História Prazer, Matthew Jones. - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Adolescentes, Colégio, Drama, Drogas, Escola, High School, Romance
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Palavras 923
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Qualquer erro me desculpe. E desculpe esses longos espaços e parágrafos enormes, no app que uso fica normal, mas quando passo para cá, dá essa leve bugada. Sorry.

Capítulo 6 - Só um segundo


WHAT A FUCK!!!

-JAMES!! - Vi ele sangrando no meio do mato- ACORDA JAMES, ANDA CARA! - Gritei.

Peguei ele no colo e saí correndo gritando por ajuda. Uma mulher parou o carro e nos levou até o hospital. Ele foi atendido às pressas. Hemorragia. Começo de Overdose. Risco de Vida.

Foram as palavras ditas para mim. Eu estava explodindo como nunca. Minha cabeça estava a milhão, eu não sabia como reagir. Eu quero gritar. Eu quero bater. Eu quero chorar. Eu quero... Eu quero vingança.

Clara chega no hospital e passa a noite lá, então eu vou embora para casa.

- Oi, como está seu amigo? - Perguntou minha mãe.

Eu não respondi, apenas subi as escadas e fui para o meu quarto, deitei em minha cama, e me segurei para não gritar. Eu quero explodir. Eu vou achar quem fez isso.

Alguns dias se passam e eu sempre ao lado de James. Já não sei quanto tempo não durmo. A cada dia que passa minhas esperanças desaparecem, junto com o vento. Eu sempre leio livro para ele.

"E então encontramos o caminho para casa, são apenas sonhos, é hora de acordar. É hora de mostrar para que viemos".

Sinto que ele pode ouvir tudo. Eu que não sou de falar muito, sempre converso com ele, relembro momentos e às vezes dou risadas sozinho.

- Oi Matt, desculpa a demora, já são 00:00, deve estar cansado, pode ir. - Disse Clara.

- Venho amanhã depois da aula, me espere, James. - Falei.

Dias, semanas, meses se passaram e nada de James acordar. A raiva estava me possuindo a cada dia, eu só pensava em vingança. Então comecei a investigar. Durante horas, dias, semanas, até descobrir quem foi. Vou esperar o tempo necessário para dar um susto em quem fez aquilo com ele.

E mais um dia eu voltava do hospital sem boas notícias. Eu chego em casa, tranco a porta, deito em minha cama, coloco o travesseiro no rosto e dou gritos abafados. Eu não sabia o que fazer.

Saio da escola e vou direto para o hospital sem esperança alguma de vê- lo bem. Fazemos a mesma rotina há 3 meses. Quando chego lá tenho uma surpresa: James acordou.

- James???- Falei entusiasmado.

- Oi.- Disse baixo.

- Você acordou meu irmão, estava com tanta saudade de ouvir sua voz. - Falei alegre.

- Eu escutava. - Ele disse.

- Como? - Perguntei surpreso.

- Você desabafando, lendo...- Respondeu.

- Pensei que não pudesse. - Falei.

- Estava em coma, não morto, bobão. - Falou brincando.

- Não vejo a hora de você sair daqui. - Falei.

- Mas eu não quero.- Disse ele.

- Como? - Perguntei surpreso.

- Eles vão me pegar, Matt. - Respondeu.

- Não, ninguém nunca mais vai encostar nenhum dedo em você ta legal. - Falei sério.

- Aquela vadia, ela armou pra mim. Foi o Max, Matt. - Ele disse.

- Eu sei. Vingança é um prato que se come frio, e é degustado com muita calma. - Falei.

- Você é demais. - Disse ele.

- Eu sei que sou.- Falei me exibindo.

- Mas eu não quero que se vingue, por favor Matt. - Falou triste.

- Como? - Perguntei incrédulo.

- Eu quase matei o Max aquela vez. - Falou triste.

- Isso não vem ao caso agora, neste momento. - Falei.

- Só não procure briga, beleza? Eu te imploro. - Disse seriamente.

- Prometo que não vou. Mas eu também prometo que ninguém mais te machucará. - Falei.

- Cara, eu te amo. - Disse ele.

- Que viadagem, para com isso. - Falei rindo.

Ele se manteve sério.

- E- eu... Também amo você. Mas chega, isso ta muito gay, não que seja ruim, mas eu não sou de falar essas coisas. - Falei sem graça.

- Que nunca seja tarde para demonstrar... - Falou.

- Ta louco? Que idéia errada é essa? Se está pensando que irá morrer, pode parando beleza? Vamos zoar muito ainda. - Falei.

- Não te falaram? Meu coração foi atingido por facadas. Eu preciso de um transplante, e não há ninguém compatível. - Ele falou calmamente.

- Para cara, você não vai morrer, caralho! TA ME ENTENDENDO? - Falei desesperado.

Eu não sou de falar palavrão, mas dessa vez eu tive que dizer. Logo depois disso saí do quarto. Liguei para Clara vir e fui embora.

Cheguei em casa, me tranquei no quarto e mais do que nunca, gritei. Ele é muito importante para mim. Por que isso ta acontecendo? Eu não quero perder mais ninguém.

Eu to com tanta raiva, eu quero matar quem fez aquilo com ele, mas eu prometi... Droga! DROGA! Alguém me ajuda. Droga, droga, droga! Que merda, merda! Eu fiquei com tanta raiva que acabei quebrando algumas coisas que tinham no meu quarto. Logo depois eu acabei dormindo.

~~ Celular tocando ~~

Amber estava me ligando, mas eu não estava afim de falar com ninguém. Mas mesmo assim atendi.

- Fala. - Eu disse.

- Estou na frente da sua casa, venha até aqui por favor. - Ela falou triste.

Desci até lá, ela me recebeu com um abraço.

- Você sabia que eu te amo?! - Disse ela.

- Agora não é hora Amber, por favor. - Falei.

- Estava com saudades, só diga que me ama, por favor. - Falou.

- Para com isso Amber. - Falei com raiva.

Ela me puxou e me deu um longo beijo.

- Amanhã terá boas notícias. - Falou sorrindo.

Ela se virou e estava indo embora.

- Amber! - Gritei.

Ela se vira.

- Amo você, se cuida. - Falei.

Comi um pouco e fui dormir, espero que tudo se resolva... Só um segundo, só mais um segundo... Eu vou...


Notas Finais


Espero que tenham gostado, o próximo capítulo sai a noite. :)


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