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História Pra Sempre Sua - Dramione - Capítulo 3


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Notas do Autor


** Abaffiato **

Olá amores. Me perdoem, era para ter vindo ontem, mas tive uma pequena comemoração em família do primeiro aninho da minha filhota. Só entre a família porque temos que nos prevebir e não sair de casa, né? Rs

Mas estou aqui e espero que gostem do capitulo de hoje 💙

Sem mais, boa leitura 😘

Capítulo 3 - Capítulo 03


Fanfic / Fanfiction Pra Sempre Sua - Dramione - Capítulo 3 - Capítulo 03

Cheguei em minha casa nova e logo subi as escadas, pensando no quanto e em tão pouco tempo eu já gosto daqui. Pouco depois que descobri que meus pais foram mortos à mando de Voldemort como uma forma de retaliação, enquanto eu estava procurando horcruxes com Harry e Ron, eu voltei para Londres. Antes disso acontecer, estava morando n'A toca. Mesmo que não tivesse mais relacionamento romântico com Ronald, os Weasley's continuavam sendo minha família do coração.  Além disso também, continuamos com as reuniões da Ordem firmes e fortes até conseguirmos capturar todos os seguidores do lado das trevas. 

A casa dos meus pais — que descobri depois que eles não haviam vendido para ir para a Austrália — me deixava triste e mal a cada segundo, com cada lembrança que tinha dali. Até mesmo nossa felicidade parecia dolorosa, agora. Mais triste ainda era lembrar do momento que fui obrigada a tirar tudo isso deles e também de mim, lançando o obliviate e modificando completamente suas memórias. Nada disso, no entanto, impediu aquele imundo de os tirar definitivamente de mim, sem dar-me a chance de ao menos, me despedir deles.

Herdei uma pequena fortuna que meus pais estavam economizando talvez desde que eu nasci e podia comprar outra casa, mas depois decidi fazer melhor, trocando o imóvel antigo da família pela casa nova em que estava morando. Nossa antiga casa era num lugar muito bem localizado, um daqueles bairros nobres de família e por isso, não foi muito difícil fazer negócio. 

Continuava a pensar que eles sofreram tudo o que sofreram para me dar o melhor. Eles me ensinaram a ser justa, honesta e sempre estar do lado do bem, então saber que eu os tinha perdido apenas por estar sendo a pessoa que luta pela justiça, como eles mesmo me ensinaram era mais que tortura. Eu queria pelo menos tê-los sepultado e não descoberto por vizinhos que eles foram cremados por amigos.

Desvio os meus pensamentos para tentar anestesiar um pouco mais essa dor e olho no relógio percebendo que já são 18:27h da noite. 

"Nossa, já?"

O dia havia sido como poucos, ou melhor, como nunca. Quando eu ia imaginar que lutar com bruxos fosse parte de uma entrevista de emprego? Por um momento, quis gargalhar sozinha lembrando de todas as esquisitices que tive que passar naquela empresa. Claro que eu não poderia trabalhar em um lugar normal, sendo quem era, porque o que me acompanhava era um Karma. Na escola, decidi ser melhor amiga do Eleito e o que aconteceu? Passei minha vida de estudante de magia inteira tentando fugir da morte e livrar meus dois amigos dela. Quando tento procurar um emprego, mais uma vez encontro com bruxos loucos que querem me fazer luta à todo custo. Só pode ser karma, não há outra opção. Depois daquilo eu fui novamente ao café que conheci  Lizzie e almocei, andei por uma praça e pensei bastante sobre tudo, até decidir que estava na hora de voltar para casa.

O lado bom em ter mudado de residência é que a de meus pais era bem grande e seu valor era bem maior do que a que eu estava, me deixando com alguns dólares extras para encontrar um local perto de tudo. Sendo assim, escolhi a dois quarteirões do centro da cidade e bem próximo a DM Corporation uma vez que eu já estava de olho em um emprego lá há muito tempo, buscando de forma boba uma vida normal, quem sabe até um pouco fora da magia. Claramente me enganei e feio.

