História Precipício - (Simbar) - Capítulo 2


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Simón
Tags Âmbar, Lutteo, Revelaçoes, Romance, Simbar, Simon, Sou Luna
Visualizações 216
Palavras 2.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Um capítulo maior! Como prometido.

Obrigada a todos por lerem, sério, não sabem minha felicidade de ter sido bem recebida. Vocês são maravilhosos.

Espero que gostem do capítulo.

E avisando, eu gosto de fazer as coisas na calma, eu gosto de algo lento, de um romance complicado porque eu penso que um casal é lindo quando está junto mas separado e tentando ficar junto É MARAVILHOSO.

TEM EMOÇÃO.

obrigada.

Capítulo 2 - Capítulo Um


— Oi? Precisa de alguma coisa? — Perguntou o moreno ainda com seus cabelos molhados e notando uma loira majestosa em sua frente. Ela devia ter errado de porta.

Ámbar o fitou por segundos. Pensou que se fosse morar ali seu colega de apartamento viraria o dono de seus pensamentos mais maliciosos.

— Um amigo me disse que está procurando um colega de apartamento. — Disse. — Bem, aqui estou eu. — Revelou suas intenções. O jovem franziu o cenho.

— Benício? — Perguntou de cara fechada. Era um dos únicos que conhecia em Buenos Aires e não, digamos, se gostavam.

Ámbar notou isso, mas deixou passar. Assentiu como resposta.

— Poderia colocar uma camisa? — Pediu. Claro que estava gostando da visão, mas não correria o risco de alguém passar pelo corredor e observar aquela cena. Já bastaria os comentários que surgiriam se fosse realmente ficar.

O garoto corou e riu envergonhado. — Claro, desculpe. — Vestiu sua camisa. — Pode entrar.

Os dois entraram no apartamento. Ámbar começou a fitar os móveis e objetos ali espalhados, não estava tudo arrumado, mas já tinha dado para perceber que ele gostava de música. Havia discos usados como enfeites, o que achou de muito bom gosto, uma guitarra e um violão. Ficou curiosa.

— Bem... — O jovem chamou sua atenção. Ámbar o olhou. — Me chamo Simón Álvarez e seria um prazer que ficasse aqui, o aluguel não é caro e as despesas serão pagas por nós dois, há dois quartos e o apartamento como percebeu, não é um luxo, mas dá para viver.

— Não me importo, só preciso de um lugar para ficar. — Disse curta e grossa. Simón ficou surpreso com sua grosseria. — Onde fica meu quarto? — Perguntou. Simón foi até a porta e abriu.

A loira entrou, pegou a chave e quando ia fechar a porta, Álvarez a interrompeu.

— Preciso saber pelo menos seu nome. — Disse com um tom pouco irônico enquanto segurava a porta com um sorrisinho no rosto. A loira já estava ficando agoaniada com todo o seu carisma.

Ámbar pensou rápido.

Se queria uma nova vida, um novo lar, um verdadeiro recomeço, tinha de primeiro se reinventar. Se Simón soubesse seu nome verdadeiro só iria atrapalhar, e não precisava de ninguém se metendo em sua vida.

— Amie Ruiz. — Mentiu. Simón sorriu e soltou a porta que logo foi trancada.

Ele estava um pouco receoso. Não sabia nada sobre a loira do quarto ao lado, só que era amiga de Benício, e isso só piorava as coisas. Uma garota tão bonita como ela estar metida com um idiota daqueles. Estranho.

Mas não podia julgar, não a conhecia... Ainda.

Ámbar, pelo contrário, apenas se preocupava em falar com Benício. Tinha que lhe dizer para não falar dela para Simón nem ao menos seu nome, ia lhe contar o motivo de estar mentindo sem extrapolar na sinceridade.

Em relação ao quarto, não era nem um pouco parecido com o seu antigo, nada seria. Ele era arejado, e azul, como a colcha de cama e a cortina que encantava-a que tinha um azul naval.

Estava escuro e acolhedor para os momentos que estava passando.

Precipício: O girassol perdido.

— Ámbar ainda não retornou senhora Sharon? — Perguntou Rey enquanto notava a mulher tomando seu chá.

— Não. — Respondeu grossa. — Ela vai se arrepender uma hora ou outra. Não vive sem o luxo que lhe dou. — Rey assentiu.

— Então não quer que eu interfira em nada? Sei que ela está magoada ao saber sobre sua adoção. — Comentou.

— De modo algum. Isso é passageiro. Ela se vira sozinha, disso eu tenho certeza, mas ela está sem dinheiro e Ámbar trabalhando? Não me conte piadas nesse horário Rey. — Debochou. — É tudo momentâneo. Mas não se preocupe, se algo acontecer você poderá interferir.

