estaria agora morto?

/.../

Jung Hoseok, Gwangju. 2013.

HOSEOK VEM ME AJUDAR A LEVANTAR O SOFÁ! – escutei minha mãe gritar da sala.

Desci os degraus da escada aos tropeços, afinal, o que poderia se esperar de dois gravetos mais conhecidos como minhas pernas? Exatamente isso, um desastre ambulante.

- Mãe... – comecei, ela sabia que não podia fazer esforço, não via para quê toda aquela insistência.

- Eu sei Hoseok, mas você precisa fazer algum esforço, alguma atividade física, ficar trancado naquele quarto o dia inteiro não vai adiantar em nada. Vamos, não vai doer nada, eu prometo, uh? Só levante um pouco o sofá. – rendido, não tinha como resistir àqueles olhos pidões da minha mãe.

- Aish, ta certo. – abaixei-me – Mas espera, com a Hyerim aqui em cima? – protestei.

- Sim. – revirei os olhos. Elas queriam mesmo era quebrar meus ossos.

Fiquei com o sofá parte dele um pouco suspenso do chão por cerca de 4 minutos. Estranhamente consegui levantar a mobília e permanecer com a mesma levantada sem dificuldade alguma. Nenhuma junta doeu, nenhum osso estalou. Aquilo não era normal.

- Estou começando a achar que a receita desse novo nutricionista está surtindo efeito. – minha mãe proferiu sorrindo abertamente ao terminar de colocar o sofá no chão.

Sorri minimamente e com os olhos um pouco arregalados. – É, acho que sim. – respondi em torpor. Não, todos eles passavam a mesma receita, não tinha como aquilo está acontecendo. Minha família preferia acreditar que eram todas diferentes.

Era simples não havia uma solução para aquilo, era dinheiro gasto em vão.

Pois fraco, era tudo o que eu era. Mas por quê? Nasci pré-maturo, pesando pouco mais de 2 quilos. Será que oito meses não era o suficiente para que eu desenvolvesse saudável? Aparentemente não.

E na pequena cidade em que moro, ainda tenho a saúde extremamente frágil, vivendo constantemente em hospitais fazendo diversos exames e em nutricionistas diferentes para passar receitas para se ter uma alimentação que dessem os cálcios necessários para pesar o suficiente para minha idade e altura, mas nada jamais funcionou.

Era decepcionante, queria correr como as demais crianças, mas meus pais não permitiam, pois por ter ossos fracos, por qualquer deslize ou tombo poderia causar uma fratura horrível que demoraria mais do que em pessoas saudáveis para curar. Chorava, pois se era para viver assim, por que nasci?

Enquanto voltava caminhando da escola parei no parquinho que tanto queria brincar quando criança, lembranças de inúmeras insistências aos meus pais para que pudesse estar ali com as demais me invadiu a mente. Os olhos encheram-se de lágrimas. Funguei e sequei os olhos com as costas da mão. Não queria chorar, não ali em praça pública, seria uma vergonha. Olha meu tamanho.

Andei do local em que estava parado até um brinquedo que ficasse ao centro do parque e teria chegado até o mesmo se não tivesse tropeçado. Em que? Provavelmente em meus próprios pés ou em uma pedra no trajeto. Em instinto, coloquei os braços em frente ao rosto para diminuir o impacto, “Pois melhor dois braço quebrado do que um nariz” – pensei – mas não foi exatamente isso o que aconteceu, mas sim um piso quebrado!

EXATAMENTE! Eu havia quebrado o piso apenas caindo! Como isso é possível?

Levantei as pressas e verifiquei meus braços. Sem nenhum arranhão. Arregalei os olhos. Caminhei até onde iria se não tivesse caído a fim de limpar minhas roupas.

Escorei em um dos ferros do playground e olhei para o céu, levantei uma das mãos para tapar a enorme claridade, dado pelo horário que era. Respirei profundamente e decidi que estava na hora de ir para casa, mas antes, virei-me para o brinquedo e agarrei em uma das barras para sentir a textura deste que não pudera me divertir quando mais novo. O sentimento de tristeza me apossou e decidi que era melhor voltar para casa. Ao voltar-me para a direção que seguiria, soltei gradativamente o ferro e de repente arrastei-o junto comigo.

O QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO COMIGO?


Notas Finais


Então gente??? O que acharam?? Algum erro? Eu espero que não. Gente de verdade, espero que gostem desse projeto e deem muito amor por que ainda tem capitulo! Enfim, desculpem se tiver e comentem o que achou. Até o próximo capitulo - Onde vai ter interação linda dos membros e dos outros personagens-

TWITTER DA FANFIC: @POL_fic - se quer saber mais sobre os outros personagens que vão aparecer e sobre os principais-


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