História Pray. - Capítulo 12


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Categorias B.A.P
Personagens Bang Yongguk, Daehyun, Himchan, Personagens Originais, Youngjae
Tags Bang Yongguk, Bangdae, Bap, Daehyun, Lemon, Slash, Yaoi
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Palavras 1.528
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Elísio.


Foi bom para mim ter sido castigado,
               para que aprendesse os teus decretos. 

         - Salmos 119:71

        Acordar não era a parte mais difícil, não mesmo. Era se mover para sair da cama depois de ter feito o que havia feito na noite anterior. Quando a consciência chegou, vieram juntas todas as lembranças da madrugada diabólica... Não no mau sentido. Havia gostado. Muito. Contudo, concomitante com essa sensação de êxtase veio também a vergonha. Será que o outro o julgaria por ter gemido daquele jeito? Abriria os olhos e ele estaria lhe observando, dizendo que era um mentiroso por orar tanto e ao mesmo tempo pedir por sexo a alguém que nem pertencia ao céu. Ou pior... Ele teria ido embora?

            Não queria admitir, mas algo na forma alheia quando se transtornava era algo que lhe excitava, de certa forma. Os olhos quando mudavam e lhe encaravam.... Nunca pensou em sentir algo assim. Agora não queria deixar de sentir, pois estava condenado pelo resto da vida com ele. Tateou o colchão em busca do outro homem, vendo se era somente ele acordado, mas logo se virou para o lado dele na cama, vendo-o vazio. Piscou, sentando de vez enquanto olhava a cama, que agora parecia bem maior sem o corpo alheio ali deitado.

            Primeiro, pensou que ele havia ido embora como havia prometido antes, contudo, ao vasculhar o quarto aflito, deu de cara com um par de olhos negros lhe fitando com satisfação e certa curiosidade. Suspirou em alívio ao encarar Bang sentado na poltrona bem em frente a cama, bebericando o resto do vinho da noite passada. Ele não tinha ido, o que fez Daehyun sorrir por dentro por gostar de saber que o mais velho estava envolto em sua áurea e lhe seguia qualquer fosse seu pedido. Levantou-se devagar, sentindo um pouco de incomodo ao se mover e podia jurar que estava meio assado em algum ponto que nem queria pensar sobre para não corar. O corpo estava desnudo, mas levou o lençol consigo para que escondesse um pouco da sua vergonha de ser visto nu pelo amante. Yongguk findou o copo que bebia, mas não engoliu o líquido. Ficou observando o loiro sentar sobre seu colo – largando o tecido que o cobria - e selar seus lábios, tomando até um pouco do vinho em sua boca e o deixando em estado de alerta em poucos segundos. Ele tinha esse efeito em si. As línguas dançaram lentamente, provando o gosto do álcool e do dejá vu de horas antes, aninhando uma à outra enquanto os corpos se colavam. Foi Daehyun quem separou as bocas primeiro, pois, pelo moreno, ficariam a manhã inteira naquilo, não sentia falta de ar. Sorria meio sem jeito, mordiscando os lábios recém-beijados e que lhe dava uma expressão um pouco sapeca. Algo novo para o julgador de almas.

            - Temos que trocar essa mobília, sabia? – Comentou de repente, fazendo as sobrancelhas do moreno se juntarem em questionamento. Jung parecia extremamente acanhado, não sabia pelo que.

            - Hm.? Por quê?

            - Essa poltrona... – Abaixou o olhar, erguendo-se um pouco antes de sentar novamente sobre o outro e bem em cima de sua pélvis. - Está um tanto dura... Aqui.

            O corpo magro rebolou lentamente sobre aquela protuberância entre as pernas no moreno, fazendo o mais alto prender o ar automaticamente por não esperar uma investida como aquela vinda de alguém tão tímido. Ficou com os olhos na face rubra, vendo que o próprio Daehyun se envergonhava pela excitação repentina alheia, afinal tinha sido apenas um beijo. Ou então as lembranças da noite anterior estavam rondando o pensando do moreno e o deixava sensível naquele ponto. Pela feição do demônio, estava mais que certo.

            - Não ferra comigo assim, humano... – A voz saiu um pouco rouca demais, e se não conhecesse o outro até podia jurar que ele estava implorando. Bang Yongguk implorando para que não ferrasse com ele logo de manhã. Soava bem assim. Daehyun riu amplamente, gostando por – finalmente - conseguir desconsertar o outro. Ele respirava um pouco mais rápido que o normal, meio descompassadas, o que chamou a atenção do loiro sobre suas reações quando estava perto demais.

            - Guk. – Chamou, os olhos ainda fixos no peito nu do moreno. Aquelas tatuagens o intrigavam, e não se cansava de olhá-las. E o outro percebia seus olhares.

            - Hm? – Emitiu num suspiro estrangulado, suando um pouco no rosto. Jung achava aquilo adorável, o esforço que ele fazia para responder.

            - Obrigado por não ter ido. – Falou, sinceramente. – Mas sei que tem.

