História Precisa-se De Uma Babá - Capítulo 4


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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Grandine, Gray Fullbuster, Juvia Lockser, Kinana, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Wendy Marvell
Tags Fairy Tail, Lucy, Nalu, Natsu
Visualizações 339
Palavras 2.617
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpe a demora e o humor ruim
Até lá embaixo
Boa leitura

Capítulo 4 - Primeiro dia do resto da vida


Será que se eu aparecer agora não estarei atrapalhando? Será que estão em casa? É uma da tarde agora. Constatei olhando a hora no meu celular. Mas não sabia se apertava a campainha ou não. Ele nem ao menos havia me dado um horário para comparecer. Por isso me encontrava a uns dez minutos na frente do apartamento sem saber o que fazer.

Levantei a mão em direção a campainha, mas travei suando frio. Lembrei do olhar daquele homem e me encolhi amedrontada. E se eu der meia volta e nunca mais voltar? Eles não tem meu endereço mesmo, nunca iriam me encontrar e acho que não se dariam ao trabalho de o fazer, pensei. Mas balancei a cabeça para espantar aquela ideia, eu precisava do emprego.

_ Papai, tem uma sombra na porta. - ouvi uma voz de criança atrás da porta e me desesperei por um momento. Apertei a alça da minha bolsa e engoli em seco vendo a porta se abrir e revelar uma menininha na pontas dos pés segurando a maçaneta. - Ah... - ela murmurou e correu dando meia volta.

Segundos depois aquele homem se colocou novamente em minha frente enquanto eu continuava  petrificada no lugar. Ele me comprimentou de uma forma um tanto seca e me pediu para entrar. Com passos robóticos adentrei no apartamento  e depois de fechar a porta ele passou por mim indo em direção a sala com a lareira. Será que é para eu segui-lo? Ou eu fico parada esperando ele voltar? Eu cheguei na hora certa? Será que demorei muito? Ele parece irritado, é por minha causa? Tentei dar um passo à frente, mas logo voltei meu pé para onde estava. Ele se sentou e me observou por alguns segundos antes de bufar.

_ Sente-se aqui, por favor. - ele disse apontando para a poltrona a frente dele e eu me apressei para não o irritar mais do que ele já parecia irritado.

Me sentei devagar novamente sentindo o acolchoado me abraçar e mantive meus olhos baixos evitando encará-lo. Uma mecha de cabelo rosado atrás da poltrona dele me chamou a atenção, a menina então saiu um pouco de trás para me observar, mas quando viu que eu a olhava se escondeu novamente.

_ Lucy, Certo? - me sobressaltei assustada quando ele disse o meu nome. - Certo? - ele repetiu e eu assenti envergonhada. - A Erza me passou sua informações, então sejamos breves. Seus dias trabalhados serão de segunda a sexta com carga horária de oito horas, podendo ser estendidas por mais duas horas que serão contadas como hora extras assim como os finais de semana que ocasionalmente eu irei precisar dos seus serviços. - engoli em seco piscando algumas vezes tentando absorver tudo que ele me dizia. - Receberá seu salário no quinto dia útil do mês que seria 13 dólares por hora, de acordo com isso? - ele perguntou e por um momento senti meus olhos brilharem assentindo rapidamente animada com o salário. - Teria problemas em dormir no trabalho? - eu o olhei confusa. - As vezes viajo a trabalho então precisaria que você passasse a noite aqui. - Explicou e eu assenti novamente. - Você sabe falar? - ele perguntou com cara de entediado e eu arregalei os olhos envergonhada.

Ele se levantou e me pediu para segui-lo, me mostrou a casa e o que eu precisava saber. Me falou dos horários da filha, do que ela comia e de que horas ela teria que ser colocada para dormir.

