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História Preconceito - Capítulo 28


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Capítulo 28 - Cap 28


Sesshoumaru então decide não  mandar hakudoushi ir embora, porém  sua presença naquela casa era indiferente para ele.

Ele passou a ser totalmente indiferente à  filha. Onde coincidiam de estarem juntos, Sesshoumaru não  falava com Hakudoushi, sequer lhe dirigia uma palavra e algumas vezes aquilo tornava o ambiente um pouco constrangedor como no momento das refeições.

Ele também  não  permitia mais a saída  da garota. Ela não  podia andar livre na cidade por conta de sua barriga que mês  a mês  crescia de forma rápida.

Hakudoushi estava então  confinada a mansão.

E assim lhe sucedeu até  o momento  que completou  nove meses. 

Rin sempre esteve com ela, lhe fazendo companhia.

Enquanto isso, kanna aproveitava um pouco a liberdade que tinha, visto que a atenção  de Rin e até  mesmo de Sesshoumaru  estava voltada para sua irmã.

Ela, naquele momento, estava sentada no banco do piano da sala e tocava algumas teclas aleatórias. Era difícil  tocar sem o professor para lhe guiar. Kohaku costumava  ensinar-lhe tocar o piano apoiando a mão dele  sobre a mão  dela e assim os dois acabaram se apaixonando.

O problema era que além  de kohaku  ser pobre e mordomo, ele era vinte anos mais velho que Kanna, motivos pelos quais Sesshoumaru era totalmente, absolutamente contra qualquer envolvimento sentimental de sua filha com o mordomo.

Kanna estava tocando o piano e kohaku de repente ou por querer entra na sala. Não  havia ninguem lá , apenas  a jovem cuja aparência  clara tornava sua beleza chamativa.

Kohaku então  se aproxima. 

_ senhorita kanna, está  tudo bem? Quer ajuda para tocar o piano?

_ kohaku....

Ela sussurra assustada o nome do rapaz, já  havia levado tanta bronca de Sesshoumaru por causa dele que se assustou ao ouvir o som de sua voz, porem logo ela sente seu coração  disparar e as orbes tremerem

_ embora as teclas que toca sejam aleatórias, a senhorita formou uma bela canção. Isso mostra que a senhorita tem musicalidade.

Ele diz tirando um lindo sorriso dos labios de Kanna que o encanta. Kanna era muito bela aos seus olhos.

_ sinto a falto do senhor para me guiar nas canções.  A professora que meu pai contratou é  muito rígida e séria, sinto saudades de escutar o som de seus sorrisos senhor kohaku...

Ela diz e logo sente as bochechas corarem. Ainda permanecia sentada no banco do piano, de frente para o mesmo e parecendo olhar para o nada devido sua deficiência  visual, mas em seus olhos tinha um brilho alegre e terno.

_ eu também  sinto saudades da senhorita....quer dizer...do tempo que passávamos juntos tocando o piano. Pouco prazer tive eu nesta vida, e estar com a senhorita sem duvida foi um desses raros momentos.

_ você  diz palavras tão  bonitas senhor kohaku, as vezes eu penso  que meus sentimentos podem  ser   correspondidos...

Ela diz tímida , ele arregala os olhos também  sentindo o coração  disparar. Kohaku se segura para não  se aproximar mais de kanna, ele se segura para não  se deixar levar pelo desejo de abraça-la.

_ senhorita, tenha certeza que seus sentimentos são....

Ele ia falar correspondidos por mim, porem Sesshoumaru entra na sala pela porta de entrada da mansão  e os pega conversando. Logo seu semblante fica sério.

_ kanna, vai já  para seu quarto e você  kohaku vá  fiscalizar o jardineiro. Onde anda aquele patife? Já  disse que não  quero que minha esposa mexa com terras.

Ele diz isso porque antes de chegar viu Rin agachada no viveiro  com luvas e uma tesoura enorme na mão  mexendo com as plantas e plantando novas espécies.

_ sim senhor...

Kohaku responde  e sai da sala e kanna tem que se virar para poder ir para o quarto sozinha, embora ela já  estava habituada com a mansão  e seu quarto era no térreo, proximo à  sala.

Depois de dar a ordem, Sesshoumaru sobe a escada e vai para seu quarto a fim de tomar um banho e depois jantar com a familia. Já  estava quase na hora da janta, era fim de tarde.

