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História "ppoppo" - markhyuck - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


boa leitura!!

Capítulo 1 - KISSES TO SHOW YOU THAT I LOVE YOU


╚»★«╝

❝ Estas alegrias violentas tem fins violentos, falecendo no triunfo, como fogo e pólvora. Que num beijo se consomem.❞


─ Markie, é só um beijinho! ─ Donghyuck viu o mais alto negar novamente num murmúrio, ainda concentrado em seu livro de física. ─ Uma bitoquinha! ─ Mark negou novamente. ─ Um encostar de lábios!

─ Eu já falei que não, Hyuck. ─ Minhyung continuava com sua bela paciência, falando calmo, como se não tivesse um trator zunindo em seus ouvidos.

Não, não era dor de cabeça, era Lee Donghyuck mesmo. Desde o intervalo que o coreano não o deixa em paz com essa maldita história de beijo. E agora, ali na biblioteca, o garoto continuava sendo perseverante com seu pedido.

Depois do último período do dia ter acabado, resolveram estudar juntos para a futura semana de provas que teriam, e Hyuck insistiu que fossem para a biblioteca porque, segundo ele, o número de alunos que se encontram ali depois das aulas era quase inexistente, visto que, na mente de adolescentes viciados em FF, bebidas e sexo, qualquer lugar é melhor que a biblioteca de sua escola. Porém, Minhyung e Donghyuck faziam parte do grupo seleto de "passar direto e me livrar o quanto antes da escola", o que não era de se criticar, pois eles estavam mais que certos. Contudo, ali estavam eles, mas estudando é que não estavam, pois o menor não fechava a boca um segundo sequer.

Só Mark mesmo para ter uma bendita paciência como aquela para alguém como o mais novo: irritante e deveras persistente − mas que ficava fofo em demasia com aquela expressão pedinte: olhinhos brilhando, boca entreaberta e bochechas rosadas.

O mais novo tinha vergonha na cara, mas não na fala.

O menor sabia que aquele pedido não traria problemas para a amizade dos dois, já passaram por muitas coisas para chegarem até ali e um beijo simplesmente estragar o que tinham. Seria bobagem se tal acontecimento ocorresse.

─ O que custa, miséria?! ─ Hyuck já estava a ponto de desistir, e olha que o menino é realmente um dos mais persistentes que alguém possa conhecer.

Parecia que fazia décadas que tentava convencer o mais velho a dar-lhe um mísero beijinho, um selinho que fosse. Mas Minhyung continuava negando e negando, e o menor não sabia se batia no mais velho ou chorava por ter algo negado.

Mark abaixou o livro que segurava em mãos e mirou a face do Lee mais novo, sendo pego de surpresa pelo biquinho posto nos lábios cheinhos, a cabeça abaixada − o que antes não estava, pois Hyuck fitava o rosto alheio enquanto insistia no tal beijo − e os olhos sem aquele brilho que possuía minutos antes.

Com isso, teve a ideia de brincar com o menor, usando a persuasão como sua arma para descobrir o que tanto queria de uma vez por todas, respondendo o Lee em seguida: ─ Custa meu namoro com o Chenle.

E foi nessa hora, o mundo de Donghyuck parou. Como assim Mark Lee namorava? Há quanto tempo? Desde quando ele namora? Com o Chenle? Mas ele não gosta do Jisung? Eram tantas perguntas repetidas num loop na mente do menor em menos de um minuto que ele achou ter ficado tonto só de pensar.

Donghyuck gostava demais de Mark e guardava isso para si há tanto tempo que, com o decorrer dos anos ao lado do mais velho, ver ele feliz e ter sua amizade já bastava para que pudesse viver tranquilamente; nem sequer os amigos de ambos sabiam, era como o mais profundo segredo do moreno. Entretanto, como foram crescendo, aquele gostar tornou-se uma paixão e isso rendeu várias noites mal dormidas para o mais novo, pensando em Mark e tudo que o remetia, desde a unha sempre mal feita até a forma como a risada do mesmo fazia qualquer um querer rir também.

