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História Preconceito - Capítulo 27


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Capítulo 27 - Cap 27 final parte 3


Naquele instante, Sesshoumaru sentiu o sangue em suas veias “ ferver" de raiva. Como assim a sua filha estava grávida? A garota mal ia fazer 16 anos e já  tinha “ sassaricado" ? Ele pensa furioso, olhando para a face de Rin  sem dizer uma palavra.

Porém  logo ele não  aguenta se contar, e ainda sem dizer nenhuma palavra, desvia-se de Rin e começa a andar em direção  a saída  de seu escritório.

Rin já  imaginando o que ele ia fazer, dá  meia volta e vai logo atrás .

_ Sesshoumaru, por favor me escute, não  faça  nada que vá  se arrepender depois, a hakudoushi errou? Sim errou, mas ela precisa do nosso apoio agora, não  de julgamentos, por favor se contenha...

Rin andava atrás  dele com passos rápidos  e dizendo tais coisas para o acalmar, porém  era em vão. Sesshoumaru continuava andando decidido, olhando  fixo para frente e com uma expressão furiosa no rosto sem dizer uma só  palavra.

Ele chegou no estacionamento do banco e foi em direção  ao carro, depois quando chegou entrou no veículo. Rin ainda continuava andando atrás  dele tentando de todas as formas fazê lo parar, mas nada adiantava.

Ela então  resolve entrar no carro também do lado do passageiro.

Sesshoumaru, depois disso, sai bruscamente com o veículo.

_ por favor meu amor, a hakudoushi é  uma jovem que está  começando  a entrar na vida adulta, ela precisa do nosso apoio...

A morena falava com tom de preocupação  na voz , tentando o convencer enquanto ele dirigia

_ Rin, não  se envolva, eu não  quero ter que brigar com você, agora cale essa boca.....

Sesshoumaru  diz ríspido e com odio no tom da voz, ela se assusta com a brutalidade contida em suas palavras.

_ por favor.... não  fale mais nada... eu te amo, e não  quero ser rude com você, eu estou nervoso.

Ele termina percebendo que exagerou.

_ mas...

Naquele momento, eles chegam em frente ao portão  da mansão e os seguranças  abrem rapidamente o portão  e Sesshoumaru entra na vasta área  arborizada da casa.

Em instantes o rapaz para o veiculo frente a porta de entrada da mansão, desce do carro e vai em direção  a escada que teria que subir para entrar.

Depois  de já  estar dentro de sua mansão, Sesshoumaru vai direto para o quarto de hakudoushi. Ele conhecia a filha, ela vivia enfiada naquele quarto escuro, gótico  e ouvindo musicas altas que de fora dava para escutar.

E naquele  momento não  foi diferente, hakudoushi estava no quarto escutando musicas altas.

Sesshoumaru sobe a escada da sala já  tirando o cinto da calça  para castigar a filha.

Ele andava rápido, Rin quando entra também  na casa quase não  consegue o alcançar.

Quando ela entra correndo, o marido já  estava terminando de subir os degraus.

_ Sesshoumaru...

Ela grita na última  tentativa de fazê-lo parar, mas não  obtém êxito. Depois ela começa  a correr novamente atrás  dele, porém  quando chega no inicio do corredor que daria acesso aos quartos, ouve-se um barulho de porta sendo arrombada e logo depois o som da música alta que vinha do quarto de hakudoushi cessa de tocar.

Rin quando chega proximo  ao quarto  só  ouve hakudoushi gritar: pai, não  faz isso, pai não  faz isso....e o som das cintadas se propagarem no ar.

Naquele instante, ela tem uma recordação de quando kikyou a surrava com a cinta. Rin sente um arrepio pelo corpo, porque pior coisa  era apanhar de cinta, as marcas ardiam depois. Sua antiga mãe  era uma mulher magra  que não  tinha muita força  e mesmo assim as surras que dava nela sempre a deixava com a pele doendo, imagine agora as surras dadas por Sesshoumaru na filha.

Ela, naquele momento, se imaginou no lugar de Hakudoushi  e foi rapidamente socorre-la.

Quando entrou no quarto, a garota estava encolhida sobree o colchão , encostada no encosto da cama tentando proteger o rosto e Sesshoumaru, em pé  ao lado da cama, deferindo as cintadas.

Rin logo se coloca   na frente da garota e ele imediatamente cessa de surrar a filha.

_ Rin, saia...

Ele ordena enrolando mais uma vez a cinta na mão  para poder bater com mais força.

