História Pre-Destined - (2 Temporada) - Imagine : Jimin - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook
Tags Bts, J-hope, Jimin, Jungkook
Visualizações 242
Palavras 2.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capitulo 2


Lágrimas começam a salpicar meus olhos, meu coração bate em um ritmo impossivelmente rápido e meu peito incha de alegria.

- O que? - Sussurro em um fio de voz, querendo confirmar o que me foi dito, antes de encher-me de esperanças.

- Parabéns mamãe, está com sete semanas. - O médico, que agora consigo ler em seu jaleco, chamado Dr.Kim diz e ainda não consigo acreditar.

Suspiro aliviada sem poder conter a felicidade em mim, puxo Jimin para perto, mesmo que esteja fraca, abraço-o o mais forte que posso, o que no momento não significa muito, mas sinto seus braços imitarem meu gesto e relaxo de imediato, depois de tudo, estou em seus braços, de onde nunca deveria ter saído.

- Rum rum. - O médico faz um barulho com a garganta lembrando-nos lembrar não estamos sozinhos. - Respeito o momento de felicidade de vocês, é realmente um milagre divino e uma maravilha do criador essa criança estar entre nós, mas preciso ter uma conversa com a Dra.(S/n). - Diz olhando para mim, o sorriso iluminado de Jimin é rapidamente substituído por uma carranca, o franzido formado entre o vão de suas sobrancelhas avisa-me que não gosta nada da ideia.

- Tudo o que houver a ser dito à minha mulher pode ser dito em minha presença, não deixarei sozinha nem por um segundo se é o que está pensando doutor, pode esquecer. - Jimin diz, proferindo cada palavra lenta e friamente, em um tom de voz que não permite contestações de qualquer natureza.

Aceno em concordância, em um pedido silencioso para que o médico prossiga, o mesmo suspira audívelmente e prossegue.

- Bom, já que não há alternativa. - Caminha até uma cadeira posicionada do lado oposto à maca onde encontro-me e arrasta-a para perto.- Sugiro que sente-se Sr.Park.

Park em toda sua teimosia e aura controladora continua de pé ao meu lado, segurando minha mão.

- Tudo bem, como desejar. - O médico diz derrotado, assim que percebe que Jimin continuará na mesma posição.

- Não é de praxe que venha incomodar minhas pacientes, ainda mais no estado em que (S/n) encontra-se, mas eu preciso saber. - Encaro-o e espero que prossiga. - Não é normal que uma paciente chegue aqui grávida, e com o corpo tão cheio de hematomas, que torna-se impossível contar a quantidade!

Posso sentir a postura de Jimin endurecer ao meu lado, e sua mão reflexivamente apertando a minha, dói um pouco, mas não reclamo.

- Aonde quer chegar? - Jimin pergunta direto ao ponto.

- O ponto em que quero chegar, é que, se não houver uma explicação plausível para o que ocorreu à ela, e o oque ocorreu para que esteja neste estado, serei obrigado a fazer um relatório e chamar a polícia imediatamente.

Viro a cabeça como posso e vejo Jimin matando o médico a minha frente com os olhos.

- Por acaso está sugerindo que fui eu quem fiz isto a minha mulher?! - Pergunta exasperado e sua mandíbula trava em um claro aviso sobre seu temperamento.

O médico levanta-se, ergue o queixo e confronta Jiminnie, mesmo com os muitos centímetros de vantagem de Jimin caso fosse o caso de uma briga admiro sua coragem.

- Acho que me fiz bem claro, e com o temperamento que acaba de demonstrar não duvido nada.

Jimin fecha os olhos, com certeza tentando controlar-se e alguns segundos abre-os, um pouco menos explosivo, mas raiva permanece. Aperto fracamente sua mão, ainda segurando a minha, fazendo-o olhar em minha direção.

- Não, amor. Ele está fazendo apenas seu trabalho, sei que soa absurdo à nossos ouvidos, mas ele não tem culpa. - Digo, minha voz rouca e um pouco sonolenta. - Deixe-me conversar com ele.

- Mas... - Jimin começa a contestar, mas corto-o.

- Por favor amor.

Assente levemente derrotado, abaixa-se deixando um beijo casto em minha têmpora e caminha até a porta.

- Cinco minutos, e estarei grudado à porta, qualquer coisa, grite. - Diz alcançando a maçaneta e deixando-nos à sós.

Assim que o baque da porta ressoa pelo ambiente, o médico começa a falar:

- Olha... - Assinto, mas interrompo-o.