_ Você sabe cozinhar? - ele perguntou me fazendo sentir um frio na barriga. Sabia o básico da cozinha, apenas o que eu aprendi na internet para poder sobreviver sozinha após o acidente dos meus pais, mas mesmo assim assenti tímida com um sorriso forçado. - Só falta conhecê-la. Keiko. - ele chamou olhando para a mesa de jantar e devagar a menina saiu de trás dela e se juntou a nós se agarrando na perna do pai. - Essa é a Keiko, ela tem 4 anos, mas não é uma das mais brilhantes. Tem problemas de aprendizado e espero que possa ajudá-la em sua lição de casa. - ele disse e eu fiquei horrorizada da forma que ele a apresentou. Será que não pensava que poderia magoar a menina? - E Keiko, essa é Lucy, sua babá. Aparentemente ela não sabe falar, mas espero que não seja surda e que tenha entendido tudo que eu a expliquei.

Abaixei a cabeça imediatamente sentindo meus olhos arderem e minha garganta fechada. Engoli em seco tentando não parecer mais patética do que já estava parecendo e minutos depois eu e ele já estávamos na porta do apartamento. Ele se despediu e eu lhe desejei uma boa tarde quase que sussurrando.

_ Então você sabe falar. - ele disse se encostando no batente da porta. - Espero que da próxima vez que nos vermos eu possa ouvir sua voz. - e então entrou e fechou a porta me deixando sem saber o que fazer a seguir.


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_ Não, ela ainda não apareceu. - eu disse e ouvi minha mãe suspirar do outro lado da linha. - E eu não sou o tipo de pessoa que espera. - desci as escadas e fui em direção a cozinha com o intuito de tomar uma xícara de café.

_ Mas o erro foi seu ao não especificar um horário para a mocinha ir. - ela retrucou e eu ignorei pegando uma xícara no armário. - Não vai mesmo esperá-la?

_ Eu tenho mais o que fazer, Grandinne. - eu respondi despejando o café quente na xícara branca. - Sou alguém ocupado, ela deveria saber. - levei a xícara aos lábios e vi Keiko descer as escadas se segurando no corrimão. - Keiko, peguei suas coisas. Vamos para a casa da sua Avó. - disse afastando o celular do rosto e ela me olhou abrindo um sorriso.

_ BOLO. - ela gritou e saiu correndo pelos cômodos.

_ ... - suspirei balançando a cabeça e voltei o celular ao rosto. - Estaremos aí daqui uns vinte minutos. - eu avisei terminando de tomar o café.

_ Certo, mas depois não diga que eu não avisei. - ela disse e eu bufei.

_ Eu nem queria uma babá para começo de conversa...

_ PAPAI, TEM UMA SOMBRA NA PORTA. - ouvi Keiko gritar e logo depois a vi vir correndo até mim. - Tem uma fada lá. Vem ver... - ela disse me puxando pela calça.

_ Nos vemos em vinte minutos. - eu disse antes de me despedir e desligar a ligação.

Sem resultados Keiko foi para trás de mim e começou a me empurrar. Vi a porta aberta e me dirigi a ela. No meio do caminho a minha filha se desgrudou de mim e saiu correndo novamente e quando cheguei na porta vi a mesma garota do outro dia. Ela teve sorte, se demorasse um pouco mais eu já teria ido embora, pensei.

Ela parecia assustada por alguma razão e permaneceu assim pelo resto da "conversa". Conversa essa que apenas eu falei. Qual será o problema dessa garota? Tem cara de quem tem 15 anos e age como uma criança que acabou de entrar na escolinha. Me pergunto se ela foi uma boa escolha. De qualquer forma se ela não se sair bem nos primeiros dias vou ter que dispensá-la.

A levei até a porta e nos despedimos. Ela sabia falar afinal. E assim que fechei a porta Keiko voltou a correr e gritar pela casa.

_ UMA BABÁ, UMA BABÁ. EU GANHEI UMA BABÁ. - ela gritava e rodava.

_ Sim, mas o que tem de tão bom nisso? - eu perguntei a pegando no colo.

_ Vou ter alguém pra brincar sempre que eu quiser. - ela respondeu se aconchegando em mim.

_ Mas ela não foi contratada para brincar e sim pra ficar de olho na minha pestinha. - eu respondi fazendo cosquinhas nela e logo depois nos jogando no sofá.

_ Mas ela parece legal, então com certeza vai brincar comigo. - disse saindo de cima de mim e se sentando. - Eu gostei dela, porque ela é igual a fada.