— Certo. Com licença.

Ámbar também pensava na madrinha, no luxo que ela a deu, mas tudo de uma maneira questionativa. Não sabia o porquê de tudo, na verdade, de nada e isso estava corroendo a loira por dentro.

— Pessoas só me dão dor de cabeça. — Disse ríspida pegando seu celular e se levantando da cama que tinha suas coisas jogadas.

Discou para o número de Benício.

Ámbar? — Perguntou pelo telefone.

Não tem meu número salvo? — Debochou. — Preciso falar com você, pessoalmente.

E a distância que você tanto queria? — Ironizou.

Não fique esperançoso, ela ainda vai acontecer, mas meu precioso anonimato deve ser zelado.

Que anonimato Ámbar, todo mundo te conhece. — Benício pensou. Não era burro e nem um pouco lerdo. — Simón! Então quer dizer que você foi morar com ele? — Deu uma gargalhada.

Ele não gosta de você não é Benício?... Bem, acho que ninguém gosta. — Disse.

Nós tivemos desentendimentos no passado, digamos, que eu quis tirar proveito da sua bondade e pelo visto... ela se esgotava.

Ámbar estranhou, Benício não era mesmo flor que se cheirasse. Agora entendia a cara fechada de Simón de hoje cedo.

Hoje a noite venha para a praça perto do apartamento e eu te explico minha situação.

Nós dois...

Ámbar desligou e o cortou. Ele iria falar besteira, já sabia disso.

Saiu de seu quarto horas depois, tinha arrumado tudo, não eram muitas coisas, mas Ámbar nunca dobrou ou teve que limpar suas coisas na vida, era totalmente novo.

Procurou o banheiro, o único do apartamento, entrou e se olhou no espelho. Tinha emagrecido durante esses dias, pensou. Tirou suas roupas e entrou no box, aliviando-se ao sentir a água quente percorrer seu corpo. Era calmo. Tudo que precisava nesse momento.

Mas seu sossego foi tirado de si, não, apenas complementado, quando escutou uma voz doce e o som do violão vindo da sala que era bem de frente. Sabia que Simón tocava, deduziu isso mais cedo, mas não que sua voz fosse tão bonita. Suspirou.

—Conheço essa música de algum lugar... — Disse baixo desligando o chuveiro e saindo do box. Mas logo esqueceu dessa coincidência, teria que passar de toalha pela sala. Arrumou tanto suas roupas que esqueceu de pega-las.

Abriu um pouco a porta e interrompeu Simón que ainda cantava.

— Pode virar por um minuto? Preciso passar e não quero me expor para um estranho. — Disse grossa. Bem, o seu jeito de falar, cheio de superioridade.

— Não sou um estranho, você mora comigo. — Disse olhando-a com um sorriso no rosto. Nada parecia aborrecer ele.

— Apenas por necessidades. — Respondeu. Simón inclinou o rosto. — Vamos, se vire. Não entende que não quero que me veja?

— Entendo sim, mas você é muito prepotente Amie, até parece que vou lhe comer. — Riu. Ámbar o olhou como se não estivesse acreditando. — Não se preocupe, vou fazer melhor do que virar, sairei daqui para você se sentir a vontade. Não seria legal perder um inquilina no primeiro dia.

Simón foi para a cozinha e Ámbar passou em paz para seu quarto.

Se trocou e novamente saiu, sentindo um cheiro maravilhoso vindo da cozinha. Certo, ele canta, toca e cozinha? Benício é um descarado mesmo. Sentiu a fome bater e foi dar um "espiada" sem nenhuma intenção.

— Aí está! — Simón exclamou quando a viu. Ele estava usando um avental ridículo na opinião de Ámbar. — Você não comeu nada desde que chegou loira, já é noite e você chegou bem cedo. — Loira? Ámbar estava escutando bem. Ele se sentia íntimo e um tanto preocupado. — Resolvi fazer algo para você já que é seu primeiro dia, não se acostume. — Riu mexendo uma panela. Ámbar não pôde de deixar de dar um sorriso, mesmo que tivesse sido mínimo.

— Você também cozinha, hum? — Pergunta retórica.

— Eu sei fazer muitas coisas. — Ele a olhou sorrindo.

— Não cansa de sorrir ou rir? — Isso já estava incomodando, mesmo que não fosse de todo mal.

— Mexicanos são sorridentes e alegres, eu não poderia privar o mundo de ver este meu belo sorriso. — Disse com um grande tom de ironia em sua voz. Ámbar o olhou soltando um pequeno riso. — Você sorri? — Perguntou como se fosse algo completamente fora de órbita. Ámbar fez um olhar de desaprovação.