Ele passou a odiar ver sua esposa mexendo com as plantas e as rosas,  porque ela sempre costumava fazer isso bem na hora que ele chegava  e portanto não  estava mais  no quarto o esperando chegar  para “ mima-lo" com suas carícias ternas.

Antes, quando Sesshoumaru  voltava do banco, Rin estava o aguardando no quarto, tomava banho com ele, fazia-lhe massagem relaxante e se enchiam de beijos românticos , porém  ela achou, como uma forma de puni-lo por ignorar Hakudoushi, que se ausentasse daquele momento com o marido talvez ele voltasse  a tratar a filha bem. 

Rin se enganou quando pensou tal coisa, isso só  fez Sesshoumaru ficar com mais raiva ainda. 

Ele então  sobe a escada e vai para o quarto, e depois de tomar banho, ele se deita na cama vestido com um roupão  branco. Aquele dia foi um dia cansativo, como as mãos delicadas de Rin lhe faziam falta, ele pensa com a nuca sobre o travesseiro se lembrando da massagem que ela lhe  fazia.

Porém  logo se levanta, se veste de forma social com uma camiseta azul clara e uma calca social preta, sapatos pretos e perfume,  mesmo em casa Sesshoumaru odiava ficar relaxado, e depois saí  do quarto.

Quando ele estava andando no corredor, se ouvem gemidos de dor vindo do quarto de hakudoushi. Ele estranha e sem pensar duas vezes entra no quarto da jovem. Ela estava em cima da cama com as duas mãos  na barriga e com a calça  que utilizava molhada.

_ pai, vai nascer pai, vai nascer...

Ela diz sentindo as dores das contrações do parto, seu rosto estava todo suado.

Hakudoushi estava vestindo uma camiseta preta larga com desenhos de dragão  na frente e que tinha a manga cortada em forma de alça e uma calça  jeans azul. Naquele tempo, aquelas vestimentas eram um escândalo. Tais vestes ela havia comprado na capital.

Sesshoumaru arregala os olhos.

_ espere, que vou chamar a parteira...

_ chame o medico pai por favor, chame o médico...

_ Não, eu não  quero que ninguem saiba que você  está  grávida, isso será  uma desonra para mim....

_ pai....por favor...

Ela diz com voz de dor e choro ao mesmo tempo. Hakudoushi estava sentindo que aquela gravidez não  era uma gravidez como as demais.

_ cale-se, será  como eu quero e vê  se me dá  um neto homem e não  uma mulher imprestável  como você...

_ chame a Rin pai, chame a Rin, ela vai me entender...

_ Não  a aborreça com bobagens. Eu vou chamar a parteira, ela dará  uma jeito  nisso.

Ele diz ríspido  e sai do quarto enquanto hakudoushi sentia muita dor por causa das constantes contrações.

Ele vai até  o quarto onde também  tinha telefone e disca o número  da parteira. Foi questão  de minutos para parteira chegar até  sua mansão, visto que a mansão  ficava um pouco afastada da cidade e a parteira também  morava afastada da cidade.

Rin só  foi saber que  hakudoushi estava  em trabalho de parto quando a parteira chegou na mansão.  Sesshoumaru não  a avisou. Ela estava agachada no canteiro mexendo com as plantas quando viu a parteira passar pela estrada de tijolinhos  que enfeitava o local.

Rin rapidamente se levanta reconhecendo a senhora e franzi a testa. Depois ela imediatamente pensa em hakudoushi, solta de forma rápida a tesoura e corre para a mansão.

Rin chega no quarto de hakudoushi quase que concomitantemente com a parteira.

Sesshoumaru estava em seu quarto. Não  queria assistir o parto, porque o filho  que hakudoushi estava esperando era o filho de sua desonra.

Porem mal sabia ele que aquele momento em que conversou com a filha era um dos poucos momentos que a jovem teria ainda em vida.

A parteira se aproxima e vê  que a calça jeans azul  de hakudoushi estava manchada com sangue. Não  era normal sair sangue na gravidez antes de sair a criança.

Ela olha para Rin, que já  estava ao lado da jovem tentando acalma-la e manda chamar o médico.

_ o que? O que a senhora disse?...