Mark, ao afirmar que estava namorando Chenle, também estava afirmando um decreto indireto de solteiro para Lee Donghyuck pelo resto da vida. O menor pode garantir que, em seus dezessete anos de vida, nunca amou ninguém como ama o loiro − e nunca amará, acredite se quiser.

O mais novo, por um lado, sentia-se destroçado pelo canadense, mas estava feliz por ele ter encontrado alguém que gostasse de verdade, pois, segundo Mark, ele só pediria alguém em namoro quando gostasse de verdade da pessoa e tivesse coragem suficiente para se declarar − mesmo que não fosse o menor. Hyuck já podia vislumbrar em sua mente fértil a possível declaração do mais velho, esta contendo um ramalhete de flores brancas e uma caixa de bombom da melhor qualidade − sim, além de ser um romântico nato, o mais velho ainda nadava no dinheiro −, mais algum acessório (que não fosse aliança) para dizer que eles estavam namorando e uma declaração deveras cremosa. Podia jurar que se Renjun visse vomitaria de tanta melosidade e Jeno jorraria arco-íris boca afora.

Ainda com as malditas questões rodando a mente do Lee mais novo, ele não pôde sequer mais prestar atenção ao que Mark dizia − se é que esse dizia algo −, estava disperso demais com tantas paranoias de uma vez só. E Mark, vendo que o amigo não lhe respondeu nada − apenas que no primeiro momento fitou-lhe com os olhos arregalados para que, com a assimilação que fazia, seu olhar ficasse perdido em algum canto qualquer daquela sala −, decidiu tentar entender o porquê de tal silêncio.

─ Haechan! ─ tentou pegar para si a atenção do mais novo, usando o apelido carinhoso que somente ele usava com o menor, criado ainda quando eram pivetes. ─ Ei! 'Tá tudo bem? ─ indagou, pegando o maxilar do coreano e fazendo este finalmente olhar-lhe, recebendo um olhar pujante e... triste? ─ Você não respondeu nada, não é do seu feitio, achei que ia gritar. Eu disse algo de errado?

Mark continuava com sua mão no queixo do outro e Donghyuck viu, por sua visão periférica, algum tipo de bracelete no pulso do loiro, que antes era coberto pela manga do uniforme do mais velho. Ele até comprou um bracelete... Aquilo fora o bastante para que sua vontade de chorar se fizesse presente. Portanto, apenas pegou sua mochila e correu para fora dali. E Mark não foi atrás, pois imaginava que o moreno tivesse ficado bravo ao que descobriu que o loiro namorava e não havia contado para si − pois o canadense nunca escondeu algo do mais novo.

Exceto uma coisa.

O maior poderia ser considerado maldoso ao que brincou com os sentimentos alheios, mesmo sem ao menos saber sobre tais. A verdade, contudo, era que queria ver qual seria a reação do mais novo com aquela simples brincadeirinha, queria ver o que ele falaria, se o apoiaria ou não, se brigaria consigo ou não − já que ambos sabiam do sentimento que Chenle nutria por Jisung e que era recíproco −, se o julgaria por não ter contato antes, se o indagaria se estava feliz ou não, e etc. Qualquer brecha para Mark servia naquele momento, pois queria, mais que tudo, confessar seus sentimentos por Donghyuck.

Isso mesmo, meus amigos. Finjam surpresa, pasmem. Digam: "Oh!", "Não me diga?", "Sério? Nem reparei", "Tá, mas e a surpresa?", "Quer parabéns e um bolinho pra comemorar tamanha descoberta?", com um toque intenso de ironia.

Todavia, voltando, nada do que o canadense esperava aconteceu, e a merda veio − e com merda, quero dizer com o loiro magoando os sentimentos do Lee mais novo, fazendo o mesmo ir embora e deixando o maior plantado feito planta no meio da biblioteca, sem ter mais opções do que a de ir também para casa e refletir sobre a bosta que fez.