- Não precisa dizer mais nada, como já pude notar, sabes que sou médica também, Jimin não compreende sua posição, pois para nós é impossível que machuquemos um ao outro, de qualquer maneira que seja, principalmente a física.

- Mas... - ele tenta dizer, um vinco formando-se no meio das sobrancelhas como se não compreendesse o que digo.

- Não, deixe-me terminar. - Peço, para logo em seguida tomar uma longa respiração, preciso acabar com isto antes que o cansaço leve a melhor. - Jimin e eu nos amamos, muito. E não, não foi ele quem me fez isso, como o senhor pensa, foram... - Travo no meio da frase, não sabendo se posso revelar a verdade, opto por ser o mais vaga possível. - Outras pessoas, mas posso lhe afirmar com toda a certeza e meu coração, que Jimin nunca me faria absolutamente nenhum mal. - Digo com firmeza e convicção em minhas palavras, mas vejo em seu rosto que ainda há resquícios de dúvida.

- Se estiver se sentindo pressionada de alguma maneira pela presença dele do lado de fora, pisque um dos olhos.

Bufo irritada e fecho os olhos.

- Pela última vez, Jimin não me fez nada! E se tivesse feito eu com toda a certeza prestaria queixa. - Solto um gemido de dor por conta dos ferimentos pelo corpo, mas meu tom enérgico não deixa margem para dúvidas e o médico assente compreendendo que o assunto deu-se por encerrado. - Ótimo, agora que conseguiu compreender, como sabe que sou médica?

- Ah, isso. Todos sabem, alguns meses atrás quando salvou Jimin do acidente que sofrera, saiu em todas as manchetes e reconheci-a assim que chegou.

Balanço a cabeça em confirmação.

- E o... O bebê, ele está bem? - Pergunto, e dessa vez felicidade irradia por minhas cordas vocais, ele sorri e pega um envelope branco entregando-me.

- Veja você mesma.

Abro o envelope ansiosa e retiro o conteúdo de dentro com pressa.

- Peça para que Jimin entre por favor. - Peço-lhe sem ao menos olha-lo, minha atenção está toda nos borrões à minha frente.

Escuto o som da porta se abrindo e passos caminhando para dentro do ambiente.

- Antes que possa deixá-los (S/n), preciso examina-la, não levará mais que cinco minutos.

Assim que expresso minha concordância, vem à mim e examina-me tento a certeza de que não há nada quebrado ou deslocado, confirmando os exames de raio-x.

- Estão doendo?

- Uhum.

- Aonde?

- Em todos os lugares. - Respondo sem pestanejar.

- Irei pedir para a enfermeira injetar o remédio para dor em seu soro e trazer algo para comer.

- Obrigada. - Agradeço e vejo-o abrir a porta deixando o quarto.

Jimin que observava à tudo quieto e atentamente encostado à parede vem em minha direção, abraçando-me com cuidado, e beijando minha testa.

- Eu tive tanto medo meu anjo, tanto medo de perdê-la. - Sussurra ao pé de meu ouvido, sua voz abafada e sôfrega. - Eu te amo mais que minha vida carinho, perdê-la seria minha morte, e agora que sei que são dois... Eu nunca poderia me perdoar.

Ouvir o sofrimento em sua voz dilacera meu coração em pedaços incontáveis, com algum esforço consigo levantar um de meus braços e abraça-lo, fazendo carinho em seu cabelo.

- A única coisa que pensei todo o tempo, foi em você, e como nunca mais veria o amor da minha vida, mas ficava feliz, porque era eu quem estava lá, e não você, quem não suportaria perdê-lo, seria eu. Jimin, eu te amo de sobremaneira, é impossível dimensionar. - Sussurro do mesmo modo que fez comigo, e uma de minhas lágrimas desce sendo sugada por sua camisa. - e agora temos ele.

- Ou ela... - Complementa.

- Sim, ou ela. - Sorrio quando sinto sua mão espalmada em meu ventre - Eu já o amo tanto... - Digo pondo minha mão sobre a sua.

- Anjo, eu... - Jimin começa em um sussurro de voz e para, aparentemente engolindo em seco, então espero pacientemente que prossiga. - Eu não sei se consigo...

- Como? - Minha voz falha.

- Eu já o amo também, muito, mas...E se eu não for um bom pai? E se eu estragar tudo e você nunca mais quiser me ver? Eu não suportaria, eu...