Rin pergunta  não  ouvindo bem o que a parteira lhe falou por causa dos constantes gritos  de hakudoushi.

_ chame o médico, essa jovem está  tento uma gravidez complicada..... provavelmente  a vida dela e a da criança  estão  em risco.

Rin arregala os olhos, no mesmo momento solta da mão  de hakudoushi  e vai até  seu quarto chamar o médico.

Quando ela entra no quarto, sessshoumaru estava tranquilo sentado na cadeira da escrivaninha de forma relaxada e lendo um livro.

Rin entra com pressa e vai direto para o telefone, disca o número  do hospital e solicita um medico com urgência.

_ Eu já  disse que não  é  para chamar o médico, eu não  quero que ninguem saiba que eu tenho uma filha vadia. A parteira dá  uma jeito nisso...

Ele diz sem desgrudar os olhos do livro.

Rin já  estava com a mão  na maçaneta  quando o escutou falar, ela apenas olha para ele em silêncio. Tal silêncio  chama a atenção  de Sesshoumaru e o faz erguer a cabeça  e direcionar sua atenção  para a esposa.

Ela estava chorando. Seus olhos estavam banhados com um brilho triste, mas não  era um brilho triste  por sofrer de amor como tantas vezes ela sofreu por ele e o encarou, era uma tristeza mais profunda, um prenúncio de perda.

Sesshoumaru já  imediatamente associa à  hakudoushi. Ele se levanta da cadeira, Rin percebe que ele entendeu o recado, abre a porta e saí  correndo.

Quando ela chega no quarto de hakudoushi, a parteira já  estava adiantando o trabalho do parto. Hakudoushi já  estava em posição  de parto com um lençol  a cima de suas pernas. A cabecinha do bebê  já  estava sendo sentindo pela parteira.

Ela avisa Rin.

Rin sorri e vai se sentar ao lado da jovem para conforta-la com o simples toque de sua mão  na mão  dela.

Não  demora muito o bebê  nasce e ao som de seu primeiro  choro Sesshoumaru entra no quarto.

Ele vê  o bebe branquinho sujo de sangue chorar  nas mãos  da parteira que o levantava para o alto. Foi poucas as vezes que o coração  de Sesshoumaru bateu acelerado e aquele momento foi uma dessas poucas vezes.

Ele começou  a se aproximar com passos lentos. 

A parteira colocou o bebê  no colo de hakudoushi após  ter cortado o cordão  umbilical. A cama estava suja de sangue assim como a roupa da parteira.

Hakudoushi sorri quando pega seu bebê  no colo, era uma linda menina com cabelos prateados, olhos verdes como os do pai e com o sinal de lua na testa, provavelmente  herança  do avô.

Ela estava com a boca pálida.

Logo o médico  entra no quarto e com muita pressa, sem se explicar, toma o lugar da parteira e pede para apenas um dos pais ficar no quarto.

Naquele instante, hakudoushi aperta a mão  de Rin forte e diz.

_ eu quero que a minha mãe  fique....

Ela olha para Rin e engole a pouca saliva que tinha na boca.

As lagrimas que banhavam os olhos  da morena terminam de cair, ela entende o recado da filha, da sua filha.

_ Eu vou ficar com ela.....eu vou ficar com a minha filha....

Rin diz alegre pela jovem ter a reconhecido como mãe. 

A parteira pega o bebê  do colo de hakudoushi e depois entrega para Sesshoumaru. A criança  chorava, berrava, mas quando foi para o colo de Sesshoumaru parou de chorar.

Ele também  estava com uma lagrima pendente nas pálpebras  inferiores e ao segurar a neta,  as lagrimas escapam de seus olhos e rolam pelo seu rosto belo.

Ele olha para a menina em  seu colo e sente vontade de chorar, não  sentiu isso nem quando suas filhas nasceram, mas segura as lagrimas para elas não  inundarem mais seus olhos e sai do quarto com a parteira.

Enquanto isso o medico tentava conter  a hemorragia  uterina de hakudoushi, porém  ele não  consegue. Ficou quase uma hora tentando e não  conseguiu. 

A jovem não  estava mais nem sentindo dor de tanto sangue que havia perdido. Ela teve o que se chama de atonia uterina. É  uma complicação  que pode ocorrer em partos, principalmente de adolescentes primigestas.

