História Precognition - Capítulo 8


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Categorias Harry Potter
Personagens Cedrico Diggory, Cho Chang, Personagens Originais
Tags Cálice De Fogo, Cedric Diggory
Visualizações 44
Palavras 1.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fingindo que não levei quase um ano pra atualizar essa fanfic e esperando que quem favoritou ainda lembre dela :x
Perdoem a demora, mas mesmo com a demora jurei que ia terminar essa história e é isso que vou fazer, mesmo que leve algum tempo...

Capítulo 8 - Eu amo você.


CAPÍTULO OO7 — EU AMO VOCÊ

A música tocada era lenta mas Adeline não prestava tanta atenção nela. Nem sabia se poderia com os braços firmes de Cedrico ao seu redor aproximando os corpos ou o olhar deste vidrado nela.

“Está tudo bem? Sabe que pode me contar qualquer coisa.” ele finalmente quebrou o silêncio que se instalara desde que a puxou para a pista de dança.

“Sinto muito, não andei sendo uma boa amiga nessa última semana.” sentia que devia se desculpar, ele não tinha culpa pelos sentimentos que ela descobrira que guardava por ele, portanto não parecia ter sido certo se afastar, ainda mais quando o mesmo participava de algo tão perigoso e precisava de sua ajuda. Seus olhos pousaram na gravata do amigo para não encarar os cinzentos que estavam a deixando desconcertada por estarem tão perto.

“Relaxa, todo mundo tem seus dias de querer ficar sozinho… Só queria poder ajudar.”

Adeline deixou uma risadinha pequena escapar mesmo que não tivesse humor nelas.

“Acho que isso não é possível, mas não se preocupa, é bobagem.”

“É mesmo?” o questionamento realmente veio com incerteza, ela sabia que o melhor amigo a conhecia bastante para perceber que algo ainda a perturbava, mas não é como se ela pudesse contar a ele. Sentiu o toque deste devagar desaparecer da cintura para alisar seu braço, como se chamasse a atenção da amiga, provavelmente querendo que ela o fitasse. Adeline decidiu erguer o olhar para arriscar o encarar.

Não era como se ela tivesse planejando dizer para ele o que sentia, sabia que Cedrico tinha interesse em Cho no momento e nunca demonstrara nada além de amizade por Adeline, não tinha motivos para revelar seus sentimentos e estragar a amizade perfeita que eles nutriam, mesmo que antes quando não sabia era mais fácil, só pioraria se ela dissesse a ele. Mas não conseguiu evitar as palavras que saíram de seus lábios assim que encarou os traços do rapaz tão perto, ele tinha aquela expressão preocupada que a enchia de afeto por saber que ele se importava com ela. E então lá estava Adeline dizendo subitamente.

“Eu amo você.”

Os segundos de silêncio que pairaram entre eles enquanto dançavam com lentidão ao redor das pessoas pareceram horas para Adeline. Ela sentiu todo seu corpo aquentar de nervos ao perceber o que dissera e de repente entrou em pânico. Mas Cedrico abriu um sorriso e simplesmente disse:

“Sabe que também amo você.”

Demorou algum tempo para ela perceber que o amigo não entendera realmente o significado das três palavras, e por mais que estivesse aliviada de certa forma, agoniava-se de outra. Era tão impossível para Cedrico ela o amar de outra forma? Contra sua vontade sentiu seus olhos arderem e que choraria. Nunca se sentira daquele jeito por ninguém, claro que ano passado até tinha tentado namorar um rapaz que conhecia mas não durou muito, exatamente porque Adeline não conseguia sentir o mesmo. Talvez porque ela já se sentia dessa forma por outro alguém.

Não queria ser boba de chorar por algo tão banal como garotos, mas era impossível conseguir conter o bolo que se formava em sua garganta. De repente se sentia as garotas de seu ano que choravam no banheiro e faziam escândalo quando tinham alguma desilusão amorosa. Adeline as achava imaturas, e agora estava ela ali tentando não chorar na frente do rapaz por qual estava apaixonada.

Desviou o olhar rapidamente em desespero para ele não ver sua expressão e, inconscientemente ou não, fitou Cho conversando com algumas amigas. Tão graciosamente que sentiu que era óbvio a razão de Cedrico a querer.

“Cho está linda.” falou de repente sem ao menos perceber o que dizia, levou seu olhar até Cedrico que virava o rosto para admirar sua acompanhante.

“Ela está.”

