História PRAZER CULPOSO:Luxúria - Capítulo 81


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Capítulo 81 - Cinquenta e Quatro. (Part II)


Enquanto alguns sofriam por desilusões amorosas e outros tentavam em vão consertar os erros, Valentina ia com sua vida academia "muito bem, obrigada" e não só a vida acadêmica era o motivo de sua felicidade, Victor Virella era seu  outro grande motivo para que a ex-loura esbanjasse doçura, isso sempre acontecia quando o sorriso meigo e inocente do rapaz juntamente com os olhos que mesmo abertos parecia estar fechados. Victor fugia do padrão de caras que Nina tinha se envolvido e sua aura calma, dócil e avoado dava a sensação de borboletas no estômago da garota.

-- Valentina querida eu acho que esta na hora de voltar para o Planeta Terra. – Charlotte zombou. – É serio você fica nesse devaneio estranho. – Charlotte a encarou curiosa. – É o cabeludo?

-- Me deixa White! – Valentina disse fingindo irritação. – Porque ao invés de ficar me irritando não procura o seu Sugar Daddy e professor nas horas vagas? Sabe, se tivéssemos nos conhecido há cerca de um ano atrás eu apoiaria total você e o casinho com o Profº Oliver e ao mesmo tempo o seu lance com o Pedrinho. -- Nina riu. -- Acredite as vezes eu sou pior do que se possa imaginar.

-- Ai amiga! – Charlotte disse manhosa. – Não me julga... é que sei la, eu não consigo ficar sozinha sabe? Eu preciso estar com alguém, eu preciso nem que seja duas vezes por semana fazer sexo. – Charlie olhou as próprias unhas. – E eu amei aquele seu amigo que trabalha na padaria. — Charlotte confessou. — Ryan e eu estamos trocando mensagens e acho que vai rolar.

-- Nem pensar  Charlotte! – Valentina a olhou brava. – O Ryan é um amorzinho de pessoa e eu não vou permitir que brinque com ele. – Valentina disse seria. — Já não basta o Pedro ser enganado enquanto você vive transando com o Oliver? E não me olha assim, pois não estou julgando sua postura só comentando mesmo que essas coisas não são legais. — Nina olhava seria para a melhor amiga de universidade. — Já se colocou no lugar deles por um momento? Provavelmente não né? Pois deveria.

-- Qual é a sua afinal? – White questionou curiosa. – O cabeludo entupido de tatuagens não é o motivo dos seus suspiros? – Charlie ofereceu a ela um chiclete. – Tipo assim, você e o Ryan já tiveram um lance? E eu sei Nina... eu sei que isso não e certo, mas é que o Pedro é maravilhoso, entretanto o Oliver fode bem... E o Ryan? aí o melhor sorriso que eu já vi.

Valentina a encarou com um olhar enigmático e em seu pensamento veio como uma avalanche os conselhos maternos, os conselhos de Summer sobre nunca confiar em garotas como Bia e a garota umedeceu os lábios e soltou: -- Sim Charlotte! Ryan e eu tivemos um namoro que não terminou bem, pois naquela época eu era uma idiota, mas hoje somos muito amigos e não admito que nenhuma garota o machuque. -- Nina fez um coque simples nos cabelos e continuou: -- Eu me arrependo de ter sido uma vadia com ele.

-- Espera. – Charlotte disse confusa. – Então, ainda nutre algo pelo padeiro? E onde o Victor entra nessa historia? Cara vocês vivem trocando olhares, flertam desde o primeiro dia de aula e no fim das contas não sai desse chove-não-molha... O que exatamente falta para que fiquem de uma vez? – White dizia animada. – Sabe que as garotas arrastam um caminhão por ele né? Olha... eu sei que pareço fútil, mas eu gosto muito de tu ainda que a gente tenha se conhecido a pouco tempo. – White falava serio. – Eu sei que não quer me falar quais são os motivos para essa insegurança e eu respeito isso, porém o dia que confiar mais em mim e estiver segura de si é só me procurar e eu estarei pronta para ouvir seu desabafo.

X

FLASHBACK ON:

Era aula de Introdução ao estudo da Criminologia e por algum motivo não especificado a ex-loura não conseguia manter a concentração no que o professor dizia. Talvez fosse o fato de que Valentina estava chocada com o sex appeal que tanto o professor Oliver Braun quanto o rapaz que estava sentado atrás de si detinha? Porra! Tudo o que a filha caçula dos Archibald não precisava no momento era de distrações. Afinal, já não bastava o fato de que seus pais não aceitavam a decisão dela de largar o sonho infantil de tornar-se uma renomada estilista para se tornar criminóloga.

