História Preciso de você - Capítulo 12


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Notas do Autor


Escrevi rápido e espero que gostem desse capítulo. Deu um trabalhão em pensar e escrever, tanto que tirei algumas partes do livro do "Enigma do Príncipe" para que eu pudesse concluir com a ideia. Boa leitura a todos, bruxinhos.

Capítulo 12 - A morte de Dumbledore


Pov Snape

 

Eu estava na minha sala lendo alguns pergaminhos de trabalhos do terceiro ano, quando um arrepiou passou em minha espinha. Me levantei e fui para minha janela olhar a entrada da floresta negra, pois, algo me dizia que seria hoje o dia que aquele maldito plano de Dumbledore fosse concluído.

Suspirei pesadamente e fui ate a mesa onde guardava meu Firewhisky, coloquei um pouco no copo e virei apressadamente na garganta quando de repente minha sala foi invadida por um Filch assustado.

-O que faz aqui, Filch?

-In...Invadiram o castelo, senhor.

Ele disse e eu deixei o copo que estava segurando cair de minha mão. Saí da minha sala e peguei minha varinha enquanto corria em direção ao que parecia ter movimentação estranha.

Cheguei na torre de Astronomia e vi o pouco do que estava acontecendo...Potter estava paralisado de baixo da escada enquanto Dumbledore enfrentava Draco, Belatriz  e  Greyback. Malfoy apontava sua varinha para o diretor que parecia pedir calma ao garoto. Eu aproveitei a oportunidade e me aproximei de Potter debaixo da escada, ele me olhou assustado e coloquei um dedo em minha boca pedindo-o que fizesse silêncio. O menino assentiu e eu comecei a subir as escadas até os comensais...quando Dumbledore percebeu minha presença ele me chamou fazendo-me olhar em seus olhos azuis agora com Dor.

-Severo...Por favor!

Aquele pedido foi minha derrota. Olhei para os olhos do único bruxo que confiou cegamente em mim, e vi pela primeira vez, sair uma lagrima de dor dos olhos azuis.

Ergui minha varinha em direção a Dumbledore e pronunciei friamente a maldição da morte.

-AVADA KEDAVRA  

A magia soou em eco e senti a brisa do vento em meus cabelos enquanto via Dumbledore cair da Torre.

Belatriz ria como uma hiena no cio e Draco parecia petrificado com o que virá, então tive que tomar uma atitude e o tirar dali antes que chegasse alguém. Descemos as escadas apressadamente, passamos pelo grande Salão e Belatriz o destruiu. Não tinha como evitar e mais uma vez estava sozinho...nunca me perdoaria por matar Dumbledore e agora em minha mente veio Samantha...ela já mais iria me ver com bons olhos e irá perder a admiração que sente por mim.

Estuporei um dos professores de Hogwarts e saindo pelo corredor até estarmos fora do castelo...Ouvi Potter me gritar nervosamente enquanto tentava me lançar uma imperdoável.

Me virei em direção a ele, me protegendo de sua azaração, logo me aproximei do garoto quando ele tentou lançar a Sectumsempra e mais uma vez o feitiço foi repelido.

Potter estava muito próximo e li em sua mente qual feitiço ele tentaria usar novamente então eu disse

-Não, Potter!

Bloqueei o feitiço mandando o garoto pelos ares e caindo a distância de mim. Eu estava furioso e só queria sair dali, mas o garoto irritante tentava a qualquer custo me parar. A varinha de Potter escapou de suas mãos e ele me olhou apavorado. Os gritos de Hagrid e os uivos de Canino por conta de sua casa que foi tomada por chamas, não foram impedimento para que eu me aproximasse de Potter com a varinha em sua direção e com um ódio terrível, tal como estivera a pouco antes de amaldiçoar Dumbledore.

( Parte tirada do livro)

-Você se atreve a usar os meus feitiços contra mim, Potter? Foi eu que os inventei: eu, o Príncipe Mestiço! E você viraria as minhas invenções contra mim, como o nojento do seu pai, não é? Eu acho que não ...Não!

Potter procurou a sua varinha pelo chão e eu aproveitei para lançar um feitiço na varinha que voou para longe, no escuro, e desapareceu de vista.