Sentindo todo o cansaço, sono, exaustão e os problemas do dia pesarem sobre meus ombros, decidi tomar um banho e relaxar. Sai do pequeno boxe ainda pingando e com um rápido aceno de varinha, estava seca e com meu pijama, deitando-me para um "cochilo" antes do jantar... Acordei apenas 02:00h da madrugada com fome e sem saber nem mesmo onde estava. Então tomei um chocolate quente e voltei a dormir.

×××

Acordo com os raios do sol entrando pela minha janela e iluminando o meu rosto, decidindo de forma preguiçosa levantar e dar uma corrida rápida de trinta minutos pelo quarteirão, já que são apenas 6h da manhã e tenho tempo para isso.

Assim que voltei da corrida, limpei a casa rápido com o auxílio dos maravilhosos feitiços que Molly havia me ensinado para arrumar a casa, limpar e até auxiliar na cozinha, fui ao supermercado mais próximo e comprei algumas coisas para me manter durante a semana, decidindo que depois faria as compras do mês e finalmente voltei para casa. Ainda eram 08h e eu tinha tempo para me arrumar com calma, já que morava há menos de vinte minutos da empresa, isso há passos lentos. Escolhi minha roupa para o dia, um tanto quanto peculiar: um jeans lindo e confortável que me deixa livre para lutar contra quantos bruxos forem necessários, se aqueles malucos decidirem fazer isso novamente. De roupa formal não vai dar mesmo. Além do mais, se nada nessa entrevista é normal, não me sinto obrigada a ir como normalmente iria para outras entrevistas.

Posso até ser louca por isso, mas estou concorrendo para ser assistente pessoal e não ser uma representante da empresa. Não preciso me vestir toda hora como se fosse a uma festa de gente rica e se ela me dispensar, quem perde é ela. Tomo um banho, passo uma leve maquiagem, pego minha bolsa e saio de casa tranquila, aproveitando a bela manhã de sol.

♤♤

Assim que cheguei fui redirecionada pela recepcionista para outra sala e estranhei a ausência de seguranças, Fernanda ou mesmo das outras pessoas que circulam normalmente por aqui e só então, na falta de minhas concorrentes passei a imaginar como elas estariam vestidas e me perguntando se dali a alguns minutos iria me sentir patética por ter a ousadia de usar aquela roupa. Esperava que não. Ouço a porta se abrindo e finjo naturalidade, mas a pessoa que abre a porta parece se divertir quando olha minhas roupas,mesmo que tente ser discreto, e foi difícil não me sentir estranha.

      — Senhorita Granger, meu nome é Liam Scott, advogado da empresa. Estou aqui representando o meu cliente, para quem você irá trabalhar. Baseado nas avaliações que estão sendo feitas há duas semanas desde que a senhorita e outras concorrentes nos mandaram seus currículos, foram selecionadas três pessoas para participar deste processo seletivo. Não tenho o porquê adiar a informação. A senhorita foi a aprovada com 96% de aproveitamento. Meus parabéns!

Por um momento fiquei sem palavras, tentando assimilar cada frase dita por ele e foi então que me toquei: Eu ganhei o emprego! 

Eu não estava conseguindo nem raciocinar direito mas abri um sorriso bem largo e agradeci ao homem como uma criança quando ganha um presente de natal. Mesmo ele sorrindo um pouco com a minha empolgação, não desviou o foco e prosseguiu.

Só então percebi o quanto ele era lindo, mas censurei meus pensamentos. Ele poderia muito bem ser mais um bruxo usando legilimência em mim.

— A senhorita poderia assinar esses papéis? — Disse, com um sorriso de tirar o fôlego.

— Claro! — Afirmei, já  pegando o papel e a caneta de sua mão com pressa. Por um momento pareci rude, mas dava para perceber que eu apenas estava eufórica. — Aqui está! E então, o que eu faço agora? 

— Bom senho…

— Pode me chamar de Hermione.

— Obrigado, Hermione.  Como eu ia dizendo, você não fará parte da corporação em si, mas sim trabalhará para fins exclusivos do meu cliente. Hoje você deverá fazer alguns exames admissionais e também assinar mais um documento no cartório da cidade que garantirá que você não irá expor a identidade do meu cliente em nenhuma circunstância.