Se resolveria com mais facilidade se estivesse  no hospital, mas como hakudoushi não  estava nem foi atendida por uma médico  antes, que poderia ter previsto  a complicação  e solicitado uma ambulância  para levá-la até  o hospital, a jovem já  estava caminhando para a morte.

Ela  havia perdido muito sangue e estava fraca, mal conseguia abrir as pálpebras direito.

Quando o medico revelou isso a Rin no corredor,  ela desmaiou de desespero.

O medico então desceu a escada ate chegar na sala segurando Rin  nos braços. 

Sesshoumaru estava tambem na sala carregando a neta nos braços  e a balançando  gentilmente . Ele mantinha a atenção  tão  vidrada na neta que só  percebeu a presença  do medico quando o mesmo se aproximou do sofá  e colocou Rin  desmaiada no mesmo.

_ o que é  isso? O que aconteceu?...

Ele dá a neta para o médico  segurar e vai se agachar ao lado de Rin para ver como ela estava. Se assustou ao ver que a esposa havia desmaiado.

_ se eu fosse o senhor, ia se despedir de sua filha...

_ o que?

Ele pergunta ao médico com um semblante assustado.

_ sua filha está  morrendo senhor Taishou, vá  dizer adeus à  ela, eu fico aqui na sala com sua esposa e seu neto...

Ele rapidamente se ergue e sobe a escada correndo, comparece  rapidamente no quarto de hakudoushi.

Ela estava deitada na cama, com as pernas cobertas por um lençol  marrom. Quando Sesshoumaru se aproxima, a face da jovem já  era pálida e sem vida. Foi a pior imagem que ele teve que presenciar.

_ hakudoushi....hakudoushi...filha...

Ele diz se sentando ao lado dela e a chacoalhando. Com muita dificuldade ela abre os olhos e olha para o pai.

_ pai....papai...me desculpe por ter te decepcionado...me desculpe por ter trazido tanta desonra ao senhor...

Ela diz de forma lenta já  quase sem voz.

_ Não, não  acredite no que eu disse  filha, foram palavras impensadas e proferidas pelo meu orgulho ferido,  você  não  é  uma desonra para mim...

Seus olhos ambares se enchem de lágrimas  naquele momento.

_ pai, prometa que o senhor não  vai se comportar com a kanna como se comportou comigo.... dói  muito sentir o desprezo de um pai, e ela já  sentiu isso quando era uma criança....

_ eu lamento que  tenha te feito sentir o meu desprezo. Julguei tanto você  e não  percebi que a minha maior desonra era o meu orgulho, o meu preconceito...

_ pai....

_  filha, eu prometo. Me perdoe....eu agi sem pensar, me perdoe  hakudoushi...

_ cuida bem da minha filha pai, só  isso que eu te peço  e então eu não  terei que te perdoar...

_ eu vou cuidar dela hakudoushi, e vou dar a essa menina todo amor que eu não  consegui te dar. 

A jovem então  sorri olhando para o pai dando a entender que o havia perdoado e depois dá  o último  suspiro, e desfalece.

E sesshoumaru em desespero começa  a chorar. Ele abraça  o corpo da filha e chora como uma criança  sem tentar conter as lágrimas, sem tentar conter o choro.

_ hakudoushi...minha filha...não  morra...

Ele grita desesperado sobre o corpo da filha. 

_ me perdoe...me perdoe....volta para mim filha....volta....

Por sua característica e personalidade, Sesshoumaru não  era um homem de fazer escândalos nem tão  pouco de chorar e muito  menos alto. Mas naquele momento seu remorso estava falando mais do que ele mesmo, por isso estava se comportando de forma descontrolada.

Depois  de passar quase uma hora chorando lágrimas  de arrependimento sobre o corpo da filha, ele a deixa na cama e sai do quarto. Desce a escada para a sala parecendo uma pessoa desolada. Rin que o aguardava já  acordada  vê  ele descer as degraus com um semblante aéreo, mas não  é  isso que entrega o falecimento de hakudoushi e sim as vestes dele suja de sangue na altura das coxas e do abdome. Ela se lembra do sonho  e por isso se debulha em lagrimas.

O medico ainda segurava a bebê  no colo. Rin não  estava com a cabeça  para segurar uma criança. Ela então se senta no sofá e começa a chorar amargamente  colocando as mãos  no rosto.