- Shh. - Levanto uma das mãos, mesmo que exija um pouco de esforço, consequentemente causando-me dor, e calo-o com um dedo em seus lábios calando-o de imediato.

Observo sua expressão, em seu olhar há uma alegria que nunca antes presenciei, mas a mesma é ofuscada pela sombra de incerteza e pesar, como se uma luz acendesse em minha mente, lembro-me sobre seu passado, íamos conversar sobre depois do baile, mas... - Amor, bebê, olha pra mim - Peço. - Isso, essa insegurança, tem algo haver com o que tem que me contar sobre seu passado? - Pergunto o mais suavemente possível, seus olhos fecham-se, e a única coisa que consigo perceber é o movimento de sua cabeça afirmando.

- Eu sei que não foi planejado, mas eu tive tanto medo de perder o bebê Jimin, eu já o amo tanto. - Digo com a voz embargada e uma lágrima solitária desliza por minha face, Jimin levanta a cabeça e encara-me, limpando-a com seu polegar. - Eu não fiz de propósito amor, eu juro que não, eu nem sabia.

- Eu nunca cogitei isso (S/n). Sei que não sabia, presenciei sua surpresa e o quão devastada ficou quando achou que tinha perdido nosso filho, não precisa se justificar, eu amo-o tanto quanto você. - Diz olhando em meus olhos e sinto-me mais leve. - Eu preciso te contar, prometi que o faria depois do baile, mas com todo o ocorrido fora impossível. Agora, mais do que tudo no mundo preciso que saiba realmente quem sou, teremos um filho juntos e não posso mais manter esse segredo, não de você, mesmo que isso signifique perdê-la para sempre.

- Você nunca vai me perder, nem a mim, nem ao bebê. - Afirmo convicta, achando suas palavras absurdas.

- Diz isso agora, porque ainda não sabe o ser humano repugnante que sou. - Jimin agora está sentado, e sua cabeça pende para baixo, como se estivesse derrotado. - Antes de lhe contar, preciso apenas reafirmar que meu amor por você é maior que o mundo, e deixaria tudo para tê-la ao meu lado para sempre.

- É recíproco Jimin, e nunca vai mudar, eu seu disso.

Ele assente, toma um longo suspiro e se põe a falar.

- Eu não tenho pais, e isso não é novidade, mas o que não lhe contei, é que minha mãe era uma viciada, e meu pai alcoólatra, por conta das drogas e bebidas, ambos não passavam um dia sequer sóbrios ou minimamente lúcidos, imagine uma criança de apenas sete anos ouvindo durante toda sua curta vida, que era um merdinha inútil, que servia apenas para limpar descargas e banheiros, uma criança sem nenhuma noção de carinho ou amor, paterno ou materno que fosse. - Meu coração aperta, e sinto que essa não é nem a ponta do iceberg. - Mas eu nunca os odiei, eu amava minha mãe, mesmo me dando surras e ofendendo-me, minha avó semp...

Jimin é interrompido quando ouvimos leves batidas na porta, logo a mesma abre-se revelando uma senhora, aparentemente por volta dos cinquenta, talvez sessenta anos. A mesma adentra o cômodo cumprimentando-nos gentilmente.

- Vou injetar em seu soro apenas um remédio para dor e alguns para fazê-la relaxar e descansar. Como irão demorar um pouco a fazer efeito, trouxe algo para que a senhorita coma enquanto espera.

- Não, espe...

Tento detê-la antes que injete o remédio que me fará dormir no soro, mas é tarde demais, suspiro frustrada pela interrupção justamente quando saberia uma parte aparentemente extremamente importante da vida de Jimin.

A mulher volta novamente, com uma bandeja depositando-a na cabeceira ao lado da maca, e ajeitando a mesma para uma posição em que possa comer confortavelmente.

- Confortável assim? - Pergunta sutilmente e afirmo. - Consegue comer sozinha?

- Pode ir, eu cuido para que ela coma tudo. - Jimin diz é a enfermeira sorri para ele agradecendo, logo em seguida some de nossas vistas.

- Você estava dizendo... - Incito-o a continuar, mas o mesmo nega com a cabeça afirmando que é hora de reabastecer minhas forças, principalmente porque agora não sou apenas eu, a contragosto, como tudo o que oferece-me pensando no bebê. Na última colher de sopa já na consigo manter meus olhos abertos, então fecho-os entregando-me à um sono profundo e sem sonhos.


Notas Finais


Até o próximo! ^^


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