Perdida entre a forte atração que o rapaz ao seu lado lhe causara a garota de cabelos tingidos de chocolate respirou fundo e começou a digitar frases aleatórias em seu Macbook fingindo prestar atenção naquela aula introdutória que soava chata e boa apenas para dormir.

O pingüim já chegou, devo chamar o Batman? – Valentina digitou essa frase sem pé e nem cabeça apenas para tentar não se distrair, mas seu plano foi por água abaixo quando o rapaz desconhecido indagou:

-- Não seria chamar o Coringa? – Falou o moreno de voz aveludada. – Ou você prefere agir como a Arlequina e sua emancipação fantabulosa?

A garota se virou o medindo de cima a baixo, ele era tão atraente que Valentina podia jurar que sua intimidade estava pulsando como há um bom tempo não pulsava. Havia algo naquele rapaz que a entorpecia, a deixava em um grande devaneio e a levava até a luxuria e o prazer mais pecaminoso existente.

Sua mente entrou em total devaneio e a garota se jogou de cabeça naquele sonho erótico onde o rapaz desconhecido arrancava sua roupa e lhe dizia as coisas mais sujas e sexies que ela já ouvirá em toda vida. Valentina sorria igual uma bobona imaginando tocar aqueles cabelos enrolados e perfeitos, beijar aqueles lábios com teor inocente e sentir aqueles olhando seu corpo todo nu, enquanto ela ficaria admirando todas aquelas tatuagens e alisaria o peitoral malhado dele.

FLASHBACK OFF:

Nina relembrava aquele primeiro dia de aula sempre que se pegava pensando em Victor e se de fato deveria sair da friendzone. Os efeitos colaterais de Connor ainda davam sinais de tortura, ela que um dia foi tão confiante agora detinha de uma insegurança inacreditável e nem ela mesma sabia explicar porque era tão complicado se abrir novamente para um relacionamento mesmo sabendo que Victor e ela tinham tudo a ver ou pelo menos devido a paixão platônica era isso que a guria acreditava. Não o bastante também temia que seus pais não aceitasse aquele relacionamento e por quê ela temia? Sem duvidas que era pelo fato de Victor não se encaixar no padrão de garotinho de pele clara, bem trajado e de família rica, ou seja, ele não se encaixava nos moldes pressupostos do cara ideal que uma família como a dela impunha.

Em sua mente os conselhos tanto de Charlotte quando de Pandora martelavam sua mente, mas como de costume Valentina ainda se sentia insegura para dar o próximo passo, mas tinha que arriscar, pois entre arriscar e se arrepender a primeira opção na concepção da garota é e a mais respeitosa. Seu celular sinalizou uma mensagem de Ryan e a garota deu um sorriso espontâneo, pois a melhora de dona Marina era como se parte dela estivesse revivido também.

Finalmente decidida do que fazer Valentina se levantou parecendo uma avalanche e deixando de lado os pensamentos torturantes resolveu arriscar em busca de felicidade, pois não era justo se fechar para o amor e novos relacionamentos devido a mágoa do passado e quando se fala em magoa do passado basicamente era falar sobre Enzo, Connor, Ryan e tudo isso, toda negatividade tinham de ficar enterrados no passado e a única coisa que ela deveria se preocupar é com o presente e quem sabe ao lado de Victor cultivar bons planos para o futuro. 

X

A vida é curta demais pra ficar pensando

Se eu quero e você quer, por quê perder mais tempo?
Se tem sentimento, por quê cê tá complicando?
Esse é nosso momento

Era de madrugada quando o garoto ouviu batidas na porta de seu quarto e se levantou rapidamente colocando uma bermuda qualquer e o rapaz não conseguia esconder o receio, pois até onde se lembrava não tinha combinado com ninguém para naquele momento estar recebendo visitas noturnas.  Victor abriu a porta do quarto no Campus da Columbia e viu um serzinho miudo apenas de pijamas e os cabelos soltos: Valentina. 

 

Porra, tá tão complicado, quero ficar do seu lado

Shimbalaiê tipo Gadú, não quero ser o seu gado

O final de semana na cama, mas não de cama

Contigo é mó drama, tão calmo, bem Dalai Lama

-- Aconteceu alguma coisa Pônei? -- Victor perguntou abrindo um sorrisinho mesmo estando sonolento. Observou a garota e ela estava linda com os cabelos meio bagunçados e apenas de pijamas e pantufas, tentou perguntar novamente algo, entretanto fora golpeado, calado com o beijo que a garota lhe deu sem mais nem menos. 