Sesshoumaru não  consegue ir consola-la, porque ele estava  precisando de consolo. Mal podia acreditar que sua filha estava morta, mal podia conter a dor do remorso em seu peito.

Ele passa direto pela sala em direção  ao seu escritório.

Logo kohaku chega na mansão. Ele estava  ausente aquele dia, porque era sua folga. 

Naquele momento em que ele chegou, as empregadas da mansão estavam todas ao redor de Rin tentando consola-la.

Naquele dia houve apenas choro na mansão e o clima ficou melancólico  por muitos  dias. 

Depois que se passou dois meses, Rin  e Sesshoumaru  tiveram que tirar forças  de onde não  tinham para cuidar da neta. O consolo deles era a neta, e Sesshoumaru estava sendo atencioso e amoroso. Parece que havia se tornado outro homem.

Ele chega do trabalho e vai direto para o quarto não  por causa das massagens e carícias  que Rin lhe fazia, mas para ver a neta, para ficar um momento com ela, inclusive ele até  “ brigava" com  a esposa para segura-la.

_ meu amor....

_ oi Rin...

Ele diz segurando a neta no colo e a balançando gentilmente. Sesshoumaru estava sentado na beirada da cama. Rin toca nos ombros dele com as duas mãos.

_ eu tenho uma notícia  para lhe dar...

Ela diz proxima à  um  de seus ouvidos. Sesshoumaru sabia que quando Rin lhe dizia ter uma noticia e se comportava de forma carinhosa era porque vinha alguma “ bomba".

_ diga meu bem...diga...

Ele diz olhando para a neta e ainda a balançando  nos braços. 

_ o kohaku, sabe....ele vai pedir a kanna em casamento hoje no jantar... eu estou te avisando para você  não  fazer um escândalo. 

Ela diz esperando que o mesmo fosse “ bufar".

_ Se ela o ama, o que tem demais , ele parece ser um bom rapaz...

_ o que?

Rin franzi a testa estranhando a atitude do marido.

_ você  está  em seu juízo perfeito Sesshoumaru?

Ela pergunta puxando delicadamente a face dele para olhar para a sua.

_ Sim, eu estou, porém  me desprendi que alguns preconceitos, prometi que faria isso para alguém muito  especial....

Rin entende o que ele quis dizer. Aquela mudança  brusca de Sesshoumaru para melhor era por causa de hakudoushi. 

Ela então  o olha com ternura sentindo orgulho do marido e o beija suavemente.

Pena que algo terrível teve que acontecer para sessshoumaru entender que o preconceito  faz mal não  somente para a pessoa que é  vítima, mas também  para quem o propaga.

E assim acontece, passam-se os dias, os meses e logo chega o momento do casamento entre kanna e kohaku.

Sesshoumaru mandou fazer uma cerimônia gigantesca  e convidar todo mundo de Shikon no Tama, inclusive sua mãe  que ele já  não  via há  dez anos.

Desde quando Satori contou-lhe a verdade, Sesshoumaru a renegou como mãe. Ela então  passou a ser sustentada por Rin em sua casa na capital.

Satori  passou a morar com Sango e Miroku, que se apaixonaram na longa viagem que fizeram e acabaram se casando.

Na cerimonia do casamento de Kanna, Rin reencontrou   seu irmãozinho de oito anos, fruto do amor de sua mãe  biológica  com miroku.

Ela naquele instante estava em pé no altar da igreja ao lado de Sesshoumaru com um vestido deslumbrante cor azul. Seu braço  estava entrelaçado com o dele e todos esperavam Kanna chagar. Kohaku já  estava no altar, nervoso pela demora da noiva.

Rin, lá  do alto, pode contemplar todos sentados na igreja, agora imensa igreja, pois sesshoumaru havia mandando amplia-la consideravelmente.

Estavam todos. Kagome ao lado de Inuyasha, eles haviam encontrado o amor nos olhos um do outros.

Kagura vestida elegantemente tentando parecer uma dama,  mas sem sucesso devido sua vulgaridade, ela estava ao lado de seu “ veinho" de quase oitenta anos, só  esperando ele bater as botas para colocar as garras na herança.

Kikyou também  estava presente na igreja, Rin se alegrou quando a viu, porem ela ainda estava com uma aparência aborrecida e aparentava ser mais velha do que era.