Pegando o livro de física dentro da mochila e as canetas que antes usava para resolver os exercícios, pôs as mesmas para dentro do estojo de qualquer jeito. E foi nessa hora que Minhyung viu uma caixinha de veludo preta de porte médio, contendo o mesmo bracelete que adornava seu pulso direito − que ele havia posto logo que acordou, pois sua intuição pedia e resolveu segui-lá −, porém, o que estava dentro do objeto preto, tinha uma fitinha vermelha, escrito Mark em letras itálicas e pequenas, ilegível para alguém que estivesse minimamente afastado; bem como o que usava em seu pulso, mas este estava escrito Haechan em uma fitinha azul bordô.

Donghyuck provavelmente só tinha reparado no bracelete quando Mark o fez olhar para si, não tendo tempo ou pensando em ler o nome que continha na fitinha, assim como pode ser que tenha saído de tal maneira da sala pelo mesmo motivo, visto que aquele objeto só confirmava o que o canadense disse segundos antes.

Foi ali, vendo o acessório intacto na caixinha de veludo, que Minhyung percebeu que o tempo que ficou sem se confessar ao menor fez com que ele se magoasse ao ver aquele olhar fosco e quebradiço que o mais novo carregava quando ainda estavam frente a frente, apenas por um desejo fúnebre seu de descobrir, por meio de uma brincadeira tosca e indireta, se era ou não correspondido. Desejou ter aquele que fazia seu coração bater descompensado bem ali, em sua frente de novo, para que pudesse abraçá-lo apertado e pudesse ceder aquele pedido que o menor o fizera − beijar Donghyuck deve ser a oitava maravilha do mundo.

Com esse pensamento em mente, botou a caixinha dentro do bolso da calça social do uniforme e pôs-se a rumar à saída do instituto, mais conhecido como a cópia do inferno. A escola estava praticamente vazia, o que o deu a oportunidade de pensar sobre os pedidos incessantes do acinzentado momentos atrás, imaginando se seria tão delicioso ter aqueles lábios vermelhinhos grudados aos seus quanto era em sua mente.

Mark não podia mentir para si mesmo: negou os pedidos de Haechan pelo mais puro medo; medo de não ser o suficiente para o mais novo; medo de ser só um passatempo para Donghyuck e nunca evoluir com ele para algo mais sério; medo dele ter pedido apenas para que pudesse experimentar outras bocas mais a frente, mas que pediu primeiro ao canadense porque confiava nele mais do que em si mesmo.

Mark tinha medo de Donghyuck usá-lo e, logo depois, descartá-lo como uma cartela de remédios acabada. Isso era o que o canadense mais temia: seu coração não ser correspondido por um específico e, só de imaginar tal possibilidade − como muitas vezes já lhe ocorreu − seu peito comprimia, pois amava o outro Lee demais.

Sempre esteve ali para proteger o mais novo, que se enfiava nas mais diversas brigas possíveis; sempre o apoiou em suas decisões, por mais idiotas que elas fossem; sempre foi um bom ouvinte para com as histórias do menor; sempre desejou-lhe o melhor do mundo em seu âmago e também demonstrando isso em ações; sempre esteve ao seu lado, desde os momentos mais difíceis até os mais simplórios e belos; sempre cuidou de Donghyuck como quem cuida de um bebê, pois Hyuck era seu bebê, com todos os parafusos soltos e o sorriso mais radiante deste mundo − achava, às vezes, que até mimava demais o menor.

Era explícito o quanto Mark gostava de Donghyuck. Até Park Jisung, o ser mais lerdo do globo terrestre, já percebeu o penhasco que o canadense vive caindo pelo de cabelos cinzas.

Pobre Mark Lee, mal sabe que Haechan está mais concentrado em vê-lo feliz do que com sua própria felicidade. Pois, Donghyuck podia ser insuportável quando quisesse, mas tinha um bom coração, acima de tudo, e ver seus amigos felizes o deixava feliz − e esse foi um dos milhares de fatores que fez o estrangeiro se apaixonar pelo coreano.