_ para com isso, você  está  maluco Sesshoumaru, está  maluco, está  fora de si, será  que não  percebe...

Rin diz enquanto hakudoushi chorava. Ela estava abraçando  a garota de forma a não  permitir que Seshsoumaru a atingisse com  a cinta.

_a minha filha precisa de uma lição, eu não  vou falar mais uma vez, saia...

Ele diz imponentemente.

_ e se eu não  sair, você  vai fazer o que? Vai bater em mim também?...

Ele olha no fundo dos olhos de Rin e percebe que ela não  estava com medo, apesar de sua fala imponente, ela certamente não  ia deixar ele continuar castigando Hakudoushi.

Sesshoumaru não  podia bater em Rin, ele jamais faria isso. Ela era alguem que seu coração  considerava muito precioso, por isso decide ir embora do quarto, mesmo “ bufando de raiva". Mas antes de ir, ele avisa a filha:

_ isso não  vai ficar assim hakuodushi, a partir de agora você  não  é  mais minha filha, eu quero que saia desta casa ainda hoje...

Ele diz e sai do quarto. Rin abraça  mais ainda a jovem.

_ e agora Rin, o que eu vou fazer?

Ela fala chorando, porém  Rin a encara.

_ escuta, confia em mim, você  não  está  sozinha.. espere aqui  que eu vou resolver essa situação...

Ela diz decidida olhando fixamente para os olhos  de hakudoushi e depois também  sai do quarto.

Rin vai falar com sesshoumaru. Ela sabia que ele não  estaria no quarto deles e sim no escritório, porque era exatamente para lá  que o marido ia quando estava nervoso.

E ela acertou, porque quando entrou no escritório encontrou ele esmurrando a parede.

_ pare com isso Sesshoumaru...

Ela diz se aproximando e depois segura  o braço  do marido com as duas mãos  para ele não  continuar dando socos na parede.

Sesshoumaru já  estava com a mão  ferida e nem percebeu. 

Na parede, no local onde deu varios socos, ficou um buraco entremeados com sangue.

_ você  está  fora de si meu amor, vamos conversar....

Ela diz calma, tentando acalma-lo, mas novamente  é  em vão.

O rapaz  vai para o outro conto  do escritório, respira fundo e passa uma mão  na face tentando através  desse gesto ficar um pouco menos furioso.

_ o que foi aquilo Sesshoumaru que você  fez com a hakudoushi?  E o que é  isso que você fez com a parede de seu escritório? Eu nunca te vi tão  nervoso.

_ a hakudoushi errou demais Rin, ela merece apanhar, ela merece uma lição...

_ e você  acha que bater nela vai fazer o tempo voltar atrás? Sesshoumaru, ela está  gravida, está  esperando um bebê, já  aconteceu, agora...

_ quem é  ele? Quem é  o safado que engravidou a minha filha?

Ele fala novamente descontrolado e interrompendo  a esposa, agora andando de um lado para o outro do escritório, sem ao menos ter escutado nenhum palavra do que ela lhe falou.

_ o rapaz era um viajante, trabalhava no circo e foi embora com o circo.

_ ah, então  você  sabia e não  me contou?

_ Não, fiquei sabendo depois e pela kagome....foi por isso que a hakudousbi pichou a parede do colégio, porque a kagome me contou tudo.

_ o que mais você  sabe Rin?

Ele ainda continuava andando de um lado para o outro.

_ sente-se que eu vou te falar...

_ Não, eu não  vou sentar...

_ sente-se Sesshoumaru, senão  eu não  conto...

Ele olhou para a esposa, viu o semblante dela contrito e os olhos hiperemeados. Naquele instante, sesshoumaru se deu conta que Rin estava sofrendo vendo suas atitudes impensadas e furiosas,  por isso decide se sentar.

_ agora conta tudo o que você  sabe...

Ele diz já  sentado em sua cadeira atrás  da mesa.

_ Eu acredito que tudo tenha começado  quando você  brigou com a hakudoushi por ela ter pintado o cabelo de preto, lembra? A kagome  me contou que mais ou menos nessa epoca ela conheceu o rapaz do circo  e começou uma amizade com ele. Esse rapaz ia todos os dias no colégio esperar por ela, até  que a hakudoushi começou  a sair mais cedo das aulas e pular o muro do colégio  para se encontrar com esse rapaz sem que ninguem soubesse. Eu acredito que em um desses encontros deve ter acontecido o incidente.

_ ah, que vadia....

Ele diz indignado.