-Me mate, então -O menino gritou e eu ergui minha sobrancelha ele não sentia o menor medo, apenas raiva e desdém -Me mate como matou ele, seu covarde...

A raiva subiu minha cabeça com aquelas palavras e então eu gritei

-NÃO... minha expressão ficou inesperadamente desvairada...eu estava com dor como o cão que gania e uivava preso na casa incendiada por Belatriz às minhas costas -...ME CHAME DE COVARDE ... (cerrei os dentes)

Eu o acertei um golpe em seu rosto com magia e o garoto que estava quase de pé voltou a cair de costa no chão. O olhei pela ultima vez e girei nos calcanhares farfalhando minha capa e saindo da vista do garoto insolente.

 

Pov Sam

Tudo foi rápido demais. Eu estava na cozinha do Grande Salão comendo meu segundo pedaço de bolo de laranja quando ouvi um estrondo de vidros sendo quebrados, derrubei meu copo com suco e me levantei rapidamente da cadeira com um sentimento ruim...tirei minha varinha de dentro das vestes e saí da cozinha vendo o estrago feito no Grande Salão.

 Me preocupei com o que provavelmente estava acontecendo no castelo então pisando encima de algumas mesas corri para fora do castelo e avistei muitos alunos do lado de fora enquanto me aproximava ouvi choros e alguns professores dizendo que não era possível...franzi meu cenho e aproximei-me mais do grupo de alunos passando entre eles, consegui ver o que estava acontecendo. Coloquei uma mão sobre a boca e chorei ao ver o corpo desfalecido de Alvo Dumbledore.

Havia acontecido, mais não da forma que ele me disse que aconteceria.

Vi Harry correr até o corpo e se jogar no chão abraçando o corpo de Dumbledore como se não quisesse acreditar que ele estava morto.

Varias coisas passavam em minha mente até que enfim, uma memoria me invadiu ...me lembrei do que ele havia me pedido ao me entregar um frasco com uma lembrança. Ainda chorando me afastei dali e corri em direção ao salão comunal da Grifinoria atrás da memoria que o diretor me entregará. Cheguei no quarto e abri a gaveta da mesinha ao lado da minha cama e tirei uma caixinha vermelha de dentro dela, a abri e retirei o frasco o guardando no meu bolço e depois de limpar algumas lagrimas de minhas bochechas voltei a guardar a caixinha na gaveta e a fechar saindo do quarto e indo em direção a sala de Dumbledore.

Eu queria entender o que havia acontecido, e ali ao chegar na sala dele me senti sem chão, ali chorei como um bebe pela ausência do diretor que tanto aprendi admirar.

Tentei me recuperar e focar no que eu deveria fazer, então, com um balançar de varinha pensei na Penseira e ela apareceu pra mim, me aproximei do objeto e retirei o frasco do meu bolço o abrindo e jogando-o dentro dela.

Coloquei minha cabeça dentro do liquido brilhante e uma mancha negra começou a me levar para uma memoria onde via Severo Snape caído de joelhos no chão e parecia implorar alguma coisa ao diretor

Memory on

-Esconda-os...Esconda-os todos, eu lhe imploro!

-E o que receberei em troca?

Dumbledore perguntou, mais havia pena em seus olhos

-Qualquer coisa.

 

A memoria muda e já estava em outro ambiente

-Quanto tempo?

Dumbledore perguntou enquanto Snape olhava sua mão escurecida

-Um ou dois meses, talvez.

Snape disse um pouco abatido e Dumbledore respirou tristemente até que Severo disse

- Ele sabe...ele sabe sobre a maldição que o domina, Alvo.

Snape olhou nos olhos do diretor e o mesmo disse

-Você sabe que o dia se aproxima, Severo.

Snape pareceu o ignorar e se levantou indo em direção a porta se Dumbledore não o tivesse parado.

-Não me ignore, Severo.

Snape parou de andar e o olhou novamente, enquanto Dumbledore se levantava e ia para frente de sua mesa

-Você sabe que o menino Malfoy irá falhar na missão dada á ele, e você deverá agir...É você que tem que me matar Severo. Só assim, Voldemort confiara inteiramente em você. Só assim, Harry poderá ganhar tempo para descobrir as outras Horcruxes e destruí-las.