_ Fada? - eu perguntei e ela desceu do sofá indo buscar algo. Ela voltou com a pequena mochila dela e tirou de dentro uma boneca que eu tinha lhe dado de aniversário.

_ Aqui. - ela disse subindo novamente no sofá e me mostrando a boneca. - Ela é igualzinha, guazinha, guazinha a fada. - analisei e percebi alguma semelhança. A boneca era loira e tinha olhos castanhos. Não lembrava qual era a cor dos olhos da garota então a única semelhança que achei que tinham era apenas o cabelo e talvez a pele que era lisa, não sei se era maquiagem, mas parecia alva. - Ela não é linda? - Keiko perguntou e eu concordei fazendo ela rir. Ela estava falando da boneca, não estava?


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Eu havia combinado de me encontrar com meus amigos em uma cafeteria depois de ir na casa da Fera, e naquele momento eu não sabia exatamente o que estava sentindo. Meu corpo estava quente e sentia vontade de chorar ou gritar. Assim que cheguei na cafeteria ouvi gritos me indicando onde eles estavam. Juvia gritava o meu nome e acenava de forma exagerada enquanto Gray tentava fazê-la se sentar. Naquele instante eu não estava com vergonha, eu era a vergonha em pessoa. Depressa me dirigi até lá para que ela parasse logo com aquilo. Me sentei e suspirei aliviada vendo ela se sentar e todos me encararem com um sorriso aberto.

_ Como foi? - Gray foi o primeiro a perguntar e eu desabei na mesa.

_ Foi um desastre. Uma verdadeira merda. - eu disse e então tapei minha própria boca fazendo os três rirem.

_ O que aconteceu lá? - Levy perguntou e eu dei um sorriso amarelo.

_ Eu pareci uma retardada. Só consegui abrir a boca quando já estava indo embora. - me lamentei e vi eles se entreolharem.

_ Não pode ter sido tão ruim. - Juvia disse e eu quase ri.

_ Ele achou que eu era muda. - eu falei e eles seguraram a risada.

Ficamos um tempo conversando sobre o acontecido e pedimos algo para comer. O lugar tinha um clima agradável, apesar dos pedidos estarem demorando.

_ Ei. - Juvia tentou chamar a atenção de algum garçom ou garçonete. - EU TO CHAMANDO A MEIA HORA AQUI, SERÁ QUE ALGUÉM PODE ME ATENDER? - ela gritou e em segundos tinha um garçom ao lado da nossa mesa. - Quando é que os nossos pedidos vão chegar? Não tenho tempo pra ficar perdendo, depois daqui eu tenho um compromisso. Será que pode dar uma agilizada lá dentro? - ela disse de cara feia e o garçom saiu apenas soltando um "Ok" trêmulo.

_ Por Deus, Juvia. - Levy se pronunciou colocando a mão na testa. - Poderia ser um pouco mais delicada, não? O garoto vai acabar ficando com medo da gente. - mas a azulada maior apenas deu de ombros. - Depois que o seu lanche vier cuspido não venha reclamar.


~-~-~-Quebra de tempo-~-~-~


Acordei com uma mensagem no celular me informando o endereço em que eu deveria buscar a Keiko. Suspirei e agradeci pela escola ser relativamente perto da minha universidade. Me levantei e me arrumei rapidamente. Tomei um café da manhã rápido e já pegava meus materiais quando ouvi batidas na porta.

Quando abri encontrei uma baixinha azulada sorridente e de ótimo bom humor.

_ O que aconteceu? - eu perguntei e ela alargou o sorriso.

_ Não posso estar feliz por ter companhia para ir a universidade agora? - ela disse e apesar de feliz com a resposta ainda desconfiei.

_ A gente se vê mais tarde, Baixinha. - ouvi a voz grossa do peguete dela virando o corredor.

_ Tá, tá. Tchau, brutamontes. - ela respondeu e eu arqueei a sobrancelha fazendo ela rir e me puxar.