Acho que eu te quero, cansei dessa briga

Baby, não te espero, baby, não me siga

Gosto de você, por que tem que ser

Chato assim, bebê? Já sei que não vai dizer

Diga


Victor afundou sua língua ainda mais sobre a língua da garota e sequer se importaram de estarem aos beijos quentes no meio do corredor e Valentina sentia sua intimidade pulsando e lá estava a garota de antes e pelo menos por alguns momentos ela se sentia livre, não tinha insegurança ou medo. 

-- Me leva para o quarto. -- Ela disse sussurrando no ouvido dele. -- Eu acho que perdemos tempo demais, então vamos aproveitar o agora. 

-- Com certeza. -- Ele disse com a voz rouca e carregada de malícia. 

O seu corpo no meu corpo, nosso corpo vira

Tudo que a gente nunca foi só

Rapidamente o rapaz enlaçou as pernas dela entre seu tronco e foram para o quarto e ao deita-la na cama disse: -- Finalmente me levando a serio Pônei?

Eu e você tem tudo a ver

Eu e você tem tudo a ver

-- Você sempre teve minha atenção. -- Valentina confessou. -- Eu so não estava pronta para dar o primeiro passo, pois passei por muita coisa, mas isso não interessa, não agora. 

X

— Isso e seu! — Max disse entregando um envelope para Lanai que ficou sem entender. — Perrie pediu para que eu lhe entregasse.

A loura pegou o envelope e sentia um misto de euforia com medo.  O frio na barriga havia se instalado por todo seu corpo quando viu que se tratava da carta que mudaria sua vida, seu maior sonho que em meio a tantas dores havia sido completamente esquecido.

— E então? — Max perguntou ansioso e ele também sabia do que se tratava, mas queria que a garota lhe contasse.

Lanai abriu o envelope completamente trêmula, logo ao desdobrar o papel engoliu em seco ao ler o nome da universidade que tanto almejava e com os seguintes dizeres:

Institut Français de la Mode

Querida Lanai, 

E com imensa euforia que o instituto Francês de moda comunica que a partir de agora a senhorita  faz parte da nossa instituição. E sendo assim nos, do Instituto Francês de Moda queremos dar- lhe as boas vinhas para a nossa universidade e desde já convidados a senhorita para as primeiras aulas que se iniciará em daqui dez dias.

Lanai sentiu os olhos pesarem de emoção e não se conteve, porém era de felicidade.  A garota de repente jogou-se nos braços de Max dando-lhe um abraço forte e entes os soluços fortes disse: — Eu fui aceita na universidade que eu sempre quis. — Lanai disse tremendo.

— Parabéns. — Max disse ainda abraçado com ela. — Você é uma garota muito inteligente e talentosa, sabia que iria conseguir, afinal seus desenhos são incríveis e sua visão sobre moda e sensacional.  Definitivamente eu a vejo como a sucessora de Anna Wintour com a Donatella Versace e uma grande pedra no sapato de Brianna Waldorf.

— Obrigada. — Lanai disse olhando profundamente nos olhos e descendo para analisar os lábios carnudos do coroa.

De repente a garota colou seus lábios nos dele, um beijo quente e excitante e quando a loura percebeu Max já tinha a colocado na cama e arrancava seu sutiã.

X

UM MÊS DEPOIS.

Lanai estava de malas prontas sentada em um dos bancos do luxuoso aeroporto de Nova Iorque e dentro de uma hora embarcaria rumo à Europa e ela estava com o coração em euforia, entretanto essa euforia em viajar para França não era tanto sobre a universidade e sim pela chance de recomeço e novos ares.  Ela sabia que uma grande mudança dentro de si tinha acontecido e mais do que nunca se sentia deslocada e esse sentimento de não se encaixar era tanto que nem se deu ao trabalho de pedir para que Valentina a acompanhasse até o aeroporto e lhe desse o abraço de despedida, por que na real quanto menos drama Lanai pudesse evitar era melhor para ela.  As únicas pessoas que L fez questão que a acompanhasse foi Davi, Miguel e Max, porém naquele momento estava sozinha por que os três haviam ido tomar um café há cerca de quarenta minutos e até agora não voltou.

O relógio marcava que faltava cerca de vinte minutos para a garota embarcar e Lanai mordia os lábios ansiosa, enquanto ouvia Dona de Mim da cantora IZA no volume máximo. A loura cantava o refrão quando seu olhos encontraram-se com os Enzo que vinha agitado em sua direção e a garota sabia que aquilo não era bom, nada bom.

— A gente precisa conversar. — Enzo disse se acalmando devido a respiração cansada e ofegante.


Notas Finais


AEEEEEEEEEEEEEEEEEEE Finalmente a Valentina arrumou um boy que é lindo e não é problematico.
Depois de Milshake de Morango vem o "Pônei" E ai quem shippa esse casal?

Sobre a Part III, Enzo meu amor, segura a dor... vai doer sim!


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