Sara, por incrível  que pareça, também  compareceu a cerimônia ao lado de uma belo rapaz de olhos azuis, até  aquele momento ela não  havia conseguido se casar, porque sempre escolheu demais seus pretendentes. Queria um que parecesse e estivesse na altura de Sesshoumaru, porém  nunca achou  e acabou perdendo grandes amores.

Estavam todos na igreja, não  faltava ninguem. Sango e Miroku  estavam do outro lado do altar, eles foram convidados para serem o padrinho e a madrinha por parte de kohaku.

Satori estava deslumbrante na primeira fileira da igreja ao lado também  de um senhor muito rico, provavelmente iria dar o golpe do baú, visto  que seu filho Sesshoumaru havia lhe perdoado, mas não  voltado a lhe dar regalias financeiras.

Logo um jovem vem avisar Sesshoumaru que kanna já  havia chegado e o aguardava no carro para ele a conduzir.

Ele solta de Rin gentilmente  e vai até  sua filha. 

Depois disso, não demora muito e logo se escuta a música  da entrada. Ele e Kanna então  começam  a entrar na igreja ao som do piano.

Sesshoumaru entrega Kanna para kohaku, mas antes disso lhe direciona uma olhar mortal, que somente os genros decifravam o código contido na intensidade do olhar de seus sogros:  se você  não  fizer minha filha feliz, eu te mato.

Ele volta para estar ao lado de Rin.

A cerimônia  então  começa.

_ meu amor, por favor me leve daqui, eu não  estou me sentindo bem...

Rin diz no ouvido de Sesshoumaru. Ela estava com náusea.

_ está  bem...

Ele pede para um casal  presente na igreja e proximo ao altar ficar no lugar deles e depois conduz Rin para mais dentro da igreja, longe da multidão. Ela se senta no banco que tinha no local e diz que está  sentindo vontade de vomitar.

Sesshoumaru, muito preocupado manda chamar o medico, que também  estava na igreja assistindo a cerimônia.

O médico  prontamente vai atender Rin.

Isso tudo acontece de forma sucinta, sem atrapalhar a cerimônia.

O medico então  confirma a gravidez de Rin.

_ grávida....minha esposa está  gravida?

_ sim  senhor Taishou e digo mais, pela intensidade dos sintomas que ela me descreveu, pode ser gêmeos.

_ gêmeos?...

Ele pergunta enquanto que Rin sorri e agradece ao Senhor pelo milagre. Ela havia pedido tanto em oração  aquele milagre e recebeu dois de presente.

Porém  o médico  errou na conta, não  eram gêmeos, eram trigêmeos e todos homens.....

_ já  nasceu um senhor Taishou, já  nasceu um....

Diz o novo mordomo da mansão  à  sesshoumaru que estava nervoso na sala, andando de uma lado para o outro.

Depois de algum tempo.

_ nasceu o segundo senhor Taishou, o segundo....

_ isso....

Ele diz fechando o punho e fazendo Vitória  com a mão.

Depois de algum tempo, nasce o terceiro.

Sesshoumaru já  não  aguentando de tanta ansiedade e  entra no quarto segurando a neta no colo, ela já  estava com um ano e cinco meses e se chamava Clara Taishou

_ meu amor olha como formos abençoados....

Rin diz com os três  bebês  no colo.

_ é....fomos muito abençoados....

Ele responde, beijando a bochecha da neta , depois a sentando na beirada da cama ao lado de Rin e pegando seus três  filhos  no colo.

Rin abraça  a Clarinha  e   a beija na bochecha copiando seu marido, querendo dizer que a menina  fazia parte da bênção também.

Agora uma nova família  estava se formando, sem preconceitos, unidos pelos laços  do amor e da confiança.

FIM

 

E assim termino a história caros leitores, espero que com ela tenha conseguido  passar que o preconceito seja de qualquer tipo não  é  bom e apenas nos distancia da felicidade. Não  somente a vítima  sofre as consequências  de ser diferente do que a sociedade determina como normal, mas também  sofre quem propaga o preconceito.

“ Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6: 7” 


Notas Finais


Olá leitores, eis o capitulo final, espero que tenham gostado de ler. Agradeco a todos que leram, comentaram e favoritaram, muito obg, bjss😘😘👏


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