            - Faço o que me pedir para fazer. – O moreno parecia meio aéreo, e só então Daehyun percebeu que ele fitava suas coxas nas laterais do corpo do maior, meio hipnotizado. As mãos estavam sobre elas, mas inertes, ao mesmo tempo em que começavam a fazer uma pressão bem leve, como se quisesse apalpar a carne. Os músculos também estavam duros, como se estivesse fazendo esforço, embora o semblante parecesse compenetrado. Só então soltou um suspiro fundo, fazendo o loiro o observar mais atentamente. Bang olhava para baixo meio frustrado e demorou um pouco para encarar os olhos curiosos, retribuindo com um olhar estreito e fixo. Daehyun engoliu em seco.

            - O que foi...? – Inquiriu inocentemente, sendo respondido, primeiramente, com um desviar de olhos para o corpo do loiro em seu colo. Em seguida, uma palmada leve na coxa farta.

            - Você... Me fez gozar nas calças.

            Os orbes se ampliaram, dando uma expressão surpresa ao loiro, que logo virara uma risada ao ver o quão frustrado o outro havia ficado. O corpo nu se levantou, ao que ofereceu a mão ao maior ali sentado.

            - Vem, vou te limpar.

            - Está achando graça, não é? – Lançou uma olhadela afiada para a mão alheia, mas, mesmo assim, se levantou também, sendo guiado pelo rapaz menor até o banheiro.

            - Estou sim. Se te der banho, me perdoaria? Ou irei ao Inferno?

            A simples oração fizera o moreno encarar o outro por um longo minuto, quieto e taciturno, antes de erguer o corpo e levar a mão até a dele, segurando firmemente. Se tivesse que levar sua alma até aquele lugar, o colocaria nos Elísios, longe de todo mal. Poderia fazer isso, quando Daehyun morresse. Ele nunca mais sofreria, nem em vida e nem em morte.

            - Perdoo sim. – O rosto ficou mais sóbrio ao se aproximar. - Mas Jung... Mesmo que eu fique e faça o que me pediu, eu ainda não vou envelhecer.

            - E você quer envelhecer? – A cabeça pendeu para o lado tão inocente que Bang até pensou em desistir daquela conversa e apenas aproveitar o outro. Sabia que não podia e o tempo estava correndo. Se não voltasse para baixo, alguém viria atrás de si aqui em cima. Não poderia deixar ninguém tocar em Pandora, pois significaria que teria que matá-lo. Faria um acordo, deixando o Inferno por algumas décadas e quando a hora chegasse, levaria a alma de Jung para o Inferno por si só, encaminhando-o para um lugar de perdão. Até pediria para envelhecer, enganando assim o mortal, que pensaria que estaria em seu nível. Yongguk era um demônio de alta escala, nunca poderia ser humano. Porém, precisava segurar aquela mentira ou então aterrorizaria aquele pobre humano.

            - Quero. – Murmurou simples, vendo o loiro mordiscar os lábios grossos.

            - Então... Se for...

            - Talvez demore um tempo para voltar, mas seria humano. E você também ficaria livre. – O que não deixaria de ser verdade, já que o protegeria de tudo enquanto estivesse ao seu lado. Para sempre.

            - Quanto tempo?

            - Não sei. – Tinha que ser sincero. Não havia tempo naquele lugar, como poderia dar alguma certeza? Alguns dias? Anos?

            - Tudo bem... Ficarei esperando.

            - Mesmo?

            Franziu o cenho meio inseguro com aquele “tudo bem”, afinal a face do outro não parecia muito contente, contudo ele deu um sorriso morno, no final, amansando o coração do moreno. Não que ele tivesse um... Coração.

            - Compreendo o que quer dizer. Esperarei.

            - Obrigado. – Ergueu os dedos para acariciar a face morena, apertando um pouco suas bochechas. Ele parecia ainda mais bonito sem vestir nada.

            - O que devo fazer?

            - Apenas feche os olhos. – Murmurou, e assim que fora obedecido, afastou calmamente as mãos, tirando de Daehyun a sensação de sua presença até notar que realmente estava sozinho no quarto agora.

            O loiro soltou um suspiro, ao que foi até a cama e se sentou, pondo as mãos no queixo. Olhou o chão, a cômoda e, por fim, a cama. Soltou mais um suspiro, que logo virou um soluço e um choro anêmico, moroso. Não porque ele havia ido embora, sabia que voltaria. Mas por saber que sentiria saudades. E a saudade dói mais que qualquer outra coisa. Doía naquele momento. Ainda mais ao ver que ele não voltaria amanhã, nem no dia seguinte... Nem no ano seguinte.

            E a saudade? Esta não parava de se reviver no peito que sentia falta, como um calvário sem fim que tornava os dias mais longos. Pior que a dor, é a saudade. A dor é por algo ruim, a falta é por algo que foi bom.

                Então... Doera.


Notas Finais


Capítulo Final.

Haverá um Epílogo.


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