Caminhando pelos corredores, rumo à saída da escola para ir à casa do menor, a visão periférica de Mark permitiu que visse Haechan correndo em direção aos fundos do colégio, provavelmente para a direita da salinha do zelador − este que se encontrava fazendo as compras mensais da instituição junto da coordenadora e que sempre deixava o local aberto, visto que nem tranca a porta possuía.

O Lee resolveu, então, tirar a história a limpo de uma vez, antes que algo pudesse afetar sua amizade com o mais novo − se é que já não tivesse afetado.

Foi atrás do garoto e puxou-o pelo pulso, virando-o de frente para si.

Hyuck chorava.

─ Você 'tá chorando?

─ Não, 'tô fazendo cosplay de cachoeira. ─ fungou, soluçando e, mesmo que tenha brincado ao responder o mais alto, nenhum resquício de um mínimo sorriso jazia em seu rostinho moreno.

O menor, assim que saiu da biblioteca, rumou ao banheiro, afim de se trancar em uma das cabines e despejar tudo aquilo que lhe afligia. Porém, viu-se impedido ao entrar lá e ver Yuta e Sicheng aos beijos, com o mais novo sentado na pia de mármore enquanto o japonês estava entre suas pernas. A cena presenciada foi o estopim para que as lágrimas já começassem a cair. Ah, que merda! É o anticristo colaborando pra minha futura vida de solteiro sofredor! Foi o que pensou.

Ele queria era estar na mesma situação que o casal yuwin. Mas não! Mark negou qualquer contato boca a boca consigo e ainda soltou a bomba de que markchen é mais real que markhyuck ou chensung.

Seguiu praticamente correndo pela quadra principal de basquete, passou pela entrada/saída e seguiu pelos corredores externos, afim de chegar aos fundos da instituição. Tentou de todas as formas conter as lágrimas para que nenhum aluno que passasse por si reparasse no estado em que se encontrava, mas já conseguia senti-las molhando suas bochechas.

Quando sentiu um toque firme em seu pulso, logo reconheceu o mesmo − era impossível não saber a quem aqueles dedos finos pertenciam, era uma das infinitas características que amava em Minhyung − e, quando ficou cara a cara com o maior, só pôde desejar chorar em posição fetal até que aquela dor passasse. Ver a pessoa que você gosta, bem em sua frente, depois de ouvir o que ouviu, tendo o rosto com uma expressão preocupada fitando-lhe, foi ápice para que todas as lágrimas que estava segurando fossem derrubadas e banidas, pouco a pouco, do corpo moreno.

No momento em que sentiu as mãos castas e lisas passearem por todo seu rosto, dando preferência para as bochechas, afim de secar as lágrimas uma por uma, Donghyuck permitiu-se fechar os olhos. E, no instante seguinte, sentiu um par de braços rodearem-lhe e pôde jurar que nada no mundo se comparava a segurança que aqueles músculos pouco definidos lhe davam. Mesmo depois de ter ouvido o que ouviu, o menor ainda podia garantir que seu porto seguro seria sempre Mark Lee, pois era ali que ele tinha paz e conseguia se acalmar − mesmo que, no momento, a causa de sua tristeza seja justamente aquele que estava abraçando-lhe.

Pôs a cabeça na curvatura do mais alto − aquele perfume inebriante do mais velho era raro de ser cheirado tão de perto pelas narinas do menor, ele tinha que aproveitar o quanto pudesse já que, a partir dali, apenas Chenle teria tal bênção − e chorou ainda mais, tendo um carinho singelo do canadense em suas costas.

─ Mark, eu te amo... ─ soltou, sem ao menos pensar nas consequências. A impulsividade pareceria ser sua inimiga agora.

─ 'QUÊ?! ─ o canadense espantou-se, puxando Hyuck pela nuca para que lhe olhasse.

Nunca trocaram tais palavras entre si, pois achavam que as ações mediante à amizade já eram o bastante. Nunca se importaram em dizer essas três palavrinhas, mas agora viram quanta falta elas fizeram, mesmo que a interpretação seja ambígua dentro de cada um.