Pegamos o ônibus para ir para a faculdade e no caminho jogamos conversa fora. Era cedo, e a manhã estava fria. Me abracei tentando me aquecer e ri do que Levy havia acabado de me contar. Chegamos ao prédio e nos separamos quando chegamos a minha sala.

_ Me chama no whats na hora do intervalo. - ela disse e eu assenti antes de respirar fundo e entrar na minha nova sala.

Ainda estava relativamente vazia. Rapidamente subi as escadas e me sentei no meu lugar. Eu tentaria ser invisível como sempre fui.


~-~-~-Quebra de tempo-~-~-~


Olhei no relógio e me desesperei, se eu não saísse naquele momento eu chegaria atrasada. Peguei meus materiais e soquei na minha mochila. Atrapalhada sai da sala e corri pelos corredores. Não iria esperar a Levy. Peguei o celular para olhar as horas novamente.

12:34.

Quando olhei novamente para a frente fui barrada por algumas garotas. Ou seria mulheres? Ainda não havia me acostumado a isso e parece que eu não era a única.

_ Você deve ser a garota nova. - uma de cabelos negros falou me rodeando. - Até que é bonitinha, mas tããão sem graça. - disse e as outras riram. - Esse seu cabelo parece mais uma palha. - disse passando a mão nele. - Que foi? Não vai falar nada? - olhei a hora novamente. Só pode ser brincadeira. Tentei passar por elas, mas elas não permitiram. - Opa, opa. Onde vai? Nem nos deixou nos apresentar direito. - ela disse rindo segurando o meu braço. - Somos da mesma sala, querida. Apesar que hoje preferi matar aula depois do intervalo. - e as outras concordaram. - Mas tenho certeza que vamos nos dar bem, não é meninas? E você também vai ser legal com a gente, não vai? - ela perguntou olhando fundo nos meus olhos e eu engoli em seco.

_ Pode parar, o tripa seca. - ouvi Levy dizer atrás de mim e eu suspirei aliviada. - Meu Deus, isso é tão colegial. Ainda não se cansaram disso? - ela me puxou fazendo a morena me soltar. - Algumas pessoas amadurecem, outras como vocês não. Mas será que podem ser escrotas em outro lugar? Somos adultas, ou deveríamos ser. Se foca nos seus estudos que você ganha mais, ou vai acabar nem terminando a faculdade e virando atendente do McDonalds. - terminou e me puxou para fora dali. - Meu Deus, Lucy. Isso serve pra você também. Já somos adultas, está na hora de parar de agir como uma adolescente. - suspirou quando chegamos na entrada. - Você não está atrasada? - ela perguntou e eu arregalei os olhos. - Vai logo. - me empurrou e eu me despedi, correndo logo depois.

Depois de minutos correndo cheguei a escola particular Inês flores. Me apoiei nos meus joelhos tentando recuperar o fôlego, levantei a cabeça e olhei em volta procurando uma cabeleira rosada no meio de tantas outras. De repente senti algo puxar minha blusa e quando olhei para baixo vi a Keiko olhando para baixo envergonhada.

_ Você é Lucy Heartfilia? - ouvi uma senhora dizer. - O Sr. Dragneel avisou que você a viria buscar, vou ter que pedir que assine alguns papéis. - ela disse e eu a segui pegando a mão da pequena.

Quando finalmente estávamos saindo da escola olhei de um lado para o outro sem saber por onde ir. Teria algum ponto de ônibus por perto? Suspirei e olhei para baixo me deparando com a menina me observando.

_ Você não tem carro? - ela perguntou e eu neguei sem graça. - Acho que o papai pensou que você tinha. - fiquei pálida na hora.

_ Acho que ele não gostaria de saber que você pegou um ônibus, não é? - eu perguntei e ela me olhou confusa.

_ O que é ônibus? - tive vontade de rir daquela situação.

A filha de um empresário rico andando de ônibus porque a babá não informou que não tinha carro. Eu seria demitida no primeiro dia, com certeza.


Notas Finais


Espero que tenha gostado do capítulo.
O que acharam?
Será que a Lucy vai pegar mesmo o ônibus?
Até o próximo
Bjim da Ai-chan


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