-E eu? Como ficarei perante a todos que me olharam como um traidor?

-Você sabe que isso é inevitável...você fara isso pela sua promessa feita a Lilian...Jurou proteger seu filho enquanto viver...Ele tem os olhos dela, Severo.

- Olhos que não me chama mais atenção -Snape disse um pouco nervoso - ... não farei isso apenas pela promessa mais farei porque finalmente encontrei alguém que realmente se preocupa comigo.

-Severo...

-E agora ela deve me odiar e depois que o matar, isso poderá piorar.

Severo disse encostando-se na parede e colocando as mãos dentro da casaca.

-Você encontrou um novo amor...Severo...É a senhorita Smith como eu sempre soube, não é?

Snape o olhou e disse chorando

-Ninguém devera saber!

- Eu não contarei nada.

-Não posso... (respirou fundo) ...não posso decepciona-la novamente.

-Ela entenderá meu filho...e se sente algo como admiração por você, tenho certeza que ela confiara como eu confio minha vida

-Não posso continuar com isso, Alvo ...não posso!

Snape chorou desesperado e Dumbledore disse

-Ela estará do seu lado quando menos esperar, você sabe das vantagens da senhorita Smith por ser filha ‘Dele’.

-Não quero que ela se envolva...Voldemort pode não reagir bem com essa ideia de ter uma filha...e pior, amiga de Harry Potter.  Alvo, ela sofrerá tanto quando descobrir e prefiro morrer ao vê-la sofrer.

-Você se preocupa com ela, você a ama Severo...Depois de todo esse tempo finalmente aprendeu a amar novamente. Ela poderá lhe ajudar, esse amor poderá ser sua salvação.

-Sou orgulhoso demais para aceitar...Ela não deve sentir nada além de ódio por mim..(bufou)..a prejudiquei tanto.

-Filho... você pode se surpreender.

Ele lançou um olhar divertido para Snape no meio de toda aquela tensão Snape havia se acalmado mais a confusão em seu olhar era explicito.

-Porque disse isso, Alvo?

-Você verá meu filho...Você verá!...Sendo assim, sugiro que continuemos com nosso acordo. A profecia deverá se cumprir.

 A voz de Dumbledore começou a ficar mais abafada e longe e a memória foi se desfazendo me trazendo de volta à realidade.

 Saí da Penseira com as lagrimas em todo meu rosto, eu estava um pouco aliviada com tudo, mas, estava com um horror profundo ao descobrir que meu pai é ninguém mais ninguém menos que Voldemort ...não podia ser...eu não podia ser filha desse ser repugnante. Eu precisava saber mais sobre isso e só quem poderia me ajudar seria Snape. No momento ele era minha maior prioridade pois eu estava  preocupada com Severo. Ele seria o culpado pela morte de Dumbledore e provavelmente estaria em algum lugar escondido pensando estar sozinho diante de tudo que está acontecendo.

-Não vou deixa-lo sozinho...eu estarei com você, Severo.

Eu disse confiante e senti uma energia em meu corpo, fechei meus olhos e não sei como; mais consegui ver Severo Snape andando na floresta proibida.

Abri meus olhos e corri para fora da sala de Dumbledore, sentia o vento em meu rosto enquanto eu corria até a floresta em busca do único homem que mais me importava agora.

 

 Eu estava com a varinha em mãos enquanto continuava correndo, quanto mais me aproximava, mais sentia uma energia forte em meu corpo, eu sabia que era ela...A conexão que tanto me ligava a Snape, estava forte de novo.

Sorri ao saber que Snape me deu essa liberdade mesmo sem saber e continuei correndo, precisava a qualquer custo encontra-lo. O frio da floresta estava intenso e ao longe com dificuldade de visão devido a neblina que caia, avistei o homem que procurava. Ele andava apressadamente em direção a uma parte mais sombria da floresta e eu o gritei mesmo correndo risco de ter algum comensal da morte aos arredores.

-Severo!

Ele parou de andar e se virou com a varinha em punho e quando me aproximei mais dele, Snape abaixou a varinha

-O que faz aqui, garota? 