─ Tudo bem você estar namorando com o Chenle, mas quero que saiba que eu te amo.

─ Eu também te amo, Hyuck. E não namoro o Chenle.

─ 'QUÊ?! ─ foi a vez do menor espantar-se, não sabia se era pelo "eu te amo" − que ele imaginava ser no sentindo de amizade − ou pela desventura de desmentir algo que lhe abateu tanto.

─ Isso mesmo que você ouviu, eu não namoro o Chenle, foi só uma brincadeira de mal gosto que eu fiz com você. ─ sorriu singelo, como se aquilo fosse só mais alguma coisa normal na vida dos dois.

Haechan afastou-se do maior e encostou-se na parede, ao lado da porta do quartinho do zelador. ─ Eu não acredito nisso, Mark... Puta que alguém pariu, 'tô irado com você agora, seu merda!

─ Ei, eu ainda sou seu hyung. ─ alertou, chegando perto do menor, ficando em frente a ele. Largou a mochila no chão no processo e deixou-a ao lado da de Donghyuck, que já havia feito o mesmo em certo momento.

─ Aham, 'tá bom! ─ pôs as mãos cruzadas nas costas, suspirando audivelmente, não tardando em abaixar a cabeça e tirar logo sua dúvida: ─ Por que fez isso?

Mark já imaginava que ele perguntaria isso, só não imaginava que fosse tão rápido. E que também não estivesse preparado para respondê-lo, visto que não sabia o que falar.

─ Eu te amo, Hyuck, e fiz isso 'pra te testar. ─ foi a maneira que encontrou de redarguir a pergunta, mesmo que tenha saído em duplo sentido.

Donghyuck não era tão trouxa ao ponto de acreditar que o que lhe foi falado foi no sentido que queria mesmo. Mark não gostava de si, não daquele jeito, não mesmo. A frase solta de duplo sentido só poderia ter um sentido para Minhyung − e Haechan tinha certeza de que não era no sentido que queria ouvir.

─ Eu também te amo, Markie... ─ falar aquilo machucava, pois estava sendo mais que sincero, estava sendo límpido. Porém, o loiro jamais entenderia algum afeto vindo de si além do que um amigo. ─ Mas não precisava fazer isso 'pra provar algo em nossa amizade. Você sabe que eu te apoi-

─ Donghyuck, eu te amo mais que um amigo.

PUMB! A cabeça do garoto parecia ter explodido, tamanho foi o impacto daquela confissão.

Levantou a cabeça finalmente, fitou aquelas lumes que tanto o entorpeciam e pôde encontrar a mais pura sinceridade estampada naquele mar negro e profundo. Mark estava sério agora, dando ainda mais ênfase para sua afirmação recente, mas por dentro estava a mais pura festa banhada de alívio ao finalmente tirar aquele peso das costas por ter falado o que tanto sentia há anos.

─ M-Mark... ─ o maior chegou mais perto do corpo alheio, colando os peitorais da melhor forma que podia.

E Donghyuck pôde afirmar que ser encurralado por Mark Lee nunca fora tão bom. Aonde foi parar o Mark nerd e sorridente? Ele nunca foi de tomar atitude em algo. Haechan só faltava gritar isso em voz alta.

Não sabia mais o que esperar de Lee Minhyung.

─ Shiii... Você não queria um beijinho, uh? Não queria um selinho, hein? ─ o maior levou uma mão de encontro a cintura do Lee mais novo e a outra foi parar nos cabelos acinzentados deste. E Hyuck foi agraciado com um puxar leve nos fios, além de sentir uma fungada no seu pescoço quando este foi exposto. Em seguida, Mark sussurrou: ─ Não queria provar da minha boca, Hyuck? Hein? Fala 'pro hyung, fala.

