História O príncipe da lua - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente, como prometido postei dentro se uma semana.
O que estão achando da história? Me dêem dicas e críticas, é realmente importante para mim.
Obrigada, Beijos e boa leitura

Capítulo 4 - Ocean


**************Johnny*************

Eu estava em uma boate, e alguém apertou minha bunda.

Sábado à noite, Thomas, Hannah e Lucas me trouxeram para a casa noturna, duas horas depois eu estava bêbado e perdido, completamente alheio a localização de meus amigos.

Decidi ir ao banheiro e depois procurar por um rosto conhecido, tive o bom senso de recusar duas garotas no caminho, estou bêbado mas continuo gay. E depois da segunda garota ele pegou meu braço.

Alto, ruivo e bonito, não perguntou nome e não cumprimentou, apenas me puxou para um beijo. Os céus sabem o quanto eu precisava daquilo.

Perdi até o rumo do banheiro e esqueci os rostos amigos, estava o beijando e dançando com ele, o resto pouco ligava. Era a minha primeira vez em uma boate, primeira vez beijando um desconhecido e primeira vez dançando em "público".

Ele sorriu para mim:

_Prazer, Morgan, e você?

_Cala a boca - e mordi seu lábio

Morgan soltou uma gargalhada sonora e me virou de costas para ele e chupou meu pescoço, me encostei nele e mexi o corpo como assisti as garotas fazendo, rebolando e o provocando. Ele apertou minha bunda e eu arfei, provavelmente tinha o pescoço roxo, continuei dançando o mais sensual que consegui.

_J-Jo-Johnny? - a irritante voz conhecida me congelou.

Thomas, sempre Thomas. O copo que tinha na mão caiu, sua boca estava aberta, e ele parecia surtar, lembrei que ele desconhecia minha orientação sexual. Morgan tirou as mãos da minha cintura.

_Seu aproveitador! Deixa meu amigo em paz - a expressão confusa trocou de lugar com uma raivosa e ele me pegou pelo pulso e me arrastou por entre a multidão, as minhas pernas de bêbado lutavam para o acompanhar sem cair.

_Onde estamos indo? - perguntei quando cruzamos a saída

_Casa, viu o seu estado?

_E os gêmeos? - eu não queria ir, quis voltar e ficar com o ruivo de lábios fortes.

_Eles se viram - respondeu, a mão como aço presa em meu pulso.

***************Thomas**************

_Entra no carro

_Não! Você vai me matar!

_Eu não bebi! Quantas vezes terei de repetir?

Ele parou para refletir, forcei sua entrada no banco do carona e o prendi com o cinto.

Johnny encostou o rosto no vidro da janela, emburrado. Suspirei pesadamente.

_O que fazia com aquele homem? - perguntei.

_Você viu, não precisa perguntar

Desisti de falar com ele, o loiro era irônico até sóbrio, bêbado e emburrado era um poço de ignorância. Estacionei na minha garagem, ele se soltou e saiu do carro em direção ao portão.

Corri até ele e o segurei pelos ombros.

_Você não vai para casa hoje

_Por que?

Nem eu sabia o motivo, mas o encaminhei para a porta de casa e inventei uma desculpa.

_Se você passar mal, é bom ter alguém para segurar o cabelo.

Arrastei ele para o meu quarto e fechei a porta, Johnny me encarava com os braços cruzado, o cabelo caindo pelo rosto.

_O que é isso? Eu estava me divertindo e você me sequestra e tranca em casa! Por acaso sou algum tipo de criança?

_Eu conheço Morgan, ele se aproveitou de você, está tão bêbado que por sorte não vai lembrar que beijou um garoto - respondi.

Ele me olhou incrédulo e bateu as mãos nas pernas.

_Quer saber? EU SOU GAY! Pronto, vai deixar de falar comigo?

A confissão foi um choque para mim e ele tinha lágrimas aos olhos, se sentou na cama e chorou. Corri até ele e o abracei tentando o consolar.

_O que foi? Calma, não chora, não tem nada de errado nisso, eu só não sabia

Ficamos assim até ele se acalmar, nunca imaginei que o veria chorar, irônico e forte sempre foi o jeito dele mas agora ele chorava em meu ombro enquanto eu afagava os cabelos macios.

***************Johnny***************

Thomas foi o primeiro pra quem eu contei ser gay.

Chorei por não conseguir mais guardar segredo, por imaginar a decepção no rosto de meus pais, por nunca poder sair do armário em meu reino, chorei por ser inadmissível o príncipe herdeiro se apaixonar por garotos.

Quando eu consegui me acalmar não suportei o olhar nos olhos, quis ir para casa e me enterrar na cama, quis mudar de cidade e deixar o meu melhor amigo se esquecer do lixo que sou. Thomas porém, segurou meu rosto e me forçou a olhar para ele.

_Não tem problema nenhum em ser quem você é, você não vai deixar de ser meu amigo, não te aturei por seis meses pra você deixar de me olhar por causa disso

_Sério? - funguei.

_Claro

Depois daquilo tudo ficou mais leve, ele me aceitava, meu coração estava feliz com isso.

Precisei de ajuda para ir tomar banho, Thomas teve que me despir até me deixar se cueca, me emprestou um pijama e até me arrumou um colchão para dormir. Fiquei esperando ele sair do banho enquanto mexia no celular, mas algo começou a bater insistentemente na janela e eu me levantei pra olhar. Quase caí para trás quando vi Jello, o informante real dando soquinhos na janela. Olhei para os lados em busca de Thom e o deixei entrar.

_Vossa alteza, gostaria de te informar a respeito de sua própria segurança - ele se ajoelhou diante de mim, ainda no beiral da janela.

Jello era um duende, devia ter uns 50 centímetros de altura, verde de cabelos desgrenhados e nariz pontudo, ele servira ao meu pai e ao pai dele e em breve serviria a mim.

_O que tem minha segurança? O que aconteceu?

_Seu tio caiu, os traidores tomaram o trono, Elyra está sob as mãos do inimigo

_Como isso aconteceu? Meu tio está vivo? Meus primos?

Depois da morte de meu pai eu seria o rei de Elyra, mas tive que esperar atingir a maioridade para as fadas, ou seja 21 anos. Meu tio assumiu no meu lugar e eu deveria receber a coroa dentro de cinco anos.

Jello baixou a cabeça.

_Conseguimos salvar as crianças, alteza

Meu coração pesou, minha família estava destruída.

_O que fazemos agora?

_Sugiro que pegue o pequeno príncipe e siga para o norte, há um prêmio para quem entregar sua cabeça, no norte ao menos possuímos abrigos seguros

A fechadura do banheiro fez barulho, Jello fez uma reverência e saiu apressadamente. Thomas estava atrás de mim com a toalha na mão é a boca entreaberta. Eu quase estava me sentindo sóbrio.

_Aquilo era um duende?

_O que? Não existem duendes

_Eu vi, não mente pra mim

_Tem certeza que não bebeu?

Ele se aproximou, segurou meus pulsos e me olhou nos olhos.

_Eu sei que você está me escondendo, sei que você não é normal, eu vi o garotinho que vive com você, vocês são fadas, ouvi falar em Elyra

Suspirei, não havia como esconder, baixei os olhos.

_Como sabe de tudo isso? Como sabe das fadas e de Elyra?

_Mellysander Rain, a sereia que sonhou em ser princesa, conhece?

_É um conto pra crianças - respondi sem entender.

Ele me fez olhar nos olhos dele, azuis profundos e calmos.

_Então eu sou pai da filha de uma lenda, Amelie é filha de Mellysander, e eu dormi com uma sereia



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