História Precisamos falar sobre garotos - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 8
Palavras 1.416
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Lá vem eu me enchendo de fanfic kkk tava empolgada com esse aqui, tava com tanta ideia pra capítlos futuros e me atrapalhei com o de agora e acabei atrasando hehe

Esse é bem rapidinho, mas tá só no começo mesmo, juro que melhora :)

Boa leitura!

Capítulo 1 - Apartamento 341


Quando me perguntavam o que eu mais queria na minha vida quando eu era criança, eu sempre respondia: “Eu quero ser um cowboy” ou “Quero ser um astronauta quando crescer”, dependia do que eu assistia no dia. Normalmente toda pessoa quer ser alguém na vida, ter uma vida estável, família formada, um negócio de sucesso, dinheiro e etc.

Não querendo dar uma de diferentão, MAS quando eu me tornei um adolescente meu sonho era morar sozinho. “Ah, mas por quê?”, pessoas, vou apresentar-lhes meus pais:

Park Nayeon, minha mãe, pode ser descrita como uma pessoa... Um tanto explosiva. Desconfiada ao ponto de se você entrar na cozinha sem ela saber o que você pretende, ela já chega metendo o dedo na sua cara. Além de ser super protetora, o que me causou várias situações embaraçosas, mas isso é pra outro momento.

Park Jihoo é meu pai, mais ou menos o oposto da minha mãe. Sinceramente, nem sei oque deu nele pra se dar tão bem com ela. A mulher é toda irritada e pode acontecer um incêndio ou uma explosão na nossa cozinha, mas ele tá calmo, ele tá na dele. Gentil, e mal fica bravo com algo, mas não toque nos relógios dele. De modo algum.

Enfim, se tem uma coisa que eles têm em comum é suas incríveis habilidades de me fazerem passar vergonha e seus jeitos controladores. Sério, eu amo muito eles, mas me fizeram andar com gel antibacteriano na mochila desde que eu comecei a estudar. Por toda minha infância e minha adolescência meus pais controlaram cada pedacinho da minha vida, porém agora eu terminei a faculdade e tô livre.

¡Estoy libre, Corea!

− Jimin, talvez seja uma má ideia... Vai que as pessoas lá te tratem mal, ouvi dizer que lá tem muita poluição, pensa nas doenças que vai pegar... – Minha mãe dizia entristecida, atrás de mim enquanto eu colocava minhas malas no táxi.

− Mãe, é outro estado, não outro planeta. – Me virei para ela. – E eu comprei já o apartamento, nem tem como voltar atrás.

Ela bufou como uma criança com um bico enorme nos lábios, cruzou os braços no peito e eu sabia que ela estava prestes a chorar. Era tipo um ritual pré-choro.

− Você nem sabe se cuidar direito.

− Sei sim, tenho 23 anos... – Falei olhando a varanda, percebendo que Jihyun estava lá no batente da porta.

Tinha uma cara mal humorada, até irritada, eu sei que ele vai ficar com saudade – eu também vou ficar desse otário −, ele sabe que nossos pais podem ser sufocantes demais e provavelmente sou a única pessoa com quem ele se abre, então...

Abri os braços pedindo um abraço e ele veio correndo praticamente se jogando em mim, puxei minha mãe para o abraço, agora sentindo os dois chorarem em meus ombros. Meu pai? Ele é bem mais chorão do que parece, quando o táxi chegou, ele já começou a chorar vendo fotos minhas quando bebê. Jihoo, o mais dramático. Me separei dele quando o taxista que estava esperando a mais de meia hora na frente da casa buzinou.

− Já vou indo.

Disse dando um beijo na testa de cada um, deixei o taxista esperando mais um pouco quando meu pai resolver aparecer para me abraçar, mas aí então começou a me puxar para casa e eu entendi que ele ia me trancar pra não ir. Foi uma confusão para ele me largar.

Acenei para eles até que eles sumissem da minha vista. Estou indo para Seul, mano, capital do país. Para alguém que nunca viajou para longe e nunca saiu de Busan é surreal. Minha empolgação foi tanta que nem me importei com o voo atrasado ou com a criança birrenta o meu lado, só me irritei com o cara atrás de mim espirrando no meu cabelo, aí sim foi motivo pra eu ficar nervosinho.