Mark não iria ceder até que o mais novo cedesse − mesmo que esse já tenha implorando na biblioteca momentos antes −, pois não sabia se seu desejo era correspondido naquele momento em específico. Contudo, tendo um Haechan quase entregue para si, com a pele quente, morena e lisa, pedindo pela devida atenção de Mark, a resposta era mais que óbvia. Mas só o presentearia quando este pedisse com jeitinho, para que assim pudesse também entregar-se de bom grado.

Donghyuck sentiu a boca do mais velho subir para seu ouvido, onde o mesmo deixou a corrente de ar quente sair suavemente pela boca, batendo de forma certeira na curvatura entre o lóbulo e a pele do começo de seu pescoço. E este primeiro foi, em seguida, mordido demoradamente pelo canadense, fazendo Haechan sentir um arrepio intenso por todo seu corpo.

Hyuck descobriu um de seus pontos fracos a partir daquele ato. Porém, nem o próprio sabia que seu ponto fraco era Mark Lee por inteiro.

Afim de descontar todas aquelas sensações que estava tendo, o mais novo percorreu com uma de suas mãos pelas costas do loiro e a outra foi parar no cabelo deste, puxando agressivamente aqueles fios sedosos que ele tanto amava, fazendo o mais velho olhá-lo finalmente.

─ Diz, Haechanie, diz 'pra mim o que você quer... Vou fazer você nunca esquecer do meu beijo. ─ Mark tinha um olhar de descaramento e suas lumes brilhavam.

Foda-se sua insegurança, foda-se a insuficiência que achava que tinha. Minhyung precisava focar no acinzentado e dá-lo o melhor de si naquele momento.

Quando o loiro apertou com certa possessão a cintura que tinha para si, tudo ficou ainda mais intenso e Hyuck não pôde conter em fechar os olhos e murmurar: ─ Ah, hyung... ─ manhou. ─ Por favor, me beija, Mork.


O "hyung" sussurrado e a forma involuntária como a língua de Haechan enrolou-se ao pronunciar o nome canadense foi o estopim para que Minhyung tomasse os lábios, que tanto almejava, para si.

O gosto de bala de café na boca do mais velho logo se mesclou com o gosto de menta da boca do menor quando os lábios encostaram-se com volúpia. E se Mark dissesse que aquilo não teria como ficar melhor, ele estaria belamente enganado. Quando o menor passou suavemente a língua pelos lábios do loiro e foi concedido na hora, Mark sentiu seu uniforme ser amassado nas costas e seu cabelo ser novamente puxado, bem como sua língua se enroscou maravilhosamente bem na semelhante e, com isso, foi ouvido um gemido contigo de satisfação pela parte do mais novo.

Minhyung desceu ambas as mãos para os lados da cintura alheia e Haechan emaranhou as suas nos cabelos do mais alto, permitindo que, dali pra frente, Mark fizesse o que quisesse com ele.

E ele fez.

Quando os gostos de bala de café e menta foram se misturando moderadamente, formando um só sabor, na mesma medida em que as línguas dançavam na mais perfeita luta pelo domínio, Mark levou seu quadril ao de Donghyuck, para a mais bela falta de sanidade do mais novo. Como se não bastasse já estar destruindo o menor por completo, não conteu o impulso de descer as mãos arteiras pelo traseiro do Lee, apertando deliciosamente o local e permitindo-se divertir com a carne em abundância, sentindo um gemido contido de Hyuck ser deixado para dentro de sua garganta.

Não parando por aí, quando o ar fez falta e Haechan desgrudou as bocas, Mark fez impulso para que ele levantasse e entrelaçasse as pernas em sua cintura. Ainda mantendo as mãos segurando firmemente as coxas grossas, levou os lábios de encontro a epiderme do pescoço do menor, chupando a pele lentamente e de forma mais dolorosa − e deliciosa − possível, enquanto não tardou em fingir uma estocada indireta com o quadril, sendo agraciado com um gemido tímido − mas bem audível − do de cabelos cinzas.

Minhyung não conhecia esse lado selvagem do mais novo, bem como o menor não tinha consciência do quão depravado seu amigo poderia ser num momento como aquele.