Em um ato inesperado Adeline parou a dança, o que fez com que o lufano voltasse a olhar com curiosidade.

“Eu preciso ir, já estou cansada.”

“A música nem-”

“Eu sei, mas mais tarde a gente se fala.”

Não deu tempo para Cedrico a impedir ou responder, pois Adeline cortava caminho com a rapidez que os saltos que usava permitiam. Encontrou seu par nos doces e explicou que não estava se sentindo bem apressadamente, ele insistiu em a levar até a Sala Comunal e esta acabou cedendo no final.

As perguntas de Warren foram respondidas de modo que não pudesse se dar abertura para mais assunto e só pararam de andar quando encontravam-se dentro da sala para dividir caminho aos dormitórios.

“Eu não fui a melhor companhia essa noite, foi mal, minha cabeça anda cheia.” Adeline falou ao encarar o seu acompanhante, parecia que estava se desculpando muitas vezes aquela noite.

“Tudo bem, valeu a pena pra ver você.” este coçou a nuca e ela pode perceber que estava sem jeito.

Warren era um cara legal, Adeline desejou estar apaixonada por ele e por um momento tentou fingir que estava. Abriu um dos sorrisos raros que abria quando Cedrico estava por perto, o que fez o garoto do seu lado sorrir também um pouco surpreso.

“Pelo menos não pisei nos seus pés dançando.” tentou fazer uma piada, o que funcionou pois Warren estava rindo. “Então, boa noite?”

Não era acostumava a ter encontros, então não sabia bem o que dizer para encerrar a noite. Porém seu par tinha outros planos ao dar um passo em direção a Adeline, ele parecia hesitante assim como ela também ficou ao perceber o que ele ia fazer. Mas estava em um universo onde era apaixonada por Warren, então deixou a aproximação acontecer.

Os lábios do rapaz tocaram aos seus rápido demais e as mãos que pousaram em sua cintura foram um tanto que não familiares e geladas, contrário ao lufano que a segurara alguns minutos antes. Tentou fechar os olhos e apenas aproveitar o momento, mas tudo que conseguia pensar era como seria aquele beijo se fosse Cedrico ali e se ele tivesse a beijado enquanto eles dançavam na pista de dança.

Gosto salgado invadia sua boca e Warren pareceu sentir também, porque ele imediatamente se afastou e a encarou com expressão de dúvida. E ela percebeu que chorava.

“Desculpe, o que eu fiz? Te mordi? Falei algo errado?” Warren a enchia de perguntas parecendo realmente preocupado, e Adeline balançou a cabeça de maneira apressada para o garantir de que não era isso. Se sentia tão idiota chorando em um beijo e limpou as lágrimas com a palma da mão, um tanto irritada por ter sido fraca e não ter conseguido segurar estas.

“Não, não é você, é só- Droga, eu não sei…” sentiu que deveria ser sincera com o rapaz que a encarava esperando uma explicação, ele havia a levado ao baile e apesar de ela ter sido uma péssima companhia, foi educado e a beijou de boa noite. “Gosto de outra pessoa.”

Por mais que ela estivesse mortificada ao finalmente admitir em voz alta aquilo, as próximas palavras de Warren que realmente a chocaram mais.

“É o Cedrico?”

“Quê? Não!” negou rapidamente, tão rapidamente que talvez tivesse ficado óbvio sua mentira. Mas ela não ligava, estava incrédula por outros perceberem.

“Ah, certo, eu não- Desculpe, é só que vocês vivem juntos… Eu-”

“Esquece, eu estou cansada.” sem querer dar mais explicações ou escutar o quanto estava tão óbvio que Adeline tinha sentimentos por Cedrico, ela virou as costas e deixou Warren falando sozinho. Estava furiosa, não com ninguém, mas com ela. Como deixara tão óbvio para os outros o que sentia? Demorou tanto tempo para ela mesmo perceber e agora parecia que todo mundo já compreendia o que acontecia.

Atirou-se na sua cama e enfim deixou as lágrimas virem, grata pela cortina ao redor de sua cama para poder se esconder e não ter mais ninguém supondo coisas como que ela estava chorando por Cedrico. Mesmo que fosse a verdade. Não sabia mais a razão exatamente pelas lágrimas caírem, mas só sabia que a tristeza era tanta que não havia outro modo de a expressar sem ser com lágrimas. Amar a pessoa errada, ela descobriu, doía um monte.


Notas Finais


Comentários e feedback são sempre incentivados <3


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