A loira sentou na cadeira do balcão. Estava esperando ser servida.

Simón colocou os pratos e talheres em cima do balcão junto das panelas que ficaram ao lado dos dois. Colocou sua comida.

Ámbar realmente estava esperando ele colocar mas percebeu que isso não iria acontecer. Fez seu prato e experimentou, ganhando seu dia provando a comida apimentada que tinha sua total aprovação.

— Especialidade mexicana. — Simón disse. — Então...Gostou? — Perguntou. Ámbar não iria dizer que estava maravilhosa, claro, estava, mas ela sabia provocar.

— Não está tão ruim. — Disse colocando o garfo em sua boca. Simón a olhou chateado, mas logo este semblante desapareceu. Balançou a cabeça e soltou um riso.

Ele estava realmente impressionado com a capacidade da loira de ser rabugenta e amarga. Mas ela era tão bonita e parecia tão frágil que entendeu por completo a situação.

Era um muro, uma barreira que ela tinha construído para não demonstrar nada. Estava de certa forma, curioso.

— Bem, agora que estou satisfeita vou sair. — Despediu-se.

— Não vai lavar a louça loira? Eu já fiz a comida! — Disse antes da moça sair. Ámbar parou. — Estou brincando, hoje sou eu, amanhã você lava. — Riu e Ámbar deu um sorriso.

— Tchau e... Obrigada. — Disse baixo antes de bater a porta, mas deu para ser ouvido. Simón a achava estranha e tinha uma enorme vontade de saber mais sobre ela.

Benício já esperava por ela sentado no banco da praça. Quando viu alguém se aproximando, era Ámbar.

— Finalmente docinho, pensei que não viria. — Seu tom debochado era nitido.

— O importante é que cheguei. — Disse. — Vamos aos negócios.

— Só tive vontade de vir por isso. E para ver se consigo tirar um casquinha desse sol. — Falou pegando no queixo de Ámbar que cerrou os olhos. Benício estava a tirando do sério.

— Se você não explodir antes. — Respondeu tirando sua mão de si com força. Benício revirou os olhos. — Preciso que sempre que o Simón ou alguém do prédio que você conhece pergunte sobre mim você não fale sobre meu passado ou que sou Ámbar Smith e sim Amie Ruiz.

— Amie Ruiz? Ámbar, o que você está tramando? — Perguntou. Será que sua ex estava ficando louca por causa disso tudo?.

— Não estou tramando nada Benício, faça o que eu pedi. — Disse se levantando do banco que tinha sentado, mas Benício a puxou.

— Negócios são negócios Ámbar. Eu preciso de algo em troca. — Falou se aproximando.

— Não ouse Benício! — Exclamou Ámbar, mas tarde de mais. Benício a puxou para um beijo que, infelizmente pelos pensamentos de Ámbar, foi retribuído por ela.

Não podia negar, namorou com Benício por um ano e ainda sentia algo por ele. Mas o beijo não durou muito, Ámbar o parou.

— Benício, não me faça gritar e o acusar de assediador, eu odiaria fazer isso. — Disse irônica com um sorriso no rosto. — Já lhe paguei pelo visto, agora cumpra o combinado. — Comentou ríspida.

O jovem ali apenas observou ela sair da praça. Sorriu, se ela retribuiu o beijo ainda sentia algo por ele.

— Ámbar, Ámbar... — Sussurrou mordendo o lábio.

Simón estava no apartamento o tempo todo. Lavou a louça como tinha dito e ficou cantando na sala como sempre fazia.

Seu celular tocou. Era Luna. Suspirou pesadamente antes de atender.

Oi Luna, como está a minha amiga preferida? — Fingiu animação.

Estou maravilhosamente bem meu amigo preferido. — A morena riu pelo telefone. Simón ficou aliviado por saber mentir pelo menos dessa vez. — Fiquei me perguntando o porquê de não ter vindo para minha festa hoje a tarde.

Apareceu um colega, na verdade, uma colega para dividir o apartamento e eu tive que aceitar já que estou precisando do dinheiro para mandar para minha avó que está precisando. Tive que apresentá-la tudo e ela é uma tagarela não sabe o quanto! — Mentiu, mentiu e mentiu. Bem, era verdade que estava precisando de dinheiro para sua avó. Estava adoentada no México e seus pais estavam fazendo de tudo.

Ele se sentia uma peso morto se não tentasse ajudar de certa forma.

Hum... E ela gostou de você? — A amiga perguntou.


Pelo que penso, sim.


Notas Finais


Obrigada por ler♥️ Desculpem os erros.

Me digam o que acharam*-*


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