No táxi, não parei de olhar as ruas, eram tão bonitas e limpinhas – não que em Busan não fosse, mas parece que aqui tem algo diferente. Demorou alguns minutos para chegar em frente ao apartamento que comprei, o prédio era alto e o hall era cheiroso, que bom que não caí em uma cilada. Senti-me até mais aliviado ao perceber que o porteiro era bem gentil e a dona do prédio era gente boa, não gosto de arrumar problemas e eu sou propenso a isso, eles serem assim já me livra de algumas confusões.

Peguei o elevador depois de confirmar minha compra na recepção, a senhora que estava no elevador começou a falar comigo, era alegre e disse que todos são tranquilos por aqui, me disse que era cabelereira e elogiou meu cabelo. Meu ego inflou de uma forma...

− Hum... 340... 340... – Balbuciava para mim mesmo enquanto via os números nas portas do quinto andar. – Aqui.

Parei em frente à porta verde escuro procurando a chave que tinha acabado de receber no bolso, destranquei e girei a maçaneta, entrando em seguida. Ah, eu queria gritar. Eu achei tão perfeito que poderia morrer. Comprei moveis alguns meses antes de vir e estava tudo lá, não organizado como queria, mas estava lá. Então lembrei outra vez que agora eu estava ali, como um adulto responsável por mim mesmo, era empolgante. Sentei no sofá de veludo cinza, cheirei a almofada da mesma cor e textura, cheirinho de novo.

Depois de mais alguns minutos admirando meu apartamento comecei a organizá-lo. Cortinas brancas nas janelas, sofá em frente à TV, cama posta em um dos quartos, cozinha limpinha, estante com os livros que tenho, tapete na entrada, meu quarto do meu jeitinho. Perfumei até o banheiro.

Meu celular começou a tocar em cima da mesinha de centro, fui logo atender vendo que era Chanyeol, meu primo.

− Chany?

Oi Jiminie! – Sua voz era animada, sabia que estava sorrindo. – A tia acabou de me ligar trezentas vezes pra perguntar se você já tinha chegado, ela tava quase chorando.

− Merda, esqueci de ligar pra ela. Prometi que eu ia ligar assim que saísse do avião.

Tão esquecido, ha ha – riu e eu sorri, então ele soltou um  “ah” longo e voltou a falar. – Eu também queria de falar pra vim mais tarde, meu pai soube que você se formou em veterinária, e aqui no petshop tá precisando de mais um, então...

− Quero, claro que quero. – Disse determinado, tenho tanta sorte de ter um tio que trabalha na mesma área que eu. – Passo aí umas 5 horas, tá?

Tá bom, é melhor vim mesmo!

− Tá, tá. Tchau.

Desliguei a chamada, voltando a arrumar minha casa. A família Park é um pouco dividida, minha mãe e minha tia Yerin não se suportam, já o tio ChinHwa e meu avô estão brigados a mais de dez anos. Meu primo Kwan me odeia, o porquê não sei, mas não me importo.

Meus tios, primos, avós e tios-avôs, tão espalhados pelas Coréia e o mundo, por conta disso também não temos muito contato a única vez que todos nós nos reunimos foi na morta da minha bisavó JaeHwa quando tinha oito anos, ou seja, foi a muito tempo. Eu nem faço ideia do que aconteceu, sempre que eu perguntava para minha mãe o motivo ela mudava de assunto. Enfim, deixei pra lá mesmo.

 Tenho que planejar o que vou fazer daqui pra frente, tô de olho no petshop do tio, mas tenho que ter outras possibilidades também. Comecei a ter ideias, e decidir dar um passeio na cidade amanhã, talvez chame Chanyeol para vir comigo, bem eu não conheço ninguém daqui. Quando eu estava no táxi vi uma loja de doces que parecia ser legal, quero ir lá algum dia desses, tenho que ter um cofrinho pra guardar meu dinheiro e tentar administrar minha vida e...

− Ah! Mais forte!

Me virei rapidamente para a parede do meu quarto, com os olhos arregalados e incrédulo do que tinha ouvido. Eu ouvi coisa não é? Não poder ser que...

− Mais rápido, Jeon! Ah, eu vou...

Ouvi mais um gemido alto e desta vez acompanhado de um masculino. Eu fiquei nervoso e envergonhado, Jesus, eu ouvi o orgasmo de alguém. Coloquei mão na boca, sentindo minhas bochechas esquentarem saindo do quarto quase correndo. As paredes são grudadas, e são finas o suficiente para ouvir o que acontece no quarto ao lado, já vejo que terei problemas como esse Jeon.

Pretendia conhecer todos do corredor, mas, mesmo que eu não queira, acho que irei evitar o 341.


Notas Finais


É isto, comente se gostou :D

Até a próxima!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...