_ Sesshoumaru, todos nós  somos feitos de carne e osso, temos nossas fraquezas e associado a isso temos desafios a serem enfrentados. O maior desafio da hakudoushi sempre foi dar orgulho a você, mas você  sempre foi tão  rígido  com ela...

_ só  me faltava essa, agora você  vai me culpar pela semvergonhice  dela...

_ Não, claro que não, mas as suas constantes críticas  à  hakudoushi, as inumeras surras que você  já  deu nela contribuíram para ela estar vulnerável  a esse tipo de coisa. Se uma criança  ou um adolescente não  encontra carinho e atenção  dentro de casa, eles vão  procurar  na rua.

_ está  querendo dizer que eu não  cuidei bem da minha filha Rin?

Ele se levanta da cadeira indignado, porém  os olhos de Rin ainda continuavam com brilho de contrição. Ela se aproxima do marido o encarando sem parar. Ele, incomodado com aquele olhar, acaba se sentando novamente.  Rin então  toca na mão  dele.

_ lembra uma vez que você  me fez a mesma pergunta? Eu me lembro, eu estava aqui falando para você  que a hakudoushi tinha problemas  de audição, você  ficou surpreso, porque nunca notou tal deficiência  em sua filha, eu disse que o motivo era porque você  vivia gritando com ela. E foi ai que você  me fez essa mesma pergunta. Naquele tempo, eu não  tive coragem de responder com firmeza, mas agora eu tenho. Sim Sesshoumaru, você não  deu amor às  suas filhas...

_ como não? Eu sempre deu tudo o que elas quiseram. Essas garotas sempre tiveram tudo do bom e do melhor...

Ele se levanta da cadeira e vai para o canto do escritório, onde ficava a prateleira com os livros. Ele fica de costas para Rin.

_ você  sempre deu tudo à  elas, mas nunca deu amor. Você  sempre foi um otimo marido, mas um pessimo pai. E eu sei o porque?

_ sabe? Então  me diga já  que você  é  tão  esperta...

Ele coloca uma das mãos no bolso da calça.

_ porque você  queria ter tanto um filho homem, quer dizer....você  ainda quer. Parece que você  culpa as meninas por elas não  terem nascidas homens. Você  as vê  como um fardo a ser carregado e não  percebe que elas são  também  suas filhas, amam você  como um pai tal como se fossem homens o amariam do mesmo  jeito. Mas você  tem esse preconceito para com elas...

_ eu não  sou um homem preconceituoso Rin...

_ Não?...

Ela pergunta dando ênfase.

_ se fosse não  teria me casado com você...

Ele solta tal frase sem querer.

_ desculpe, eu não  quis dizer isso...

_ eu não estou brava Sesshoumaru. Sim, eu sou uma mulher estéril, sei que por causa disso muitos homens não  iam querer se casar comigo, mas eu devo te agradecer por ter se casado comigo ? Você  se casou comigo foi por amor, não  foi?

_ claro que foi, não  tenha duvida disso...

_ então  Sesshoumaru, apesar de eu ser uma mulher estéril você  me ama, porque precisa ser diferente com suas filhas?

_ isso é  diferente, não  tem comparação...

Ela se aproxima dele  e lhe toca um dos ombros.

_ Não  é  tarde para você  reconhecer seu erro e concerta-lo...a hakudoushi está  grávida, precisa de você  mais do que ninguem neste momento, eis ai a sua chance...

Ele fica  em silêncio, parece que estava refletindo.

_ Não, eu não  posso passar a mão  na cabeça  dela. A hakudoushi se tornou uma vadia, é  uma desonra para o pai ter uma filha solteira e grávida, a partir de hoje eu não  a considero mais a minha filha e ela terá  que ir embora desta casa...

_ se ela for embora, eu também  vou Sesshoumaru...

Rin tira a mão  de sobre o ombro dele. Ele vira o rosto e a olha de lado.

_ está  bem, ela pode ficar...por você, eu estou fazendo isso por você...- agora sesshoumaru se vira para Rin-... mas minha filha a hakudoushi não  é  mais...

Ele diz isso, depois se desvia da esposa e sai do escritório.


Notas Finais


Ola pessoal, td bem com vocês. Estou postando mais um cap e espero que gostem.
Vocês devem estar pensando: oxe, fic que não acaba kkkkk
Proximo capitulo será o final definitivo kkk é que eu escrevo e quando vejo já deu mais de dois mil palavras kkkk
Muito obg a todos, bjs 😘😘😉


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