Quando Donghyuck puxou novamente o cabelo do loiro, trazendo o rosto do rapaz de volta a uma altura significativa para que pudesse colar novamente os lábios, sentiu uma onda de arrepios invadir seu sistema nervoso e fazer com que seu corpo inteiro eriçasse. Ter a boca que mais queria ali, grudada na sua, foi uma das maiores satisfações que o Lee mais novo já teve em sua vida.

E Mark confirmou: beijar Lee Donghyuck era realmente a oitava maravilha do mundo.

No instante em que o ar fez falta pela segunda vez naqueles poucos minutos, o ósculo foi finalmente quebrado. Os olhares encontraram-se de imediato e não foi preciso verbalizar nada ao que os sorrisos expelidos diziam tudo o que sentiam naquele momento. Porém, dentre todas as coisas irrevogavelmente intensas que aconteceram durante aquele beijo, a parte em que seus sentimentos foram expostos de forma tão límpida fez com que a sinestesia de emoções ocorrida fosse declarada o trecho mais satisfatório para ambos, pois agora eles sabiam: o que um sentia pelo outro era totalmente mutual.

Minhyung pôs o coreano no chão, mas não deixou de abraçar a cintura deste − queria ficar o mais perto possível do amado −, fazendo com que o acinzentado lhe agarrasse pelo pescoço, sorrindo de forma involuntária pelos instantes anteriores.

Mesmo que os beijos tenham sido de uma maneira um tanto intensa e apaixonante demais, e não de forma calma e moderada, como ambos imaginavam, não poderia ter sido melhor. A diferença do que esperavam foi totalmente bem aceita por ambos, pois foi algo só deles, do jeitinho deles, que coincidia com a maneira pujante, apaixonada e calorosa que os corações batiam um pelo outro. Tanto Mark quanto Donghyuck podiam afirmar que se algo ocorresse diferente, provalmente os sorrisos estampados em seus rostos não seriam tão significativos.

O mais velho, de repente, soltou-se do menor, pegou em seu bolso a caixinha de veludo e abriu-a, deixando o bracelete − que ele queria que pertencesse à Hyuck −, a mostra para que o coreano visse, fazendo questão de puxar a manga de seu uniforme superior, deixando o acessório que usava também visto.

─ Quer namorar comigo? ─ a proposta foi solta e, desta vez, era o canadense quem estava fazendo um pedido.

Haechan tentou não surtar no primeiro momento, mas deixou que seu olhos arregalassem minimamente. No entanto, tinha que revidar a brincadeirinha sem graça que o loiro fizera consigo.

─ Não sei, isso pode custar meu namoro com o Jeno... ─ falou como quem não queria nada, olhando para qualquer canto que não fosse o rosto do mais velho, mas sentia as lumes alheias expandirem-se como esmalte em água e a boca entreabrir levemente, formando uma careta surpresa. Voltou seu olhar para o mais alto depois disso, expressando sua face mais contente. ─ Eu 'tô brincando, seu mongol! ─ sorriu divertido, vendo a careta iluminar-se e um sorriso de alívio aparecer em seu rosto. ─ É claro que eu aceito namorar com você. Aceito namorar, casar, ter vários cachorros, gatos, papagaio, gaivota-

─ Calma que daqui a pouco você vai acabar sugerindo de adotarmos um rinoceronte. ─ riram juntos, demonstrando o quão felizes estavam.

Donghyuck, enfim, tirou da caixinha o acessório, mas foi Minhyung quem botou no pulso alheio, logo depois deixando um beijinho na mão do Lee mais novo, olhando diretamente para esse, que tinha a visão borrada por conta das mínimas lágrimas que o abandonavam, bem como o sorriso radiante feito o sol que exibia, fazendo suas bochechas se sobresairem e a visão ficar ainda pior.

E foi atrás da escola, encostado na parede do quartinho do zelador, que Hyuck teve certeza que não seria um solteirão pelo resto da vida, porque a pessoa que ele ama estava bem a sua frente, fazendo carinho em si enquanto sussurra vários eu te amo de forma totalmente bobinha.

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