— Perfeitamente. Você poderia me dar o endereço do cartório e da clínica que irei fazer os exames?

— Não será preciso. Há um carro e um motorista lhe esperando lá fora. Você começará a trabalhar hoje mesmo, portanto é importante que assim que fizer os exames e assinar os papéis volte direto pra cá. — E o momento em que me arrependeria de estar com aquelas roupas finalmente chegou.

♤♤

Assim que o advogado terminou de explicar, saí tentando disfarçar a emoção e rapidamente consegui resolver todas as coisas a mim passadas, fazendo os exames e depois indo ao cartório para em seguida voltar a empresa . A pior parte já havia passado, que eram os exames. Diferente de toda a entrevista que foi feita de forma mágica, os exames eram convencionalmente trouxas. Então tive que aferir a pressão, fazer exame de vista e o pior de todos… Tirar o sangue. Me senti tonta, talvez pelo tanto de sangue que foi tirado de minha pequena veia, agora tufada sob minha pele. Ou talvez fosse apenas a fome dando o ar da sua graça.

Ao chegarmos, o motorista abriu a porta  e eu o agradeci com um sorriso antes de entrar novamente naquele lugar, a cada minuto mais ansiosa. A recepcionista me encaminhou para outra sala, mas antes eu tinha que saber algo, matar pelo menos um pouco da ansiedade que me consumia.

— O que vai acontecer agora? — Perguntei, tentando parecer tranquila.

— Agora? Bem, agora você se prepara para conhecer o chefe mais gato de todos os tempos, senhorita. — Ela disse quase num sussurro e entre risinhos.

Sai dali indo em direção ao elevador, apertando no número 15 que indicava o terraço. Um medo me subiu a espinha enquanto eu tentava agarrar às paredes de metal, sem sucesso. A respiração era falha pela ansiedade e pelo medo, então decidi apenas fechar meus olhos e pensar nas minhas músicas preferidas e até que deu certo.

"Calma Hermione, esse é só o primeiro de muitos dias que você vai ter que encarar essa porcaria de elevador!"

Entrei em uma sala vazia, longe das demais, que inclusive eram poucas por ali. Observei mais o ambiente e percebi que parecia mais um escritório particular do que uma sala da empresa, com poltronas que pareciam bem confortáveis, uma janela linda que deixou exposta uma vista mais linda ainda, as cortinas em uma tonalidade verde e alguns objetos na cor prata. Sorri e imaginei que era um sonserino, com certeza comecei com o pé esquerdo, mas então finalmente percebi que nem mesmo a escola desse tal bruxo foi citada. Poderia ser Hogwarts, mas existiam muitas outras. Cheguei s conclusão que não precisava de mais teorias para ficar maluca. Dali a pouquíssimo tempo eu o conheceria, então apenas voltei a observar a sala. A mesa era preta de mogno e de vidro na parte de cima, brilhando mais que um espelho. Me deixei levar pela bela vista da grande janela de vidro que mostrava quase toda Londres, admirada demais para notar que alguém entrou na sala. Esse perfume era bom e eu já o tinha sentido antes, tinha certeza disso.

— Então você é a minha mais nova e habilidosa assistente? Que surpresa agradável, "senhorita Granger". — Disse uma voz rouca e com uma pitada de sarcasmo atrás de mim.

"Não pode ser! Eu estou tendo um pesadelo no mínimo." 

Esse cheiro, essa voz rouca... Como eu não havia percebido antes?! Bruxo, novo, herança dos pais, empresa DM..

Será possível que sou tão azarada e lerda assim?!


Notas Finais


Então amorees, to com saudades de vocês. Apareçam aí pra me fazer feliz rsrs

Vou tentar postar mais alguns capítulos essa semana pra que ninguém fique entediado nesses dias de quarentena.

Lembrem-se de lavar bem as mãos com água e detergente, passar álcool 70% ou mais nos celulares e óculos constantemente, usar álcool em gel e principalmente evitar contato. Cumprimentem com os pés ou cotovelos e evitem tocar nos olhos, nariz e boca se não estiverem com as mãos higienizadas.

Sei que é difícil, mas vamos passar por esse pesadelo. Amo vocês. Até loguinho 💙

** Finite **


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