Franziu o cenho 

Eu deixei uma lagrima escorrer em minha bochecha ao vê-lo mais pálido do que de costume

-Eu... eu sei a verdade. Dumbledore me mostrou em memorias. Eu sei que ele o pediu pra (abaixei minha cabeça e depois a levantei olhando para os olhos de Snape) -... eu sei que você não tem culpa e eu te admiro ainda mais agora. Dumbledore estava certo ao dizer que você é sem dúvidas o homem mais corajoso que já conhecemos.

Snape olhou para os pés e pareceu pensar um pouco mais quando  me olhou novamente, soube de imediato que ele estava segurando o choro

-Você não devia estar aqui.

Ele disse e eu sorri

-Por favor, não se preocupe...coloquei o feitiço ilusório não verbal em volta de nós. Estamos protegidos agora.

-Você não entende o quanto isso é perigoso, garota?!

-E você não entende que quanto mais me afastar de você, mais vou me aproximar...Por favor, não me peça para o deixar aqui sozinho, Snape. Como eu soube, sou a única pessoa capaz de te ajudar e ficar ao seu lado.

-Não! Eu não preciso de ajuda

-Eu faço questão.

 -Não me obrigue a lhe lançar uma imperdoável...e..

-Você não faria.

-Como pode ter tanta certeza, disso?

-Você não é como ele, como o maldito ser que eu tenho como pai.

Snape arregalou os olhos e engoliu em seco

-Eu ...

-Não diga nada, eu apenas quero sua ajuda para descobrir mais sobre esta história e você precisa da minha ajuda para continuar vivo nessa Guerra que se aproxima.

-Você não pode me ajudar.

-Eu posso. E vou!

-Volte para Hogwarts senhorita Smith, fique com seus amigos; eles precisarão da senhorita.

-Não tanto quanto você. E eu já escolhi o meu lado.

Snape olhou no fundo dos meus olhos e levantou uma sobrancelha

-...Eu escolhi ficar ao seu lado. E você não poderá me impedir nem mesmo com uma imperdoável.

-Garota irritante!

 Ele disse desgostoso e se virou para continuar andando enquanto eu o seguia

-Você me contara tudo que preciso saber sobre Voldemort ter o mesmo sangue que o meu?

 - Não sei.

-Então ficarei enchendo o seu saco até você ceder.

Snape bufou e parou de andar estendendo o braço para que eu o segurasse

-Aonde vamos?

 Eu perguntei divertidamente e ele revirou os olhos

-Você pode fechar a boca por um instante?

Eu levantei os ombros e agarrei em seus braços e aparatamos em seguida, desaparatamos em uma sala de estar enorme com uma lareira enorme, percebi que estávamos em uma mansão.

-Estamos na mansão Prince, herdei de minha mãe...você deverá permanecer aqui até eu voltar.. . conversaremos melhor depois.

-Espera! (eu o segurei pelo braço e ele me olhou por cima do ombro)

-Aonde vai?

-Ele me chama...preciso ir, pois, Voldemort não tolera atrasos.

Mal terminou de dizer e aparentou me deixando preocupada novamente

Ele se preocupava comigo, mas não me disse sobre me amar...eu deveria ter dito a ele que escolhi estar ao seu lado por amor, mais ainda não era o momento...Snape estava com um fardo enorme em sua costa e eu esperaria o momento certo para me declarar. Mais de uma coisa eu tinha certeza, com essa oportunidade de estar ali ao lado dele, o protegeria e o entregaria todo o amor que sentia em meu coração, pois, ele precisava e merecia esse amor. Amor que nem mesmo Lilian Evans foi capaz de sentir.


Notas Finais


Tentei deixar emocionante, mais também divertido em uma parte para quebrar o clima tenso, espero ter agradado. ahhh e por favor, para o escritor(a) é muito importante saber se os leitores estão aprovando os capítulos e a historia em si, por tanto com mil coraçõezinhos comentem, pelas barbas de Merlin. kkkkk Obrigado! (Lumos ....eu juro solenemente não fazer nada de bom)... Bay bay bruxinhos de plantão:)


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